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  • A Missa segundo o mí­stico São Padre Pio

    Que nossos fiéis e leitores amigos possam tirar dessas palavras um caminho para melhor assistir a sua missa. Queria acrescentar aqui um pequeno comentário: onde fica, depois de se ler esta pungente entrevista a que distância entre esta descrição de um verdadeiro Sacrifício realizado no altar, e outras missas que andam inovando por ai.

    Padre, o Sr. ama o Sacrifício da Missa?

    Sim, porque Ela regenera o mundo.

    Que glória dá a Deus a Missa?

    Uma glória infinita.

    Que devemos fazer durante a Missa?

    Compadecer-nos e amar.

    Padre, como devemos assistir à Santa Missa?

    Como assistiram a Santíssima Virgem e as piedosas mulheres. Como assistiu S. João Evangelista ao Sacrifício Eucarístico e ao Sacrifício cruento da Cruz.

    Padre, que benefícios recebemos ao assistir à Santa Missa?

    Não se podem contar. Vê-lo-ás no céu. Quando assistires à Santa Missa, renova a tua fé e medita na Vítima que se imola por ti à Divina Justiça. Não te afastes do altar sem derramar lágrimas de dor e de amor a Jesus, Crucificado por tua salvação. A Virgem Dolorosa te acompanhará e será tua doce inspiração.

    Padre, que é sua Missa?

    Uma união sagrada com a Paixão de Jesus. Minha responsabilidade é única no mundo. (Dizia-o chorando.)

    Que devo descobrir na sua Santa Missa?

    Todo o Calvário.

    Padre, diga-me tudo o que o senhor sofre durante a Santa Missa.

    Sofro tudo o que Jesus sofreu na sua Paixão, embora sem proporção, só enquanto pode fazê-lo uma criatura humana. E isto, apesar de cada uma de minhas faltas e só por sua bondade.

    Padre, durante o Sacrifício divino o senhor carrega os nossos pecados?

    Não posso deixar de fazê-lo, já que é uma parte do Santo Sacrifício.

    O senhor considera a si mesmo um pecador?

    Não o sei, mas temo que assim seja.

    Eu já vi o senhor tremer ao subir aos degraus do altar. Por quê? Pelo que tem de sofrer?

    Não pelo que tenho de sofrer, mas pelo que tenho de oferecer.

    Em que momento da Missa o senhor sofre mais?

    Na Consagração e na Comunhão.

    Padre, esta manhã na Missa, ao ler a história de Esaú, que vendeu os direitos de sua primogenitura, seus olhos se encheram de lágrimas.

    Parece-te pouco desprezar o dom de Deus!?

    Por que, ao ler o Evangelho, o senhor chorou quando leu estas palavras: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue…”

    Chora comigo de ternura!

    Padre, por que o senhor chora quase sempre que lê o Evangelho na Missa?

    A nós nos parece que não tem importância que um Deus fale às suas criaturas e elas O contradigam e continuamente O ofendam com sua ingratidão e incredulidade.

    Sua Missa, Padre, é um sacrifício cruento?

    Herege!

    Perdão, Padre, quis dizer que na Missa o Sacrifício de Jesus não é cruento, mas a sua participação em toda a Paixão o é. Engano-me?

    Não, nisso não te enganas. Creio que tens toda a razão.

    Quem lhe limpa o sangue durante a Missa?

    Ninguém.

    Padre, por que o senhor chora no Ofertório?

    Queres saber o segredo? Pois bem: porque é o momento em que a alma se separa das coisas profanas.

    Durante sua Missa, Padre, o povo faz um pouco de barulho…

    Se estivesses no Calvário, não ouvirias gritos, blasfêmias, ruídos, e ameaças? Havia um alvoroço enorme.

    Não o distraem os ruídos?

    Em nada.

    Padre, por que sofre tanto na Consagração?

    Não sejas maldoso… (Não quero que me perguntes isso…)

    Padre, diga-me: por que sofre tanto na Consagração?

    Porque nesse momento se produz realmente uma nova e admirável destruição e criação.

    Padre, por que chora no altar, e que significam as palavras que pronuncia na Elevação? Pergunto por curiosidade, mas também porque quero repeti-las com o senhor.

    Os segredos do Rei Supremo não podem revelar-se nem profanar-se. Pergunta-mes por que choro, mas eu não queria derramar essas pobres lagrimazinhas, mas torrentes de lágrimas. Não meditas neste grandioso mistério?

    Padre, o senhor sofre, durante a Missa, a amargura do fel?

    Sim, muito freqüentemente…

    Padre, como pode estar-se de pé no Altar?

    Como estava Jesus na Cruz.

    No altar, o senhor está pregado na Cruz, como Jesus no Calvário?

    E ainda me perguntas?

    Como se acha o senhor?

    Como Jesus no Calvário.

    Padre, os carrascos deitaram a Cruz no chão para pregar os cravos em Jesus?

    Evidentemente.

    Ao senhor também lhos pregam?

    E de que maneira!

    Também deitam a Cruz para o senhor?

    Sim, mas não devemos ter medo.

    Padre, durante a Missa o senhor pronuncia as Sete Palavras que Jesus disse na Cruz?

    Sim, indignamente, mas também as pronuncio.

    E a quem diz: “Mulher, eis aí teu filho”?

    Digo para Ela: “Eis aqui os filhos de Teu Filho”.

    O senhor sofre a sede e o abandono de Jesus?

    Sim.

    Em que momento?

    Depois da Consagração.

    Até que momento?

    Costuma ser até a Comunhão.

    O senhor diz que tem vergonha de dizer: “Procurei quem me consolasse e não achei”. Por quê?

    Porque nossos sofrimentos de verdadeiros culpados não são nada em comparação com os de Jesus.

    Diante de quem sente vergonha?

    Diante de Deus e da minha consciência.

    Os Anjos do Senhor o reconfortam no Altar em que o senhor se imola?

    Pois… não o sinto.

    Se não lhe vem o consolo até à alma durante o Santo Sacrifício, e o senhor sofre, como Jesus, o abandono total, nossa presença não serve para nada.

    A utilidade é para vós. Por acaso foi inútil a presença da Virgem Dolorosa, de São João e das piedosas mulheres aos pés de Jesus agonizante?

    Que é a Sagrada Comunhão?

    É toda uma misericórdia interior e exterior, todo um abraço. Pede a Jesus que se deixe sentir sensivelmente.

    Quando Jesus vem, visita somente a alma?

    O ser inteiro.

    Que faz Jesus na Comunhão?

    Deleita-se na sua criatura.

    Quando se une a Jesus na Santa Comunhão, que quer peçamos a Deus pelo senhor?

    Que eu seja outro Jesus, todo Jesus e sempre Jesus.

    O senhor sofre também na Comunhão?

    É o ponto culminante.

    Depois da Comunhão, continuam seus sofrimentos?

    Sim, mas não sofrimentos de amor.

    A quem se dirigiu o último olhar de Jesus agonizante?

    À sua Mãe.

    E o senhor para quem olha?

    Para meus irmãos de exílio.

    O senhor morre na Santa Missa?

    Misticamente, na Sagrada Comunhão.

    É por excesso de amor ou de dor?

    Por ambas as coisas, porém mais por amor.

    Se o senhor morre na Comunhão, continua a ficar no Altar? Por quê?

    Jesus morto permanecia pendente da Cruz no Calvário.

    Padre, o senhor disse que a vítima morre na Comunhão. Colocam o senhor nos braços de Nossa Senhora?

    Nos de São Francisco.

    Padre, Jesus desprega os braços da Cruz para descansar no Senhor?

    Sou eu quem descansa n’Ele!

    Quanto ama a Jesus?

    Meu desejo é infinito, mas a verdade é que, infelizmente, tenho de dizer nada e me causa pena.

    Padre, por que o senhor chora ao pronunciar a última palavra do Evangelho de São João: “E vimos sua glória como do Unigênito Pai, cheio de graça e de verdade”?

    Parece-te pouco? Se os Apóstolos, com seus olhos de carne, viram essa glória, como será a que veremos no Filho de Deus, em Jesus, quando se manifestar no céu?

    Que união teremos então com Jesus?

    A Eucaristia nos dá uma idéia.

    A Santíssima Virgem assiste à sua Missa?

    Julgas que a Mãe não se interessa por seu Filho?

    E os Anjos?

    Em multidões.

    Padre, quem está mais perto do Altar?

    Todo o Paraíso.

    O senhor gostaria de celebrar mais de uma Missa por dia?

    Se eu pudesse, não quereria descer do Altar.

    Disseram-me que traz com o senhor o seu próprio Altar…

    Sim, porque se realizam estas palavras do Apóstolo: “Eu trago no meu corpo os estigmas de Jesus”. “Estou cravado com Cristo na Cruz.” “Castigo o meu corpo, e o reduzo à escravidão…”

    Nesse caso, não me engano quando digo que estou vendo Jesus Crucificado!

    (Nenhuma resposta)

    Padre, o senhor se lembra de mim na Santa Missa?

    Durante toda a Missa, desde o princípio até o fim, lembro-me de ti.

