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  • Interpretação do Apocalipse de Nossa Senhora ao Padre Gobbi – Parte I

    PARTE I


    Padre Gobbi e o Papa João Paulo II

    Naquele tempo haverá uma grande tribulação, tal como não houve desde o princípio do mundo até agora, nem tornará a haver jamais (Mt 24, 21-22)

    Parte I

    1 – A Segunda Vinda de Jesus
    2 – A grande tribulação
    3 – Tempos fortes da grande tribulação
    4 – Abreviação dos tempos da grande tribulação
    5 – Sobre João Paulo II

    Parte II

    6 – A guerra contra a mulher vestida de sol
    7 – O dragão vermelho
    8 – A primeira besta: A maçonaria
    9 – A segunda besta: A franco-maçonaria eclesiástica
    10 – A imagem das duas bestas: O anticristo

    Parte III

    11 – Os sinais dos úlltimos tempos
    12 – Batismo de sangue e de fogo
    13 – As duas testemunhas fiéis e a conversão dos judeus
    14 – A batalha do armagedon
    15 – A grande seca e os três dias de trevas

    Parte IV

    16 – O último sinal
    17 – O grande castigo e a purificação final
    18 – A primeira ressurreição e a suspenção da morte
    19 – A derrota de satanás
    20 – O reino messiânico universal e a nova jerusalem

    1 – A SEGUNDA VINDA DE JESUS

    A Segunda Vinda de Jesus (também chamada de Parusia ou Segundo Advento de Jesus) é uma das mais impressionantes revelações das Sagradas Escrituras e está exaustivamente testemunhada ao longo de toda a Bíblia, do Antigo ao Novo Testamento, dos Salmos ao Apocalipse. A primeira mensagem de Nossa Senhora ao MSM sobre este tema foi feita na noite de Natal de 1978:

    24/12/78 – A sua Segunda Vinda será semelhante a esta, filhos prediletos. Assim como nasceu nesta noite, voltará Jesus na glória, antes de sua vinda para o Juízo Final

    Evidencia-se, então, que o fim dos tempos não constitui o fim do mundo, mas a Segunda Vinda de Jesus é para fazer novas todas as coisas (Ap 21,5) e criar um novo céu e uma nova terra (Is 65,17, Ap 21,1). Nesta Segunda Vinda, em contraponto à condição de humildade, pobreza e obscuridade do seu nascimento, Jesus se manifestará com todo o poder no Céu e na terra (Dn7, 13-14), de forma gloriosa e universal. Estes elementos estão fortemente presentes nas mensagens de Nossa Senhora ao MSM:

    08/12/90 – Esta Segunda Vinda se realizará na luz de sua Divindade, porque Jesus voltará a vós, sobre as nuvens do céu, no esplendor de Sua realeza e sujeitará a Si os povos e as nações da Terra e todos os seus inimigos serão esmagados sob o trono de seu domínio universal … O triunfo do Meu Coração Imaculado coincidirá com a Segunda Vinda de Jesus na glória, para fazer novas todas as coisas .

    13/10/92 – Do céu virá para vós o Cristo , no esplendor de sua glória, montando o cavalo branco do seu divino poder … sobre nuvens luminosas virá o Meu Filho Jesus … para instaurar entre vós o seu Reino de amor, de santidade, de justiça e de paz.

    22/11/92 – Nesta criação … Jesus Cristo instaurará o seu Reino de glória para que a obra de sua divina Redenção possa ter o seu perfeito cumprimento. O Espírito Santo abrirá os corações e as mentes , a fim de que todos possam cumprir o querer do Pai e do Filho e, assim como no céu, também seja perfeitamente realizada a Divina Vontade.

    Estes são os sinais apocalípticos da Segunda Vinda de Cristo; Jesus, à frente dos exércitos celestes, manifesta-se em toda a sua glória e poder, para julgar as nações e condenar os ímpios à morte eterna. É o triunfo da Nova Era, do reino de mil anos (Ap 20,2-3), pautado num mundo de paz, santidade e harmonia entre o Criador e as criaturas (Reino Messiânico Universal ou Reino de Maria). Satanás, vencido e aprisionado com as suas legiões malignas, não poderá causar mais dano algum às almas, livres então do pecado e retemperadas no Amor Divino pela ação do Espírito Santo (Segundo Pentecostes) :

    Ap 21,1-7: Vi então um céu novo e uma nova terra – pois o primeiro céu e a primeira terra se foram, e o mar já não existe. Vi também descer do céu, de junto de Deus, a Cidade Santa, uma Jerusalém nova … Eis a tenda de Deus com os homens. Ele habitará com eles; eles serão o seu povo, e ele, Deus-com-eles, será o seu Deus … O vencedor receberá esta herança, e Eu serei seu Deus e ele será meu filho.

    2 – A GRANDE TRIBULAÇÃO

    A Segunda Vinda de Jesus será precedida por um grande número de eventos amplamente descritos nos livros bíblicos (particularmente no Apocalipse), inseridos no contexto da chamada ‘grande tribulação’, período de tempo marcado por uma apostasia de cunho universal, uma profunda crise da Igreja e um afastamento quase que generalizado da humanidade em relação a Deus:

    Dn 12, 1: “Será uma época de tal desolação como jamais houve igual, desde que as nações existem até aquele momento”

    Mt 24, 21-22; Mc 13,20: “Naquele tempo haverá uma grande tribulação, tal como não houve desde o princípio do mundo até agora, nem tornará a haver jamais”.

    Nas mensagens ao MSM, as revelações são cristalinas de que os tempos da grande tribulação são os tempos atuais:

    01/01/92 – Entrais nos tempos decisivos … o novo ano levará ao cumprimento o que eu vos tenho revelado em alguns dos meus segredos … Assim, aumentarão em toda parte o mal e o pecado, a violência e o ódio, a perversão e a incredulidade … as guerras se difundirão, envolvendo outros povos e nações …

    Em fevereiro de 1992, a aprovação da independência da Bósnia-Herzegovina em plebiscito nacional pelas etnias croata e muçulmana e com o boicote da população sérvia, deu origem a um dos mais cruentos conflitos étnicos da história contemporânea. Com o intuito de criar a “Grande Sérvia”, com a anexação dos territórios da Bósnia com maioria desta etnia, a Sérvia invadiu e ocupou cerca de 70% da Bósnia. Mas, como as etnias croata, muçulmana e sérvia não se distribuíam de forma regular pelo país, a invasão propiciou um massacre civil sem precedentes baseado numa famigerada “purificação étnica”, que resultou em mais de 10000 mortos, milhares de feridos e aleijados e mais de 1,5 milhões de refugiados.

    A partir de 1992, inúmeros outros conflitos ratificaram e continuam ratificando a barbárie do homem moderno, somando múltiplas ações de violência, ódio e perversão em todos os povos e nações, consubstanciando uma era ímpar de apostasia mundial e o domínio cada vez maior e mais profundo de satanás sobre toda a humanidade. Os massacres recentes e atuais em Timor Leste, Ruanda, Kosovo e Chechênia são tristes exemplos desta carnificina crescente.

    01/01/93 – A grande prova chegou para toda a humanidade … Quantos deverão sofrer o flagelo da fome, da carestia, da discórdia, das lutas fratricidas que espalharão tanto sangue pelos vossos caminhos.

    15/03/93 – A humanidade conhecerá a hora sangrenta do seu castigo : será golpeada pelo flagelo das epidemias, da fome e do fogo; muito sangue será derramado nas vossas estradas; a guerra se estenderá por toda parte, levando ao mundo uma incomensurável devastação.

    13/05/93 – (as potências do mal) conseguiram levar toda a humanidade a viver sem Deus ; difundiram por toda a parte o erro do ateísmo teórico e prático; construíram novos ídolos, diante dos quais a humanidade se prosta em adoração : o prazer, o dinheiro, o orgulho, a impureza, o predomínio e a impiedade.

    Na Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicences, está claramente anunciada esta apostasia universal (2Ts 2,3), que deveria preceder ao retorno glorioso de Cristo. Nossa Senhora, em mensagem de 13/03/90, estabelece que são três as principais causas desta apostasia (perda de fé): difusão de erros teológicos, mau exemplo de sacerdotes e as rebeliões contra a Igreja e o Papa. E faz referências diretas destes fatos com a parte do Segredo de Fátima ainda não revelado:

    13/05/90 (mensagem dada em Fátima/Portugal) – O meu terceiro segredo , que aqui dei a conhecer às três crianças a quem apareci, e que até agora ainda não vos foi revelado, tornar-se-á manifesto a todos pelo próprio desenrolar dos acontecimentos . A Igreja conhecerá a hora de sua maior apostasia , o homem iníquo introduzir-se-á no seu interior e sentar-se-á no próprio templo de Deus, enquanto o pequeno resto, que permanecerá fiel, será submetido às maiores provações e perseguições.

    13/05/93 – Viveis os anos sanguinolentos da batalha … Está se realizando o que está contido na terceira parte da minha mensagem , que ainda não vos foi revelada, mas que agora se tornou manifesto pelos próprios acontecimentos que estais vivendo.

    As mensagens de Nossa Senhora em Fátima não foram reveladas e, assim, não propiciaram a reação adequada ao espantoso alerta dos nossos tempos: a humanidade, corrompida pelas potências do mal, será objeto de uma apostasia de cunho universal propiciando as condições para o surgimento do anticristo, ratificando, assim, as palavras de São Paulo na segunda carta aos tessalonicenses.

    3 – TEMPOS FORTES DA GRANDE TRIBULAÇÃO

    Nossa Senhora manifesta-se várias vezes em relação aos chamados ‘tempos fortes’ da grande tribulação. A caracterização de tempos fortes (decisivos, finais) do período da tribulação faz pressupor um período de tempo dentro de outro período de tempo maior, ou seja, o processo terá transcorrido ao longo de um dado tempo, mas a convergência e aceleração dos acontecimentos deverão ocorrer num menor espaço de tempo (“tempos fortes”) na fase final deste prazo maior, após um amplo processo de purificação da Igreja e da humanidade. Nas mensagens ao MSM, Nossa Senhora estabelece, de forma inequívoca, a realização destes tempos fortes da grande tribulação no transcorrer da última década do século XX:

    01/01/90 – No último decênio do vosso século serão cumpridos os acontecimentos que eu vos predisse.

    08/02/90 – Agora que entrais no último decênio deste século, no qual se cumprirão os acontecimentos decisivos que vos levarão ao triunfo do meu Imaculado Coração…

    31/12/90 – Entrastes nos tempos fortes da purificação e os sofrimentos deverão aumentar para todos … também a minha Igreja tem necessidade de ser purificada … Assim … vos tornai as gotas das minhas lágrimas… enquanto entrais nos tempos fortes da purificação e da grande tribulação.

    01/01/91 – Nestes tempos, a Igreja é chamada a viver as horas da agonia e do Getsêmani; as horas da paixão redentora; as horas de sua cruenta imolação no Calvário. No início deste novo ano, no caminho do Calvário, Eu encontro todos os meus filhos …

    19/05/91 – O Espírito Santo vos fará compreender os sinais do vosso tempo . São os tempos preditos pela Sagrada Escritura como os tempos da grande apostasia e da vinda do anticristo … que vos levarão a viver os últimos acontecimentos em preparação à segunda vinda de Jesus na glória . Por isto hoje derrama os seus carismas, de maneira ainda mais forte e extraordinária do que no tempo do início da Igreja. Porque já entrastes nos últimos tempos, que vos conduzirão à nova era .

    12/09/91 – … agora que entrais nos momentos mais fortes da luta e na parte mais dolorosa da grande tribulação .

    01/01/92 – Entrais nos tempos decisivoso novo ano levará ao cumprimento o que Eu vos tenho revelado em alguns dos meus segredos

    Partindo da idéia de um tempo final (tempo forte) dentro de um tempo maior (que engloba toda a fase de tribulação), a utilização de termos como “entrastes” e “enquanto entrais” faz entender que este segundo período começou em 1991/92. Este período deve se estender no máximo até o ano 2000. Note-se, entretanto, que, a partir de 1993, Nossa Senhora passa a se referir com ênfase cada vez maior ao início efetivo do ‘tempo da grande prova’:

    01/01/93 – Entrastes assim no tempo da grande prova. A grande prova chegou para todos vós… a grande prova chegou para a Igreja… a grande prova chegou para toda a humanidade…

    09/04/93 – Esta sua dolorosa paixão se renova nestes últimos tempos, em que a grande prova chegou para todos .

    13/05/93 – Viveis os anos sanguinolentos da batalha , porque a grande prova já chegou para todos … convido-vos, a viver sem medo, com grande confiança e esperança, estes anos sanguinolentos da batalha . Do cálice dos sofrimentos jamais provados até agora , sairá o sol divino de uma nova era …

    15/08/93 – Agora que a grande prova chegou , sentir-me-eis de maneira extraordinária junto a todos vós, para ser o grande sinal de consolação e de segura esperança, nestes últimos tempos de purificação e da grande tribulação .

    O ‘tempo da grande prova’ pode ser correlacionado diretamente às inúmeras referências bíblicas do Apocalipse e do Livro de Daniel ao período crítico da grande tribulação (este período crítico e final é genericamente designado como sendo o próprio tempo da grande tribulação, desconsiderando “os tempos antes desse tempo” no contexto global da tribulação), como correspondendo a uma semana de anos, dividida em dois períodos iguais de 3,5 anos (um primeiro, em que as tribulações serão de menor magnitude e de caráter predominantemente secreto e um segundo, profundamente mais grave e de domínio público universal; a fronteira entre estes períodos é claramente delimitada nos textos bíblicos como sendo ‘a abominação da tribulação’). Esta interpretação é obtida diretamente das seguintes passagens do Livro de Daniel:

    Dn 12, 6 -7: “Até quando o tempo das coisas inauditas?” … “Será por um tempo, mais (dois) tempos e metade de um tempo* . E quando se completar o esmagamento da força do povo santo , essas coisas todas hão de consumar-se!”

    * 3,5 anos (um tempo = 1 ano)

    Dn 12, 11: A contar do momento em que tiver sido abolido o sacrifício perpétuo e for instalada a abominação da tribulação, haverá mil duzentos e noventa dias** . Bem-aventurado aquele que perseverar, chegando a mil trezentos e trinta e cinco dias .

    ** 3,5 anos pode ser 42 meses x 30 = 1260 dias ou, mais precisamente, 365 x 3,5 = 1277,5 dias, aproximadamente a média entre os dois períodos citados de 1260 e 1290 dias, ou seja, deve-se subtender dois períodos iguais de 3,5 anos, independentemente da citação formal de 1260 ou 1290 dias.

    Dn 9,27: Ele (o príncipe que virá) confirmará uma aliança com muitos durante uma semana ; e pelo tempo de meia semana fará cessar o sacrifício e a oblação .

    As duas últimas leituras de Daniel conduzem a uma relação de equivalência entre meia semana de Daniel e 1290 dias (3,5 anos); este é, portanto, o tempo de atuação do falso cristo, a besta negra da maçonaria (ver Parte II). Ou seja, o tempo das coisas inauditas corresponde a um período de 3,5 anos (meia semana, 1290 dias, 42 meses ou um tempo, mais (dois) tempos e metade de um tempo, segundo as diferentes passagens dos textos bíblicos), iniciado a partir da instalação do anticristo no trono papal (” abominação da tribulação “) e caracterizado pela blasfêmia maior a Deus: a supressão do Santo Sacrifício da Missa). O tempo das coisas inauditas refere-se a perseguições terríveis contra a cristandade: Ap 13,7: Deram-lhe permissão para guerrear contra os santos e vencê-los ou Ap 13,10: … se alguém deve morrer pela espada, é preciso que morra pela espada .

    Estes tempos fortes corresponderiam, portanto, a um período de 7 anos, inserido na última década do século XX, provavelmente a partir de 1993 (meados/1993 a meados/2000?). Também em 1993, foi assinado o histórico tratado de paz entre judeus e palestinos (em 13/09) e o reconhecimento pelo Vaticano do Estado de Israel.

    Esta semana de anos seria correspondente à última semana das setentas semanas (70 x 7 = 490 anos) da profecias de Daniel:

    Dn 9, 24 -25: ” Setenta semanas foram fixadas para o teu povo e a tua cidade santa , para fazer cessar a transgressão e lacrar os pecados, para expiar a iniquidade e instaurar uma justiça eterna, para sigilar visão e profecia e para ungir o santo dos santos.”

    Portanto, o período da tribulação perpassa os séculos até a sua plena eclosão nos derradeiros dias da última década do século atual.

    4 – ABREVIAÇÃO DOS TEMPOS DA GRANDE TRIBULAÇÃO

    Mt 24, 22; Mc 13,20: “Se o Senhor não abreviasse aqueles dias, não se salvaria um só homem mas, por causa dos eleitos de Deus, aqueles dias serão abreviados”.

