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  • Após ver o inferno atriz se converte e vai a Mediugorie

    Uma experiência impressionante mudou radicalmente a vida de Katja Giammona. Saiba o que a fez abandonar as telas de cinema para entrar no silêncio e no escondimento da vida religiosa.

    O novo livro do jornalista Antonio Socci, Avventurieri dell’eterno (Rizzoli, 2015), apresenta aos leitores o incrível testemunho de Katja Giammona, uma história que – assegura o autor – “tocará o fundo de sua alma”.

    A entrevista da ex-atriz foi dada com a permissão específica de seu pai espiritual. Para ela, de fato, “retirada do mundo com toda a sua vaidade”, os contatos com o mundo externo são extremamente reduzidos, quase inexistentes. A disponibilidade para a entrevista foi dada via e-mail e telefone. Benedita – como hoje se chama, na vida religiosa – só concordou em falar porque sabe que “o seu testemunho pode ajudar a muitos”.

    Nascida em Wolfsburg, na Alemanha, a 11 de julho de 1975, em uma família de testemunhas de Jeová, Katja foi ensinada desde a infância a ler a Bíblia e acompanhar os pais em sua caminhada religiosa. Mas, ainda no começo de sua adolescência – graças a uma amiga católica e à ajuda de um pastor protestante –, a jovem sentiu o desejo de levar à perfeição o seu batismo, entrando plenamente na Igreja Católica (o batismo das testemunhas de Jeová, recorda Katja, não é considerado válido pela Igreja, porque não é ministrado em nome da Trindade, mas tão-somente em nome de Jesus).

    Nos anos 90, Katja trabalhou na televisão e no cinema, realizando o sonho de tornar-se uma atriz famosa, seja na Alemanha, seja na Itália. Mas a sua carreira foi definitivamente interrompida porque, como ela mesma explica, “Cristo me queria para si, e que eu vivesse e trabalhasse somente para Ele, e não para fazer carreira para a TV e para o inferno”.

    Em fevereiro de 2002, estando em Berlim para o Festival Internacional de Cinema, aconteceu algo que mudou radicalmente a sua vida. Em visita à casa de alguns amigos, ela caiu num sono profundo, talvez por um desmaio ou pelo cansaço, indo parar em um pequeno quarto escuro. Naquele lugar, ela viu em torno de si muitas chamas que se elevavam do chão e começou a correr desesperadamente, sem achar um saída.

    Foi uma experiência real e impactante do inferno, a qual, embora tenha durado alguns momentos, pareceu-lhe uma eternidade. Ali, Katja encontrou um demônio disfarçado de jovem, que ria dela, dizendo: “Pode correr, mas daqui você não sai”. Mesmo com o corpo intacto, ela sentia dores de queimaduras, um “sofrimento terrível”, durante o qual ela chegou a pensar que iria morrer:

    Eram sobretudo os pecados contra a castidade que me tinham levado à perdição. (…) O demônio ria do fato de que a minha alma, que procurava o verdadeiro amor, que é Cristo, tinha sido afastada do caminho do seu Reino. Ele me mostrou os rapazes que passaram pela minha vida, ainda que apenas através de uma paquera ou de um pensamento. O nosso bom Senhor Jesus nos ensina, no Evangelho, que é possível pecar só com um olhar ou um pensamento (cf. Mt 5, 28). O ser humano quase sempre se esquece disso.

    Sim, porque não entendemos quão loucamente somos amados por Deus, com um amor infinitamente maior que o de qualquer ser humano. Se considerássemos apenas isso, não poderíamos julgar insignificante ‘um pensamento’. Quem ama é imensamente vulnerável, pode ser ferido pela pessoa que ama, ainda que só por uma palavra ou um pensamento. (…) Alguém que ama você não se sentiria profundamente ferido, sabendo do desejo que você tem por outra pessoa? E nós achamos que não ferimos o Senhor Deus?

    É assim mesmo. Se apenas compreendêssemos quão imensamente somos amados…!
    Também ficou profundamente gravado em sua memória o fato de que:

    Esses homens, meus amigos, que caminhavam nas chamas, permaneciam ali. O demônio me disse que era ele quem tinha me seduzido através deles. Tinham sido usados por ele. Também notei que havia um ou outro que não ficava naquelas chamas. Isso significava que eles não estavam no inferno, talvez tivessem se confessado dos seus pecados. Mas aqueles outros permaneciam ali. Compreendi que eles já estavam no fogo e, depois, foram enviados a mim para atirar-me nas chamas. O demônio usa especialmente aqueles que já estão em pecado mortal para atirar outras almas no abismo.
    A certa altura, através de uma fenda “aberta” no quarto, Katja viu a sua mãe, que sempre se levantava à noite para rezar. O relógio da sala da casa de seus pais marcava três horas da madrugada e ela suplicava inutilmente ajuda à sua mãe, que não podia escutá-la. Desesperada, Katja implorava ardentemente por oração (já que ela “não podia rezar a Deus por si mesma” naquele estado): ” Mamma, prega per me! Ti scongiuro, prega per me! – Mamãe, reza por mim! Eu te imploro, reza por mim!”