    A Missa do Padre Pio, em seus primeiros anos, durava mais de duas horas. Sempre foi um êxtase de amor e de dor. Seu rosto estava inteiramente concentrado em Deus e cheio de lágrimas. Um dia, ao confessar-me, perguntei-lhe sobre este grande mistério:

    Padre, quero fazer-lhe uma pergunta.

    Dize-me, filho.

    Padre, queria perguntar-lhe que é a Missa?

    Por que me perguntas isto?

    Para ouvi-la melhor, Padre.

    Filho, posso dizer-te que é a minha Missa.

    Pois é isso o que quero saber, Padre.

    Meu filho, estamos na Cruz, e a Missa é uma contínua agonia.

    Tirada de Tradition Catolica, nº 141, nov. 98 citando “Assim Falou o Padre Pio” (S. Giovanni Rotondo, Foggia, Itália, 1974) com o Imprimatur de D. Fanton, Bispo Auxiliar de Vicenza.

  • Missa – o que disseram os santos

    A santa Missa é o sacrifício do corpo e do sangue de Nosso Senhor Jesus
    Cristo, oferecido em nossos altares, em memória do sacrifício da Cruz. O
    Santo sacrifício da Missa é oferecido:

    1. Para adorar e glorificar a Deus;
    2. Para agradecer a Deus os benefícios recebidos;
    3. Para obter de Deus o perdão dos pecados
    4. Para pedir a Deus graças e favores

    Para tanto há testemunhos de verdadeiros católicos que deram muito valor a Santa Missa:

    “Na hora da morte, as Missas, às quais tiveres assistido, serão a tua maior consolação. Um dos fins da Santa Missa é alcançar para ti o perdão dos teus pecados.
    Toda Missa implora o teu perdão junto da justiça divina.
    Em cada Santa Missa, pois podes diminuir a pena temporal devida aos teus pecados – pena essa que será diminuída na proporção do teu fervor. Será ratificada no céu a benção, que do sacerdote receberes na Santa Missa.
    Assistindo a Santa Missa com devoção, prestas a maior das honras à Santa Humanidade de Jesus Cristo.
    Ele se compadece de muitas das tuas negligências e omissões.
    Perdoa-te os pecados veniais não confessados, dos quais, porém, te arrependes; preserva-te de muitos perigos e desgraças que te abateriam.
    Diminui o império de satanás sobre ti mesmo.
    Sufraga as almas do Purgatório da melhor maneira possível.
    Uma só Missa a que houveres assistido em vida, será mais salutar que muitas a que os outros assistirão por ti depois da morte, pois pela Missa participas da Paixão, morte e Ressurreição de Cristo.”
    (Santo Agostinho)

    “Cada Missa à que assistires, alcançar-te-á no céu maior grau de glória.
    Será abençoado em teus negócios pessoais e obterás as graças que te são necessárias.
    Nosso Senhor Jesus Cristo nos concede tudo o que Lhe pedimos na Santa Missa; e o que mais vale é que nos dá ainda o que nem sequer cogitamos pedir-Lhe e que, entretanto, nos é necessário.”
    (São Jerônimo)

    ”Seria mais fácil que o mundo sobrevivesse sem o sol, do que sem a Santa Missa”
    “A Missa é infinita como Jesus… perguntem a um Anjo o que é a Missa, e ele lhes responderá, em verdade eu entendo o que é e porque se oferece, mas sem dúvida, não posso entender quanto valor ela tem. Um Anjo, mil Anjos, o Céu inteiro, sabem disso e pensam assim”
    (São Pio de Pietralcina)

    “Todas as Missas tem um valor infinito, pois são celebradas pelo próprio
    Jesus Cristo com uma devoção e amor acima do entendimento dos anjos e
    dos homens, constituindo o meio mais eficaz, que nos deixou Nosso Senhor
    Jesus Cristo, para a Salvação da humanidade”.
    (Sta Matildes)

    “Nenhuma língua humana pode exprimir os frutos de graças, que atrai o
    oferecimento do Santo Sacrifício da Missa”
    (São Lourenço)

    “O martírio não é nada em comparação com a Santa Missa. Pelo martírio, o homem oferece a Deus sua vida; na Santa Missa, porém, Deus dá o seu Corpo e o seu Sangue em sacrifício para os homens.
    Se o homem reconhecesse devidamente esse mistério, morreria de amor.
    A Eucaristia é o milagre supremo do Salvador; é o Dom soberano do Seu amor.”
    “A celebração da Santa Missa tem tanto valor como a morte de Jesus na Cruz”
    (São Tomaz de Aquino)

    “Agradecemos, pois, ao Divino Salvador por ter-nos deixado este meio
    infalível de atrair sobre nós ondas da Divina Misericórdia.
    A Santa Missa é uma embaixada à Santíssima Trindade de inestimável
    valor; é o próprio Filho de Deus que a oferece.
    Se conhecêssemos o valor do Santo Sacrifício da Missa que zelo não teríamos em assistir a ela!”
    “A Missa é a devoção dos Santos”
    “Se conhecêssemos o valor da Santa Missa morreríamos de alegria”
    “Que feliz é esse Anjo da Guarda que acompanha a alma quando esta vai a Missa”
    (São João Maria Vianney, o Cura Dars)

    “A Santa Missa é o presente mais precioso e mais agradável que podemos
    oferecer à Santíssima Trindade; vale mais que o céu e a terra; vale o
    próprio Deus”.
    (Ven. Martinho de Cochem)

    “Uma única missa oferecida e participada em vida com devoção, pelo próprio bem, pode valer mais do que mil missas celebradas pela mesma intenção, depois da morte.”
    (Santo Anselmo)

    “Quando ouvirem que eu não posso celebrar a Missa, podem me dar por morto”. (São Francisco Xavier Bianchi)

    “O homem deveria tremer, o mundo deveria vibrar, o Céu inteiro deveria comover-se profundamente quando o Filho de Deus aparece sobre o altar nas mãos do sacerdote”
    “Sinto-me abrasado de amor até o mais íntimo do coração pelo santo e
    admirável Sacramento da Santa Missa e deslumbrado Por essa clemência tão
    caridosa e tão misericordiosa de Nosso Senhor, a ponto de considerar
    grave falta, para quem podendo assistir uma missa, não o faz”
    (São Francisco de Assis)

    “Fica sabendo, ó cristão, que mais se merece em ouvir devotamente uma só Missa do que distribuir todas as riquezas aos pobres e peregrinar toda a terra.
    Toda Santa Missa diminui teu purgatório.”
    (São Bernardo)

    “Oh gente enganada, o quê vocês estão fazendo? Por que não se apressam para ir às igrejas para ouvir tantas Missas quanto possível? Por que não imitam os anjos, os quais quando se celebra uma Missa, descem em esquadrões desde o Paraíso e se estacionam ao redor de nossos altares em adoração, para interceder por nós?”
    “uma missa antes da morte pode ser mais proveitosa do que muitas depois dela…”
    “Eu creio que se não existisse a Missa, o mundo já se teria partido em um abismo, pelo peso de sua iniquidade. A Missa é o suporte poderoso que o sustenta”
    (São Leonardo de Porto-Mauricio)

    “Saibam, oh! cristãos, que a Missa é o ato de religião mais sagrado. Não podem fazer outra coisa para glorificar mais a Deus, nem para maior proveito de sua alma, do que assistir a Missa devotamente, e tão frequentemente quanto possível”
    (São Pedro Julião Eymard)

    “Com orações pedimos graças a Deus; na Santa Missa comprometemos a Deus para que as conceda a nós“
    (São Filipe Neri)

    “O sacrifício do altar será a nosso favor verdadeiramente aceitável como nosso sacrifício a Deus, quando nos apresentamos como vítimas”
    (São Gregório, o Grande)

    “A Santa Missa é a obra na qual Deus coloca sob os nossos olhos todo o amor que Ele nos tem; é de certo modo, a síntese de todos os benefícios que Ele nos faz.”
    (São Boaventura)

    “A Missa é o sol da Igreja.”
    (São Francisco de Sales)

    “Após a consagração, eu tenho visto esses milhares de Anjos formando a corte real de Jesus, em volta do tabernáculo, eu os tenho visto com meus próprios olhos.”
    (São João Crisóstomo)

    “Nunca a língua humana pode enumerar os favores que se correlacionam ao Sacrifício da Missa. O pecador se reconcilia com Deus; o homem justo se faz até mesmo mais correto; os pecados são apagados; os vícios eliminados; a virtude e o mérito crescem, e os estratagemas do demônio são frustradas”
    (São Lourenço Justino)

    Sta. Matilde derrama em fervor sua alma de fogo: “Ó bom Deus, eu queria, que a cada momento, e sem cessar, milhares de coros de anjos te louvassem e adorassem…
    Queria ter tantos corações quantas estrelas há no céu, quantos folhas há nas árvores, quantas gotas d’água há nos mares do mundo, a fim de amar-te sem cessar…”
    Apareceu-lhe Jesus dizendo: “Toda essa honra podes preparar-me, e mais ainda do que desejas”.
    Um momento de “suspense”. “Como?” E com olhos ardentes aguarda a resposta.
    Jesus responde: “É só assistir à Santa Missa.” E de braços abertos sobre o altar, Jesus faz correr seu sangue de todas as chagas: “Eis as chagas que reconciliam a justiça do Pai. Todas as graças que a alma perdeu por descuido ou relaxamento, poderá recuperá-las plenamente, aproximando-se do Sto. Sacrifício do Altar, que contém a plenitude das graças”.