    As mensagens de Nossa Senhora evidenciam estas revelações de Jesus, de que estes tempos podem e, na verdade, foram drasticamente abreviados por uma especial concessão divina às orações e penitências dos Filhos de Deus.

    21/11/91 – Ofertai ao Senhor toda a vossa vida … Assim vos tornais as vítimas escolhidas , preciosas e agradáveis a Deus, que eu posso oferecer-Lhe , para que os tempos da grande prova sejam abreviadosOs tempos fortes da purificação, da grande tribulação e da apostasia chegaram

    29/09/95 – Os tempos serão abreviados … pela resposta que em toda parte recebo destas minhas pequenas crianças, eu intervenho para abreviar os tempos da grande prova tão dolorosa para vós… os tempos serão abreviados … quantas vezes já intervim, para afastar sempre mais no tempo, o início da grande prova , para a purificação desta pobre humanidade…

    Assim, os tempos críticos e finais da grande tribulação (a abominação da desolação e o segundo período do tempo da grande prova) foram e estão sendo sistematicamente abreviados, pela intervenção direta de Nossa Senhora e pelas orações e sacrifícios das almas plenamente consagradas aos imaculados Corações de Jesus e de Maria.

    Neste contexto de uma indiscutível abreviação dos tempos finais, é razoável uma reavaliação deste período crítico da história humana em termos de sua duração. E, neste sentido, embora seja sabido que o prazo de 70 semanas de Daniel não constitui um tempo ininterrupto (ver a síntese da interpretação das setenta semanas de Daniel no livro do Pe. Léo Persch), podemos admitir, num conceito de ‘um tempo dentro de outro tempo’, uma similaridade destas setenta semanas neste período singular da humanidade.

    Considerando, então, que uma semana de Daniel = 7 meses (e não mais 7 anos), ter-se-ia 70 x 7 = 490 meses ou aproximadamente 40 anos; o número 40 simboliza biblicamente um período de provações, purificação e tribulações (exemplos abaixo):

    Gn 7, 17 : Durante quarenta dias houve o dilúvio sobre a terra … 8, 6: no fim de quarenta dias , Noé abriu a janela …

    Ex 24, 18: E Moisés permaneceu na montanha quarenta dias e quarenta noites … 34, 28: Moisés esteve ali, com Iahweh, quarenta dias e quarenta noites

    1 Rs 19, 8: (Elias) Levantou-se, comeu e bebeu e, depois, sustentado por aquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites até a montanha de Deus, o Horeb.

    Dt 2, 7: … Eis que durante quarenta anos Iahweh teu Deus esteve contigo e coisa alguma te faltou! (o povo judeu errante no deserto)

    Jn 3,4: Jonas entrou na cidade e a percorreu durante um dia. Pregou, então, dizendo: “Ainda quarenta dias e Nínive será destruída”.

    Mt 4,2: (Jesus) por quarenta dias e quarenta noites esteve jejuando. Depois teve fome.

    Extrapolando este sentido à grande tribulação, podemos admitir, portanto, um período de cerca de quarenta anos para os tempos da grande tribulação, aproximadamente entre 1960 e 2000, ou seja, décadas de 60, 70, 80 e 90 (evidentemente, não se deve ficar encerrado ao rigor matemático dos 40 anos!). Por que 1960? Nossa Senhora estabeleceu esta data como limite para a revelação pública do Terceiro Segredo de Fátima. Uma razão plausível é considerar esta data como sendo a da deflagração dos tempos finais da humanidade atual, caso não se implementassem os seus insistentes pedidos de conversão dos povos e nações, o que efetivamente não se concretizou.

    Neste contexto, a última semana de Daniel corresponderia, portanto, aos sete meses finais do tempo da tribulação e, a partir da abominação da desolação, 3,5 meses finais do tempo da grande prova (potencialmente um período de 7 meses no transcorrer do ano 2000?).

    Uma outra abordagem é admitir que é o segundo período da grande tribulação (e, portanto, da ação pública do anticristo) que está sendo drasticamente abreviado e postergado para os derradeiros dias do período profetizado de 7 anos.

    Em qualquer destas hipóteses, estamos vivendo o clímax dos tempos fortes da grande tribulação e Nossa Senhora o confirmou claramente em mensagem ao Pe. Gobbi:

    13/05/93 – … hoje recordais o aniversário da minha primeira aparição em Fátima … estais ainda dentro do tempo desta minha aparição. Estais sobretudo no coração desta minha mensagem … viveis os anos sanguinolentos da batalha, porque a grande prova já chegou para todos.

    05/12/94 – Confirmo-te que para o grande jubileu do ano 2000, haverá o triunfo do meu Coração Imaculado , que eu vos predisse em Fátima e ele se realizará com o retorno de Jesus na glória, para restaurar o seu Reino no mundo .

    De qualquer forma, é importantíssimo ratificar mais uma vez: ninguém sabe o dia e nem a hora, a não ser o Pai (Mt 24, 36) e não existem revelações neste sentido. Portanto, muito mais importante que a abordagem da duração exata destes tempos (a discussão acima é mera elucubração do autor e, portanto, constitui uma hipótese entre dezenas possíveis) é a de que estes tempos estão inseridos nas mensagens proféticas de Fátima e se aplicam para os tempos atuais (lembrando que a vidente Lúcia ainda é viva, com quase 93 anos, e teve a promessa de Nossa Senhora de que iria testemunhar os acontecimentos do fim dos tempos e que, na encíclica “Dominum et Vivificantem”, João Paulo II ratifica que a plenitude dos tempos ocorrerá no ano 2000) e, mais que isso, por mais que sejam abreviados os tempos da tribulação, os tempos da grande prova são irreversíveis e já estão prontos para serem contados!

    5 – SOBRE JOÃO PAULO II

    13/05/91 – Hoje vos confirmo que este (João Paulo II ) é o Papa do meu segredo ; o Papa de quem falei às crianças durante as aparições; o Papa do meu amor e da minha dor… Quando este Papa tiver cumprido a missão que Jesus lhe confiou e eu descer do céu para acolher o seu sacrifício , todos sereis envoltos por uma densa treva de apostasia, que terá se tornado então generalizada.

    13/05/95 – Rezai pelo Papa. Este Papa é o maior dom que o meu Coração Imaculado vos deu, para o tempo da purificação e da grande tribulação. Parte importante do meu Segredo , que aqui revelei às três crianças, para quem apareci, refere-se exatamente à pessoa e à missão do Papa João Paulo II.

    Nossa Senhora revela ser João Paulo II o papa mencionado por ela nas aparições de Fátima e sugere que a sua missão está próxima do fim, inserindo definitivamente os tempos da grande tribulação nos nossos dias: “… venho pedir a consagração da Rússia ao Meu Imaculado Coração … Se atenderem os meus pedidos, a Rússia se converterá … Se não, espalhará seus erros pelo mundo … Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito o que sofrer, várias nações serão aniquiladas” (aparição de 13/07/1917).

    Visão de Jacinta: Eu vi o Santo Padre numa casa muito grande, de joelhos diante de uma mesa, com as mãos no rosto, a chorar. Fora de casa estava muita gente, e uns atiravam-lhe pedras, outros rogavam-lhe pragas …

    O papel extraordinário de João Paulo II nesta fase crucial da história da humanidade é expresso na seguinte passagem bíblica:

    2 Ts 2,7: ” O mistério da iniquidade já está em ação, esperando apenas o afastamento daquele que ainda o detém”.

    Nossa Senhora, nas mensagens ao MSM, atribui exaustivamente a João Paulo II a condição de esteio e fortaleza do povo cristão, como o papa escolhido particularmente por ela para os nossos tempos. A morte de João Paulo II (cuja proximidade e relevância como evento decisivo do período da grande tribulação são ressaltados de forma particular na mensagem de 13/05/91), em futuro próximo, seria a tradução terrível da profecia da segunda carta aos tessalonicences. A consumação destes tempos, então, tornar-se-á irreversível, com uma seqüência impressionante de um grande número de acontecimentos escatológicos (ver Parte III).

    Assim, é preciso orar insistentemente pelo Santo Padre e pela unidade da Igreja com ele; cada dia com João Paulo II é uma benção divina que assegura uma postergação adicional à abominação da desolação e uma redução adicional das horas sanguinolentas dos tempos da grande prova que já chegou para toda a humanidade.

  • Cristão não pode praticar Yoga

    Em linguagem hinduísta, a palavra yoga significa a união do homem aparente, tal como o conhecemos, com a realidade profunda que se acha latente dentro de cada indivíduo, o eu divino. O budismo no qual surgiu do hinduísmo, afirma que todos os seres humanos são Budas (iluminados ou “ungidos”), mas nem todos despertam para sua verdadeira natureza. Ioga, literalmente, significa ‘união’. Na Bíblia já alerta sobre essas doutrinas em que cada um acha que pode ser um “ungido” (cristo), um ser divino: “E se então alguém vos disser: Eis, aqui está o Cristo; ou: Ei-lo acolá, não creiais.” (Mc 13,21). São doutrinas panteístas. Panteísmo é um falso conceito sobre Deus, ensina que tudo (pan, em grego) é Deus (Théos, em grego). O panteísmo afirma que dentro do ser humano existe uma centelha da divindade, afirmando então que o homem é Deus, nada mais ego-centrista do que se achar Deus, isso só aumenta o orgulho desumano, onde cada um procura ser superior e pouco se preocupar com o outro, seria uma auto-salvação. E na Bíblia alerta: “Quando não passas de um homem e não és um deus, tu te julgas em teu coração igual a Deus.” (Ez 28,2).

    Para se chegar ao eu divino, o yoga se pede o esvaziamento da mente, uma meditação que não tem nada a ver com a meditação cristã que é reflexão e aprofundamento de um tema. A meditação, para o hinduísta (ou iogue), é o esvaziamento da mente, e dos sentidos para entrar em contato com o eu interior que segundo eles possui natureza divina. Diferente do cristianismo onde o Espírito Santo que habita em nós é uma pessoa distinta do nosso eu, no qual nós não temos essência divina.

    No yoga se faz alongamento e exercícios físicos e respiratórios no qual relaxará o físico, controlará talvez o stress e a ansiedade, mas a pessoa pensará que está relaxando a alma, tampouco estará resolvendo os verdadeiros problemas que causam o stress, porque a alma continuará com sede, coisa que nenhum exercício físico vai poder saciar. A armadilha então está em a pessoa ser iludida de que estará cuidando do corpo e da alma ou corpo e mente como resultado da união com o suposto eu divino. Quando na verdade é devido aos tais exercícios físicos, apenas o corpo está sendo saciado momentaneamente.

    Essas filosofias orientais são na verdade uma essência de religião (o nome filosofia é só marketing ), que vêm de mansinhas, nós acabamos pensando ser uma simples filosofia de vida, começam colocando de que a eficiência dos exercícios físicos estaria ligado a filosofia pagã do eu divino hinduísta.

    Bom que o católico não participasse disso para não dar mau exemplo, e usasse o terço que é o que mais acalma as pessoas pelo que tenho visto entre ex-drogados por exemplo.

  • Nova Era quer criar um cristo cósmico

    “Chegando Jesus à região de Cesaréia de Felipe, interrogou os seus discípulos: Quem dizem os homens ser o Filho do homem? Responderam-lhe: Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e outros: Jeremias, ou um dos profetas. Perguntou-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou? Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. O evangelista Mateus (Mateus 16:13 a 16).

    “Ao ver as gravuras dos quadros pintados daquilo que dizem ser o meu Senhor, meu ser não aceita o que está na tela. É falsa a inspiração do pintor. Não creio, não creio num Cristo vencido, cheio de amargura, semblante de dor. Eu creio num Cristo de rosto alegre. Eu creio num Cristo que é vencedor!”.[1] Josias Menezes (O Rosto de Cristo).

    Os místicos subtraíram Jesus ao máximo e agora estão redefinindo-O. Os esotéricos tentam passar uma esponja sobre os Evangelhos neo-testamentários, querem re-editar os evangelhos de uma forma que espelhe o misticismo oriental e tencionam re-criar um “novo” Cristo. Conhecemos cada vez mais pessoas que aceitam esse “novo” Jesus. Falam de um Jesus mente-aberta, que não censura, que não reivindica ser o caminho para o céu, que ensina os dogmas das religiões orientais, o esoterismo e a busca de um suposto deus-introvertido em cada indivíduo.

    Os esotéricos querem um Jesus, tipo “Santo Issa”, que sincretize com Buda, Krishna, Iman Mahdi e talvez até com o futuro messias judaico. Anseiam por um Jesus que seja um mestre perfeito entre muitos mestres perfeitos. Vêem Jesus como um iluminado que não apenas alcançou a consciência do “Cristo cósmico”, mas também que estava em perfeita simbiose com o futuro “Cristo cósmico” (vide Maitreya * ). Para os nova erenses, o termo “o Cristo” não se refere a uma pessoa específica. “O Cristo” é um cargo, uma função, como por exemplo “o presidente” de um país. Dizem que o título “o Cristo” pertence ao “Senhor Maitreya*”, mas já foi compartilhado temporariamente com alguns seres espiritualmente elevados, como por exemplo: Jesus.

    Esse Jesus do Movimento da Nova Consciência seria um mero homem com um espírito bastante evoluído. Muitos sectários deste “movimento aquariano” asseguram que seu Jesus teve uma formação acadêmica esotérica no Oriente durante Sua mocidade e se tornou semelhante a muitos gurus orientais da antiguidade.

    Quem é Jesus para Bhagwan Shree Rajneesh?

    Bhagwan Shree Rajneesh, também chamado de Osho (1932-1990), ficou conhecido como o guru sexual por ter difundido as ” cerimônias tântricas “*. Estabeleceu o seu centro espiritual em Antelope, Oregon, reivindicou ser Deus, precipitou um escândalo internacional sobre imoralidade e drogas e foi investigado pela Receita Federal americana. Foi deportado dos Estados Unidos de volta para a Índia, sem ter o direito de levar consigo seus noventa carros Rolls Royce.[2] Apesar dos críticos o considerarem um perverso, Rajneesh é respeitado e amado por muitos esotéricos e seus livros são vendidos aos montes.

    Observem o conceito que este guru indiano, Rajneesh, tinha acerca de Jesus Cristo:

    “Para lhe dizer a verdade, Jesus é um caso psíquico. […] Ele é um fanático. Ele tem o mesmo tipo de mente de Adolf Hitler. Ele é um fascista. Ele acha que somente aqueles que o seguem serão salvos. […] E os bobos continuam acreditando que eles serão salvos se seguirem Jesus. Até Jesus não está salvo e ele sabe disto”.[3]

    Quem é Jesus para Matthew Fox?

    Matthew Fox é um ex-padre, excomungado da ordem dominicana em virtude de suas idéias homossexuais. Posteriormente, foi ordenado pelo clero da igreja episcopal americana. Autor do “best-seller” esotérico The Coming of The Cosmic Christ (A Vinda do Cristo Cósmico), Fox exerce uma tremenda influência mística no círculo protestante.

    O Cristo cósmico, pregado por Fox, como também Jesus (que supostamente assimilou a consciência deste Cristo cósmico) podem ser tanto hetero como homossexual:

    “Muitos cristãos têm sido levados a acreditar que o Cristo não está presente no fazer-amor. Isso não faz sentido. De fato, o Cristo Cósmico é radicalmente presente a todas as sexualidades e em todas as suas dimensões e possibilidades. O Cristo Cósmico celebra a diversidade sexual – “Em Cristo não há macho nem fêmea”, diz Paulo (Gálatas 3:28). O Cristo Cósmico não é obsecado com identidades sexuais. O Cristo Cósmico pode ser ambos, feminino e masculino, heterossexual e homossexual”.[4]

    “Fox também pede uma substituição da pesquisa do Jesus histórico pela pesquisa do Jesus Cósmico. Ele diz que é tempo de ‘reivindicar’ o Cristo Cósmico. Nós precisamos nos mudar de um Cristianismo do ‘Salvador Pessoal’ para um Cristianismo do ‘Cristo Cósmico”‘.[5]

    Quem é Jesus para Elizabeth Clare Prophet?

    Prophet acredita que “Deus” habita em cada ser humano e não somente em Jesus e que todos nós aspiramos nos tornar também o Cristo:

    “Deus habita em cada homem e não apenas em Seu filho Jesus, o Cristo. O unigênito Filho do Pai, cheio de graça e verdade, é o Cristo pelo qual a Imagem do Senhor tem sido reproduzida repetidas vezes como a identidade-Cristo de cada filho e filha que tem vindo do Espírito infinito de Deus Pai-Mãe”.[6]

    “Tornar-se um Cristo é, pois, o objetivo de cada filho de Deus”.[7]

    Prophet também assegura que Jesus não foi o expiador dos nossos pecados:

    “A doutrina errônea que diz respeito ao sacrifício sanguinário de Jesus – a qual ele mesmo nunca ensinou – tem sido perpetuada até os dias atuais. Deus o Pai não requereu o sacrifício de Seu Filho Jesus Cristo […] como uma expiação pelos pecados do mundo; e nem é possível de acordo com as leis cósmicas que qualquer sacrifício humano equilibre o pecado original e nem os subseqüentes pecados de alguém ou de muitas pessoas”.[8]

    Quem é Jesus para Lauro Trevisan?