    Benedita conta que a sua mãe sempre foi uma alma de muita penitência, tendo feito jejuns e vigílias por sete anos, até que Deus acolhesse a oferta dela pela sua conversão. Ela também lamenta o fato de que tantas pessoas ignorem ou se esqueçam de rezar pela conversão dos pecadores. “O Senhor me revelou – ela afirma – que, quando Ele salva uma alma, não o faz porque essa pessoa é especial, mas por pura misericórdia. Ele se comove com a oração, com os sacrifícios e com as lágrimas daqueles que imploram misericórdia e salvação para uma alma.”

    Enquanto estava no inferno, a mãe de Katja não a escutava, mas, mesmo assim, rezava pela filha, como sempre fazia, com devoção e amor maternal – uma oração que a própria filha recusava, porque, ela conta, “para mim eram orações de fanáticos que, em vez de fazer bem, traziam má sorte”. Presa naquele quarto infernal, todavia, ela entendeu que não ter ninguém para rezar por ela era “uma verdadeira punição”.

    Subitamente, então, ela caiu em si e se encontrou de novo em sua cama, imóvel, pálida, e com os lábios “ligeiramente azulados”. Os seus amigos estavam ali, espantados, enquanto ela tentava em vão pronunciar alguma palavra – experiência típica de quem acorda de um coma, comenta Socci. O que parecia não passar de um pesadelo, porém, fez a vida de Katja mudar totalmente de rumo.

    A experiência do inferno mostrou a Katja a contradição de sua vida: enquanto se dizia católica, a atriz vivia afundada no pecado. Acreditava, pois, que o pecado não era algo tão sério e dava de ombros para a voz da sua consciência: “Eu era uma pecadora que sequer me dava conta da própria condição. Porque o mundo repete a você que pecados não existem”. Mesmo se declarando católica “no papel”, a atriz morava junto com o seu namorado, ignorando a gravidade do seu pecado e considerando o seu sentimento de culpa um “fanatismo” herdado das testemunhas de Jeová. A partir daquela noite, ela sentiu a exigência de uma mudança radical na própria vida: abandonou o seu namorado e fez uma peregrinação a Medjugorje, juntamente com sua mãe, com o propósito sincero de consagrar a sua vida ao serviço do Senhor.

    Entre as várias formas de vida consagrada, Katja sentiu que a sua vocação particular era o deserto. Depois de uma experiência na África, no deserto geográfico, entendeu que o verdadeiro deserto que Deus lhe havia preparado era aquele da alma. À essa altura, ela decidiu aposentar-se, “como Maria Madalena aos pés de Jesus”, abraçando a vida eremítica e tomando para si o novo nome de Benedita.

    Foi assim que Katja abandonou definitivamente sua antiga vida para colocar-se aos pés do Senhor – a exemplo de São Bento, Santo Arsênio e Santo Antão, os quais têm em comum o fato de “terem confiado em Cristo e se entregado completamente a Ele”, sem pretensões, sem procurar títulos, riquezas ou fama, sem fazer muitos projetos e racionamentos, mas vivendo “dia após dia a vontade divina”.

    Sua vocação, Katja explica tê-la apredindo da sua experiência pessoal: a primeira vocação é o batismo, mas, depois, “deve-se estar pronto a deixar tudo e todos, se Cristo chama, como chamou o jovem rico”:

    A mim, depois de sete anos de sacrifício e oração por parte de minha mãe, foi dada a graça de compreender que não basta ser batizada e ser católica ‘no papel’ [para salvar-se]. Descobri que Deus é católico, que a sua Igreja é a nossa querida Mãe, que devemos praticar a fé, que devemos observar os mandamentos e que o inferno existe!
    “Deus nos conhece e conhece a nossa vocação”, ela diz, e isso não é uma “coisa da cabeça ou do próprio gosto, mas algo sobrenatural”. É o Espírito Santo que guia, não a razão ou os cálculos humanos. “Não tenhamos a pretensão de ter que entender tudo de Deus. Não devemos entender, mas amar”.

    Ao fim da entrevista, Benedita lança um apelo: “Aventurar-se com Cristo, acreditem em mim, vale a pena. Abram as portas dos seus corações a Cristo e Ele se revelará a vocês em todo o seu esplendor”.

    Fonte: https://padrepauloricardo.org/blog/apos-ver-o-inferno-atriz-alema-desiste-da-carreira-para-se-tornar-eremita

  • Testemunho de Santa Maria – Mí­stica cidade de Deus

    Esse livro de leitura obrigatória para quem quer conhecer Maria e tomar seu exemplo o nome: Mística Cidade de Deus. Escrito por Irmã Maria de Ágreda das visões extraordinárias que teve sobre a vida de Maria. Livro tem Imprimatur e Nihil obstat, e é da Edições Louva a Deus. Primeiro, dois parágrafos da obra para situarmos o que aconteceu.