    Em certa ocasião, Santa Teresa se sentia inundada da bondade de Deus. Então, fez essa pergunta a Nosso Senhor: “Meu Senhor, como poderei vos agradecer?” Nosso Senhor lhe respondeu: “ASSISTA A UMA MISSA”.
    “Sem a Santa Missa, o que seria de nós? Todos aqui embaixo pereceríamos uma vez que somente isso pode deter o braço de Deus. Sem ela, certamente que a Igreja não duraria e o mundo estaria perdido sem remédio”.
    (Santa Teresa de Jesus)

    “Não podemos separar a Sagrada Eucaristia da Paixão de Jesus”. (Santo André Avelino)

    Eis um breve relato de algumas visões do padre Reus, com relação à maravilhosa realidade sobrenatural da Santa Missa. Falecido em odor de santidade, teve este sacerdote, a graça de ver o que acontece de sobrenatural durante a Santa Missa, a qual, por razão, costumava chamar de “A FESTA NO CÉU”.
    Eis, pois, o que lhe dera dado ver: “Nossa Senhora convida todo o Paraíso para participar da Santa Missa; e todos os anjos e santos A seguem em maravilhoso cortejo até o altar.
    Os Santos formam um semi-círculo ao redor do sacerdote celebrante e o acompanham até o altar.
    Lá chegando, estes se colocam atrás dos santos. Outra multidão de anjos cerca a igreja e cobre os fiéis, impedindo a aproximação dos demônios durante a Santa Missa, em honra à majestade de Nosso Senhor Jesus Cristo.
    A virgem Santíssima está sempre junto do celebrante, do lado do altar onde é servida a água e o vinho, e onde são lavadas as mãos do sacerdorte.
    É a própria Mãe de Jesus quem serve o celebrante e lava suas mãos. Entre Nossa Senhora e o celebrante, é convidado o santo do dia.
    Todas as almas do Purgatório também são convidadas pela Virgem Maria e permanecem durante toda a Santa Missa aos pés do altar, entre o celebrante e os fiéis.
    Conta o Padre Réus que ele via as almas do Purgatório e verdadeira festa quando grande esperança de libertação.
    Padre Réus via uma chuva caindo sobre o Purgatório durante toda a Santa Missa.
    No momento sublime da consagração, quando estas almas vêem Nosso Senhor Jesus Cristo em Corpo, Sangue, Alma e Divindade, sentem um desejo incontrolável de sair daqueles chamas e se atirarem em Seus braços, mas não conseguem, por não estarem ainda purificadas.
    Após a Consagração, acontece a libertação do Purgatório, das almas que já atingiram a purificação. Nossa Senhora estende a mão a cada uma delas e diz: “Minha filha, pode subir “.
    No momento da oração da PAZ, os anjos saúdam as almas libertadas do Purgatório, abraçando-as. É um momento de imensa alegria e beleza.
    Em seguida, estas almas, resplandecendo com a beleza indescritível, adornadas como noivas, como anjos, são intoduzidas triunfalmente no Paraíso, por uma multidão de anjos, ao som de música e cantos celestias.

    Fonte: Manual de teologia mística e pesquisa no google

  • Missa no relato de Santo André em 70 D.C.

    Santo André, apóstolo, †70

    Dia do Santo: 30 de Novembro

    *É conservada quase a mesma ortografia do livro original, repare na descrição da Missa.

    Quando começou o julgamento, Egeas (governador romano) tinha dito: “Es tu aquele Andre que derruba os templos de nossos deuses, e mete tolices na cabeça dos simples, para que abracem essa religião supersticiosa, contra a qual os imperadores deram ordens as mais severas ?”

    André: “Estas ordens foram dadas por imperadores que desconhecem a verdade; desconhecem a Jesus Christo, o Filho de Deus, que veio a este mundo para salvar os homens; são deuses, mas abjetos demonios.”

    Egeas: “Os judeus crucificaram Jesus Christo justamente por causa desta doutrina”

    André: “Ah ! Se conhecesses o mysterio da Cruz e comprendesses quem é Ele, que, Creador de todos os homens, por amor de nós tomou livremente a Cruz sobre si, para nos salvar!”

    Egeas: “Livremente não, porque foi processado, preso, condenado e crucificado.”

    André: “Quem como ele, predisse a morte; quem como ele, predisse o modo por que havia de morrer; quem como ele, depois de morto, resuscita glorioso do sepulcro; quem como ele, disse: “Eu tenho o poder de entregar minha vida e de rehave-la e confirma esta doutrina por fatos inegáveis, morreu porque quis, morreu livremente e a salvação é um fato que se impõe a crença de todos”

    Egeas: “É um absurdo ser discipulo de um crucificado”

    André: “Se me quiseres ouvir, eu te explicarei este mistério.”

    Egeas: “A desconhecem ainda os deuses, que morte na cruz não é mistério nenhum, antes vergonha e castigo.”

    André: “Uma coisa e outra: um castigo porque pela morte de cruz foi tirada a culpa do peccado; mysterio, porque tornou fato a graça substituiu o castigo e aos fieis é garantida a vida eterna.”

    Egeas: “Com estas fatuidades divertirás a quem quizeres; eu, porem te digo: Se não abandonares está religião, se não renderes honra aos deuses, eu te mandarei a flagelação e mesmo a cruz, visto lhe teres tanta veneração.”

    André: “O sacrifício que eu dia por dia offereço, não é incenso, não são holocaustos de bois e carneiros, mas é o Cordeiro immaculado, offerecido a Deus vivo e verdadeiro. Os fieis bebem o sangue e comem a carne deste Cordeiro, que não morre e a todos dá vida.”

    Egeas: “Como é possível isso ?”

    André: “Si quizeres tornar-te meu discípulo, eu t’o explicarei.”

    A este convite de graça, Egeas respondeu com ordem de prisão. André foi encarcerado.

    No dia seguinte sendo reiteradas as ameaças de morte e prestar culto aos Deuses romanos.

    André respondeu ao Governador Egeas: “Meu martyrio tornar-me-á mais agradável a Deus; meu sofrimento pouco tempo durará, ao passo que teu tormento não terá fim”

    Pregado na cruz, ficou dois dias nesta posição, edificando a todos os assistentes com os conselhos e orações. Aparecendo ainda com vida no terceiro dia, os fieis quizeram a força liberta-lo do tormento, mas quando puzeram mãos a obra, uma luz intensíssima desceu do céu envolveu o apostolo e depois de meia hora já tinha entregue a alma a Deus. Egeas sabendo de que o tinham sepultado o corpo do Apóstolo, enfureceu-se e pediu a exumação do cadáver. Deus porém castigou-o horrivelmente. Egeas ficou possesso do demônio e morreu em pleno desespero.

    “Salve, santa Cruz, tão amada, tão desejada! Tira-me do meio dos homens, e entrega-me ao meu Mestre e Senhor, para que eu de ti receba o que por ti me salvou” (Santo André)

    Fonte: Na luz Perpétua, Pe. João Batista Lehmann, 2ª. ed., Editora Lar Católico – Juiz de Fora – Minas Gerais, 1935

  • Prisioneiro do Amor – mensagem de Jesus a Vassula

    EU SOU O PRISIONEIRO DO AMOR
    HONRA OS MEUS SANTOS SACRAMENTOS

    29.9.1989

    Aleluia! O Senhor inclina-Se para me ouvir
    Todas as vezes que O chamo.
    O meu olhar está fixo em Vós, meu Senhor,
    penso em Vós incessantemente,
    Vós sois o meu Alimento,
    o meu Pão e o meu Vinho,
    não tenho necessidade de outro,
    neste mundo hostil.
    A minha alma tem sede de Vós,
    Por Vós, os meus lábios estão ressequidos,
    Vós sois o meu Deus que me procurou
    e me formou, apesar da minha miséria.
    Permiti-me que habite no Vosso Sagrado Coração.
    Amém.