    Lauro Trevisan é um padre brasileiro conhecido como “o arauto do pensamento positivo e da Nova Era”. Trevisan é autor de vários livros místicos e afirma que Jesus só se tornou o Cristo a partir do Seu batismo no rio Jordão:

    “Lucas narra que, ao receber o batismo de João, desceu o Espírito Santo sobre Jesus, em forma corpórea de pomba”, e do céu veio uma voz: ‘Tu és meu Filho bem-amado; eu, hoje, te gerei!’ (Lc 3, 21-22). Neste momento, era gerado o Cristo, o Filho de Deus. A partir deste instante, já não era mais apenas o filho de Maria e José. Já não era mais apenas o Jesus. Era o Cristo, o Iluminado, o Messias, o Salvador. E começou a transmitir a mensagem que a luz Divina lhe inspirara, chamando-a de Boa Nova”.[9]

    Lauro Trevisan estimula seus leitores a aprofundarem seus conhecimentos sobre a mensagem de Jesus mergulhando nas doutrinas do ocultismo:

    “À medida em que a humanidade mais evolui no campo da mente, do espírito, das chamadas ciências ocultas e do conhecimento das leis universais, melhor entenderá a mensagem de Jesus”.[10]

    Afinal, é Jesus Cristo o verdadeiro e único Cristo?

    “Vinde, vede um homem que me disse tudo o que tenho feito. Poderia ser este o Cristo?” – a mulher samaritana questionando acerca de Jesus (João 4:29).

    Cristo é a palavra grega que significa Messias. Messias, por sua vez, vem do hebraico Mashiah que quer dizer “ungido”. Para os cristãos só houve um único Messias – Jesus Cristo. A polêmica levantada pelos esotéricos é que Jesus não é o Messias, mas assumiu a função de Messias temporariamente durante alguns anos da Sua vida terrena. Como já frisamos, para os místicos, o Messias integral é o vindouro “Cristo cósmico” ( Maitreya *).

    O fato é que, falem o que quiserem, “Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente” (Hebreus 13:8). Mas, quem é esse imutável Jesus?

    Sobre a questão da cristandade de Jesus, queremos salientar apenas cinco aspectos:

    Jesus, o embrião Cristo:

    Ao contrário do que o Movimento da Nova Consciência ensina, Jesus e o Cristo não são duas personalidades separadas e distintas. Jesus Cristo é uma única pessoa desde o começo e é inseparável. Jesus não incorporou o espírito do “Cristo cósmico” (Maitreya*), mas sempre foi o Cristo.

    Houve tantos fenômenos e acontecimentos extraordinários cercando a gravidez de Maria, o nascimento e a infância de Jesus, que fica difícil desmentir que aquele menino era de fato o Cristo. Observemos alguns destes episódios:

    O povo de Israel conhecia uma profecia de Isaías (de mais ou menos 750 a.C.) que vaticinava que o Messias nasceria de uma virgem e seria chamado de Emanuel: “Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: A virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel” , o profeta Isaías (Isaías 7:14). Jesus cumpriu literalmente esta profecia quando nasceu, veja o texto: “Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta (Isaías) : A virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamarão pelo nome de Emanuel, que quer dizer: Deus conosco” , o evangelista Mateus (Mateus 1:22 e 23).

    No dia do nascimento de Jesus, um anjo desceu dos céus até os pastores na circunvizinhança de Belém e garantiu-lhes que o Cristo tinha nascido: “Na cidade de Davi vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor” , o evangelista Lucas (Lucas 2:11).

    Talvez um dos eventos mais marcantes de reconhecimento da cristandade na infância de Jesus foi quando Seus pais O levaram ao templo em Jerusalém para O consagrarem. Havia duas personagens no templo, Simeão e a profetisa Ana, que, ao verem o Senhor Jesus, reconheceram de imediato que aquele nenê era o Messias: “Havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; este homem, justo e temente a Deus, esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava sobre ele. Fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que ele não morreria antes de ver o Cristo do Senhor. Movido pelo Espírito foi ao templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para com ele procederem segundo o que a lei ordenava, ele então o tomou nos braços, e louvou a Deus, dizendo: Agora, Senhor, despede em paz o teu servo, segundo a tua palavra, pois os meus olhos já viram a tua salvação […]. O pai e mãe do menino admiraram-se das coisas que dele se diziam. […] Estava ali a profetisa Ana […] Era viúva, de quase oitenta e quatro anos, e não se afastava do templo, servindo a Deus em jejuns e orações, de noite e de dia. Chegando na mesma hora, dava graças a Deus, e falava a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém” , o evangelista Lucas (Lucas 2:25 a 38).

    Compreende-se, nestas passagens dos evangelhos bíblicos, que o ser que foi engendrado no útero da virgem Maria era o embrião Cristo. Jesus é Deus encarnado desde a “barriguinha” de Maria e José que o diga. José, ao saber que sua virgem namorada, Maria, encontrava-se gestante, tentou fugir secretamente, mas um anjo o alertou: “… em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo” , o evangelista Mateus (Mateus 1:20).

    Jesus não compartilhou o Seu título de Cristo com ninguém:

    Jesus se identificou como o Cristo (Mateus 16:13 a 20; João 11:24 a 27). Jesus nunca incentivou as pessoas a se tornarem o Cristo, jamais disse: “desenvolva sua consciência crística – você também pode aspirar um dia tornar-se um Cristo como Eu”.

    Jesus alertou acerca de falsos cristos:

    É importante para nós, cristãos, observar o surgimento de falsos cristos, pois assim temos a certeza de que estamos perto do fim do mundo. “Respondeu-lhes Jesus: Acautelai-vos, que ninguém vos engane. Pois muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos. […] Tais coisas devem acontecer, mas ainda não é o fim” , o evangelista Mateus (Mateus 24:4 a 6).

    O Oriente honrou Jesus:

    Não há qualquer menção na Bíblia de que Jesus tenha visitado o Oriente, no entanto, os orientais vieram visitar Jesus. A Bíblia relata que homens sábios, estudiosos das profecias, perceberam que uma brilhante estrela no céu anunciava o nascimento do Salvador. Viajaram do Oriente até a pequena vila de Belém para presentearem e honrarem ao bebê Jesus. “…e a estrela que (os sábios orientais) tinham visto no Oriente, ia adiante deles até que, chegando, se deteve sobre o lugar onde estava o menino. Vendo eles a estrela, alegraram-se imensamente. Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe e, prostrando-se, o adoraram. Então, abrindo os seus tesouros, lhe apresentaram suas dádivas: ouro, incenso e mirra” , o evangelista Mateus (Mateus 2:9 a 11).

    Não podemos imaginar quanto tempo aqueles magos orientais esperaram por aquele sublime momento de estarem ajoelhados aos pés de Jesus. Eles reconheceram o senhorio de Cristo e a Ele expressaram seu louvor.

    Ah… como seria bom se os adeptos da Nova Consciência entendessem a profundidade desta mensagem. Os magos orientais vieram contemplar e honrar Jesus; não houve qualquer tentativa do Jesus adulto de retribuir esta honra aos sábios orientais. Os nova erenses, sob pretextos infundados e sob alegações baratas querem forçar Jesus a se curvar diante das doutrinas das religiões orientais. Fabricaram um “Jesus” que abraçou o budismo e o hinduísmo, mas que na verdade não passa de uma manipulação forçada da personalidade de Jesus Cristo.

    Negar que Jesus Cristo é o Cristo – aliar-se ao Anticristo:

    Negar que Jesus é o Cristo é fazer parceria com o Anticristo. Infelizmente, consciente ou inconscientemente, os sectários da Nova Consciência já assimilaram o espírito do Anticristo e preparam o palco para a aparição dele – o seu “Cristo Cósmico”. “Quem é mentiroso senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Esse mesmo é o anticristo, esse que nega o Pai e o Filho. Qualquer que nega o Filho, também não tem o Pai; aquele que confessa o Filho, tem também o Pai” , o evangelista João (I João 2:22 e 23).

    “Nisto conheceis o Espírito de Deus: Todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus, mas todo espírito que não confessa a Jesus não é de Deus. Este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e agora já está no mundo” , o evangelista João (I João 4:2 e 3).

    Apenas para a reflexão dos cristãos: Satanás está deixando muito claro para todo mundo que o Cristo é o “Maitreya”, conhecido como o futuro “Cristo Cósmico”. Fica, portanto, muito óbvio para o cristão que o “Maitreya” é o Anticristo. No entanto, o diabo é safado e mentiroso por natureza – Será que ele não está blefando? Será que o maligno não está nos escondendo o verdadeiro Anticristo? Será que o diabo vai colocar o “Maitreya” no planeta só para desviar a atenção dos cristãos do verdadeiro Anticristo? Será que o “Maitreya” é mesmo o Anticristo ou apenas o testa-de-ferro do verdadeiro Anticristo?

    O Movimento da Nova Consciência criou um Jesus diferente do original. Não é mais o Jesus Cristo que viveu e fixou a Sua própria história em um tempo determinado. No entanto, estamos presenciando um surgimento de um “novo” Jesus forçado a oscilar e se submeter a uma “nova” história de Sua vida sancionada pelos esotéricos. Querem tentar fazer com que o Jesus Cristo dos Evangelhos abandone Sua cristandade e se amolde ao “Santo Issa” dos evangelhos “aquarianos”.

    Esperamos no Senhor que os nossos leitores reconheçam que, além de Jesus, nunca houve e nem haverá outro Cristo. O que surgir por aí é simples falsificação. E mais, sem Jesus Cristo não nos resta esperança: “Em nenhum outro há salvação, pois também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4:12).

    E os anos obscuros da mocidade de Jesus Cristo? O argumento de que Jesus foi um aprendiz no Oriente e um iniciado no esoterismo entre os essênios torna-se nulo e desnecessário quando cremos que Jesus é o Messias (o Cristo) desde o ventre de Maria. Jesus Cristo não precisou ser ensinado a ser um líder religioso e muito menos a ser um Cristo. Jesus sempre foi o Cristo e estava nos planos de Deus que viesse ao planeta Terra resgatar o pecador. O próprio Jesus sabia disto: “Pois o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Marcos 10:45). Jesus veio ao nosso planeta já ciente do que tinha de fazer e cumpriu impecavelmente a Sua missão. Ter discernimento espiritual para identificar o verdadeiro e único Cristo é fundamental para assimilarmos uma outra verdade sobre o Cristo “Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir, assim como para o céu o vistes ir” (Atos 1:11b). 

    Glossário

    •  CERIMÔNIAS TÂNTRICAS: São relações sexuais realizadas como parte das doutrinas de uma pequena variante do budismo, chamado budismo tântrico. Seus seguidores basearam-se na crença do poder sexual de uma divindade do hinduísmo chamada Shakti. Os adeptos do tantrismo praticam o intercurso sexual como uma forma de alcançarem uma união com o divino. Acreditam que o coito é a combinação de forças opostas do Universo (o positivo masculino e o negativo feminino), resultando nas habilidades dos praticantes de realizarem atos sobrenaturais.

    •  MAITREYA: Segundo a divisão Mahayana (Grande Veículo) do budismo, “Maitreya” é um título outorgado a um ser que adquiriu méritos e prerrogativas para se transformar em um Buda. O budismo afirma que o seu quinto Buda era chamado de “Maitreya” e que no futuro ele retornará ao planeta Terra. Pelo menos dois grandes monumentos ao Buda Maitreya podem ser encontrados no Oriente: Um é uma estátua esculpida em baixo-relevo em uma rocha vertical de doze metros de altura, no norte da Índia (fronteira entre Caxemira e Ladakh). O outro é uma estátua com vinte e seis metros de altura e revestida com trezentos quilos de ouro, contida no templo budista de Tashilunpo, em Lhasa, capital do Tibete. O templo é também a residência oficial do Pachen-lama, a segunda autoridade do budismo tibetano.Os esotéricos afirmam que Jesus não foi o Cristo e sim apenas um ser humano que conseguiu uma consciência crística. Declaram que o Cristo será o “Maitreya”. “Maitreya” também é conhecido como o “Cristo Cósmico”. Para os cristãos, “Maitreya” será apenas um dos títulos do vindouro Anticristo.

    Bibliografia

    •  Cântico espiritual “O Rosto de Cristo”, de autoria de Josias Menezes e contido no compact disc “Retorno” de J. Neto. Nancel Produções – Rio de Janeiro, RJ.

    •  Artigo “Jesus and The Den of Thieves”, by Tal Brooke, Spiritual Counterfeits Project Journal. Spiritual Counterfeits Project, Inc – Berkeley, California, USA, volume 20:3-4, 1996, página 7.

    •  Rajneesh, Bhagwan Shree, The Rajneesh Bible. Rajneesh Foundation International – Oregon, USA, volume 1, 1985, páginas 9 e10.

    •  Fox, Matthew, The Coming of the Cosmic Christ. Harper and Row – San Francisco, California, USA, 1988, página 164. Cf. Matthew Fox, Whee! We, Wee All the Way Home. Bear Publications – Santa Fe, New Mexico, USA, 1981, página 76.

    •  Artigo “The Cosmic Christ and Planetary Healing: A Look at the New Age Christ of Matthew Fox”, by Ron Rhodes, Spiritual Counterfeits Project Journal. Spiritual Counterfeits Project, Inc – Berkeley, California, USA, volume 20:3-4, 1996, página 51.

    •  Prophet, Mark and Elizabeth Prophet, Climb the Highest Mountain. Summit University Press – Los Angeles, California, USA, 1994, página 228.

    •  Id, página 160.

    •  Ibid, páginas 279 e 280.

    •  Trevisan, Lauro, Os Poderes de Jesus Cristo. Editora e Distribuidora da Mente – Santa Maria, RS, 1983, página 55.

    •  Id, página 16.

    Fonte: http://www.ajesus.com.br/mensagens/quemdizem.shtml – Texto oriundo de um site protestante, mas bem condizente as contrapartidas da Nova Era, Maytreia e o Anti-Cristo e muito bem montado.

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    Comentário do site(deste):

    O homem tem a fraca tendência de querer buscar caminhos novos quando está afastado do verdadeiro caminho de sempre que é Jesus.
    “Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas.” (2Tm 4,3-4)

  • Reencarnação na História do Espiritismo

    Reencarnação na História do Espiritismo

        Reencarnação significa a volta da mesma alma humana ( também chamado “espírito”) a este mundo, onde vai assumindo corpos sucessivos, a fim de evoluir e progredir espiritualmente até chegar a perfeição.
        Os autores desta doutrina não são unânimes entre si ao explicá-la: uns dizem que o ser humano se reencarna constantemente com o mesmo sexo, outros afirmam variação alternativa; alguns asseveram que a reencarnação tem lugar apenas na Terra, outros a admitem também em outros planetas; uns julgam que é lei geral para todos os espíritos, outros a aceitam apenas para os espíritos muito atrasados ou para os perfeitos, que devem cumprir especial missão na Terra etc.
        Deve-se mesmo registrar que, somente os espíritas dos países latinos, como os do Brasil, aceitam a reencarnação; os anglo-saxões a rejeitam peremptoriamente. Assim, o conhecido espírita Stainton Moses, que foi para o espiritismo inglês o que Allan Kardec foi para o francês, guiado pelos dois espíritos Kabilla e Imperator, pronunciou-se decididamente contra a reencarnação . A razão pela qual os mestres anglo-saxões rejeitam tal tese, é o racismo; com efeito, o espírito de um homem branco poderia encarnar-se em corpo de raça negra – o que é inconcebível aos olhos dos racistas.
        Aliás, o próprio Allan Kardec recebeu mensagens contrárias à reencarnação , como se depreende das passagens seguintes de sua lavra : “De todas as contradições que se notam nas comunicações dos espíritos, uma das mais frisantes é a que diz respeito à reencarnação. Se a reencarnação é uma necessidade da vida eterna, como se explica que nem todos os espíritos a ensinem ?” (O Livro dos Médiuns, c.27,n 8,p.338).

    Fonte : Católicos Perguntam , Estêvão Tavares Bettencourt, OSB, p.153-4.

    As desigualdades

                   O mais utilizado dos argumentos é o das desigualdades. Se uns nascem aquinhoados (deficientes) física ou psíquicamente, ao passo que outros vêm ao mundo com menos prendas, isto só se pode explicar pelo fato de que uns e outros viveram encarnações, nas quais conseguiram boa ou má sorte…

                    Respondemos:

    que é gratuito e vão o pressuposto de que todos devem ter começado a existir em iguais condições físicas ou psíquicas. Deus é soberanamente livre para criar quem Ele queira e como o queira. O que a justiça divina implica, é que cada criatura receba as graças necessárias para chegar à plenitude da perfeição; ora, o Senhor, de fato, chama um dos seres humanos à perfeição e lhe oferece os subsídios para atingí-la, conforme a doutrina cristã. O mundo inteiro está cheio de criaturas variegadas entre si; não há duas folhas absolutamente iguais. É precisamente esta variedade que faz a beleza e a harmonia do universo.