    3 – A desobediência e castigo dos Anjos maus não desobrigou Deus de criar os homens. Porque o Verbo humano e aquela mulher que seria sua Mãe, já concebidos em sua mente divina, obrigaram-no infinitamente mais do que poderiam desobrigá-lo os anjos desobedientes. E mais: assegurou que se os homens pecas¬sem, a exemplo dos anjos maus, não seriam castigados sem re¬missão, como eles o foram, pois lhes daria salutar medicina e remédio por meio daquela imagem, isto e, daquela mulher, por¬quanto da natureza humana descenderia- aquela em cujas entra¬nhas seria concebido o seu Unigênito, destinado a restaurar a sua amizade, apaziguar a sua justiça, e abrir o caminho da felicidade que extinguiria a culpa.

    E aquela mulher que, em visão, foi mostrada aos Anjos estava vestida de sol, como diz S. João no Apocalipse, tinha a seus pés a lua, e sua cabeça estava ornada com uma coroa de doze estrelas. E o Sol que a iluminava significava Deus, o Sol verdadeiro de justiça, com a sua vontade cumulá-las de graças, fazer-lhes sombra, e defendê-la com seu invencível braço e proteção. E a lua representava a noite da culpa, calcada pelos seus pés. Ao contrário, o Sol, que é o dia da graça, haveria de vesti-la toda e eternamente. E a coroa de doze estrelas eram todas as virtudes que haveriam de coroar a Rainha dos Céus e da terra. E doze, numa alusão às doze tribos de Israel, representando todos os eleitos e predestinados que haveriam de coroá-las.

    Esse trecho é de uma pagina bem mais a frente, um dos trechos na visitação a Santa Isabel:

    Em casa de Isabel, Maria santíssima passava muitos momentos abstraída, e elevada em contemplação, visões divinas. (…) exercitava Maria, ações de humildade, servindo não só à prima, como às criadas da casa. Quando havia oportunidade, varria a casa, e sempre o quarto onde dormia e estava, de ordinário. E com as criadas lavava os pratos, e executava outros misteres humildes. Quando Santa Isabel tomava conhecimento disso, sentia, e procurava impedir, e por isto, a divina Senhora ocultava-se quanto possível da prima. Exercitando estas pequenas ações humildes, Maria santíssima não só as engrandecia, para nosso ensinamento, como também, a vista delas, para que se desvanecesse a nossa soberba e se abatesse nossa vilania.

  • Por que ler a vida de santos faz nós imitá-los

    “Procura assegurar-se da intercessão dos Santos, pela imitação de suas virtudes, pois, se com eles praticares a virtude, com eles poderás um dia gozar da glória eterna.” (São Leão)

    Santa Teresa D´Avila †1582
    15 de Outubro
    Acostumada desde pequena a leitura de bons livros, o espírito da menina não conhecia maior encanto que o da vida dos santos mártires. Tanto impressionou esta leitura que, desejosa de encontrar o martírio, combinou com o irmão a fuga da casa paterna, plano que realmente tentaram executar, mas que se tornou irrealizável, dada a vigilância dos pais.

    Teresa que fugiu de casa, para se internar no mosteiro das Carmelitas em Ávila. No meio do caminho lhe sobreveio uma grande repugnância pela vida religiosa e por pouco teria desistido da ideia. Vendo em tudo isto uma cilada do inimigo de Deus e dos homens, seguiu resolutamente o caminho, e ao transpor o limiar do mosteiro, os receios e escrúpulos deram lugar a uma grande calma e alegria de coração.

    “Quisera sobretudo, derramar meu sangue por ti até a última gota. O martírio, eis o sonho de minha juventude. E este sonho cresceu comigo nos claustros do Carmelo”. “Jesus, Jesus, se quisesse escrever todos os meus desejos, ser-me-ia preciso emprestar o livro da vida onde são relatadas as ações de todos os santos, e essas ações quisera tê-las realizado por ti”.
    (Santa Teresa)

    Santo Agostinho
    Quando estava se convertendo, recebeu a visita do amigo Ponticiano, que lhe contou a vida de Santo Antão. Foi hora da graça triunfar. Agostinho confessa que, ao conhecer a vida do grande eremita, ficou profundamente comovido e tão forte foi esta comoção, que se viu tomado de verdadeiro horror do pecado. “O que eles (santos) conseguiram será para mim coisa impossível?” (Santo Agostinho)

    São Félix de Cantalício, imitando a São Francisco, seu pai espiritual, chamava o corpo “o irmão burrinho”, dando-lhe o tratamento correspondente a pão e água e descanso numa dura tábua.

    O martírio de Santa Bárbara † séc. III e Juliana.

    Na época dos séc. III e IV o cristão que não se convertesse ao paganismo seria julgado até ser morto.
    Santa Bárbara havia sido flagelada duas vezes e depois insultada nua no meio da multidão no qual depois foi levada para a morte. Seu pai, que era pagão, deu o último golpe que a matou. E após, uma mulher de nome Juliana, que tinha visto as cenas horripilantes do martírio de Santa Bárbara, apresentou-se ao governador (pagão), com a declaração de ser cristã e de ter o desejo de morrer como Bárbara morreu. Foi fácil atende-la, e no mesmo dia Deus lhe concedeu a palma do martírio. O corpo de Juliana descansou ao lado de Bárbara, com a alma da qual entrou triunfante no céu. O pai de O pai de Bárbara morreu fulminado por um raio durante uma tempestade naquela ocasião.

