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  • Importância do apostolado da oração

    O Papa Pio XI chamou o Apostolado da Oração de “Exército todo-poderoso e o mais potente de todos os apostolados”.

    Vamos, então, à descrição desses valentes, desses destemidos, desses heróis.

    O Padre Gobbi estava na Holanda, esperando ansioso a chegada de uma aeronave, que trazia em seu bojo – segundo Nossa Senhora – alguns dos mais valentes e destemidos membros do Seu Exército.

    Eis que ocorre a aterrisagem; é descida a escada e descem por ela, com enorme dificuldade, três figuras trêmulas de sacerdotes: um, semi-paralítico, apoiando-se nos ombros de um surdo e esse, por sua vez, dando a mão a um cego.

    Estupefato, o Padre Gobbi a Nossa Senhora: “É esse, Mãe, o Seu glorioso Exército?!!!”
    – Sim, esse mesmo, Meu filho, esses são os Meus vencedores que continuarão vencendo!!!”
    (narrado de memória, com minhas próprias palavras – Hugo).

    Em 1964, no Brasil, a revolução comunista foi vencida por uma plêiade de mulherzinhas idosas e encarquilhadas que desfilaram rezando o terço em praça pública.

    Fato confirmado pelos próprios comunistas numa irradiação indignada, em português, de Moscou e captada por um santo sacerdote: “Camaradas do Brasil! Vocês são uns tontos, imbecis, covardes, que fugiram de um mísero grupo de mulherzinhas rezando o terço” (com palavras semelhantes era iniciada e prosseguia a irradiação).

    “Vede, irmãos, o vosso grupo de eleitos: não há entre vós muitos sábios, humanamente falando, nem muitos poderosos, nem muitos nobres”. (1Cor 1,26)

    “Ninguém se engane a si mesmo. Se alguém dentre vós se julga sábio à maneira deste mundo, faça-se louco para tornar-se sábio” (1Cor 3,18)

    “Meus irmãos, não haja muitos entre vós a se arvorar em mestres; sabeis que seremos julgados mais severamente” (Tg 3,1)

    “Quem dentre vós é sábio e inteligente? Mostre com um bom proceder as suas obras repassadas de doçura e de sabedoria”. (Tg 3,13)

    “Não vos deixeis levar pelo gosto das grandezas; afeiçoai-vos com as coisa modestas. Não sejais sábios aos vossos próprios olhos”. (Rm 12,16)

    Agora, voltemo-nos para os nossos Centros de Apostolado: Igualmente um grupo de velhinhas encarquilhadas, mas firmes, heroínas [1] que resistiram quando uma onda de iconoclastas – entre eles sacerdotes – tudo fizeram para retirar as imagens da igreja, as fitas, as bandeiras do Apostolado e arrancaram das mãos que o rezavam, o Santo Terço. E que, ainda agora lutam  e esperneiam para suprimir os nossos atos exteriores de adoração a Jesus Sacramentado! O nosso TESTEMUNHO externo de uma fervorosa adoração interna!

    “Se, porém, todos profetizarem, e entrar ali um infiel ou um homem simples, por todos é convencido, por todos é julgado; os segredos do seu coração tornam-se manifestos. Então, prostrado com a face em terra, adorará a Deus e proclamará que Deus está realmente entre vós.” (1 Cor 14,24-25). Sim, se todos profetizarem será manifesto como devemos adorar ao nosso Deus Eucarístico: “Prostrados com a face em terra, proclamando que Deus está realmente entre nós”!!!

    Heroínas, talvez ainda um tanto desorientadas porque os Sacerdotes responsáveis não as instruem de que o Apostolado da Oração não é isso – um grupo fechado – mas deve atingir – ORIENTAÇÃO DE ROMA! – toda a paróquia – todos os membros da paróquia, todas as suas Associações [2] – nem sempre com a íntegra do nosso Oferecimento, mas ao menos com um resumo do mesmo; e que compreendam todos que numerosos cânticos de Ofertório da Santa Missa o exprimem, mas o problema é transferir esse OFERTÓRIO para as 24 horas de cada dia e essa é a Missão do Apostolado da Oração! TODOS OS MEMBROS DA PARÓQUIA, todos os HOMENS, pois, erradamente, o Apostolado se configurou como Associação feminina!

    Enquanto não corrigirmos essa tremenda falha, continuará a queixa do Redentor:

     “Eu procurei entre eles um homemque se interpusesse como uma sebe e lutasse          contra Mim em favor desta terra para Eu não a destruir; e não o encontrei.” [3]

    Pesquisa de Hugo Ferreira Pinto


    1. Quem  as  enfrenta  não  sabe  com  quem  está  se  metendo: são mais temíveis que as mulheres “religiosas” (???) que expulsaram Paulo e Barnabé da cidade: \”Mas os judeus instigaram certas mulheres religiosas da aristocracia e os principais da cidade, que excitaram uma perseguição contra Paulo e Barnabé e os expulsaram do seu território\”. (At 13,50)

    2. Nesse sentido, “deve esforçar-se (o Presbítero), pela palavra e ação apostólica SUA E DA COMUNIDADE ECLESIAL, para que TODA ATIVIDADE TEMPORAL adquira seu pleno sentido de LITURGIA ESPIRITUAL, incorporando-a vitalmente na celebração da Eucaristia.” (Documentos de Medellín, Sacerdotes – aprovados, é claro, pelo Vaticano!).