    E o sofrimento ? ( A lei do Karma)

                    Insistem, porém, dizendo: Se ainda se podem entender desigualdades físicas e psíquicas, não se pode admitir que Deus seja autor da infelicidade de muitas criaturas; alguns nascem cegos, outros aleijados, outros mentecaptos, uns ricos, outros pobres… Ora, a desgraça só pode ser explicada pelo fato de que cada criatura nesta vida expia os males que cometeu em outra vida; a lei do Karma ensina que “todo ato mau cometido é uma dívida contraída que deverá ser paga; se não o for nesta existência mesma, será paga na seguinte ou nas seguintes”.

                    A esta argumentação respondemos:

                    – A justiça humana exige que o reú castigado saiba por que é punido ; o bom senso se revolta contra uma punição que não tenha explicação. Para que eu me possa emendar dos erros pelos quais sou punido, devo saber quais foram. Até mesmo o cão que é castigado por ter sujado a casa, é instruído a respeito da falta que cometeu. Notem-se as sábias palavras de Enéias de Gaza ( +520 aproximadamente): “Quando tenho de castigar meu filho ou meu servo… começo por admoestá-los a fim de se lembrarem bem para o futuro e assim poderem evitar recair no mesmo erro. Não deveria Deus, quando envia as mais terríveis punições, instruir aqueles que as sofrem, a respeito do motivo desses castigos ? Poderia Ele tirar-nos inteiramente a recordação de nossos crimes ?… Que proveito se há de esperar da punição se ninguém nos mostrar qual foi a nossa culpa ? Em verdade, semelhante castigo vai contra o que pretende, irrita e leva à revolta” (“Theophrastes”,Ed.Migne Grega t.85.302)

                    – Observamos também que a lei do Karma reduz o conceito de Deus ao de um juiz ou tirano inexorável; na verdade, Deus é Pai…, o pai que, conforme a parábola do filho pródigo (Lc 15,11-32), perdoa imediatamente ao filho que se mostre arrependido. A lei do Karma induz ao fatalismo e ao mecanismo físico no plano moral.

                    – A respeito do sofrimento, a doutrina católica não pode apontar a causa precisa pela qual cada criatura sofre… e sofre tais e tais males; aliás, nenhuma outra crença o pode explicar de maneira cabal. Apenas podemos afirmar, segundo a doutrina católica, que Deus, em seu plano sumamente sábio, não se engana nem comete injustiça; um dia, todos saberemos o porquê dos desígnios do Senhor. Entrementes, pode-se dizer que o sofrimento nem sempre é punição de pecados pessoais, mas é sempre providencial; vem a ser a ocasião de crescimento interior, de tal modo que quem não sofre, se amesquinha ou se fecha no egoísmo; a natureza humana é tal que ela se beneficia enormemente na escola do sofrimento. A justiça de Deus consiste em ministrar a todo homem os subsídios necessários para carregar a sua cruz com grandeza d´alma e generosidade, de modo que adquira méritos.

    Fonte de pesquisa: Católicos Perguntam , Estêvão Tavares Bettencourt, OSB, p.154-5. e Revista Católica

    Sobre o sofrimento, ler as mensagens de Jesus à Santa Faustina.

         E as narrações feitas em sono hipnótico ? (Técnica da Vida Passada)
      
             Dizem que várias pessoas, postas em sono hipnótico, relatam fatos de sua vida passada e, comandadas pelo hipnotizador, chegam mesmo a referir a trama de uma ou mais encarnações anteriores.

                – Todos os relatos obtidos em transe hipnótico como sendo de existências pregressas até hoje, foram reduzidos à qualidade de narrações de fatos vividos pelo próprio narrador na vida presente. Sim, é notório que temos na nossa consciência psicológica apenas 1/8 dos conhecimentos que adquirimos desde a infância; 7/8 ficam latentes no nosso subconsciente ou inconsciente. Ora, colocados em sono hipnótico, perdemos o controle sobre as nossas faculdades e dispomo-nos a obedecer cegamente ao operador. Por conseguinte, se este manda que alguém narre a trama da sua pretensa vida pregressa, tal pessoa associará, de maneira mais ou menos livre e arbitrária, as reminiscências e imagens que guarda em seu subconsciente; constituirá assim, um enredo que surpreenderá os ouvintes e o próprio paciente, mas que nada de novo apresentará, submetido a controle, tal enredo será identificado como a soma de experiências vividas pelo paciente no decorrer mesmo desta vida.
                O mais famoso caso que a propósito se conhece, é o de Bridey Murphy, relatado e comentado no opúsculo “Reencarnação: prós e contras”, Escola Mater Ecclesiae, CP 1362, 20001-970 Rio de Janeiro(RJ).

       E os gênios ?

       As pessoas geniais, segundo os reencarnacionistas, seriam os espíritos que se aperfeiçoaram em numerosas encarnações anteriores.

                – Tal explicação é gratuita. Quem observa os gênios, verifica que não nasceram sabendo, mas são pessoas que estudam e pesquisam concentradamente ou sem dispersão. Ora , isto supõe inteligência perspicaz e vontade decidida, mas não supõe encarnações anteriores.

                Quanto às crianças-prodígio pode-se observar o seguinte:
                Muitas vezes as crianças-prodígio são as que aprendem com rapidez e facilidade. Todavia estes predicados se devem à constituição nervosa de tais crianças, de tal modo que raramente elas se tornam pessoas talentosas. Ao contrário, as crianças aparentemente não talentosas, mas  dotadas de natureza calma, aprendem de maneira mais contínua, podendo chegar a ser pessoas de importância ou mesmo geniais.
                Deve-se também observar que as crianças tidas como prodígios em matemática ou em música, são como as demais crianças em outros setores de atividade intelectual. Ora, verifica-se que os prodígios do cálculo são os mais mecânicos que há, pois as máquinas calculadoras os podem reproduzir (sem ter inteligência); às vezes, pessoas pouco prendadas têm extraordinária facilidade para o cálculo – o que mostra que este não é sinal de prodígio nem genialidade. Algo de semelhante se diga em relação aos prodígios musicais.

       O fenômeno da paramnésia (dejavú)

                Muitas pessoas que vão pela primeira vez a determinado lugar, têm a impressão de já haver estado aí, reconhecendo o ambiente com as suas características. Pergunta-se: como explicar tal fenômeno, dito de paramnésia, senão pela reencarnação ? Em vida pregressa, a pessoa já teria visitado tal lugar. – A propósito podem-se fazer quatro ponderações, que dispensam a reencarnação:

                a) Às vezes, a pessoa não esteve conscientemente no lugar, mas lá esteve inconscientemente; ora o inconsciente (mesmo o de uma criança de colo) colhe impressões e as guarda latentes. Digamos, pois, que uma criança seja levada a uma praça pública ou a um cemitério; trinta anos mais tarde supostamente, essa pessoa volta a tal ambiente; compreende-se que o reconheça imediatamente … Afirmará conscientemente já ter visitado o lugar – o que será verdade, não, porém, numa encarnação anterior.

                b) Pode acontecer também que a pessoa tenha visto imagens do lugar em fotografias de livros ou filmes – o que leva a crer que já tenha estado no lugar.

                c) Existe também a explicação pela hiperestesia. Há pessoas cujo inconsciente é capaz de ler o inconsciente de outrem, como dito . Ora, se vou ao Japão pela primeira vez e tenho a impressão de já ter estado lá, posso perguntar-me se nunca me achei ao lado de uma pessoa que já tivesse estado no Japão. Caso positivo (o que é plausível), eu terei percebido inconscientemente o que o amigo vira conscientemente e trazia no seu inconsciente.

                d) Acontece também que há muitos objetos semelhantes, de modo que, ao dizermos que já vimos algo, podemos estar confundindo esse algo com algum semelhante. Em suma, há várias explicações para o fenômeno da paramnésia dotadas de base científica; a única destituída de fundamento seria o recurso à reencarnação.

        Aprender é recordar

                Há pessoas que aprendem com tanta facilidade que dão a impressão de estar apenas avivando conhecimentos já adquiridos (no caso… adquiridos em vida pregressa). A respeito, observe-se que a arte de estudar e aprender é uma atividade psicossomática ; está em relação não só com o psíquico do estudioso, mas também com as suas disposições físicas ou corporais; a imbecilidade. a debilidade mental ou idiotice… são conseqüências de lesões do organismos e, em especial, do cérebro. De outro lado, os espíritos ditos mais ‘evoluídos’ beneficiam-se de disposições orgânicas e fisiológicas que tornam a aprendizagem mais fácil, imediata e intuitiva. Uma alma bem dotada, num corpo sadio, é naturalmente propensa a célere e perspicaz apreensão da verdade.

                Os reencarnacionistas valem-se ainda de outros argumentos para tentar provar a reencarnação. Desses, que menos peso têm do que os anteriores.

    Fonte : Católicos Perguntam , Estêvão Tavares Bettencourt, OSB, p.156-8.

        Dois tópicos vêm especialmente ao caso:

        a) Elias e João Batista . Há quem cite os seguintes textos do Evangelho:

                Lc 1,17: Diz o anjo Gabriel :”(João Batista) seguirá diante dele (o Messias) no espírito e na virtude de Elias”
                Mt 11,14s : “Se quiserdes compreender, ele mesmo (João Batista) é Elias, que deve vir”, diz Jesus.

                Estes textos parecem insinuar que João Batista era a reencarnação de Elias. Todavia é de se notar que João Batista declarou peremptoriamente a uma comissão de judeus que o interrogavam a respeito: “Não sou Elias” (Jo 1,21)
                  Mais : no monte da Transfiguração apareceram a Jesus, Moisés e Elias (cf Mt 17,3). Ora, naquele tempo João já fora executado por Herodes ou já morrera. Por conseguinte, deveria aparecer a Jesus, João Batista e não Elias, conforme a doutrina da reencarnação, pois esta ensina que, quando o espírito se materializa, sempre se apresenta na forma da última encarnação. – Donde se vê que João Batista não era a reencarnação de Elias .
                    Os textos do Evangelho devem ser explicados no sentido de que João Batista havia de desenvolver um papel semelhante ao de Elias : seria destemido e corajoso ao incitar os homens à conversão.

        b) O renascer em Jo 3: Os reencarnacionistas citam, outrossim, a seguinte afirmativa de Jesus: “Se alguém não nascer ánoothen , não poderá entrar no Reino de Deus (Jo 3,3)”. A palavra ánoothen pode significar de novo como também do alto. Os espíritas a traduzem por de novo, e assim tentam provar que Jesus ensinou a nascer de novo (em nova encarnação).
    Todavia o contexto de Jo 3 mostra bem que o sentido de ánoothen , no caso , é do alto . Jesus incutiu o nascer do alto. Com efeito, Nicodemos, confuso pelo que Jesus dissera, perguntou logo a seguir : “Como pode nascer um homem sendo velho ? Poderá entrar segunda vez no seio de sua mãe e voltar a nascer ?” – Jesus logo dissipou a dúvida, explicando que não se tratava de renascer no sentido biológico, mas sim, de nascer de outro modo, ou seja, pela água e pelo Espírito: “Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito, não poderá entrar no Reino de Deus” (Jo 3,5) Donde se vê que também esta passagem bíblica não prova a reencarnação. Levem-se em conta outrossim, os dizeres de Hb 9,27:

                        “É um fato que os homens devem morrer uma só vez; depois do quê, vem o julgamento”. Palavras de São Paulo, inspirado por Deus.

    É, pois, inadequada a argumentação bíblica aduzida em favor de reencarnação.

    Fonte : Católicos Perguntam , Estêvão Tavares Bettencourt, OSB, p.158-9.

    CATÓLICO E ESPÍRITA ?

    O Concílio Vaticano II chamou os leigos a participarem ativamente da vida da Igreja. Através do Decreto Apostolicam Actuositatem pede:

    “Grassando na nossa época gravíssimos erros que ameaçam inverter profundamente a religião, este Concílio exorta de coração todos os leigos que assumam mais conscientemente suas responsabilidades na defesa dos princípios cristãos”(AA,6).

    Em que pese a doutrina da Igreja, bem como a sua Tradição e o seu Magistério, mostrarem a radical incompatibilidade entre o Cristianismo e o espiritismo, muitos “católicos”, fracos na fé e pouco conhecedores da doutrina, teimam em persistir neste sincretismo perigoso. Vão à missa e ao culto espírita, como se isto não fosse proibido pela fé católica.

    É preciso ficar bem claro que o espiritismo (bem como suas derivações) contradiz “frontalmente” a doutrina católica em muitos pontos, sendo, portanto, impossível a um católico ser também espírita.

    Em 1953, os Bispos do Brasil disseram que o espiritismo é o desvio doutrinário “mais perigoso” para o país, uma vez que “nega não apenas uma ou outra verdade da nossa fé, mas todas elas, tendo, no entanto, a cautela de dizer-se cristão, de modo a deixar , a católicos menos avisados, a impressão erradíssima de ser possível conciliar catolicismo com espiritismo” ( Espiritismo, orientação para os católicos, D.Boaventura Kloppenburg, Ed. Loyola, 5ªed, 1995,pag.11).

    Muitas passagens da Bíblia comprovam o que está dito acima. A principal delas é a que está no livro do Deuteronômio:

    “Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha [magia negra], nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feitichismo, à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou à evocação dos mortos, porque o Senhor, teu Deus, abomina aqueles que se dão a essas práticas…” (Deutr 18,9-13).

    Essas palavras da Bíblia são muito claras e fortes e não deixam dúvida sobre a proibição “radical” de Deus a todas as formas de ocultismo e busca de poder ou de conhecimento fora da vontade de Deus. E isto é um perigo para a vida cristã, porque “contamina” a alma. Deus “abomina” aqueles que se dão a essas práticas, diz a Palavra de Deus. Abomina quer dizer, detesta, odeia, rejeita. Não consigo imaginar nada pior nesta vida do que uma pessoa ser abominável a Deus, por própria culpa.

    O livro do Levítico traz a mesma condenação:

    “Não vos dirijais aos espíritas nem aos adivinhos: não os consulteis para que não sejais contaminados por eles” (Lev 19,31).

    Essa “contaminação” espiritual é perigosa para o cristão. Por se tratar de um pecado grave, essa prática o coloca sob a influência e dependência do mundo tenebroso dos demônios.

    A primeira conseqüência para a pessoa que se dá a essas práticas proibidas, é um “esfriamento” espiritual. Começa a esfriar na fé, deixa a oração, os sacramentos, e torna-se fraco na fé, na esperança e na caridade, até, digamos, morrer espiritualmente.

    Se você entra num ambiente espírita, de macumba, candomblé, etc, mesmo que seja apenas por curiosidade, “sem maldade”, você está pecando e colocando-se sob o jugo do demônio. Neste assunto, é a “curiosidade” que leva muitos católicos ao pecado.

    Sabemos que o demônio pode se fazer presente nesses ambientes, já que a Igreja nos garante que nenhum “espírito” dos mortos anda perambulando pelo mundo e, muito menos “baixando” em lugar algum. Os espíritos que baixam nesses “centros”, se baixam, são certamente espíritos malignos.

    Repete a Palavra de Deus, pelo livro do Levítico:

    “Se alguém se dirigir aos espíritas ou aos adivinhos para fornicar com eles, voltarei o meu rosto contra esse homem…” (Lev 20,6).

    Por “adivinhos” devemos entender todas as formas de se buscar o conhecimento de realidades ocultas, conhecer o futuro, etc. Entre essas práticas estão, entre outras, a invocação dos mortos ( necromancia ), a leitura das mãos (quiromancia), a astrologia, os búzios, cartomancia, consultas aos cristais, tarôs, numerologia, etc.

    Uma verdade bíblica que todo católico precisa saber, é o que disse São Paulo aos coríntios:

    “As coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam-nas aos demônios e não a Deus. E eu não quero que tenhais comunhão com os demônios. Não podeis beber ao mesmo tempo o cálice do Senhor e o cálice dos demônios. Não podeis participar ao mesmo tempo da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou quereis provocar a ira do Senhor?” (1 Cor 10,20-22).

    Qual é o grande ensinamento que esta Palavra nos traz?

    Que todo culto que se presta a uma entidade espiritual, é recebido ou por Deus ou por Satanás. Como os pagãos não prestam o seu culto a Deus, então, por exclusão, quem o recebe é o demônio. Daí podermos entender porque Deus abomina aqueles que se dão a essas práticas pagãs já citadas. Neste caso, Deus é rejeitado, é traído. E daí podemos entender também porque o “ambiente” fica propício à presença e manifestação do Mal .