    Você busca a santidade?
    Veja então que é importante ler e contemplar a vida dos Santos por que nos motiva:

    – A pessoa ver que não é apenas ela que faz tanta obra de oração, sem essa orientação ela já acha que qualquer coisa que reza já é muito.

    – Se eles conseguiram, penso então que poderei conseguir bem mais do que penso conseguir hoje.

    – Verá também que Deus terá realmente o poder imenso de multiplicar graça conforme os nossos esforços de fé.

    – Que santidade é mais do que cumprir detalhes, e não somos obrigados a imitar tudo dos santos, mas extrair um pouco de cada um.

    – Que eles falavam do que conheciam e experimentavam, não eram simples transmissores da Palavra.

    – Que não somos dignos de reclamar muito da nossa cruz.

    – A estarmos junto com eles mesmo eles estando no céu.

  • São Roque (ano 1327)

    Dia do Santo: 16 de Agosto

    Quando na idade de vinte anos, perdeu os pais, dispôs da rica herança, distribuindo todos o bens moveis entre os pobres. Os bens imóveis ficaram entregues aos cuidados de um tio. Roque, em condições de pobre peregrino, dirigiu-se a Roma, la se ofereceu para ajudar nos hospitais com muitos doentes da peste.

    De Aguapendente na Toscana seguiu para Cesena e Rimini e por toda parte onde aparecia, ia diminuindo a peste, como se está terrível epidemia fugisse com a chegada do Santo. Ele curou a todos com apenas um sinal da cruz nos doentes e foi para Modena, Parma e Mantua onde ele repetiu os milagres.

    Roque contraiu uma doença e aceitou como uma graça especial divina. Foi para um bosque para não ocupar uma cama no hospital . Todos os dias um cão trazia-lhe pão que tirava da mesa do dono. Seu dono descobriu e conheceu Roque e se converteu. Depois ficou curado. Ao chegar na sua terra não foi reconhecido e foi preso como espião. O próprio tio, que exercia o cargo de juiz, sem reconhecer o sobrinho, condenou-o a prisão. Roque aceitou essa humilhação, sem protesto algum e sofreu muitas injustiças, oferecendo-as a Deus pela salvação de sua alma.* Ficou cinco anos detido. Morreu no cárcere, um dia apareceu morto na cela e seu primeiro milagre pós morte foi o de curar o seu carcereiro que era manco de nascença e sarou ao tocar com pé em São Roque para se estava dormindo ou morto.

    Por intercessão de São Roque muitas cidades foram poupadas da peste.

    *Repare que ele aceitou a humilhação mesmo não sendo culpado, assim como foi Jesus na Cruz.

    Fonte: Fonte: Na luz Perpétua, 2ª.  ed., Pe. João Batista Lehmann, Editora Lar Católico – Juiz de Fora – Minas  Gerais,  1935

  • São Theodoro (ano 306)

    Santo de grande veneração da Igreja Oriental.

    Jovem foi se alistar no exercito. Sendo soldado não fez segredo algum de que era Cristão. Foi um dos primeiros intimados a render culto aos deuses, mas sem hesitar um momento sequer, respondeu com firmeza:

    “Sou Cristão e jamais sacrificarei aos ídolos” Os Juizes exortaram-no que prestasse obediência ao imperador e honrasse as divindades nacionais, Theodoro porém disse:

    “Ainda não tinha entrado no exercito dos Imperadores e já era soldado de Cristo; vossos deuses são demônios. Eis a minha fé, pela qual darei a minha vida se assim for preciso. Cortai, pois, batei, queimai; dou todos os membros do meu corpo, para confessar a meu Deus e Senhor.”

    Os juizes não puderam disfarçar a admiração pelo jovem intemerato (sem temor) e concederam a ele um prazo de alguns dias para mudar de idéia e virar sacerdote de Cybele (deusa pagã).

    Theodoro se preparou para a luta com orações. Aproveitando-se do silencio da noite, dirigiu-se ao templo de Cybele, destruiu a imagem da deusa e incendiou o templo. Foi para o tribunal. La declarou:

    “Queimei apenas lenha de nenhum valor, para provocar o poder da vossa famosa deusa, em cujo serviço como sacerdote me quisestes colocar. Como estás vendo a divindade não agüentou a prova.”

    O juiz sentenciou-o a flagelação e ameaçou-o com castigos mais fortes ainda se não sacrificasse aos desuses na mesma hora. Theodoro respondeu:

    “Em vista dos bens celestiais e da coroa eterna, que me espera,não tenho medo dos tormentos, por mais horríveis que possam ser; meu Senhor Rei está comigo; ele receberá, quando minhas forças desfalecerem.”

    Juiz insistiu e propôs:

    “Se me obedeceres dou-te minha palavra de honra, terás alta colocação no exército e serás nomeado sumo sacerdote de Cybele.”

    Theodoro ouvindo-o riu-se e disse:

    “Não conheço gente mais miseráveis que os vossos sacerdotes; ao mesmo tempo tenho pena deles, porque são vítimas da fraude e injustiça; dos ruins, porém os piores ao meu ver os sumos sacerdotes. Tenho pena dos próprios Imperadores, cujas leis ímpias corrompem o povo. Também se rebaixam a condição de sumo pontífices (dos deuses), aproximando-se como estes dos altares, transformado-se em carniceiros, que matam animais e remexem nas vísceras dos mesmos.”