    – Não te rejeitarei nunca. Todas as vezes que vens receber-Me, o Meu Sagrado Coração estremece de alegria. Fiz-Me mais Pequeno que nunca, na Pequena Hóstia Branca! Tomando-Me, aceitas-Me; e, aceitando-Me deste modo, tu reconheces a Verdade. Eu e tu somos Um Só Todo, nesse momento; tu estás em Comunhão Comigo. Que maior Delícia poderá haver do que estares Comigo, teu Deus? Que Encontro mais puro e santo? Eu, teu Deus, encontrando-te a ti, Minha criatura; Eu, teu Redentor e tu, aquela que Eu Mesmo remi. Eu, Jesus, amo-te loucamente. Como poderão ainda alguns de vós, duvidar do Meu Amor e ultrajar este Amor Puro e Santo? Como poderão muitos de vós, duvidar da Minha Santa Presença na Hóstia? A Minha Santa Eucaristia não deveria ser desperdiçada ou maltratada, como se não fosse Santa. Se compreendêsseis plenamente Aquilo que Eu vos ofereço e Quem recebeis em vós, bendir-Me-íeis continuamente. Olhai! Até os Meus Anjos, que vos olham do Alto, desejam este Alimento que vós podeis tomar; mas eles não o podem. Contudo, muitos de vós parecem não perceber a Sua Plenitude… Eu sou o Prisioneiro do Amor, por detrás de cada Sacrário, que aguarda e espera ver-vos chegar. Aproximai-vos, todos vós que ainda errais nesse deserto; vinde a Mim, puros e sem mancha. Permiti-Me que Me alegre em vós. E, assim, sereis mais gratos ao Meu Coração, com o vosso arrependimento, reconhecendo os vossos pecados. Não digais: “Por quê confessar-me? Não tenho nada a dizer ao meu confessor”. Não sejais, também vós, um dos que perderam o sentido do pecado; estais muito longe de ser perfeitos. Alguns de vós comportam-se ainda como se fossem sem mancha e tivessem atingido já a perfeição. Sede humildes, sede humildes. Poderíeis discernir facilmente os vossos pecados, se rezásseis com sinceridade de coração e se Me pedísseis Auxílio para os discernir. Bemaventurados sejam todos aqueles que obedecem à Minha Lei, que seguem os Meus Preceitos e que honram os Meus Santos Sacramentos. Abençoados sejam todos aqueles que vêm a Mim, cheios de fé, para Me Comer e Me Beber. Eu sou Santo. Tratai-Me, pois, com Santidade, para que, nesse momento, mais Santo que nunca, Eu derrame em vós as Minhas Graças, que acabarão por reanimar a vossa alma. Eu não escondo nunca as Minhas Riquezas; concedo-As gratuitamente, até mesmo ao último de vós. Vinde, que Eu desejo ardentemente estar convosco. Por conseguinte, não vos apresseis e não sejais impacientes, no recitar as vossas orações; não zombeis da Piedade; refleti e meditai nas Minhas Ordens. Mesmo que vós não Me vejais, Eu digo-vos que a Minha Mão está sobre cada um de vós e abençôo-vos, deixando em todos vós o Meu Suspiro. Sede um.

    Vassula é mística, mais informações nesse site ou no site oficial: http://www.tlig.org/pt

  • Milagre Eucarístico em Faverney – França, em 1600

    FAVERNEY – França, ano 1600

    O Milagre Eucarístico que aconteceu em Faverney, na França consistiu numa notável demonstração sobrenatural de superação da lei da gravidade.

    Faverney está localizado a 20 quilômetros de Vesoul, no Departamento de Haute Saône, Região Administrativa de “Franche-Comtè”, distante 68,7 quilômetros de Besançon.

    A Abadia onde se encontra a Igreja em que aconteceu o milagre, foi fundada por São Gude no século VIII e pertencia a Ordem eclesiástica de São Benedito. O Templo foi colocado sob a proteção de Nossa Senhora de La Blanche, representada por uma pequena imagem colocada à direita do Altar Principal, na Capela do Coro. Desde a sua fundação, a Abadia estava entregue as freiras, mas a partir de 1132, os monges as substituíram.

    No inicio de 1600 a vida religiosa do povo não era tão fervorosa o quanto deveria ser. O difícil aparecimento de vocações revelava a falta de estímulo espiritual da comunidade leiga. Por outro lado, viviam na Abadia somente seis monges e dois noviços. Mas para manter a fé das pessoas, debilitada pela terrível influência protestante, os monges procuravam sempre, realizar todas as cerimônias tradicionais, constantes do calendário litúrgico, revestidas com a maior solenidade, objetivando despertar o fervor espiritual na população. Também cultivavam com interesse e freqüência, a reza da Via Sacra, reza do Terço e a adoração do Santíssimo Sacramento.

    Para a celebração da Festa de Pentecostes em 1608, montaram um magnífico Altar de madeira próximo ao Portão de entrada do Coro, todo ele adornado com belíssimas flores. E de fato, a cerimônia religiosa realizada no domingo de Pentecostes foi bonita e participada por um grande número de fieis, que lotava o templo. Ao anoitecer, fecharam as portas da Igreja e os monges foram repousar, deixando duas lâmpadas com óleo para iluminar o Santíssimo Sacramento num Ostensório, que permaneceu exposto sobre o Altar.

    No dia seguinte, segunda-feira 26 de Maio, quando o sacristão Don Garnier abriu as portas da Igreja, observou que havia muita fumaça e chamas em quantidade, que subiam por todos os lados do Altar. Apressou-se em avisar os Monges, que imediatamente se uniram aos leigos e com todo empenho procuraram salvar a Igreja, porque as chamas violentamente devoravam o Altar e ameaçavam espalhar para consumir o templo. Um dos noviços chamado Hudelot, foi o primeiro a notar que o Ostensório com o Santíssimo Sacramento, elevou-se do Altar e ficou suspenso no ar e que as chamas se inclinavam e não tocavam nele. Estava acontecendo um notável milagre! As pessoas que estavam na Igreja ajudando a apagar o incêndio ao verem aquele fenômeno, ficaram impressionadas e a notícia se espalhou depressa. Os habitantes do lugarejo, pessoas que residiam nas proximidades, gente de todas as idades vieram ligeiro a Igreja para ver o que estava acontecendo. Os Frades Capuchinhos de Vesoul ao tomarem conhecimento do fato, também se apressaram em vir observar e testemunhar o fenômeno que se mantinha. Mesmo tendo os monges conseguido debelar o incêndio, o Milagre não cessou, o Ostensório com JESUS Sacramentado continuou flutuando no espaço. As pessoas que chegavam, ajoelhavam em demonstração de respeito, de temor e em sinal de adoração, diante do Ostensório suspenso no ar, enquanto diversos céticos, mudos, sem palavras e argumentos, também se aproximaram para constatar aquele notável milagre que acontecia.

    Ao longo do dia e durante a noite os monges não estabeleceram nenhuma restrição, e os curiosos puderam livremente visitar a Igreja e presenciar o fenômeno, que continuava.

    Na manhã de terça-feira, dia 27 de Maio, o Milagre permanecia. Vieram padres dos bairros circunvizinhos e de outras cidades e celebraram a Santa Missa em horários seguidos, enquanto o Ostensório se mantinha suspenso no ar. Aproximadamente às 10 horas da manhã, no momento da Consagração, na Santa Missa que estava sendo celebrada pelo Padre Nicolas Aubry, Pároco de Menoux, as pessoas presenciaram o Ostensório mudar a sua posição e suavemente descer sobre o Altar onde celebravam, que foi montado para substituir aquele que foi destruído pelo fogo. A suspensão do Ostensório permaneceu durante 33 horas.

    No dia 31 de Maio, uma investigação foi ordenada por S. Excia. o Arcebispo Ferdinand de Rye. Foram recolhidos cinqüenta e quatro testemunhos de monges, padres, autoridades, homens e mulheres do povo. Em 30 de Julho de 1608, depois de estudar os testemunhos e o material colecionado durante a investigação, o senhor Arcebispo decidiu afirmar que havia acontecido de fato, um notável milagre eucarístico.

    Examinando alguns detalhes da ocorrência, observamos:

    O Altar era de madeira e foi quase que completamente reduzido a cinzas, com exceção dos pés. Queimou totalmente a toalha de linho e o Corporal que estavam sobre a Mesa de Celebrações, assim como um dos lustres que decorava o Altar, ele foi encontrado derretido pelo calor do fogo. Todavia o Ostensório que abrigava JESUS Sacramentado estava perfeito, misteriosamente preservado de qualquer dano. As duas Hóstias Consagradas que se encontravam dentro dele, permaneceram intactas. Também foram poupados e permaneceram sem nenhum dano quatro preciosidades que estavam dentro de um tubo cristalino preso ao Ostensório: uma relíquia de Santa Agatha, um pequeno pedaço de seda que protegia a relíquia, uma proclamação de indulgências pelo Santo Padre, e uma carta episcopal em que a cera do selo derreteu e correu em cima do pergaminho, sem contudo alterar o texto.

    Sobre o Ostensório que se manteve flutuando livremente no espaço durante 33 horas, 54 pessoas testemunharam, inclusive padres de outras Ordens Religiosas que vieram presenciar o acontecimento sobrenatural. Deram declarações sob juramento e assinaram um documento que ainda é conservado.

    Considerando que a Igreja possuía piso de madeira, disseram também que a suspensão do Ostensório não foi afetada pelas vibrações das pessoas que se moviam ao redor para melhor observar o milagre, nem das pessoas que constantemente entravam e saiam do templo, assim como da atividade dos monges que se dedicaram a imediata remoção do material queimado pelo fogo e da montagem de um altar provisório. Posteriormente uma pedra de mármore foi colocada para marcar o local do milagre. Nela estão cinzeladas as palavras “Lieu Du Miracle” – Lugar do Milagre.