    O Antigo Testamento está repleto da “fúria” de Deus para com o seu povo eleito, quando esse povo “prevaricava”, isto é, praticava a idolatria. Nessas situações, Deus abandonava o seu povo nas mãos dos seus inimigos, que os vencia nos combates, e muitas vezes os escravizava. O socorro de Deus só chegava depois que o povo se arrependia do mal que praticara . Pela boca do profeta Jeremias o Senhor diz:

    “Eu os condenarei pelos males que cometeram, por me haverem abandonado, ofertando incenso a outros deuses e adorando a obra de suas mãos” (Jer 1,16).

    “Ó céus, plasmai, tremei de espanto e horror …

    Porque o meu povo cometeu uma grande perversidade: abandonou-me, a mim, fonte de água viva, para cavar cisternas, cisternas fendidas que não retém a água”(Jer 2,11-13).

    E o povo de Deus tinha plena consciência de que era a prática da idolatria que atraia sobre ele os castigos:

    “Porque decretou o Senhor contra nós todos esses flagelos? Qual é o pecado, qual é o crime que cometemos contra o Senhor nosso Deus? Tu lhe dirás: É que vossos pais me abandonaram – oráculo do Senhor – para correr após outros deuses, rendendo-lhes um culto e diante deles se prosternando. E porque me abandonaram e deixaram de cumprir a minha lei, e porque vós mesmos fizestes pior que vossos pais, cada qual, sem me ouvir, obstinou-se em seguir as más tendências de seus corações. Assim, expulsar-vos-ei desta terra para vos lançar numa terra que não conhecestes, nem vós, nem vossos pais. Lá, dia e noite, rendereis culto aos deuses estranhos, porque eu não vos perdoarei”( Jer16,10-13).

    Os Atos dos Apóstolos, escrito por S. Lucas, contam que S. Paulo expulsou um “espírito de adivinhação” de uma moça escrava que, com suas adivinhações dava muito lucro a seus senhores. Disse S. Paulo a esse espírito de adivinhação:

    “Ordeno-te em nome de Jesus Cristo que saias dela”. “E na mesma hora saiu” (At 16,16-18).

    É óbvio que S. Paulo não falara a um “fantasma” ou a algo inexistente, apelando para a autoridade do Nome de Jesus. São Paulo expulsou da escrava um demônio, um espírito de adivinhação que estava na moça e dava-lhe o poder de adivinhar .

    Isso muitas vezes ocorre nos centros espíritas e nos terreiros de macumba. O demônio sabe se “transfigurar em anjo de luz” (II Cor 11,14), como nos alerta São Paulo. E muito católico desavisado cai nas suas armadilhas. Como ele é um anjo, embora decaído, conserva os seus poderes superiores aos nossos. Sua inteligência é muito mais perfeita que a dos homens. E ele faz também os seus “milagres”. Para conferir isto com a Palavra de Deus, basta ler o que São Paulo fala na carta aos tessalonicenses:

    “A manifestação do ímpio será acompanhada, graças ao poder de Satanás, de toda a sorte de portentos, sinais e prodígios enganadores. Ele usará de todas as seduções do mal com aqueles que se perdem, por não terem cultivado o amor à verdade que os teria podido salvar” ( 2 Ts 2,9-10).

    O espiritismo nega pelo menos 40 verdades da fé cristã:

    1 – Nega o mistério, e ensina que tudo pode ser compreendido e explicado.

    2 – Nega a inspiração divina da Bíblia.

    3 – Nega o milagre.

    4 – Nega a autoridade do Magistério da Igreja.

    5 – Nega a infalibilidade do Papa.

    6 – Nega a instituição divina da Igreja.

    7 – Nega a suficiência da Revelação.

    8 – Nega o mistério da Santíssima Trindade.

    9 – Nega a existência de um Deus Pessoal e distinto do mundo.

    10 – Nega a liberdade de Deus.

    11 – Nega a criação a partir do nada.

    12- Nega a criação da alma humana por Deus.

    13 – Nega a criação do corpo humano.

    14 – Nega a união substancial entre o corpo e a alma.

    15 – Nega a espiritualidade da alma.

    16 – Nega a unidade do gênero humano.

    17 – Nega a existência dos anjos.

    18 – Nega a existência dos demônios.

    19 – Nega a divindade de Jesus.

    20 – Nega os milagres de Cristo.

    21 – Nega a humanidade de Cristo.

    22 – Nega os dogmas de Nossa Senhora (Imaculada Conceição, Virgindade perpétua, Assunção, Maternidade divina).

    23 – Nega nossa Redenção por Cristo (é o mais grave! ).

    24 – Nega o pecado original.

    25 – Nega a graça divina.

    26 – Nega a possibilidade do perdão dos pecados.

    27 – Nega o valor da vida contemplativa e ascética.

    28 – Nega toda a doutrina cristã do sobrenatural.

    29 – Nega o valor dos Sacramentos.

    30 – Nega a eficácia redentora do Batismo.

    31 – Nega a presença real de Cristo na Eucaristia.

    32 – Nega o valor da Confissão.

    33 – Nega a indissolubilidade do Matrimônio.

    34 – Nega a unicidade da vida terrestre.

    35 – Nega o juízo particular depois da morte.

    36 – Nega a existência do Purgatório.

    37 – Nega a existência do Céu.

    38 – Nega a existência do Inferno.

    39 – Nega a ressurreição da carne.

    40 – Nega o juízo final.

    Apesar de tudo isso muitos continuam a proclamar que “o espiritismo e o Cristianismo ensinam a mesma coisa…”

    Na verdade é o “joio no meio do trigo” (Mt 13,28), que o inimigo semeou na messe do Senhor. Nada como o espiritismo nega tão radicalmente a doutrina católica.

    Ouçamos, finalmente, a palavra oficial da nossa Mãe Igreja, que tão bem nos ensina através do Catecismo:

    “Todas as formas de adivinhação hão de ser rejeitadas: recurso a Satanás ou aos demônios, evocação dos mortos ou outras práticas que erroneamente se supõem “descobrir” o futuro. A consulta aos horóscopos, a astrologia, a quiromancia (leitura das mãos), a interpretação de presságios e da sorte, os fenômenos de visão (bolas de cristais), o recurso a médiuns escondem uma vontade de poder sobre o tempo, sobre a história e finalmente sobre os homens, ao mesmo tempo que um desejo de ganhar para si os poderes ocultos. Estas práticas contradizem a honra e o respeito que, unidos ao amoroso temor, devemos exclusivamente a Deus” (N° 2116).

    “O espiritismo implica freqüentemente práticas de adivinhação ou de magia. Por isso a Igreja adverte os fiéis a evitá-lo” (N° 2117).

    Os católicos que se deram a essas práticas condenadas pela Igreja podem e devem abandoná-las com urgência. Devem procurar um sacerdote, fazer uma confissão clara dos seus pecados e prometer a Deus nunca mais se dar a essas práticas.

    É preciso também destruir todo material (livros, imagens, gravuras, vestes, etc) usadas e consagradas nesses cultos.

    O pecado dessas práticas é contra o primeiro mandamento da Lei de Deus: “Amar a Deus sobre todas as coisas”. A gravidade está no fato da pessoa ir buscar poder, fama, dinheiro, consolação, etc, num lugar e numa prática não permitida por Deus e pela Igreja. Isto ofende a Deus.

    Essas práticas eram usadas na Mesopotâmia antiga, no Egito, entre os povos de Canaã, enfim, entre os pagãos, e eram terminantemente proibidas por Deus ao seu povo.

    Parece que hoje, grande parte do povo, volta ao paganismo e às suas práticas idolátricas. Isto nega o Cristianismo. A Igreja, como Mãe bondosa e cautelosa não quer que os seus filhos se percam.

  • A Conspiração Aquariana: A Nova Era

    Estimados irmãos em Cristo, alguns artigos deste site tem denunciado e alertado aos cristãos, sobre o avanço do movimento Nova Era no meio católico. Este avanço, disfarçado de um “falso ecumenismo”, nada tem haver com o objetivo de uma aproximação com os nossos irmãos de outras religiões, visando uma união cristã.

    Estão misturando o Sagrado com o profano, levando aos católicos menos esclarecidos e desinformados, a participarem da umbanda, candomblé, maçonaria, budismo, espiritismo, astrologia, esoterismo e dos mais variados movimentos ligados a Nova Era. Enfim, uma mistura de crenças, doutrinas e filosofias, que só levam aos católicos a se afastarem do caminho de Deus e a penetrar no caminho do mundo, cultuando a “deuses estranhos”.

    O pior disso tudo, é que os católicos estão se acostumando com a idéia desta mistura infernal, ou seja, que todos os caminhos levam a Deus, sendo isso, uma grande armadilha preparada pelo diabo, pai da mentira, conspirador e inimigo de Deus. Pois esta bem claro na Sagrada Bíblia, que há somente um caminho para se chegar a Deus, conforme disse o Rei Jesus: (Jo 14, 6)

    Respeitar os nossos irmãos de outras religiões não significa cair no erro junto com eles, mas sim dialogar, mostrando a grandeza espiritual e a fonte de graça encontrada na Santa Igreja Católica. Pois, antes de subir ao Céu, Jesus deixou a Igreja para continuar a Sua obra no mundo.Eis, que Jesus instituiu uma ÚNICA E VERDADEIRA IGREJA que é a Igreja Católica. São Pedro foi o primeiro Papa, isto é, o representante visível de Jesus na terra. Hoje o representante de Jesus é o Papa João Paulo II. Toda a verdade e autoridade deixadas por Jesus estão na IGREJA CATÓLICA.

    Na última Ceia, Jesus rezou: “Que todos sejam um como Tu, Pai, estás em Mim e Eu em Ti… e o mundo creia que Tu Me enviaste” (Jo 17, 21)

    Como se dizia um outro artigo: “Os Católicos não são maiores, nem melhores que ninguém, e não são os únicos que se salvam. Ao contrário, poderão ser julgados com maior severidade. Porém, eles, como ninguém mais no mundo, gozam da verdadeira liberdade dos filhos de Deus. E têm à sua disposição TODOS os meios necessários para a salvação, principalmente o maior e o mais importante, que é a Sagrada Comunhão (Jesus presente em Corpo, Sangue, Alma e Divindade na hóstia Consagrada pelo sacerdote). No Evangelho de São João está escrito: “Eu sou o pão vivo, que desceu do Céu. Quem comer deste pão, viverá eternamente; e o pão que Eu darei é a minha Carne para a salvação do mundo” (Jo 6, 51-52).  Este Pão Vivo só existe na Igreja Católica. Fora dela, este pão é só pão material, e nada mais. Não há nenhum benefício espiritual em comer este “pão” fora da Igreja Católica. É como querer matar a sede com um copo vazio. Na Igreja Católica os fiéis têm Cristo vivo, presente, na Hóstia Consagrada como alimento para a vida da alma. Fora da Igreja Católica, os fiéis só podem falar de Jesus”.

    O plano infernal da Nova Era é tirar a Divindade de Jesus, reduzi-lo a um mero Jesus histórico, a mais um mestre espiritual, diante de tantos outros que “eles” adoram e veneram. (como Buda, Maomé, Shiva e etc…)

    Este é o tempo, que os homens não suportarão a doutrina da salvação, se entregarão as doutrinas e filosofias modernas, cheias de fábulas e mestres, como esta escrito na Sagrada Bíblia:

    “Virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajuntarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas”. (II Tim 4, 3-5)


    E muitos são os religiosos e leigos católicos, que dizem querer bem ao Papa João Paulo II, mas pelas costas gostariam de vê-lo afastado, na esperança que o novo Papa possa corresponder aos seus anseios de modernidade dentro da Santa Igreja.

    Infelizmente, o mundo esta doente, mas nós temos a cura, porém os homens querem deixar o mundo sempre doente. A cura esta em Jesus, ELE é o eterno médico dos corações, e o remédio certo para curar o mundo.  Porém, os homens vão a procura de diversos médicos, que lhe receitam uma infinidade de remédios, como nunca acham a cura, continuam procurando, e a cura esta tão perto, ao alcance dos seus corações. Mas continuam misturando diversos remédios e morrem intoxicados por eles, por tantas misturas, quando bastaria uma só receita, seguir as Palavras do Eterno Médico dos Corações Jesus, que disse:

    Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. (Jo 14, 6)

    Então, não basta somente escrever, ou se citar a Bíblia e etc.. mas será preciso mostrar a que ponto chegou a infiltração do movimento Nova Era aqui mesmo no Brasil e com a aprovação e a participação dos católicos.

    E você dirá: “Como assim, com a aprovação dos católicos? Eu não aprovei nada!!!”

    O Senhor nosso Deus conta com a sua ajuda para enfrentar os inimigos da Santa Igreja, meros e astutos lobos disfarçados na pele de ovelhas, que pregam o amor e a paz, mas que na verdade trabalham para tirar a Divindade de Jesus, afim de transformá-lo em apenas mais um mestre espiritual, entre tantos que eles adoram, veneram e seguem, segundo as suas crenças e filosofias mundanas.

    Você irmãozinho, poderá lutar contra a onda desenfreada das idéias e infiltrações da Nova Era, disfarçadas com o slogan “Paz e Amor”, tão pronunciado pelos católicos espiritualistas, que carregam a bandeira do ecumenismo, mas este “ecumenismo” que pregam é falso, junto com um falso amor e uma falsa paz, pois na verdade se recusam a seguir o único caminho de amor, paz e salvação, que é verdadeiramente Jesus Cristo. Ao se misturarem com as seitas e religiões de toda espécie, contaminam seus corações com as idéias, doutrinas e filosofias do mundo, esquecendo-se dos ensinamentos de Jesus, misturando-se com falsos ensinamentos e falsas doutrinas, comparando seus mestres espirituais, em igualdade com o Único e Verdadeiro Mestre Jesus Cristo. E diz a Sagrada Bíblia:

    “Assim como houve entre o povo (de Israel) falsos profetas, assim haverá entre vós falsos doutores, que introduzirão disfarçadamente seitas perniciosas. Eles, renegando assim o Senhor que os resgatou, atrairão sobre si uma ruína repentina. Muitos os seguirão nas suas desordens e serão deste modo a causa de o caminho da verdade ser caluniado. Movidos por cobiça, eles vós hão de explorar por palavras cheias de astúcia…” (II Pd 2,1s)

    Há quem pregue e pratique o verdadeiro ecumenismo, são os religiosos e leigos católicos, que em primeiro lugar e acima de tudo, sabem que a grande fonte de salvação se encontra abundantemente a jorrar na Santa Igreja Católica.

    Eu havia dito, que muitos religiosos e leigos católicos, estão aprovando e participando ativamente do movimento Nova Era aqui no Brasil, arrastando com eles, muitos católicos desinformados sobre esta ameaça infernal.

    Abaixo você vai ver a grande infiltração do movimento Nova Era no Brasil.

    Alerta para grande infiltração do Movimento Nova Era no Brasil através dos…

    Encontros para a Nova Consciência (o que dizem “eles”)

    Uma rede poderosa, embora sem liderança, está trabalhando no sentido de promover uma mudança radical em todo o mundo. Seus membros romperam com alguns elementos-chave do pensamento ocidental, e até mesmo podem ter rompido com a continuidade da História. Essa rede é a Conspiração Aquariana: uma conspiração sem doutrina política, sem manifesto. Mais ampla que a Reforma, mais profunda que a Revolução. Essa conspiração benigna, a favor de uma Nova Ordem, deflagrou o mais rápido realinhamento cultural da história. A grande transformação, a mudança irrevogável que nos está empolgando, não é um novo sistema religioso, político ou filosófico. É uma nova mentalidade, a ascendência de uma surpreendente visão do mundo, que reúne a vanguarda da ciência e os mais antigos pensamentos registrados.
    (Marilyn Ferguson – Livro: A Conspiração Aquariana)

    O Evento (segundo os seus organizadores)

    No mês de fevereiro, a cidade de Campina Grande, na Paraíba , inspirada na mudança renovadora do terceiro milênio, sedia o Encontro para a Nova Consciência, um dos acontecimentos mais abrangentes do calendário de eventos do país.
    Dentro de um espírito de macro-ecumenismo, o Encontro reúne pessoas e instituições voltadas às mais diversas correntes de pensamento. Padres e pastores alinharam-se com monjes e rabinos. Espíritas e Hare Krishna conheceram o Santo Daime e a Fé Bahá. Físicos e psicólogos aprenderam com índios e ciganos. Rosacruzes e xamãs confraternizaram-se com ateus e agnósticos. Estudiosos e leigos viajaram dos mapas astrais à mecânica quântica, da acupuntura às cores e cristais.
    Antes restrito ao círculo da comunicação alternativa, o Encontro de Campina Grande já chama a atenção dos grandes órgãos de imprensa e também de entidades estrangeiras, o que o transforma numa espécie de referência brasileira da cultura emergente do terceiro milênio. Uma dezena de teses acadêmicas, vindas de várias universidades, já se debruçaram sobre o evento. E quem já passou por lá? Bem, todo ano dezenas de conferencistas dão sua parcela de contribuição à formação de uma visão mais abrangente de nossa realidade atual.