    Enfureceu-se o juiz com estas palavras do defensor da fé e deu ordem para que martirassem ele.

    Theodoro, longe de se intimidar, entoou o Salmo 33: “Bendirei o Senhor em todo o tempo; seu louvor estará sempre em minha boca”

    Encarcerado teria morrido de fome se Jesus cristo não lhe tivesse aparecido e trazido conforto. Alta noite os guardas viram o cárcere iluminado o por uma luz claríssima e ouviram cânticos maviosos de vozes angelicais.

    Ainda foram feitas várias tentativas de tirá-lo da cristandade, mas em vão.

    E os Juizes de novo perguntaram: “que escolha afinal fazes: desejas ficar conosco vivo ou preferes estar com teu Cristo morto?” Theodoro sem hesitar disse:

    “Estive, estou e estarei sempre co Cristo.”

    Sentenciada a morte na fogueira, as labaredas subiram e a alma do heróico moço, o povo viu qual um relâmpago, subir ao céu.

    Uma piedosa mulher comprou o corpo do mártir que as chamas haviam poupado e fez um enterro honroso. Com numerosos milagres Deus glorificou o túmulo de seu servo.

    Fonte: Fonte: Fonte: Na luz Perpétua, 2ª.  ed., Pe. João Batista Lehmann, Editora Lar Católico – Juiz de Fora – Minas  Gerais,  1935

  • Santa Pelágia, Penitente (ano 457)

    Dia da Santa: 09 de Junho

    Também conhecida como Santa Marina.

    De beleza raríssima, Pelágia – apelidada de pérola – era atriz, dançarina, ídolo dos mundanos de Antiochia. Inebriada pelas adulações dos homens, estonteada por um luxo desmedido, levou o culto de si própria a ponto de deidificação.

    Nonno, Bispo de Edessa, celebre pela ciência e santidade, estava em assembleia com os Bispos, e passou Pelágia perto da Igreja em que estavam com todo luxo e pompa. Escandalizados os bispos abaixaram os olhos. Nonno porem olhou firmemente para a pecadora, seguindo-a por muito tempo com o olhar e finalmente disse aos assistentes: Vistes aquela mulher ? Não vos agradou a sua beleza ?” Como ninguém respondesse repetiu a pergunta e acrescentou:

    “Nada me respondeis ? Pois a mim muito agradou. Embora pecadora, foi mandada por Deus para nos humilhar e nos abrir os olhos. Que responderemos, nos Bispos, ao eterno Juiz, se no nosso juízo comparar os nossos trabalhos, nosso zelo, com os trabalhos dessa mulher ? Quantas horas não teria despendido para se enfeitar, perfumar e vestir; quanto tempo não se preocupou com mil futilidades; quanto dinheiro não gastou com estas mil coisas, só para agradar aos homens, que hoje são e amanhã não existirão ? Nos porém, temos um Pai, que nos promete recompensa e gloria eternas, se o quisermos amar e servir. No entanto, nenhum cuidado temos com nossa alma; não a adornamos de virtudes, deixando-a antes num estado lastimável de pecado.”

    Com os olhos marejados de lagrimas terminou a oração e foi para casa.

    Ali chegando se ajoelhou e permaneceu em longa oração: “Ó Jesus – assim orava – ó Jesus, perdoai a mim, pobre pecador ! Perdoai a minha negligencia de até hoje não ter cuidado de minha alma como devia ter feito. Como me atreverei a levantar os olhos para Vós ? Que proferirei em minha justificação ? Pelágia prometeu agradar aos homens e com a maior diligencia cumpre a promessa. Eu prometi pertencer-vos e agradar-vos no vosso santo serviço, mas tenho sido muito negligente no cumprimento dessa promessa solene. Perdoai-me, ó Jesus.”

    Nonno ao fazer a homilia da Missa, tomou no assunto do sermão o juizo final. Falou com tanta convicção, que suas palavras calaram fundo os corações dos ouvintes. Pelagia estava la, mais por vaidade e curiosidade. Quando menina havia pedido para ser adimitida entre as catecumanas. E depois passou anos sem ter recebido batismo ainda.

    As palavras do pregador, iguais marteladas desapiedadas, desmantelaram-lhe por completo e saiu da Igreja com a resolução de mudar de vida.

    Pelágia foi depois ao encontro de Nonno para que este administrasse o santo batismo, mas Pelágia não tinha alguém que se responsabilizasse pela seriedade da conversão dela. Mas Pelágia prostrou-se diante dele e insistiu: Se negardes a misericórdia divina e alegando exigências de leis humanas, vos recusardes a batizar-me e encaminhar-me para uma vida agradável a Deus, sereis vós o responsável por minha condenação eterna.

    Os bispos se terneceram e Nonno a batizou e também administrou os sacramentos da confirmação e Eucaristia.

    Pelágia trouxe todas as jóias a presença de Nonno e disse-lhe: “Eis aqui as riquezas de Satanás; peço-vos que as aceiteis e delas façais o que vos aprouver. A partir de agora procurarei minha riqueza só em Jesus.”