    Em dezembro de 1608, uma das duas Hóstias que estavam no Ostensório na hora da suspensão milagrosa foi transferida solenemente para a cidade de Dole, que era a capital do município.

    Durante a Revolução Francesa infelizmente o Ostensório do Milagre foi destruído, mas a Hóstia Consagrada foi preservada de qualquer dano por membros do conselho municipal de Faverney que a manteve escondida até passar o perigo. Depois, mandaram confeccionar outro magnífico Ostensório onde colocaram a Sagrada Hóstia. Dentro deste novo Ostensório à mesma Hóstia Consagrada que ficou em suspensão milagrosa durante 33 horas, sobrevivendo ao grande calor do fogo de um incêndio, encontra-se em perfeito estado de conservação e disponível à veneração dos fieis na Igreja de Nossa Senhora de La Blanche.

  • Milagres Eucarí­sticos no século XIII

    HASSELT, Bélgica, ano 1317

    Em 1317, um Padre de Viversel que ajudava na cidade de Lummen, foi solicitado a levar o Santo Viático (Sagrada Comunhão ministrada aos doentes e idosos) a um homem da aldeia que estava enfermo. Levando um Cibório com uma Hóstia Consagrada, o padre entrou na casa e colocou o utensílio sagrado encima de uma mesa enquanto foi conversar com a família e o doente, no quarto.

    Outro homem que estava em pecado mortal, provávelmente algum parente dele, passando pela Sala e vendo o Cibório, cheio de curiosidade, removeu a tampa de cobertura e segurou na Hóstia Consagrada. Imediatamente a Hóstia começou a sangrar. Assustado, jogou a Hóstia dentro do Cibório e saiu apressado. Quando o padre veio pegar o Cibório para ministrar a Comunhão ao enfermo, o encontrou aberto! Surpreso observou também que a Hóstia estava com manchas de sangue. No momento ficou indeciso sobre o que fazer, entretanto logo a seguir, decidiu procurar o senhor Bispo e levar o fato ao seu conhecimento. O pastor percebeu que se tratava de uma manifestação eucarística sobrenatural e por essa razão, aconselhou-o levar a Hóstia Milagrosa a um Sacrário na Igreja das freiras Cisterciense em Herkenrode, aproximadamente 50 quilômetros de distancia.

    Este convento que está perto de Liege, na Bélgica, foi fundado no século XII e pertence às freiras Cistercienses. Por causa da reputação venerável e repleta de santidade da comunidade religiosa, o senhor Bispo escolheu aquele local, porque estava convencido de que lá seria o lugar mais adequado para acolher a Hóstia Milagrosa.

    O sacerdote viajou para o Convento das Irmãs e assim que chegou, descreveu o acontecido. A seguir, acompanhado das Irmãs e em procissão entraram na Igreja e aproximou-se do altar. Quando abriu o Sacrário para colocar o Cibório com a Hóstia Milagrosa, teve uma visão de CRISTO coroado com espinhos, que também foi visto pelas pessoas presentes. NOSSO SENHOR parecia dar um sinal especial de que a vontade DELE era permanecer ali. Por causa desta visão e da presença da Hóstia Milagrosa, Herkenrode tornou-se um dos lugares mais famosos de peregrinação na Bélgica.

    A Sagrada Hóstia permaneceu na Igreja em Herkenrode até 1796, época da Revolução francesa, quando as freiras foram expulsas do Convento. Naquele tempo terrível a Hóstia foi confiada aos cuidados de diferentes famílias. Conta-se que foi até acomodada numa caixa metálica comum e embutida na parede da cozinha de uma casa.

    Em 1804, a Hóstia foi removida do esconderijo e levada em solene procissão para a Catedral de São Quintinus em Hasselt. O Templo possui uma bela arquitetura gótica e foi construído no século XIV. Contém pinturas impressionantes dos séculos XVI e XVII que recordam eventos da história do Milagre. Mas muito mais importante que a construção e a beleza da Catedral, é o Relicário com a Hóstia Sagrada do notável Milagre Eucarístico ocorrido em 1317 que ela abriga, em esplêndida condição de conservação. O Relicário foi colocado num Altar especial, aberto a veneração dos fieis.

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    DAROCA, Espanha, ano 1239

    Na cidade de Daroca, localizada no nordeste da Espanha, os habitantes se orgulham de seu passado histórico e de sua importância durante os tempos romanos. É protegida por muros altos em todos os lados e possui mais de cem torres para vigilância e observação. Distante aproximadamente 75 quilômetros de Zaragoza, foi escolhida pelo SENHOR para uma notável manifestação sobrenatural eucarística.

    O passado da cidade ainda parece vivo mostrando muros e castelos medievais, torres, praças e ruas conforme o traçado romano daquela época. Nas igrejas e museus podem ser encontradas a inestimável arte romana e dos mouros, observando-se também a predominância do estilo gótico e a influência do Renascimento.

    Todavia, embora tenha toda esta riqueza histórica, o maior tesouro de Daroca é a relíquia dos Sagrados Corporais, que data de 1239, quando aconteceu o milagre. Por aquele ano, quando a cidade de Valencia estava sob o reinado do Rei católico Dom Jaime, o rei sarraceno Zaen Moro decidiu tomar a cidade com as tropas que haviam chegado do norte da África. O rei católico percebendo as intenções do sarraceno, e sabendo que a força militar espanhola era menor, ordenou oferecer uma Santa Missa ao ar livre, e encorajou os soldados assim como os oficiais, a receberem a Sagrada Eucaristia. O Rei Jaime assegurou aos militares que se eles fossem fortalecidos espiritualmente com o Corpo do SENHOR, poderiam lutar sem medo porque receberiam a proteção e a ajuda Divina.

    Assim que terminou a distribuição da Santa Comunhão, os Sarracenos fizeram um ataque de surpresa. O sacerdote que celebrava a Santa Missa ficou confuso e aterrorizado com o estrondo de canhões, os tiros, gritos e toda a confusão que se formou. Por isso, ao invés de consumir as seis Hóstia Consagradas que restaram, as colocou por segurança entre dois Corporais. Rapidamente desceu do altar improvisado e colocou os Corporais com as Hóstias, debaixo de uma pedra a uma pequena distância.

    Num intervalo da batalha, quando os sarracenos se retiraram para agrupar as suas forças, os soldados católicos se ajoelharam diante do altar para dar graças a DEUS por aquela primeira vitória alcançada. Sem perca de tempo, o padre tentou encontrar o lugar onde havia escondido as Hóstias e teve grande dificuldade, porque em face da confusão reinante ficou em dúvidas quando ao local. Mas por fim encontrou os Corporais e logo abriu para verificar se estava tudo bem com as Hóstias Consagradas. Ficou perplexo com o que viu! As seis Hóstias tinham desaparecido e ficaram em seu lugar seis manchas de sangue no Corporal. Tinha acontecido uma notável manifestação milagrosa. Apressado, o sacerdote subiu ao altar improvisado e mostrou aos militares o Corporal com as manchas do Sangue do SENHOR, para reverência e veneração de todos.

    A notícia do milagre circulou ligeira e inclusive despertou ciúmes nos habitantes das cidades vizinhas. Como a celebração da Santa Missa foi realizada no campo, bem distante da cidade de Valência, as três cidades: Teruel, Catalayud e Daroca, reivindicaram que o milagre havia acontecido dentro de suas jurisdições territoriais. Todas as três queriam ficar com a custódia dos Santos Corporais. O assunto foi debatido durante muito tempo e depois de muitas palavras, decidiram que a disputa seria resolvida através da sorte. Embora fosse um critério incomum decidir através da sorte, o mesmo foi aceito pelos representantes das tres cidades. Assim, por meio da sorte seria indicada qual a cidade que ficaria na posse dos Panos Sagrados. Por outro lado, também foi incomum a maneira escolhida para fazer o sorteio. As cidades concordaram que os Corporais seriam devidamente acondicionados e protegidos, e colocados sobre uma mula. O animal não teria condutor e deveria escolher qual a direção e o caminho a seguir, quando fosse “libertado” pelos representantes das tres cidades, no campo. E assim foi feito! A mula depois de vaguear e fazer duas pequenas voltas, encaminhou-se para o portão da cidade de Daroca e entrou. Então Daroca foi a cidade escolhida.

    Os habitantes felizes com o desfecho, providenciaram a construção de uma Igreja, para ser a depositária dos preciosos Panos de linho. Num altar especial colocaram os dois Corporais dentro de molduras e vidros protetores, a fim de que os fieis pudessem apreciar e venerar às seis manchas com o Sangue do SENHOR. Atualmente a Igreja em Daroca onde estão os Corporais Sagrados é denominada, Igreja de Santa Maria Colegiada, ou simplesmente “A Colegiada”. Nas paredes foram pintadas cenas admiráveis do milagre, e junto ao altar, existem muitas imagens e estátuas feitas de alabastro, multicoloridas, no estilo medieval.