    Fonte: antigo portalanjo.com hoje: https://www.rainhamaria.com.br/Inicial

  • Argumentos dos simpatizantes da Nova Era

    Muitos simpatizantes da Nova Era acha possível conciliar o que tem na Bíblia ou ensinamentos de Jesus com os princípios da Nova Era, o que a Bíblia mostra é ao contrário:

    “E agora rogo-te, Senhora, não como quem te escreve um novo mandamento, mas sim o que tivemos desde o princípio: que nos amemos uns aos outros. Nisto consiste o amor: que vivamos segundo seus mandamentos. É este o mandamento que tendes ouvido desde o princípio, e segundo o qual deveis viver.” (2Jo 1). A Nova Era conhece estes mandamentos que Jesus deixou ? Não reconhece, por isso não pode chegar a prática do amor de amar uns aos outros.

    “Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus…” (1Jo 4) Para a Nova Era cada um pode ser Deus, tem uma essência divina, ou partícula divina. E que o amor pode vir de cada homem, contrariando que Deus é a Única fonte de amor.

    “Se alguém vier a vós sem trazer esta doutrina, não o recebais em vossa casa, nem o saudeis.” (2Jo 1). A Nova era está usando uma doutrina completamente estranha e incompatível com a bíblia, e ainda querem ser recebidos por católicos.

    Um argumento de adeptos da Nova Era: “O Cristão não luta contra o suposto mal dos outros, mas contra seus próprios males interiores” Contraditório, lutamos contra os males interiores(que é o pior, da onde nasce) e por isso informamos a outras pessoas que males interiores são esses, em primeiro lugar o pecado, e também procuramos ajudar as pessoas para que não se perca em caminhos que afastam de Deus. Informamos por meio da evangelização.
    “Se alguém vê seu irmão cometer um pecado que não o conduz à morte, reze, e Deus lhe dará a vida” (1Jo 5). Que o pecado é algo individualista no qual a pessoa busca o prazer próprio, e deixa de lado qualquer relacionamento social, isso é lógico. E leva também ao egoísmo, desprovido dos valores cristãos.

    Vejamos o que diz uma comunidade do orkut sobre nova era, está em aspas o que está na apresentação da comunidade.

    “objetivo desta Comunidade é promover a quebra de DOGMAS e PARADIGMAS.”
    Se quer quebrar dogmas existentes, é porque quer instalar outro em cima, impor os seus dogmas, que são mais simplificados. Paradigma significa algo que serve como modelo, eles querem colocar os paradigmas deles ou não teriam nada a ensinar.

    “Mostrar a realidade (nua e crua) que se esconde nas entrelinhas do nosso mundo de fantasias, mentiras e manipulações.”
    Mais um motivo vago e subjetivo, onde tudo na sociedade é conspiração e como nunca houvesse algo que levasse as pessoas para o bem, um falso motivo para incentivar uma revolta contra todo tipo de ordem. Querendo instaurar na verdade, suas fantasias (princípios da nova era são cheio disso) ou trocar as manipulações atuais por outras.

    “Aqui nesta comunidade você encontrará uma enorme quantidade de informações desafiadoras.”
    A velha mania de desafiar o que é antigo para mostrar uma mania nova. As ideias antigas surgiram aos poucos e não de repente como quer essas pessoas que perseguem novidades.

    “A vida é eterna, tudo isso aqui é só uma experiência no caminho do aprendizado (na busca da verdade).”
    A busca da verdade já foi sempre mostrada por Jesus e sua doutrina, só porque alguns não conseguiram nem quiseram tirar algo frutuoso do evangelho para suas vidas, querem agora se arrisca no escuro?

  • Gnose e sua condenação na Bí­blia

    Retirado do livro que desmascara o código da vinci, que é também totalmente gnóstico.

    Capítulo 14

    Gnose: total perversão da moral

    “Não vos enganeis: nem os impuros, nem os idólatras,
    nem os adúlteros, nem os efeminados,
    nem os devassos … hão de possuir o Reino de Deus”.

    I Coríntios, 6,9-10.

    Toda ética ou moral tem uma base filosófica e/ou teológica. Assim, a ética e a moral gnósticas são fruto de sua cosmovisão, de sua “teologia”. Suas concepções e “percepções” a respeito de Deus, do universo e do homem têm conseqüências nefastas sobre o agir humano; e, como resultado, sobre a vida social.

    Completo amoralismo

    Se, de acordo com a Gnose, a causa do mal é a matéria, para o homem o mal moral vem de seu corpo; de onde ficar eliminada toda a noção de responsabilidade pessoal. Mais ainda: para o gnóstico, o aperfeiçoamento moral é conseqüência da aquisição de um saber mágico , de uma iluminação que põe o homem em contato direto com a divindade. Daí cair por terra a necessidade de boas obras e da prática da virtude: e basta apenas o conhecimento ( gnose ) .

    Por fim, se a verdadeira essência do homem está na partícula divina aprisionada nele, nada do que faça de bom ou mau pode alterar para melhor ou pior essa sua natureza. De onde se segue que tanto faz praticar o bem como o mal moral; existe uma liberdade sem freios.

    Santo Irineu de Lião (130-202), em seu célebre livro Contra as Heresias (Adversus Haereses), apresenta a argumentação dos gnósticos para justificar seu amoralismo:

    Eles afirmam que as boas obras são necessárias a nós outros, do contrário é impossível salvar-nos. Mas, para eles mesmos, julgam que estão indubitavelmente salvos, não por causa de sua conduta, mas porque eles são espirituais (pneumáticos) por natureza. Porque, assim como é impossível que a substância material compartilhe da salvação, assim também é impossível para a substância espiritual (pela qual eles se designam a si mesmos) ser corrompida, sejam quais forem as ações que pratiquem. E exemplificam que, assim como o ouro tombado na lama não perde seu valor e beleza, da mesma forma eles não podem sofrer dano ou perder a beleza de sua substância espiritual, quaisquer que sejam as ações nas quais estejam envolvidos.[1]

    Não se trata de mera liberdade ou permissão para agir deste ou daquele modo. Essa licenciosidade é requerida como um meio de liberar a partícula divina, conforme explica Hans Jonas:

    Essa liberdade, entretanto, é mais do que meramente permissiva; sua prática está ligada a um interesse metafísico. . Existe um positivo dever de realizar qualquer tipo de ação, de não deixar de explorar nenhuma possibilidade, de realizar tudo o que for possível, com o fim de esgotar todas as capacidades da natureza; somente assim é que se pode finalizar o ciclo das reencarnações.

    Duas vertentes da Gnose: libertinagem e ascetismo

    De acordo com as psicologias individuais, esse desprezo pela matéria conduz a dois extremos aparentemente contraditórios, mas que na realidade se complementam: de um lado a completa libertinagem ( Gnose libertina ); de outro, o mais rigoroso ascetismo (Gnose ascética). Na primeira modalidade, a matéria é achincalhada por práticas sexuais aberrantes; na segunda, a matéria é castigada por macerações desequilibradas e pela proibição ou limitação de todo o contato carnal. Em ambas o fim é o mesmo: evitar a procriação e a conseqüente multiplicação de partículas divinas aprisionadas.[2]

    É o que explica o mesmo Hans Jonas:

    “Nesta vida, os pneumáticos (como os possuidores da gnose chamam-se a si mesmos) colocam-se como seres à parte em relação ao resto da humanidade. A iluminação imediata não somente torna a pessoa soberana na esfera do pensamento, … mas também na da ação. De um modo geral, a moralidade pneumática é determinada pela hostilidade em relação ao mundo (a matéria) e o desprezo pelas obrigações mundanas. Deste princípio, entretanto, são estabelecidas duas conclusões contraditórias, ambas as quais encontram seus representantes extremos: a ascética e a libertina. A primeira deduz da posse da gnose a obrigação de evitar qualquer contaminação com o mundo, e portanto reduzir ao mínimo seus contatos mundanos; a segunda deriva da mesma posse o privilégio da liberdade desenfreada.”

    A “ascese” praticada na Gnose nada tem em comum com a ascese cristã.[3] Ao contrário desta, está totalmente desvinculada da perfeição moral, tendo como finalidade destruir a ligação com a matéria, aviltar o corpo humano e impedir a propagação da espécie. É o que está afirmado em artigo divulgado on line em 2000 pelo Institute for Gnostic Studies:

    A finalidade da vida gnóstica é a libertação [da partícula divina ], e não o moralismo . Nosso foco é o retorno ao Reino da Luz (Pleroma), não a sustentação de padrões morais. Mesmo que a gnose não aceite totalmente a afirmação de que os fins justificam os meios, ela chega extremamente perto disso. Ainda que a moral e a ética tenham sua razão de ser para a classe dos hílicos , entretanto, para aqueles que estão acima da massa da humanidade, sejam psíquicos, sejam pneumáticos , a moralidade e as leis deste mundo material têm para eles pouco valor . … Ascetismo ou indulgência são parte do mesmo processo. . Enquanto a gnose rejeita de todo o coração a família e a reprodução, fora disto o uso da sexualidade ou do ascetismo é uma escolha que o estudante pode fazer ao longo do caminho.

    Violar a lei moral por ódio a Deus

    Em seu estudo sobre o Gnosticismo, o Pe. J. P. Arendzen escreve a respeito dos gnósticos dos primeiros tempos do Cristianismo:

    “Como a lei moral tinha sido dada pelo Deus dos judeus, era um dever [para os gnósticos] violar essa lei como sinal de oposição a esse mesmo Deus. Assim ensinava a seita dos nicolaítas, existente nos tempos apostólicos, cujo princípio, segundo Orígenes, era parachresthai te sarki (deve-se abusar da carne).”

    Moral de perdição

    Ninguém dotado de são julgamento pode deixar de concordar em que a disseminação do Gnosticismo e de sua negação da moral conduz necessariamente à destruição da vida social organizada. Pois a moral é a força que mantém coesa a sociedade, permitindo aos homens viver em harmonia e colaboração entre si.

    Em vez da humildade, da castidade e da obediência cristãs, o orgulho, a sensualidade e a revolta propugnados pelo Gnosticismo transformam o homem num inimigo de seu semelhante, num homo homini lupus, num lobo voraz em relação a outro homem, no qual vê tão-somente um meio de satisfazer a seus desejos e vantagens.

    [1] Santo Irineu, Adversus Haereses , Livro I, Capítulo 6, nº 2, in http://www.newadvent.org/fathers/0103106.htm .

    [2] Objetivamente falando, e sem julgar intenções, não se pode deixar de ver certo fundo gnóstico em campanhas sistemáticas contra a procriação – seja pela contracepção, pelo aborto ou pela disseminação do homossexualismo – ainda quando as pessoas envolvidas não se dêem conta disso.

    [3] “Eis o sentido profundo da ascese cristã. ‘Ascese’: a própria palavra evoca a imagem do subir para metas elevadas. Isto exige necessariamente sacrifícios e renúncias. De fato, convém levar só o equipamento essencial para que a viagem não se torne pesada; estar dispostos a enfrentar todas as dificuldades e superar qualquer obstáculo para alcançar o objetivo estabelecido. Para sermos autênticos discípulos de Cristo, é preciso renunciar a si mesmo, tomar a própria cruz todos os dias e segui-lo (cf. Lc 9, 23). É o caminho difícil da santidade, que cada cristão está chamado a percorrer” ( Homilia do papa João Paulo II na quarta-feira de cinzas , 25 de fevereiro de 2004 in http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/homilies/2004/documents/hf_jp-ii_hom_20040225_ash-wednesday_po.html ).

    Capítulo 15

    Gnose: tentativa de infiltrar-se na Igreja

    Por muito tempo pensou-se que a Gnose fosse uma heresia cristã, uma vez que tão logo a Igreja foi fundada e começou a difundir-se, esse sistema religioso pagão tentou infiltrar-se nela. Para tanto adotavam uma linguagem cristã, que servia de invólucro para encobrir suas reais doutrinas e lhes permitia servir-se do Cristianismo para propagá-las.

    Tempos apostólicos

    A luta da Igreja contra o Gnosticismo, nos primeiros tempos, foi renhida.

    Essa luta, entretanto, não foi infrutífera – assinala o Pe. Jules Lebreton -, pois deu maior vigor à autoridade da Igreja e maior precisão ao dogma.

    Tomamos conhecimento dessa luta, já nos tempos apostólicos, através dos textos do Novo Testamento, dos escritos dos Padres da Igreja e dos Escritores Eclesiásticos.

    Os Atos dos Apóstolos (At 8,9-25) falam-nos de Simão Mago, o qual, por suas artes diabólicas, seduzia o povo da Samaria . Graças à pregação do diácono Filipe, e depois dos Apóstolos São Pedro e São João, o povo se converteu. Simão, tendo visto os prodígios operados pelo Espírito Santo, aproximou-se dos Apóstolos e ofereceu-lhes dinheiro para que obtivessem os mesmos dons para ele.

    São Justino, em sua Primeira Apologia, escreve que esse Simão posteriormente foi adorado como um deus em Roma, e era seguido por uma mulher de nome Helena , uma ex-prostituta que ele afirmava ter libertado dessa vida pelo seu poder .

    Infiltração gnóstica em Corinto

    Tem sido observado que certas passagens das cartas de São Paulo parecem referir-se aos gnósticos. Em especial, escrevendo aos coríntios, o Apóstolo denuncia a presença de libertinos e blasfemadores, os quais chegam a dizer ” Jesus seja maldito”.

    Ora, como poderia alguém pretender-se cristão, e ao mesmo tempo maldizer o Salvador? Encontramos a resposta a essa pergunta na tentativa dos gnósticos de se infiltrarem na Igreja. Para eles a Encarnação, Paixão e Morte de Nosso Senhor eram uma “loucura”.

    Trata-se dos mesmos “cristãos” condenados por São João, quando diz que aqueles que negam a Jesus Cristo são mentirosos.

    São Paulo condenou com vigor esses gnósticos, mostrando que só tem o Espírito de Deus quem aceita Jesus Cristo, e que esta aceitação é um efeito da graça de Deus, dispensada pelo Paráclito:

    “Por isso, eu vos declaro: ninguém, falando sob a ação divina, pode dizer: Jesus seja maldito; e ninguém pode dizer: Jesus é o Senhor, senão sob a ação do Espírito Santo. (1Cor 12,3)
    Se alguém não amar o Senhor, seja maldito! (1Cor 16,23)”

    Condenações nas Epístolas, nos Evangelhos e no Apocalipse

    As Epístolas dos Apóstolos, os Evangelhos e o Apocalipse de São João denunciam e condenam os erros gnósticos.

    São Judas fala de certos homens que se infiltram secretamente nas comunidades cristãs, e que não têm a graça de Deus. Trata-se de revoltosos que renegam a graça divina e a soberana autoridade de Nosso Senhor:

    Pois certos homens ímpios se introduziram furtivamente entre nós, os quais desde muito tempo estão destinados para este julgamento; eles transformam em dissolução a graça de nosso Deus e negam Jesus Cristo, nosso único Mestre e Senhor.

    São João tem palavras de fogo contra esses “cristãos” que rejeitam a divindade de Cristo negando que Ele seja um só com o Pai. A esses tais ele chama “anticristos” .

    O autor do Apocalipse condena especialmente os nicolaítas, gnósticos que iam contra toda a lei moral por ódio ao “Deus da Bíblia”. Tais “cristãos” não são verdadeiros cristãos, antes pertencem à “sinagoga de Satanás”.

    São Pedro deixa claro que os cristãos não se baseiam em “hábeis fábulas”, mas no testemunho direto dos Apóstolos:

    Na realidade, não é baseando-nos em hábeis fábulas imaginadas que nós vos temos feito conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, mas por termos visto a sua majestade com nossos próprios olhos.

    São Paulo caracteriza as loucuras gnósticas como “doutrinas diabólicas” que proíbem o casamento e as coisas legítimas criadas por Deus para os homens.

    Por fim, São Tiago condena essa pretensa “sabedoria”:

    Esta não é a sabedoria que vem do alto, mas é uma sabedoria terrena, humana, diabólica.

    Evangelho de São João: refutação do Gnosticismo

    Segundo São Jerônimo, o Apóstolo São João foi solicitado a escrever seu sublime Evangelho para refutar os gnósticos:

    O último apóstolo, João Evangelista – a quem Jesus dedicou especial dileção, e que, reclinado sobre o peito do Senhor, hauriu um rio de puríssima doutrina, o qual foi o único que mereceu ouvir junto à Cruz as palavras “Eis a tua mãe” – estando na Ásia, quando já pululavam as sementes dos hereges cerintanos e ebionitas, e de outros que negam haver Cristo vindo ao mundo em carne, os quais foram por ele qualificados de anticristos em sua epístola, e constantemente combatidos pelo apóstolo Paulo, foi instado pelos bispos da Ásia e por representantes de muitas igrejas a escrever sobre a divindade do Salvador, e para tal, como direi, formular com temeridade tanto audaz quanto feliz o que é o Verbo de Deus. Donde narrar a História Eclesiástica que, pressionado por seus irmãos a escrever, respondeu que escreveria caso fizessem todos eles em conjunto um jejum para imprecar a Deus. Tendo feito o jejum, saturado pela Revelação, exprimiu as palavras iniciais vindas do Céu: ” No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus” .