    Nonno distribuiu entre os pobres. A penitente deu liberdade aos escravos e retirou-se de Antiochia.

    Os peregrinos que visitavam os santos lugares, em Jerusalém, falavam de uma eremita, que ocupava uma pobre choupana no monte das Oliveiras. De uma formosura não comum, era por todos admirada pelas obras de penitencia e grande fervor nos exercícios de piedade. Raras vezes saia da cela, para buscar água e ervas para seu sustento.

  • São Pedro de Alcântara (ano 1562) – produzindo fruto em missões

    Dia do Santo: 19 de Outubro

    Pedro nasceu em 1499 na Espanha. Se dedicava aos estudos na faculdade de Salamanca. Quotidianamente visitava a igreja, com muito rigor castigava os sentidos e se dedicava aos pobres. Tendo apenas 16 anos pediu admissão na ordem de São Francisco de Assis. Com o habito tomou também o espírito da ordem e tão rápidos progressos fez nas virtudes e na santidade que aos 20 foi nomeado superior do convento em Badajoz.

    Modelo de perfeição monástica e no cumprimento dos deveres. Era também extraordinário como pregador de missões e confessor, no qual muito achavam a paz nesse serviço dele. Outras coisas não possuía a não ser um hábito velho e gasto, um breviário, um crucifixo tosco e um bastão. Não usava calçado nem chapéu.

    Cada terceiro dia jejuava, alimentando-se unicamente de um pouco de pão, água e legumes temperado com cinza. Ao sono dedicava apenas duas horas a ainda assim sentado numa cadeira ou encostado numa parede. Para sofrer ainda mais as inclemências do inverno, abria a janela do cubículo durante toda a noite. Se os confrades lhe pediam que moderasse um pouco no rigor das penitencias, com um sorriso nos lábios respondia: “Fiz um contrato com meu corpo, pelo qual ele se comprometeu a sofrer muito durante está vida, que é tão curta; tomei o compromisso de proporciona-lhe um repouso sem fim na eternidade.”

    Eleito provincial da Ordem, Pedro visitou todos os conventos da sua jurisdição, em todos introduziu a reforma a mão da regra primitiva do Fundador. Em breve se impôs a necessidade da construção de mais um convento, tanto eram os pedidos de admissão de novos candidatos. Quatro outros conventos, que já tinham aceito a reforma, pediram para ser agregados ao de Pedroso, convento que Pedro fundou. A obra da reforma tinha tomado um incremento tal, que o Papa Paulo IV deu autorização para organizar na Espanha uma nova província franciscana, a qual pouco a pouco se afiliaram mais de 30 conventos de diversos países.

    Pela reforma da Ordem franciscana, Pedro não só restabeleceu na família monástica o espírito primitivo da pobreza, humildade e penitência, mas concorreu grandemente para a regeneração da fé entre o povo todo, pondo assim um dique á onda avassaladora da “Reforma protestante”.

    A virtude e extraordinários talentos de que era dotado, tornaram-lhe o nome celebre e acatado em toda Espanha. De longe vinham pessoas, com o fim de conhecerem o humilde franciscano e dele receberem instrução, conselho e consolo.

    Carlos V pediu-lhe muitas vezes conselho e o rei João III de Portugal muito insistiu para que passasse algum tempo na corte. Muitos representantes da alta fidalguia de Portugal e Espanha lhe procuravam a amizade.

    Pedro tinha 63 anos, quando lhe foi revelado a hora da morte. Internado no hospital de Arenis, sofreu dores atrozes, as quais eram suavizadas pela visita de Maria Santíssima, de São João e de outros Santos. A febre lhe causava sede tão grande, lhe era articular uma palavra. Irresistível era então a vontade de beber água. Tomando o copo com água na mão, levava-o a boca, mas olhando para o crucifixo, levantava para ele o copo e com um doce sorriso entregava-o ao enfermeiro, sem ter tomado uma só gota.

    Nas ultimas palavras disse: “Eu me alegro nisto que me foi dito: Iremos a casa do Senhor” e em 19 de Outubro de 1562 entregou a alma a Deus.

    Santa Tereza, que nos seus escritos com elogios a ele se refere: “Ele morreu como viveu, isto é, santo, e por sua intercessão adquiri muitas graças de Deus. Vi-o diversas vezes, rodeado de grande glória e a primeira vez me disse: ‘Ó bem aventurada penitência, que me fez alcançar uma glória tão sublime.’”

    Fonte: Na luz Perpétua, II vol., 2ª.  ed., Pe. João Batista Lehmann, Editora Lar Católico – Juiz de Fora – Minas  Gerais,  1935

    “Pois os que são de Jesus Cristo crucificaram a carne, com as paixões e concupiscências.”
    (Gl 5,24)

    “Digo, pois: deixai-vos conduzir pelo Espírito, e não satisfareis os apetites da carne.”
    (Gl 5,16)

    No manual de teologia mística (Pe João Betting) conta-se que São Pedro de Alcântara pulou dentro de um tanque gelado e fê-lo ferver, tamanho é o amor com Deus que ferve pelo Espírito Santo que é fogo.