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    REGENSBURG, Alemanha, ano 1257

    Durante muitos anos havia em Regensburg (antigamente chamado Ratisbon) uma Capela entregue a proteção de São Salvador que tem uma história muito interessante envolvendo o Santíssimo Sacramento.

    No dia 25 de Março de 1255, numa quinta-feira Santa, padre Dompfarrer von Ulrich Dornberg levou o Santíssimo Sacramento para diversos membros de sua paróquia que estavam doentes. Na trajetória tinha que atravessar um pequeno córrego chamado Bachgasse. Cuidadosamente colocou o pé numa prancha estreita de madeira que servia como ponte, para passar de um lado para o outro, mas deslizou e perdeu o equilíbrio, caindo de suas mãos o Cibório com as Hóstias Consagradas que se espalharam na margem do córrego. Foi com muita dificuldade que conseguiu recolhe-las uma a uma, por causa da lama.

    Os paroquianos quando souberam do acontecido, decidiram em sinal de reparação pelo desrespeito ao Santíssimo Sacramento, construir uma Capela no local onde as Hóstias Consagradas ficaram sujas de lama, ainda que o incidente não tenha sido intencional.

    A construção de uma capela de madeira foi começada no mesmo dia e foi concluída três dias depois, ou seja, em 28 de março. O Bispo Albert de Regensburg denominou à pequena estrutura de madeira de Capela de São Salvador e a consagrou no dia 8 de setembro de 1255.

    O famoso milagre que colocou Regensburg na História da Igreja, aconteceu dois anos depois, exatamente nesta mesma Capela entregue a proteção de São Salvador.

    Um padre cujo nome não é conhecido, celebrava a Santa Missa na Capela, em todos os fins de semana (aos sábados e domingos).

    Todavia ele tinha um sério problema íntimo, pois duvidava da Presença Real de JESUS na Sagrada Eucaristia. Havia ocasiões em que a crise da falta de fé aumentava tanto, que ele ficava desnorteado, sem rumo certo. Celebrava a Santa Missa como se fosse um autômato, sem fé, sem esperança e sem estímulo.

    Certo dia, entrou na Capela para a celebração e se sentia meio fora do normal. Existia uma angústia em seu coração que colocava um sorriso sarcástico em seus lábios e acendia a desconfiança em seu espírito. E assim, sem nenhuma motivação iniciou a celebração da Santa Missa.

    Diante do Altar tinha um Crucifixo grande onde JESUS Crucificado parecia estar vivo. Quando o sacerdote começou a Consagração, NOSSO SENHOR da Cruz estendeu a mão e retirou o Cálice das mãos dele! Com o susto do inesperado ele tremeu e recuou um passo, permanecendo estático e assustado, contemplando atentamente o SENHOR. Uma força estranha percorreu todo o seu corpo, produzindo tremor e fraqueza nas pernas, fazendo com que ele se prostrasse com os joelhos no chão em sinal de profundo arrependimento, ao mesmo tempo em que as lágrimas desceram de seus olhos.

    Compreendia a grandeza do pecado que cometeu e que portanto, se tornava urgente e necessária a sua reconciliação com o SENHOR. Abaixou a cabeça e interiormente fez uma sincera súplica de perdão. Assim permaneceu por alguns minutos. Depois ficou olhando para JESUS… Até que percebeu, que ELE queria devolver-lhe o Cálice com o Sangue Redentor. Levantou-se e respeitosamente segurou o Cálice que o SENHOR deixou em suas mãos. As pessoas que participavam da Santa Missa ficaram impressionadas e comovidas, testemunhando todo o Milagre Eucarístico, que logo foi divulgado intensamente em todas as partes.

    Após a celebração, o sacerdote respeitosamente beijou os pés do CRISTO Crucificado e deixou rapidamente o recinto. Nunca mais foi visto. Algumas pessoas disseram que ele entrou num Mosteiro em Ulms e lá permaneceu recluso até a sua morte.

    Depois do milagre multidões de pessoas foram visitar o famoso CRISTO da Capela de São Salvador. Com as doações reformaram totalmente a Capela reforçando a estrutura e edificando-a com pedras. Quando a concluíram no ano de 1260, mudaram o seu nome para “Kreuzkapelle”, palavra alemã que significa “Capela da Cruz” em honra ao Crucifixo Milagroso que nela permaneceu e ficou sendo venerado por todos os fieis.

    Em 1267 foi construído um Mosteiro no terreno ao lado da Capela de pedra e ela, foi confiada a Ordem dos Agostinianos Eremitas. Em 1542 a Capela foi confiscada pelos luteranos e durante séculos passou a ser usada como dormitório. Contudo, os objetos sagrados e inclusive o CRISTO Crucificado foram salvos e escondidos, graças à coragem e o desprendimento de fieis que verdadeiramente amavam a Igreja. E por causa da perseguição luterana jamais foi mostrado ao público e por isso mesmo, com a seqüência dos anos, ficou no esquecimento e hoje ninguém mais tem notícia dele.

    Por outro lado, depois de longo tempo de ocupação pelos luteranos, a Capela ficou fechada e esquecida. Foi demolida na época da Segunda Grande Guerra Mundial.

    Regensburg está situado na Bavária, parte sul da Alemanha, próximo a Munique. Naquela época pertencia a administração de Munique. Nos arquivos da Cúria Arquidiocesana de Munique estes acontecimentos estão registrados, mas o nome do sacerdote propositalmente foi ocultado.

  • O Milagre Eucarí­stico de Sousa na Paraí­ba

    O Milagre Eucarístico de Sousa na Paraíba

    O Santo Sacrifício da Missa transcorria em sua tranqüila e solene majestade na Igrejinha do Rosário, na cidadezinha de Sousa, perdida no sertão do Rio do Peixe, na Paraíba, quando gritos angustiados cortaram o silêncio: Sacrilégio! Sacrilégio!

    Em fração de minutos a fervorosa população põe-se a correr atrás de um negro enorme que se precipitou para dentro de um matagal.

    Entre brados de indignação e lágrimas de dor, a piedosa população comentava o ocorrido e pedia clemência ao Céu, pressentindo que algum castigo se abateria sobre a região.

    O fugitivo era um feiticeiro que, tendo-se confessado no dia anterior, aproximou-se da Sagrada Mesa para receber o Corpo do Senhor. Tão logo a Hóstia tocou em sua língua ele A retirou, escondendo-a nas dobras de sua camisa. Percebido o fato por alguns fiéis, o infeliz pegou a Sagrada Partícula e saiu em desabalada carreira para praticar talvez mais um tenebroso culto satânico.

    “Deus vai nos castigar!” gritavam muitos, enquanto todos procuravam punir o sacrílego. Mas onde encontrá-lo naquele matagal? O povo persegui-o, mas com seu passo rápido, o negro fugiu desaparecendo para sempre.

    E de Nosso Senhor Jesus Cristo o que foi feito? Perguntavam os fiéis, ardendo em fogo eucarístico. A resposta não se fez tardar.

    Dias depois, numa ensolarada manhã, um velho pastor tangia suas ovelhas entre juazeiros quando notou, curioso, que estas se ajoelharam em círculo em torno de um ponto.

    Aproximou-se. Eis que percebe, pairando no ar sobre um capinzal, a Sagrada Hóstia com as ovelhas “montando guarda ao Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo”. C om propriedade de expressão e senso poético lembra uma cronista* do fato que Jesus Cristo pairava sobre aquelas serranias como outrora sobre as águas do mar da Galiléia.

    A Sagrada Partícula resistira ao calor, às intempéries e se conservava de tal modo perfeita em sua alvura, que as mãos sacrílegas não A puderam profanar.

    ” Seu vigário, encontrei Nosso Senhor! Mas como sei que só Vosmecê pode pegar nEle, não trouxe a Hóstia. Vamos depressa, os carneiros ficaram botando sentido!”

    Nessa singeleza de linguagem, que exprime tanta fé, o piedoso pastor relatou o ocorrido, e o Vigário, à testa de todo o povo, recolheu a Sagrada Partícula numa custódia de ouro. Sob o pálio de seda e entre o dobrar dos sinos e cânticos de alegria, recolheram o Divino Hóspede à sua Casa.

    Dizia e ainda hoje diz o povo de Sousa, que naquele cortejo de adoração a Jesus Eucarístico também iam as ovelhas e cordeiros acompanhando, até chegarem a Igreja da Senhora dos Remédios.E todas as vezes que o sino tocava, o rebanho, que estava pastando no campo, se encaminhava para o pátio da Matriz.

    Embora os campos tenham sido cercados, e os rebanhos diminuídos, este sinal de Deus continua se manifestando através dos homens e também dos animais.

    Depois de tantos anos, um vigário da paróquia, que escreveu um livro sobre o referido milagre**, relata que foi testemunha ocular do seguinte fato: um rebanho de ovelhas e cordeiros subiram balindo, rodearam e bafejaram os escombros da velha Matriz do Bom Jesus, em fase de demolição. Ele completa afirmando que esse sinal extraordinário ocorreu no dia 20 de novembro de 1972, às 5 horas da manhã, quando se preparava para celebrar o Santo Sacrifício da Missa.