    3. “Et quaesivi de eis virum, qui interponeret saepem et staret in confractione contra me pro terra, ne dissiparem eam, et non inveni.”  (Ezequiel 22,30).

  • Dicas para se preparar e receber bem a Eucaristia

    Primeiro, estar em estado de graça (confessado e redimido do pecado grave).

    Humildade sincera, baseada em uma parte na grandeza e santidade de Nosso Senhor, e por outra, em nossa baixeza e indignidade “Senhor eu não sou digno…”. Essa posição é a que produz um vácuo em nossa alma desapegando ela do orgulho e outros maus sentimentos [1].

    -Deve haver um desejo ardente que cultivamos antes, um anseio que cultivamos ao saber que Ele é o nosso grande amor que nos preenche por inteiro. E que é o Senhor de todas as curas e doenças. É a salvação tão esperada que Simeão levou anos para vê-lo, e que não morreria sem antes o ver: “Porque os meus olhos viram a vossa salvação” (Lc 2,30).

    Ansiar a Eucaristia antes da Missa e durante a Missa.

    -Ao sentir-se indigno de receber, não se pode usar isso como desculpa para pouco rezar como se Jesus tivesse fechado a comunicação com a alma, mas que na verdade se precisa de um recolhimento para Deus agir na vontade, imaginação e todo ser da pessoa.

    -A luta em tentar esquecer dos os desejos, afazeres e distrações, doando-as a Jesus. Doar a Jesus significa que você vai esquecê-las no momento, renunciando a elas independente do medo de perde-las.

    Ao receber:

    -Sentir-se templo do Espírito Santo, que o corpo ao ser templo deste recebe a segunda pessoa da trindade havendo harmoniosa habitação da Trindade.

    Relatam de Elizabeth da Trindade:

    Havia nos seus olhos “um não sei quê de luminoso que irradiava”, a sua doçura refletia-se-lhe no olhar extraordinário e luminoso… a pureza transparecia-lhe no olhar”. A Senhora Hallo confirmará o esplendor do olhar de Elisabeth da Trindade, especialmente quando voltava da comunhão: “nunca poderei esquecer o seu olhar. “O rosto de Elisabeth, quando voltava da comunhão, não se pode explicar”.

    Creio que não há nada que nos manifesta tanto o amor que está no coração de Deus como a Eucaristia. É a união consumada, é ele em nós e nós nele; e não lhe parece que isto é o céu na terra?
    (Elizabeth da Trindade)

    -Geralmente, pessoas ou situações que se precisa resolver é lembrada e passada pelas mãos de Jesus. Jesus pode estar a resolver algo ou você precisando de luz para algo, mesmo assim não é bom que isto tome todo o tempo de adoração, não se fica resolvendo problemas nessa hora, mas se elevando ao sublime.

    “O ideal é atingido quando rezar quer dizer: amar. ‘Quando o amor de Deus e oração coincidem’ (Lekeux). ‘A melhor oração é aquela em que há mais amor. Quanto mais se ama a Deus, melhor se reza’ (Foucauld). E o melhor método de rezar é ainda aquele do camponês de Ars. Interrogado sobre o que dizia a Jesus nas longas horas de adoração ao Santíssimo, respondeu: fico olhando para o bom Deus e ele fica olha pra mim. Disse com muita graça o biógrafo de São Francisco de Assis (Celano), ‘ele não rezava, mas era todo oração’.”
    (Manual de Teologia mística e ascética, Pe João Betting)

    Irmã Lucie Christine, +1908 (mística)
    “Jesus queixa-se que quer dar-se na comunhão, mas muitas vezes só encontra corações estreitos… está sobre o altar de braços abertos, mas a maioria não responde ao convite. E ele vê-se forçado a reter os tesouros de amor e de graças que tanto deseja poder distribuir.”
     “Paz no fundo da alma. Mas, no mais, uma angústia indizível. Muitas vezes é assim, quando ofereço a comunhão em desagravo ou pela salvação das almas.”

    Monjas dominicanas, na primavera do seu amor por Cristo, dão testemunho:
    Benedita de Egisheim sente, após a santa comunhão, o sangue de Jesus qual um rio caudaloso a invadir todo o seu corpo, purificando seu íntimo de todos os vícios.

    [1] Tanquerey, Adolph, A Vida Espiritual comentada e explicada, 2007.

    Um conselho é não desprezar a vivência, o que ocorreu na Missa e Eucaristia, para que continue uma intimidade com Jesus.