    •  Ante as fantasias gnósticas segundo as quais o mundo teria sido criado por uma “semi-divindade”, o demiurgo; que Jesus não era Deus, mas apenas um éon, um mensageiro; e que não tomou a natureza humana, mas apenas a sua aparência , São João proclama: Jesus é o Verbo de Deus, consubstancial com Ele, e o Criador de todas as coisas, o qual se fez homem para nos salvar:

    No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de Deus. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito. Nele havia a vida, e a vida era a luz dos homens. …

    E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade.

    •  Contra as fantasias gnósticas de um deus aprisionado em nós, o que nos faria divinos por nossa própria natureza, ele proclama a verdadeira participação na vida divina, por meio da graça, a filiação adotiva de Deus:

    [O Verbo] era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. Mas a todos aqueles que o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas sim de Deus. …

    Todos nós recebemos da sua plenitude graça sobre graça.

    O testemunho da verdade e do sangue

    O Cristianismo derrotou a Gnose não apenas pela força sobrenatural da Revelação divina, pela sabedoria e zelo dos Apóstolos e dos Doutores, pela beleza de sua moral e sublimidade de sua fé. Tudo isso seria magnífico, mas insuficiente caso não fosse capaz de despertar um entusiasmo que levasse ao heroísmo do martírio. Só ama inteiramente a verdade aquele que está disposto a lutar e a morrer por ela.

    A Igreja nasceu no sangue divino do Redentor e vicejou no sangue dos mártires, a começar pelo dos Apóstolos, os quais, com a exceção de São João, morreram em testemunho da fé.

    Em três séculos de perseguições cruentas (da morte de Cristo até o édito de tolerância de Constantino, em 313), milhares de cristãos de todas as condições uniram-se a esse testemunho: eruditos filósofos, como São Justino; donzelas da mais alta nobreza, como Santa Cecília; soldados endurecidos pelas batalhas, como a Legião Tebana; sacerdotes, bispos, papas.

    A sublimidade desse testemunho do sangue move as almas, como escreve muito bem Daniel-Rops sobre a Igreja primitiva:

    Há algo que arrasta no heroísmo, ao qual a alma humana, embora possa não conter grande dose de nobreza, é muito suscetível. . Dessa forma, a epopéia dos mártires [dos primeiros séculos] não é apenas um episódio no tempo, perdido no passado, num período definido da História. Ela é um fato de importância única, que jaz no próprio coração da fé católica, estando ligado com o mais essencial dos dogmas cristãos.

    Em suma, a Igreja não venceu o Gnosticismo pelo auxílio – aliás, tardio e incompleto – de Constantino, mas pela força intrínseca de sua doutrina, pelo seu elevado ensinamento moral e pelo testemunho de seus mártires. Com o Pe. Jules Lebreton, S.J., dizemos que as causas da vitória do Cristianismo sobre a Gnose podem ser reduzidas a uma:

    O Cristianismo trouxe uma resposta às mais profundas aspirações da humanidade, a resposta que ela nunca tinha recebido antes.

    [1] Jules Lebreton, Christian Life at the End of the First Century, p. 359.

    [2]Padres da Igreja (ou Santos Padres) ? São certos escritores eclesiásticos antigos, que se distinguiram pela pureza de doutrina e santidade de vida e são reconhecidos pela Igreja como testemunhas da Tradição divina. Entre estes, distinguem-se os Padres apostólicos , os quais viveram por volta de fins do século 1° ou da primeira metade do século 2° (incluídos também os autores anônimos de certos escritos da mesma época), que se julga terem conhecido os Apóstolos e recebido deles sua doutrina. Destacam-se: São Clemente de Roma, discípulo e terceiro sucessor de São Pedro; Santo Inácio, Bispo de Antioquia, e São Policarpo, Bispo de Esmirna e discípulo de São João Evangelista. Os principais escritos anônimos são: A Doutrina dos Doze Apóstolos (ou Didaqué) ; O Pastor de Hermas e o Símbolo dos Doze Apóstolos (todos do século 2º).
    Escritores Eclesiáticos ? São escritores sacros dos primeiros séculos notáveis por seu saber, aos quais, porém, falta alguma das características dos Santos Padres, a saber, santidade de vida ou pureza da doutrina. Os principais são Tertuliano e Orígenes. Naquilo que têm de ortodoxo, eles são testemunhas da Tradição e, embora não tenham a mesma autoridade dos Padres da Igreja, são citados pelos papas e pelos teólogos.

    Act 8,9-25.

    De onde vem a palavra simonia, para designar o tráfico de coisas sagradas.

    São Justino, Primeira Apologia, Cap. 26, 1-3, in Veritatis Splendor – Patrística, http://www.veritatis.com.br/conteudo.asp?pubid=333

    Cfr. Walter Schmithals, Gnosticism in Corinth , Abingdon Press, New York, 1971.

    1Cor 12,3.

    1Cor 1,18 e 23.

    1Jo 2,22. Cfr. Walter Schmithals, Gnosticism in Corinth, p. 127.

    1Cor 12,3.

    Jd v. 4.

    1Jo 2,18-22.

    Ap 2,9; 3,9.

    2 Pe 1,16.

    1Tm 4,1-3.

    Tg 3,15.

    “Os cerintianos distinguiam entre Jesus e Cristo; este último, um dos mais altos éons , desceu sobre Jesus, o filho do demiurgo, e depois abandonou-o e retornou para o Pleroma” (Jules Lebreton, The Gnosis and Montanism, in Lebreton e Zeiler, op. cit., v. II, p. 620, nota 7).

    “As doutrinas desta seita, de acordo com Santo Irineu, são semelhantes às dos cerintianos e às dos carpocratianos. Eles negavam a divindade e o nascimento virginal de Cristo; aferravam-se em manter a Lei judaica; viam São Paulo como um apóstata, e usavam apenas o Evangelho segundo S. Mateus (Adv. Haer., I, xxvi, 2; III, xxi, 2; IV, xxxiii, 4; V, i, 3).” (J. P. Arendzen, Ebionites , in The Catholic Encyclopedia, s. v., NewAdvent.org-Catholic Encyclopedia on CD-ROM.

    Apud Cornelii a Lapide, Comentarius in Evangelium S. Joannis, in Commentaria in Scripturam Sacram, Parisiis, MDCCCLXXXI, Tomus Decimus Sextus, p. 288.

    Jo 1,1-4, 14

    Jo 1,9-13, 16.

    Henri Daniel-Rops, The Church of Apostles And Martyrs, Image Books, Garden City, NY, 1960, pp. 248-149, 253.

    Lebreton-Zeiller, The History of the Primitive Church, t. II, p. 1228.

  • Profecias previram perda da fé nos tempos de hoje

    O Apocalipse da Igreja Católica já está acontecendo, conforme as diversas profecias, que previram:

    -A negação dos Mandamentos de Deus (os 10).

    -Negação de Jesus como único Salvador.

    -Considerar que o pecado não leva às trevas.

    -Não seguir a doutrina de Jesus e dos apóstolos, dizendo que há outras doutrinas que levam a Deus ou que podem ser Deuses.

    A profecias bíblicas já mostram que é incompatível suas profecias com as do movimento nova era e espíritas, porque as bíblicas falam da perda de fé nos últimos tempos, que atinge as Igrejas cristãs, principalmente a Igreja Católica, no qual deixa de crê na verdade do evangelho para crer em outras doutrinas:

    “Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas.” (2Tm 4,3-4)

    Essa é o perfeito cumprimento porque na nova era e espiritismo são outros mestres, onde cada um pode chegar a uma perfeição divina, ser um iluminado.

    “nos últimos dias haverá um período difícil. Os homens se tornarão egoístas, avarentos, fanfarrões, soberbos, rebeldes aos pais, ingratos, malvados, desalmados, desleais, caluniadores… Deles fazem parte os que se insinuam jeitosamente pelas casas e enfeitiçam mulherzinhas carregadas de pecados, atormentadas por toda espécie de paixões, sempre a aprender sem nunca chegar ao conhecimento da verdade.” (2Tm 3,1-3.6s)

    E as conseqüências acima são da falta da verdadeira doutrina pregada pelos apóstolos que hoje em dia é cada vez mais esquecida.

    “Acautelai-vos, que ninguém vos engane. Pois muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos (…) Surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos (…) Então, se alguém vos disser:
    Olhai, o Cristo está aqui, ou ali, não lhes deis crédito. Pois surgirão falsos cristos e falsos profetas.”
    (Mateus 24)

    Tais movimentos elegem vários Cristos (Ungidos) no qual cada um poderá se tornar um ungido ou iluminado através da evolução própria dessas seitas. Quando na verdade o homem só cresce na graça de Deus pelos meios que Jesus e os apóstolos deixaram claro na Bíblia.


    “Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos ferozes.” (Mateus 7,15)

    “Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos vêm de Deus; porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo.” (I João 4,1)

    E as profecias bíblicas continuam mostrando que os falsos profetas que estão desacordo com a doutrina Bíblica já estão a surgir:

    “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema” (Gal. 1,8)

    Então se nem de anjos são aceitos a acreditar em um diferente evangelho, muito menos invocação de espíritos e seres ditos “evoluídos”.


    “Igualmente hão de surgir muitos falsos profetas, e enganarão a muitos…” (Mateus 24,11)

    “Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias perniciosas, negando o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.” (II Pedro 2,1)

    Vemos acima que as heresias que fizeram contra a Igreja Católicas só levou a tais adeptos de tais heresias a perda de fé em Jesus, conforme vemos nos países europeus que se tornaram adeptos das heresias protestantes, hoje se afastaram da fé em Jesus Cristo.

    E como muitas seitas, inclusive os Espiritismo, de que nada valeu a crucificação de Jesus Nosso Senhor para resgatar o homem: “negando o Senhor que os resgatou”. Essa heresia é da reencarnação, de que se livrar do mundo material seria um bem. Jesus nos resgatou do pecado, oferecendo-se em sacrifício.

    “Ó Timóteo, guarda o bem que te foi confiado! Evita as conversas frívolas e mundanas, assim como as contradições de pretensa ciência(conhecimento ou gnose).” (1Tm 6,20)

    A gnose é base para muitas seitas da nova era, teve muita influência no Espiritismo.

    Concluindo: A principal deturpação desses movimentos que anunciam um novo evangelho é dizer que os Católicos e os protestantes interpretam os evangelhos de um modo diferente, claro que este será o primeiro argumento destes movimentos espíritas e nova era, já que eles anunciam um novo evangelho. Quando na verdade o evangelho nunca foi modificado ou deturpado em suas escritas originais, veja este artigo abaixo:

    Sinaisdostempos.org

    Segunda parte (análise) de um artigo:

    2a. Análise: a integridade das informações constantes no Evangelho

    Será que as informações constantes nos Evangelhos foram preservadas de modo seguro até serem colocadas por escrito?

    Sabemos agora que os Evangelhos procedem direta ou indiretamente do testemunho ocular. Mas será que as informações que eles contêm foram preservadas de modo confiável até que fossem postas por escrito anos mais tarde?

    Essa é mais uma das objeções de não cristãos em relação à confiabilidade histórica dos Evangelhos. Um exemplo desta objeção está na obra “A history of God”, da ex-freira Karen Armstong:

    “Sabemos muito pouco sobre Jesus. O primeiro relato mais abrangente sobre sua vida aparece no evangelho segundo São Marcus, que só foi escrito por volta do ano 70, cerca de 40 anos depois de sua morte. Àquela altura, os fatos históricos achavam-se misturados a elementos míticos que expressavam o significado que Jesus havia adquirido para seus seguidores. É esse significado, basicamente, que o evangelista nos apresenta, e não uma descrição direta e confiável” (1)

    Em poucas palavras, para a senhora Armstong os Evangelhos foram escritos muito tempo depois da ocorrência dos acontecimentos, o que levou-os a terem sua redação contaminada por lendas que se desenvolveram durante esse período. Se repararmos bem, há dois pontos a serem tratados nesta objeção: a data da redação dos evangelhos e o segundo é se eles foram contaminados por lendas.

    a) A data da redação dos Evangelhos

    As datas estabelecidas no meio acadêmico, mesmo nos círculos mais liberais, situam Marcos nos anos da década de 70, Mateus e Lucas na década de 80, e João na década de 90 (2). Há estudiosos como o já mencionado Dr. Craig Blomberg que defendem uma data mais recente para os Evangelhos. Segundo ele: “Atos termina, aparentemente, sem um conclusão. Paulo é a personagem principal do livro, e se encontra preso em Roma. É assim, abruptamente, que o livro acaba. O que acontece com Paulo? Atos não nos diz, provavelmente porque o livro foi escrito antes da morte dele. (…) Isso significa que o livro de Atos não pode ser posterior a 62. d.C. Assim, podemos recuar a partir desse ponto. Uma vez que Atos é o segundo tomo de um volume duplo, sabemos que o primeiro tomo – o evangelho de Lucas – deve ter sido escrito antes dessa data. E ja que Lucas inclui parte do evangelho de Marcos, isto significa que Marcos é ainda mais antigo. Se trabalharmos com a margem aproximada de um ano para cada um, chegaremos à conclusão de que Marcus foi escrito por volta de 60 d.C., talvez até mesmo em fins da década de 50. Se Jesus foi morto em 30 ou 33 d.C., temos aí um intervalo de, no máximo, 30 anos aproximadamente.” (2)

    Nestas datas ainda viviam testemunhas oculares da vida de Jesus, tanto aquelas que gostavam Dele, quanto àquelas que lhe foram hostis. E estas últimas serviriam de parâmetro de contestação caso houvesse nos Evangelhos algo estranho à vida de Jesus. Pouca gente sabe mas as duas biografias mais antigas sobre Alexandre, o Grande, foram escritas por Ariano e Plutarco depois de mais de 400 anos de sua morte, ocorrida em 323 a. C. E no entanto, os historiadores as consideram muito confiáveis. Se compararmos estes dados com as datas aceitas pela Academia em relação aos Evangelhos, podemos afirmar que os Evangelhos são notícia de última hora.

    b) Hove tempo para que os Evangelhos tivessem sido contaminados por lendas?

    Neste intervalo de 30, ou -no pior das hipóteses- 40 anos entre os acontecimentos e a redação dos Evangelhos, será que foi possível o surgimento de lendas acerca de Jesus? Novamente retomando o caso de Alexandre, o Grande, todo material considerado lendário sobre ele só apareceu após as duas biografias antes mencionadas. Isso significa que por 500 anos a história de Alexandre ficou intacta.

    Podemos ainda comparar os Evangelhos com outras literaturas. Por exemplo, embora as Gathas de Zoroastro, que datam de 1000 a.C. sejam consideradas autências pela maioria dos estudiosos, grande parte de suas escrituras do zoroatrismo só foram postas por escrito no séc. III d.C. A biografia pársi mais popular de Zoroastro foi escrita em 1278 d.C. Buda que viveu no séc VI a.C., só teve sua doutrina e vida registrados no séc. I d.C. E ainda, as palavras de Mamoé foram registradas no Alcorão entre 570 e 632 d.C., mas sua biografia só foi escrita em 767, mais de um séc. depois de sua morte. Não é sem motivo que diante destas informações da Academia, o Dr. Edwin M. Yamauchi (um dos mais conceituados especialistas sobre história antiga da atualidade) declara: “O fato é que temos uma documentação histórica de melhor qualidade sobre Jesus do que sobre o fundador de qualquer outra religião.” (4).

    Há ainda aqueles que afirmam que os evangelistas fantasiaram os relatos sobre a vida de Jesus fazendo empréstimos de lendas. Por exemplo, acusam os evangelistas de basearem os milagres e ressurreição de Jesus na biografia do fabuloso Apolônio. Segundo esta biografia, Apolônio de Tiana, foi um homem que viveu no séc. I, que teria curado pessoas e exorcizado demônios, ressussitado uma jovem dentre os mortos, e ainda que teria aparecido a alguns de seus seguidores depois de ter morrido. Impressionante não a semelhança com Jesus não?

    Filostrato redigiu a biografia de Apolônio a mais de um século e meio depois da sua morte, enquanto os Evangelhos foram escritos por pessoas contemporâneas de Jesus, e num intervalo de tempo pelo menos 3 vezes menor. Os relatos sobre os milagres de Jesus e sua ressureição são corroborados por diversas fontes como os escritos do Apóstolo Paulo (que datam entre 35 a 40 d.C, por tanto anteriores aos Evangelhos), Flávio Josefo (historiador Judeu do séc. I) , o Talmude (obra que compila toda a doutrina judaica, não nega os milagres de Jesus, no entanto atriubuia tais práticas à magia.) entre outros. No caso de Apolônio, nenhuma outra fonte corrobora seus relatos.