  • Santas Felicidade e Perpétua (ano 203)

    Dia do Santo: 7 de Março

    Eis dois vultos eminentes entre as heroínas do cristianismo da Igreja dos primeiros séculos dignas de louvor e admiração por causa da constância e firmeza imperturbável da fé.

    Perpetua de família nobre, contava apenas 22 anos e tinha um filho de poucos meses. Felicidade, jovem casada prestes a ter um filho.

    O pai de Perpetua assim que soube da prisão da filha tratou de procurá-la para afastá-la da religião de Cristo algumas vezes, sem sucesso. Outros cristãos estavam também presos com elas, um era diácono.

    Diz Perpétua em seu diário: “Nos jogaram no cárcere e eu fiquei consternada porque nunca tinha estado em um lugar tão escuro. O calor era insuportável e éramos muitas pessoas em um subterrâneo muito estreito. Parecia que ia morrer de calor e de asfixia e sofria por não poder ter juntado a mim o meu filho que era de tão poucos meses e que necessitava muito de mim. O que eu mais pedia a deus era que nos concedesse um grande valor para ser capazes de sofrer e lutar por nossa santa religião”.

    Afortunadamente no dia seguinte chegaram os diáconos católicos e deram dinheiro aos carcereiros para que passassem aos presos a outra habitação menos sufocante e escura que a anterior, e foram levados a uma sala onde pelo menos entrava a luz do sol, e não ficavam tão apertados e incômodos. E permitiram que levassem o filho de Perpétua até ela, o qual estava secando de pena e acabamento. Ela disse em seu diário: “Desde que tive meu pequenino junto de mim, e aquilo não me parecia uma prisão, mas um palácio, e me sentia cheia de alegria”. E o menino também recobrou sua alegria e seu vigor”. As tias e a avó se encarregaram depois de sua criação e de sua educação.

    O juiz apelou para que Perpétua retrocedesse, Perpétua confessou a fé inabalável em Jesus Cristo, apesar da continua sedução para que fosse para o paganismo. Depois Felicidade teve o filho e que foi entregue a uma irmã. Condenadas a flagelação, Felicidade em meio aos sofrimentos, um carcereiro lhe disse: “Se não tem força para sofreres agora que ser de ti na presença das feras ?” Felicidade respondeu: “Agora estou sofrendo, entregue a mim mesma; naquele dia, porem, estará em mim alguém que sofrera em meu lugar, porque para ele é que sofrerei” Quem sofre e dá a vida por Deus e pela fé, experimenta na hora suprema uma força e um sossego que os pecadores não conseguem imaginar.

    O diácono Sáturo tinha conseguido converter ao cristianismo a um dos carcereiros, chamado Pudente, e disse-lhe: “Para que vejas que Cristo sim é Deus, te anuncio que serei jogado a um urso feroz, e essa fera não me causará dano algum”. E assim sucedeu: o amarraram a o aproximaram da jaula de um urso muito agressivo. O feroz animal não quis fazer-lhe nenhum dano, e ao contrário deu uma tremenda mordida no domador que tratava de fazer com que se lançasse contra o santo diácono. Então soltaram a um leopardo e este com uma dentada destroçou a Sáturo. Quando o diácono estava moribundo, untou com seu sangue um anel e o colocou no dedo de Pudente e este aceitou definitivamente tornar-se cristão.

    Perpetua foi a primeira vitima das feras, vendo que o pano de vestimenta que lhe tinham dado, para resguardá-la da nudez, se havia rasgado, cobriu-se de novo. Mais se preocupava com a virtude, do que com o martírio. Também se esforçou para por em ordem o cabelo desgrenhado e desalinhado, pois não achava não ser conveniente a uma Mártir apresentar-se naquele estado que parecia indicar tristeza e desânimo.

    Havia no lugar um anfiteatro, onde costumavam ser conduzida as vitimas que sobreviviam ao encontro com as feras. Os Gladiadores a esperavam para dar-lhes o golpe de misericórdia. Pela ultima vez se abraçaram e beijaram, coroando assim o martírio com caridade e amizade. Caíram aos golpes, Perpetua ainda mal ferida pegou a mão do inexperiente e ajuda a levá-la a garganta.

    Fonte:

    ACI Digital;

    Na luz Perpétua, I vol., 2ª. ed., Pe. João Batista Lehmann, Editora Lar Católico – Juiz de Fora – Minas Gerais, 1935

  • Santo André apóstolo – ano 70

    Dia do Santo: 30 de Novembro

    *É conservada quase a mesma ortografia do livro original, repare na descrição da Missa.

    Quando começou o julgamento, Egeas (governador romano) tinha dito: “Es tu aquele Andre que derruba os templos de nossos deuses, e mete tolices na cabeça dos simples, para que abracem essa religião supersticiosa, contra a qual os imperadores deram ordens as mais severas ?”

    André: “Estas ordens foram dadas por imperadores que desconhecem a verdade; desconhecem a Jesus Christo, o Filho de Deus, que veio a este mundo para salvar os homens; são deuses, mas abjetos demonios.”

    Egeas: “Os judeus crucificaram Jesus Christo justamente por causa desta doutrina”

    André: “Ah ! Se conhecesses o mysterio da Cruz e comprendesses quem é Ele, que, Creador de todos os homens, por amor de nós tomou livremente a Cruz sobre si, para nos salvar!”