    Entre as lições que de tão belo fato podem-se tirar, destaca-se a de como a Providência Divina é pródiga em premiar um povo cheio de fé.

    *Julieta Pordeus Gadelha, “Antes que ninguém conte”, A União Editora, 1986.
    ** Padre Dagmar Nobre de Almeida, “Um milagre”, Sousa, 1990.

    Autor do Artigo: Geraldo Martins
    Fonte: Revista “Catolicismo” Nº 530, fevereiro/95

  • O mistério do milagre eucarístico em Itaúna MG

    O Mistério do “Milagre Eucarístico” de Itaúna – MG.

    O fato aconteceu em Itaúna, região central de Minas Gerais, a 85 km de Belo Horizonte e está chamando a atenção do mundo religioso no estado. No dia 8 de abril de 2004, a sacristã da Paróquia de São José do bairro Garcia, Aparecida Maria dos Santos, teria encontrado, num cantinho da sacristia da igreja, uma âmbula com hóstias . Ela chamou o padre Sebastião de Faria Ramos, vigário da Paróquia, para ver o achado. Na dúvida de se tratar ou não de “hóstias consagradas” o padre Sebastião mandou fazer o que determina a Igreja: colocar água com hóstias, dentro de um recipiente, para dissolvê-las. Como contam o padre, a sacristã e o bispo diocesano de Divinópolis, Dom José Belvino do Nascimento, uma parte do material colocado para dissolver transformou-se em sangue, que teria sido confirmado como “hemácias” em dois laboratórios.

    Cerca de três mil pessoas receberam na tarde deste domingo o bispo José Etelvino, que entregou ao padre Sebastião o material guardado em recipiente. Ele chegou com batedores da Polícia Militar com proteção de 30 soldados do Exército. Numa mini-procissão, que teve um percurso de cerca de 150 metros, o vigário local conduziu o que está sendo chamado de “relíquias santas”, até um palanque montado na praça Alfredo G. de Souza, em frente à igreja onde, de 16 ás 17h30, foi celebrada missa. Durante o ato religioso, as “relíquias” permaneceram num recipiente, no altar. O orador da missa, Dom José Belvino, usando muito humor, falou de alguns detalhes sobre o episódio, que considera um “sinal de Deus para chamar a atenção do mundo materialista”.

    Após a missa, o recipiente, que contém líquido avermelhado e mais dois sinais de “carne”, que seriam hóstias não dissolvidas , foi conduzido a um cômodo previamente preparado, separado por grades, em que se lê a placa “Milagre Eucarístico”. Logo em seguida, a multidão seguiu em fila para orar na porta do cômodo, enquanto Aparecida, padre Sebastião e Dom José Belvino davam entrevistas à imprensa.

    Milagre eucaristico de Itauna - corpo de jesus, EucaristiaDom Belvino afirmou que se os exames de DNA, que poderão ser feitos e que determinariam ser o sangue humano ou não, derem resultado negativo, chamará o povo e revelará esse resultado. Disse mais: que o Vaticano não se envolve em episódios dessa natureza. DeFato continuará informando sobre o “fenômeno” que teria ocorrido em Itaúna, atenta aos acontecimentos.

    http://www.jornalbrexo.com.br/1417%20-%2021-07-2004.pdf – Ver Site.

    “A Igreja considera inúmeros milagres Eucarísticos ocorridos ao longo da História da Igreja todos manifestações carinhosas de Jesus, que se faz alimento para a vida eterna. Nossa intenção é levar o estimado ouvinte ou leitor, a um maior amor à Jesus Eucarístico, sempre tendo no coração as palavras do próprio Jesus a São Tomé:

    ‘Creste, porque me viste. Felizes aqueles que crêem sem ter visto’ (João 20,29)”

  • Eucaristia: provas antigas de que sempre foi o corpo do Senhor

    A Igreja possui 2000 anos de exegese bíblica que não foi inventado por Constantino ou Lutero e sim trouxe dos apóstolos desde o I século, aqui é uma parte sobre o tema Eucaristia.
    Todos estes santos homens defenderam a fé contra as heresias de sua época, e todos defendem a transubstanciação como verdade de fé . Coincidência que aqueles que defendiam a ortodoxia fossem todos a favor da transubstanciação ?

    Santo Inácio de Antioquia (+110, Séc. II) expressava a fé comum ao dizer que a Eucaristia é ” a Carne de nosso Salvador Jesus Cristo, a qual padeceu por nossos pecados e a qual o Pai ressuscitou por sua benignidade “.

    São Justino (Séc. II) , na Apologia, após descrever a missa do século II tal qual a conhecemos hoje, diz sobre a comunhão: “Designamos este alimento eucaristia. A ninguém é permitido dele participar, sem que creia na verdade de nossa doutrina, que já tenha recebido o batismo de remissão dos pecados e do novo nascimento, e viva conforme os ensinamentos de Cristo. Pois não tomamos estas coisas como pão ou bebida comuns ; senão, que assim como Jesus Cristo, feito carne pela palavra de Deus, teve carne e sangue para salvar-nos, assim também o alimento feito eucaristia (…) é a carne e o sangue de Jesus encarnado . Assim nos ensinaram.” (Primeiro livro das Apologias de S. Justino, pag. 65-67.)

    Santo Irineu (Séc. II) , discípulo de São Policarpo, e depois de São Justino, em seu monumental “Contra as heresias” , diz estas palavras interessantíssimas: “(Nosso Senhor) nos ensinou também que há um novo sacrifício da nova aliança, sacrifício que a Igreja recebeu dos Apóstolos, e que se oferece em todos os lugares da terra ao Deus que se nos dá em alimento como primícia dos favores que Ele nos concede no Novo Testamento. Já o havia prefigurado Malaquias ao dizer: Porque desde o nascer do sol, (…) (Malaquias, I, 11). O que equivale dizer com toda clareza que o povo primeiramente eleito (os judeus) não havia mais de oferecer sacrifícios, senão que em todo lugar se ofereceria um sacrifício puro e que seu nome seria glorificado entre as nações.”

    São Cipriano (Séc. III) , comparando a eucaristia ao pão nosso de cada dia do “Pai Nosso” , nos relegou este testemunho: “Posto que Cristo disse que aquele que comer deste pão viveria eternamente, é evidente que possuem a vida quem toca o corpo de Cristo e recebem a eucaristia . Temamos, pois, comprometer nossa saúde se nos separarmos do corpo de Cristo. Assim, pois, pedimos o pão de cada dia, quer dizer, a eucaristia diária, como prenda cotidiana de nossa perseverança na vida de Cristo.” (S. Cipriano, Da oração dominical, 18)

    São Cirilo de Jerusalém (Séc. IV) , parecia falar para os protestantes do século XX, se exprimia desta forma: “Havendo Cristo declarado e dito, referindo-se ao pão: Isto é o meu corpo, quem ousará jamais duvidar? Havendo Cristo declarado e dito: Este é o meu sangue, quem ousará jamais dizer que não é esse seu sangue? ” (Cirilo de Jerusalém, Catech. mystag., LXXXVI, 2401)

    São João Crisóstomo (Séc. IV) , ainda mais claramente, “Aqui está Cristo presente. O mesmo Cristo que em outros tempos dispôs a mesa do Cenáculo, tem disposto esta para vós; pois não é um homem , certamente, aquele que faz as ofertas se converterem em corpo e sangue de Nosso Senhor, senão Cristo mesmo , para nós crucificado. Aqui está o bispo que O representa, e que pronunciou as palavras que bem sabeis; mas o poder e a graça de Deus são o que produzem a transformação Isto é o meu corpo, diz o bispo, e esta palavra transforma as ofertas .” (S. João Crisóstomo, In proditionem Judae hom. I, 6)

    São Cirilo de Alexandria (Séc. IV) , contrariando a tese Davidiana dos demonstrativos que não demonstram: “(…) Porque o Senhor disse mostrando os elementos: Isto é meu corpo, e Este é o meu sangue, para que não imagineis que o que ali aparece é uma figura, senão para que saibas com toda segurança que, pelo inefável poder de Deus onipotente, as oblações são transformadas real e verdadeiramente no corpo e sangue de Cristo ; e que ao comungar delas recebemos a virtude vivificante e santificadora de Cristo.” (Cirilo de Alexandria, Comment. In Math. XXVI, 27)

    Santo Ambrósio (Séc. IV) , mostrando a realidade e a transcendência desta verdade: “O que fazemos nós, é o corpo nascido da Virgem: porquê buscar aqui na ordem da natureza o corpo de Cristo, quando Jesus nosso Senhor nasceu da Virgem fora da ordem natural? (O que fazemos) é, portanto, a verdadeira carne de Cristo, a mesma que foi crucificada e fechada no sepulcro . Este é em verdade o sacramento desta carne.” (Ambrósio, De mysteriis, 52)

    Santo Agostinho (Séc. IV) , a quem freqüentemente os hereges modernos recorrem na tentativa de desvirtuar suas palavras, explicava assim a eucaristia aos recém batizados: “Tal é a eficácia das orações que vais escutar. À palavra do sacerdote, eis aqui o corpo e sangue de Cristo ; tireis a palavra e não haverá mais que pão e vinho.” (Agostinho, Sermo VI, De sacramento altaris ad infantes.)