    Filostrato foi incubido pela imperatriz XXX de escrever uma biografia para dedicar um templo a Apolônio. Ora, ela era seguidora de Apolônio, assim Filostrato teria um motivo financeiro para embelezar a história. O que não ocorre no caso dos Evangelhos. Os evangelistas não tinham nada a ganhar e sim muito a perder, por causa da perseguissão movida por judeus e Roma. Filostrato escreveu a biografia de Apolônio no início do séc. III, na Capadócia, onde o Cristianismo já estava bem estabelecido. Por tanto, se houve algum empréstimo, foi da parte de Filostrato e não dos evangelistas.

    É com consenso entre os especialistas em histórias antigas que no mundo antigo as lendas não surgiam do dia para a noite, era preciso pelo menos um intervalo de 200 a 300 anos para que uma lenda se formasse e se estabelecesse. Isso isenta os Evangelhos de terem sido contaminados por lendas qualquer tipo de lenda.

    Conclusão

    Num tribunal o depoimento de uma testemunha é sempre colocado em prova, através da verificação de sua capacidade de ver o que acontecera, é questionada a sua precisão e relatar fatos, procuram achar inconsistências nos testemunhos e procuram levantar dúvidas sobre o caráter das testemunhas. A identificação de qualquer uma destas inconsistências leva qualquer depoimento ao descrédito. Os avanços nas descobertas arqueológicas confirmam a exatidão dos relatos evangélicos em relação a lugares e pessoas históricas (5). Interessante notar como as objeções levantadas principalmente por ateus – que se acham os homens da ciência – não sobrevivem por uma análise crítica da Academia.

    (1) Armstrong, A history of God . p. 79

    (2) Paul Barnett. Is the New Testament history? Ann Arbor, Vine, 1986. Craig Blomberg. The historical reliability of the gospels. Downers Grove, InterVarsity, 1987. F. F. Bruce. Merece confiança o Novo Testamento? 2. ed. Trad. Waldyr Carvalho Luz. São Paulo, Vida Nova, 1990.

    (3) Lee Strobel, Em defesa de Cristo . pg 43. Editora Vida, 2001. Tradução de Antivan Guimarães Mendes.

    (4) Lee Strobel, Em defesa de Cristo . pg 112. Editora Vida, 2001. Tradução de Antivan Guimarães Mendes.

    (5) Jack Finegan. The Archaeology of the New Testament . Princeton, Princeton Univ. Press. 1992. John McRay. Archaeology and the New Testament . Grand Rapids, Baker, 1991. J. A Thompson. The Bible and Archaeology . Grand Rapids, Eerdmans, 1975. Edwin Yamauchi. The stones and the Scriptures . New York, J. B. Lippencott, 1972.

    Autor: Prof. Alessandro Lima
    Fonte: www.veritatis.com.br

  • Budismo e Cristianismo não são compatíveis

    Para o cientista das religiões Frank Usarski*, deve-se evitar a “ideia ingênua” de que todas as religiões compartilham uma essência comum. Por isso, é preciso reconhecer as diferenças e os pontos inconciliáveis entre elas

    Em uma entrevista, concedida à IHU On-Line, Usarki afirma que o Budismo, em termos de diálogo inter-religioso, “demonstra uma tendência de evitar brigas sobre formulações dogmáticas ’secundárias’. Ao mesmo tempo, olha geralmente com simpatia para qualquer método – de origem budista ou não – que supostamente contribuiu para a evolução espiritual na direção do nirvana”. Porém, afirma, “nenhuma religião nasce e se desenvolve em um vácuo, e poucos dos seus representantes são santos, mas sim sujeitos a tentações ‘mundanas’. Há momentos na história que demonstram que o Budismo também é vulnerável nesse sentido”.

    O budismo evita formulações dogmáticas secundárias porque não quer desagradar aos homens, baseado no dogma do não reconhecimento de seus pecados. É preferível desagradar a Deus que aos homens. E ver qualquer método inventado pelo homem como bom para a suposta evolução espiritual.

    “Pedro e os apóstolos replicaram: Importa obedecer antes a Deus do que aos homens.” (At 5,29)
    Esses apóstolos faziam milagres e sinais de Deus, eram ignorantes em conhecimento religioso por serem antigos e de pouca instrução? E o que fazem os sábios de nosso tempo senão teorias impraticáveis.

    Os ecumenistas hoje falam que as religiões todas são boas tendo pontos em comum, tentam conciliar o que não conseguem explicar para dizer que a verdade foi alcançada e não precisamos evangelizar ninguém ou ensinar sobre a Bíblia.

    Um trecho da entrevista:

    “IHU On-Line – O senhor afirma que há “um preconceito fortemente enraizado no senso comum [de] que ‘bem lá no fundo’, no âmago, todas as religiões partem dos mesmos princípios, têm objetivos semelhantes e se unem no desejo de harmonia e de paz no mundo”. Nesse sentido, é possível uma ética mundial?

    Frank Usarski – Como cientista da religião interessado na comparação das religiões, tenho problemas com a ideia ingênua de que todas as religiões querem a mesma coisa e compartilham uma essência comum. Ao mesmo tempo, concordo com a busca  para uma ética mundial. Mas esta só pode der construída a partir do reconhecimento das particularidades, da integridade e da dignidade de cada um dos interlocutores envolvidos.”

    *Frank Usarski é professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP. É pós-doutor em Ciências da Religião pela Universidade de Hannover, na Alemanha. É fundador e coordenador da Revista de Estudos da Religião – Rever – e também é líder do grupo de pesquisa Centro de Estudos de Religiões Alternativas de Origem Oriental no Brasil – Ceral. De suas obras, além de O Budismo e as outras, citamos Constituintes da Ciência da Religião. Cinco ensaios em prol de uma disciplina autônoma (Paulinas, 2006).

    Lembrando que o Budismo acredita na reencarnação, negam a divindade de Jesus, visto apenas como um “mestre”, são politeístas, dentre outros pontos que nos definem e delimitam fronteiras claras entre o Cristianismo e o Budismo.

  • O que é o movimento Nova Era

    Nesta parte do trabalho, começaremos a esboçar o que seja o Movimento intitulado, ou autointitulado, “Nova Era” (New Age). Suas características, entretanto, serão mais bem delineadas no próximo capítulo, quando analisarmos a Pós-modernidade.

    O que será aqui escrito é fruto de uma vasta pesquisa junto a várias organizações que se dizem explicitamente gnósticas e da leitura de diversos livros que tratam deste assunto.
    Um dos livros mais importantes, e que será citado várias vezes, é A Conspiração Aquariana, de Merilyn Ferguson, considerado um dos principais documentos sobre a “Nova Era”.

    Capítulo 1
    O Movimento “New Age”

    O termo ‘gnose’ foi inicialmente utilizado, na tradição helenística, para designar o ‘saber’, o ‘conhecimento’, etc. Com o advento do Renascimento, a palavra ‘gnose’ tomou uma conotação mística e religiosa, misturando-se com a magia e com seitas esotéricas propugnadoras do panteísmo e do monismo. A doutrina de fundo de Giordano Bruno, assim como a do movimento “Nova Era”, é a gnose.

    Pode-se também argumentar que o primeiro sentido da palavra ‘gnose’ (conhecimento), refere-se ao conhecimento da transcendência da verdade e, por efeito, da transcendência de Deus. O segundo sentido da palavra ‘gnose’, empregado pelos esotéricos, ao invés de se referir ao conhecimento da transcendência de Deus, refere-se à imanência: autoconhecimento.

    Nesse sentido, é possível dizer que o significado do termo ‘gnose’ não se alterou, pois em ambos os casos ele se refere ao ato de conhecer. O que houve foi uma alteração no objeto a ser conhecido, não mais exterior ao homem, mas imanente à natureza.

    Só há duas possibilidades lógicas de se conceber Deus, ou se imagina um Deus transcendente e superior; ou se considera a Deus – ou a divindade – como um ser imanente e, por consequência, igual aos homens.
    O movimento ‘Nova Era’, na realidade, não passa de uma reedição das doutrinas que influenciaram a Renascença, tanto a defendida por Parmênides e por Heráclito, quanto a que os Estóicos propugnaram na sua concepção de que o fogo (divindade) se mistura em toda a matéria. Ao mesmo tempo, existe um caminhar seguro rumo a uma mística de origem oriental, budista e hinduísta.

    O texto, transcrito em seguida, é de Pico della Mirandola, extraído do livro A Conspiração Aquariana:
    “Com liberdade de opção e com dignidade, como criador e modelador de si mesmo o homem pode assumir a forma que preferir. Terá a força para gerar nas formas inferiores de vida, que são irracionais. Terá a força partindo do julgamento da alma, para renascer em formas superiores”.

    No final do mesmo livro, escreve a autora (M. Ferguson):
    “O mundo novo é o antigo – transformado’
    Pierre Weil, em seu livro Nova Linguagem Holística – Um guia alfabético, define a Nova Era:
    “Movimento holístico de renovação dos valores fundamentais de nossa sociedade, através de uma mudança de paradigma.

    Traduz-se a Nova Era por:

    – Um aspecto ecológico, o respeito à harmonia da natureza.
    – Um retorno à simplicidade da existência.
    – Uma seleção criteriosa e consciente dos verdadeiros aspectos positivos do progresso técnico em relação a estes valores holísticos.
    – O desenvolvimento interior, através dos diferentes métodos de holopraxia [meditação que leva à iluminação].
    – O desenvolvimento de comunidades que apresentem as condições favoráveis a esta evolução e estimulem-na.
    – A não violência.
    – Uma Economia, Educação e Medicina Holística.
    – Uma política holística.

    Em todos os países do mundo, encontramos pessoas e grupos chamados por Roger Garaudy de ‘Mutantes’, sujeitos a uma mudança profunda e radical de características Holocêntricas [perceber que formam parte do ‘holos’, de uma mesma realidade panteísta]; trata-se de uma metamorfose, de uma revolução silenciosa que se inscreve no ciclo evolução-involução do Cosmo, da Humanidade e dos seres humanos.”.

    Esse movimento holístico culminaria com a chamada ‘Era de Aquários’, onde o ser humano perceberia a sua íntima união com o holos (todo), formando uma só realidade, uma só energia. Ou, em outras palavras, o homem perceberia a sua identidade com o ‘pan’, de onde todos vieram e para onde todos vão. Eis o homem do terceiro milênio, como defendem os adeptos da ‘Nova Era’, um ser evoluído e superior, que percebe a sua natureza divina. A ‘Era de Aquários’ surgiria com o fim da ‘Era de Peixes’, que segundo dizem, simboliza o Cristianismo.

    A) Panteísmo, Monismo e Evolucionismo Reencarnacionista

    A filosofia básica da Nova Era é o Monismo e o Panteísmo, de origem hinduísta e budista. Segundo essas doutrinas, existe apenas uma realidade, que é a energia cósmica, o resto é o “maya” (ilusão) (Monismo) Toda a diversidade de seres é uma ilusão dos sentidos, que tende a ver diferenças onde só existe igualdade. Tudo é uma manifestação de uma mesma energia cósmica. Energia esta que é divina e espalhada em todas as coisas (Panteísmo).

    Escreve Marilyn Ferguson sobre a imanência de Deus:
    “Todos os espíritos são um só. Cada um é uma centelha do espírito original, e este espírito é inerente a todos os espíritos. O budismo afirma que todos os seres humanos são Budas, mas nem todos despertam para sua verdadeira natureza. Ioga, literalmente, significa ‘união’. A iluminação plena é um voto para salvar ‘todos os seres sencientes’. (…)

    Uma vez que se tenha chegado à essência da experiência religiosa, perguntou Meister Eckhart, para que se necessitará da forma? ‘Ninguém pode conhecer Deus antes de conhecer a si mesmo’, disse Eckhart a seus seguidores medievais. ‘Vá às profundezas do espírito, o lugar secreto … às raízes, às alturas; tudo que Deus pode fazer está ali centrado.”

    De forma resumida, podemos descrever o evolucionismo da Nova Era da seguinte forma: Do Absoluto (energia primeira que alguns chamam de Deus) emanaria uma faísca (mônada ) que chega na terra primeiro em estado mineral. Essa faísca seria a essência da vida, ou, em outras palavras, a própria vida, é a partícula divina espalhada em todas as coisas. Esta partícula como que ‘vive’ em forma de mineral.

    Após a iluminação o homem poderia escolher entre voltar à energia pura, ir para outros planetas ou ficar aqui mesmo, na terra, em forma de ‘Devas’. Devas são guias mestres, pessoas iluminadas que resolvem ficar para iluminar outras.

    No livro A Conspiração Aquariana, afirma:
    “Não há santidade porque tudo é sagrado. O profano é sagrado. Todos são sábios à espera de uma oportunidade.”

    B) Auto-Conhecimento e Redenção

    A Nova Era afirma que o problema do homem não é o pecado, como diziam a tradição medieval e as religiões transcendentalistas, mas, assim como os Renascentistas, a ignorância. Conhecer-se a si mesmo e desenvolver-se, eis o lema da Nova Era.

    Através do autoconhecimento, feito através da meditação, meditada no nada, o homem se “auto-salva”, não precisa de um salvador. Cada um tem a chama divina dentro de si (como aliás diziam os estóicos), deve perceber essa divindade, descobrir-se, iluminar-se. Seu erro (pecado) refletirá não em um inferno, mas numa encarnação menos evoluída ou mais sofrida (Lei do Carma), onde aqui se faz, aqui se paga.

    O autoconhecimento leva o homem à iluminação, percebendo a divindade imanente que existe dentro dele. Não é no exterior que se encontra a verdade, mas no interior de cada homem, ali reside a partícula divina, o microcosmo que é, ao mesmo tempo é parte e é todo. Segundo a gnose, a parte e o todo formam a mesma realidade, são ambas divinas e, por divinas, iguais.

    C) Dualismo

    Do dualismo platônico, em que existem dois mundos, um mundo das ideias e outro da matéria, onde o mundo espiritual, das ideias, é o bem e o mundo da matéria é o mal, a filosofia da Nova Era vai além, pois afirma que a matéria é uma ilusão.

    Todos devem pensar holisticamente, não há diferenciação, tudo forma uma só realidade (holos).
    Ainda segundo Pierre Weil, no seu Dicionário Holístico, encontramos a seguinte definição de Deus:
    “Uma projeção antropomórfica [uma maneira ilusória de ver a Deus como se este fosse um espelho do homem, tendo a sua forma e características] popular e primitiva deformou seu sentido, dando ao Ser uma forma e características que constituem uma limitação; isto criou uma dualidade que discrimina e separa o Ser do ‘ser humano’.

    D) Meditação

    Para chegar ao ‘nirvana’ ou à iluminação, o caminho mais usado é o da “Meditação Transcendental “, criada pelo guru Maharishi Mahesh Yogi. Segundo seus propulsores, essa técnica serve para levar o ser humano a parar de pensar da forma costumeira e, ainda que lentamente, começar a experimentar a realidade de uma outra forma.

    Segundo Pierre Weil, em seu livro A Revolução Silenciosa, o que se busca, através da meditação.
    A meditação “Poderia ser definida como sendo um retorno a si. É o ser que realiza que é e nunca deixou de ser o Ser.”

    E) Cristais, Pirâmides e Canalização da Energia Cósmica

    Não é pensando que se ilumina, é mediante a meditação por dentro de si, mediante a canalização da energia por dentro do próprio corpo. Para esse fim nos levariam o tarô, os búzios, quiromancia, astrologia, numerologia, cristais, medicina alternativa, acupuntura, homeopatia, etc.

    Os cristais são muito usados, pois seriam uma maneira de canalizar as energias e as vibrações cósmicas. Serviriam para curar doenças, atrair prosperidade, levar à um grau de ‘consciência superior’, etc.
    Por exemplo, o templo da LBV em Brasília, que é uma construção piramidal, possui um cristal no seu centro geométrico (que serviria para atrair bons ‘fluídos’ para aqueles que recebessem a sua influência).
    As pirâmides, preceitua a norma, devem ter um dos lados voltados para o Norte/Sul, para produzirem melhores efeitos.
    As doenças seriam apenas manifestações de um desequilíbrio energético no homem, de energias estagnadas.

    Segundo Pierre Weil:
    “O corpo e o espírito formam um conjunto com o meio e a doença é vista como resultado de uma falta de harmonia entre estes três fatores. A dor é um sinal de alarme desta falta de harmonia e o sofrimento provém da ignorância da inexistência de um eu separado de um mundo dito exterior, ou de um ser do Ser.
    [O médico] … considera o doente como agente capaz de restabelecer seu próprio equilíbrio.”

    Fonte: Viotti, Tese de conclusão do Curso de Ciência Política, disponível em: http://www.angelfire.com/id/Viotti/Sala.html