    Egeas: “Livremente não, porque foi processado, preso, condenado e crucificado.”

    André: “Quem como ele, predisse a morte; quem como ele, predisse o modo por que havia de morrer; quem como ele, depois de morto, resuscita glorioso do sepulcro; quem como ele, disse: “Eu tenho o poder de entregar minha vida e de rehave-la e confirma esta doutrina por fatos inegáveis, morreu porque quis, morreu livremente e a salvação é um fato que se impõe a crença de todos”

    Egeas: “É um absurdo ser discipulo de um crucificado”

    André: “Se me quiseres ouvir, eu te explicarei este mistério.”

    Egeas: “A desconhecem ainda os deuses, que morte na cruz não é mistério nenhum, antes vergonha e castigo.”

    André: “Uma coisa e outra: um castigo porque pela morte de cruz foi tirada a culpa do peccado; mysterio, porque tornou fato a graça substituiu o castigo e aos fieis é garantida a vida eterna.”

    Egeas: “Com estas fatuidades divertirás a quem quizeres; eu, porem te digo: Se não abandonares está religião, se não renderes honra aos deuses, eu te mandarei a flagelação e mesmo a cruz, visto lhe teres tanta veneração.”

    André: “O sacrifício que eu dia por dia offereço, não é incenso, não são holocaustos de bois e carneiros, mas é o Cordeiro immaculado, offerecido a Deus vivo e verdadeiro. Os fieis bebem o sangue e comem a carne deste Cordeiro, que não morre e a todos dá vida.

    Egeas: “Como é possível isso ?”

    André: “Si quizeres tornar-te meu discípulo, eu t’o explicarei.”

    A este convite de graça, Egeas respondeu com ordem de prisão. André foi encarcerado.

    No dia seguinte sendo reiteradas as ameaças de morte e prestar culto aos Deuses romanos.

    André respondeu ao Governador Egeas: “Meu martyrio tornar-me-á mais agradável a Deus; meu sofrimento pouco tempo durará, ao passo que teu tormento não terá fim”

    Pregado na cruz, ficou dois dias nesta posição, edificando a todos os assistentes com os conselhos e orações. Aparecendo ainda com vida no terceiro dia, os fieis quizeram a força liberta-lo do tormento, mas quando puzeram mãos a obra, uma luz intensíssima desceu do céu envolveu o apostolo e depois de meia hora já tinha entregue a alma a Deus. Egeas sabendo de que o tinham sepultado o corpo do Apóstolo, enfureceu-se e pediu a exumação do cadáver. Deus porém castigou-o horrivelmente. Egeas ficou possesso do demônio e morreu em pleno desespero.

    “Salve, santa Cruz, tão amada, tão desejada! Tira-me do meio dos homens, e entrega-me ao meu Mestre e Senhor, para que eu de ti receba o que por ti me salvou” (Santo André)

    Fonte: Na luz Perpétua, Pe. João Batista Lehmann, 2ª.  ed., Editora Lar Católico – Juiz de Fora – Minas  Gerais,  1935

  • São Januario e companheiros ano 305

    Aprisionado e exigido que prestasse homenagem aos deuses. Testemunho da Missa.

    Diante do tribunal, São Januário foi reprovado pelo pró-consul Timóteo, que lhe apresentou a seguinte alternativa: “Ou ofereces incenso aos deuses, ou renuncias à vida“.

    —”Não posso imolar aos demônios, pois tenho a honra de sacrificar todos os dias ao verdadeiro Deus”-respondeu com altaneria (grandeza moral) o santo Prelado, referindo-se à celebração eucarística.

    Irado, o procônsul (governador de província romana) ordenou que o santo Bispo fosse lançado imediatamente numa fornalha ardente. Mas Deus quis renovar em favor de seu fiel servo o milagre dos três jovens israelitas, atirados também nas chamas, de que fala o Antigo Testamento. São Januário saiu desta prova do fogo ileso, para grande surpresa dos pagãos.

    O tirano, atribuindo o prodígio a artes mágicas, ordenou que São Januário e mais seis outros cristãos fossem conduzidos a Pozzuoli, onde seriam lançados às feras na arena.

    No dia marcado para o suplício, o povo lotou o anfiteatro da cidade. No centro da arena. São Januário encorajava os companheiros: “Ânimo, irmãos, este é o dia do nosso triunfo, combatamos com valor nosso sangue por Aquele Senhor, a quem devemos a vida”.

    Mal terminara de falar foram libertados leões, tigres e leopardos famintos, que correram em direção às vítimas. Mas, em lugar de despedaçá-las, prostraram-se diante do Bispo de Benevento e começaram a lamber-lhes os pés. Ouviu-se então um grande murmúrio no anfiteatro, que reconhecia não existir outro verdadeiro Deus senão o dos cristãos. Muitos pediram clemência. Mas o procônsul, cego de ódio, mandou decapitar aqueles cristãos.

    Fonte: Na luz Perpétua, 2ª.  ed., Pe. João Batista Lehmann, Editora Lar Católico – Juiz de Fora – Minas  Gerais,  1935