    (Todas as citações acima são conforme Maurice Brillant, “Eucaristia” , Dedebec, Ed. Desclée de Brouwer, Buenos Aires, 1949)

    A explicação é dada pelo próprio Lutero, nessa confissão aos cristãos de Estrasburgo: “Confesso que o dr. Karlstadt ou qualquer outro me teria prestado um grande serviço, se, há cinco anos, tivesse provado que no Sacramento só havia pão e vinho . Naquela ocasião tive grandes vexames e lutei e torci por encontrar uma saída, pois vi que com isso podia dar o maior golpe contra o Papado . Também havia dois que eram mais hábeis que o dr. Karlstadt e que não martirizavam tanto as palavras segundo seu próprio parecer. Mas estou preso, não encontro saída. O texto é tão majestoso que com palavras não se deixa tirar da mente .” (De Wette, II-576 e segs.; citado em Lúcio Navarro, A legítima interpretação da Bíblia , Campanha de instrução religiosa Brasil-Portugal, 1958, pág. 448)

    Lutero também não admitia a transubstanciação pelas palavras do padre, como Cristo ensinou, mas era obrigado a admitir, pelo “texto majestoso”, que Cristo estava realmente presente no altar, e que já não havia apenas pão e vinho no sacramento…

    Se Lutero se sentia preso, por algum compromisso ínfimo com a verdade, o mesmo Lutero que dizia que os fins justificavam uma mentira, uma ” atrevida, forte mentira” (“bold, lusty lie”) conforme suas palavras, é porque é preciso muita má fé para negar esta verdade católica.

  • Isto é o meu corpo: a Sagrada Escritura é mostrada a um protestante o que está escrito

    Numa discussão com um evangélico, coloquemos um trecho de um argumento de um protestante sobre o significado de: “Isto É o meu corpo” no qual ele considera simbólico e a resposta católica refuta de vez o argumento.

    Argumentos do Evangélico (David):

    Sobre a montanha de argumentos que você colocou, posso resumi-los da seguinte forma:

    1) Aplicação semântica do verbo SER: Sem cabimento basear doutrina num verbo que é concomitantemente usado para outros meios que não a identidade plena.

    (…)

    Você Marcos Libório pode de todas as formas possíveis e imagináveis querer confirmar sua única sustentação da transubstanciação (o verbo SER na frase de Jesus). Mas ela sempre será DÚBIA, pois a mesma expressão foi usada para outros fins, conforme falamos.

    Não adianta … Evangelistas e São Paulo escreveram em grego, usando a forma verbal ESTI (=É) e não SEMANEI (=significa)” – para que isso se torne argumento,  Até que me provem o contrário, a forma ESTI foi usada também para simbolismo, independente de existir SEMANEI.

    As palavras de Jesus “Fazei isso em memória de mim”, mostram que a ceia do Senhor não foi algum tipo de operação mágica, mas principalmente um memorial. Em outras ocasiões Ele disse: “Eu sou a Porta”(João 10:7), no entanto não queria dizer uma porta literal de madeira com dobradiças… Outra vez falou: “Eu sou a videira” (João 15:5), no entanto não queria dizer que era um pé de uva literalmente falando…

    ———————————————————————————————————————

    Resposta do Católico (Marcos Libório):

    Disse David, em tom gramatical, na rocambolesca tentativa de explicação:

    >>”1) Aplicação semântica do verbo SER (sic): Sem cabimento basear doutrina num verbo que é concomitantemente (sic) usado para outros meios que não a identidade plena” (sic) .

    Que confusão! Mas tem mais:

    >>”Vc Marcos Libório pode de todas as formas possíveis e imagináveis querer confirmar sua única sustentação da transubstanciação (o verbo SER na frase de Jesus). Mas ela sempre será DÚBIA, pois a mesma expressão foi usada para outros fins, conforme falamos.”

    Única sustentação? Apesar de bastante importante, demos várias outras provas da presença real de Cristo…

    E perdido no meio das idéias confusamente espalhadas pela mensagem, mais esta infeliz frase:

    >>”Não adianta … Evangelistas e São Paulo escreveram em grego, usando a forma verbal ESTI (=É) e não SEMANEI (=significa)” – para que isso se torne argumento, Até que me provem o contrário, a forma ESTI foi usada também para simbolismo, independente de existir SEMANEI.”

    Ora, se existe um verbo que liga o sujeito ao predicado – verbo de ligação – este é o verbo ser .

    Em filosofia, aliás, O SER é propriamente aquele que tem A EXISTÊNCIA . Com o passar do tempo o verbo existir foi sendo aplicado nesta acepção, mas o SER, no entanto, manteve o sentido principal.

    Deus, quando se revela a Moisés, diz: “Eu sou aquele que É ” (Êxodo, III, 14); ou seja, Deus É O SER por excelência, e não um símbolo, um significado.

    Deus não virá a ser e nem foi: simplesmente, Deus É .

    Verbo SER , David…

    Também, Cristo, identificando-se com Deus Pai, quando Judas traz os guardas que vão prendê-lo, diz em resposta a seus inimigos: “Eu SOU ” – “Ego sum” (São João, XVIII, 5-6). E o Evangelista nos diz que os guardas caíram por terra (porque perceberam que Cristo se revelava Deus, apenas usando o verbo SER …).

    E ainda, no início do Evangelho de São João, o Verbo de Deus – Cristo – identifica-se com Deus Pai através da palavra… SER “No princípio ERA o verbo, e Verbo estava com Deus, e o Verbo ERA DEUS” . (S. João, I, 1)

    Negar o sentido principal, imediato, mais simples do verbo SER , como fez David, conduz à negação das verdades mais fundamentais das Escrituras: que Cristo É Deus, que Deus É o ser por excelência, etc.

    Aplicando ao David uma de suas próprias frases de efeito, é “anular o cristianismo” . E é anular qualquer possibilidade de emitir um juízo. Por exemplo, não poderíamos dizer: Esse livro é a Bíblia!

    E foi exatamente isso o que fizeram as seitas mais “avançadas” que a Davidiana (David é o protestante que está no debate), negando a divindade de Cristo, negando a existência de Deus.

    Portanto, se Cristo queria dizer que o pão (isto) era REALMENTE (e não simbolicamente) seu corpo, e que o vinho era REALMENTE seu sangue, deveria usar (como de fato usou) o verbo SER .

    Mas os protestantes alegam que, em algumas situações, o verbo “ser” tem outro sentido, o de significar simbolizar .

    É o que o evangélico David quis dizer quando aludiu aos sentidos de “ser” (esti, em grego) que ele “provou” terem usado os evangelistas em sentido figurado, ao invés de usar o verbo “significa” (semanei, em grego).

    Vejamos os exemplos dados pelo David, de sua primeira mensagem:

    >>”Eu sou a Porta”(João 10:7), no entanto não queria dizer uma porta literal de madeira com dobradiças… Outra vez falou: “Eu sou a videira” (João 15:5), no entanto não queria dizer que era um pé de uva literalmente falando..”.

    Ora, que o verbo ser possa ser usado figuradamente em alguns casos, todos concordam, mas aqui o sentido figurado é da porta , e da videira , e NÃO do verbo SER !

    Cristo é de fato porta , mas porta em sentido figurado, assim como é caminho , e caminho por analogia, pois se o seguirmos, chegaremos ao Pai!

    Dizer que o verbo ser foi aqui usado em sentido analógico, e que as frases ficariam portanto: “Cristo significa a porta” e “Cristo significa a videira” o que não faz sentido.

    Dizer que é o verbo ser, e não os substantivos, que está em sentido figurado, aniquila a comparação , torna as frases sem sentido! O David não sabe distinguir entre uma metáfora e uma simples identificação , porque em ambas se usa o verbo ser .

    Portanto a confusão Davidiana não é apenas teológica, mas também literária e gramatical… E olhem que este é o mesmo David que exigiu “lógica e hermenêutica” na resposta…

    E para encerrar este assunto, alguns protestantes do começo do século XX, como último recurso, diziam que Cristo usou o verbo ser porque em aramaico (língua que Nosso Senhor falava) não há como dizer representa, significa . Aliás, apelar para um sentido oculto ou impossível numa língua de difícil acesso à maioria das pessoas é um expediente bastante comum entre os filhos da reforma. Engana principalmente os mais humildes, que devem ser a maioria na seita pentecostal Davidiana…

    Porém, contra este último subterfúgio, o cardeal Wiseman, um ex-protestante convertido, provou que haveria quase 40 formas de dizer “significa” ou “simboliza” em aramaico, se essa fosse a intenção do divino Mestre!

    Os protestantes, então, desistiram de mais essa mentira…

    HOC EST ENIM CORPUS MEUM,

    HIC EST ENIM CALIX SANGUINIS MEI .

    Fonte: Associação Cultural Montfort