{"id":87,"date":"2023-07-10T23:19:44","date_gmt":"2023-07-10T23:19:44","guid":{"rendered":"http:\/\/sinaisdostempos.org\/?p=87"},"modified":"2023-07-10T23:19:44","modified_gmt":"2023-07-10T23:19:44","slug":"sonhos-profeticos-de-sao-joao-bosco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinaisdostempos.org\/?p=87","title":{"rendered":"Sonhos prof\u00e9ticos de S\u00e3o Jo\u00e3o Bosco"},"content":{"rendered":"\n<p>Jo\u00e3o Belchior Bosco nasceu ao norte da It\u00e1lia, em 1815. Em 1841 \u00e9 ordenado sacerdote, iniciando-se uma bela carreira, tendo sido ele o fundador da Ordem dos Salesianos. Faleceu em Turim aos 72 anos de idade. Em 1934 \u00e9 canonizado pelo Papa Pio XI.<br>V\u00e1rios foram os sonhos prof\u00e9ticos de Dom Bosco, que por diversas vezes previu a morte de personalidades. Em um destes sonhos prof\u00e9ticos, ainda bem jovem, Dom Bosco se via fazendo um dever de latim; ao acordar escreveu o mesmo e pediu a ajuda de um padre para traduzi-lo. Na aula seguinte este texto foi ditado, e Dom Bosco obteve \u00f3timo desempenho. Sobre este dom, afirmava o pr\u00f3prio santo: &#8211; \u201cEmbora a bondade de Deus tenha sido generosa para comigo, jamais pretendi conhecer ou realizar coisas sobrenaturais\u201d.<br>Uma de suas profecias \u00e9 a dos plenil\u00fanios.<\/p>\n\n\n\n<p>Diz a profecia:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuatrocentos dias ap\u00f3s o m\u00eas das flores que ter\u00e1 duas luas cheias, a revolu\u00e7\u00e3o ser\u00e1 proclamada na It\u00e1lia. Duzentos dias depois, o Papa ser\u00e1 obrigado a deixar Roma e andar\u00e1 errante durante cem dias, depois do que regressar\u00e1 \u00e0 sua capital e cantar\u00e1 em S\u00e3o Pedro o Te Deum de Salva\u00e7\u00e3o\u201d.<br>Dom Bosco escreve que em 1870 se encontrou como que numa \u2018realidade sobrenatural\u2019, e ouviu uma voz que lhe informou fatos futuros. Eis algumas partes do que ouviu:<br>\u201c&#8230;.<br>Agora a voz do c\u00e9u \u00e9 para o Pastor dos Pastores: \u2018Tu est\u00e1s na grande confer\u00eancia com os teus assessores, mas o inimigo do bem n\u00e3o fica quieto um instante. Ele estuda e pratica todas as artes contra ti. Semear\u00e1 a disc\u00f3rdia entre os teus assessores, criar\u00e1 inimigos entre os meus filhos.<br>As pot\u00eancias do s\u00e9culo vomitar\u00e3o fogo e gostariam que as palavras fossem sufocadas na garganta dos guardi\u00e3es da minha lei. Isso n\u00e3o acontecer\u00e1. &#8230;<br>&#8230; Que farei? Baterei nos pastores, dispensarei o rebanho para que os sentados na cadeira de Mois\u00e9s procurem bons pastos e o rebanho, docilmente, ou\u00e7a e se alimente.<br>Mas sobre o rebanho e sobre os pastores pesar\u00e1 minha m\u00e3o. A carestia e a peste far\u00e3o com que as m\u00e3es chorem o sangue dos filhos e dos maridos mortos em terra inimiga.<br>E de ti, Roma, que ser\u00e1? Roma ingrata, Roma efeminada, Roma soberba. Tu chegaste a tal ponto que n\u00e3o procuras outra coisa, nem nada mais admiras em teu soberano sen\u00e3o o luxo, esquecendo que sua gl\u00f3ria verdadeira est\u00e1 sobre o monte G\u00f3lgota. &#8230;<br>Roma! &#8230; Eu irei a ti quatro vezes. Na primeira golpearei as tuas terras e os seus habitantes. Na segunda, levarei a destrui\u00e7\u00e3o e o exterm\u00ednio at\u00e9 os teus muros. N\u00e3o abres ainda os olhos?<br>Virei a terceira vez e derrubarei as defesas e os defensores e ao comando do Pai seguir\u00e1 o reino do terror, do medo e da desola\u00e7\u00e3o. Mas os meus s\u00e1bios fogem. A minha lei continua sendo pisada. Por isso farei a quarta visita.<br>A guerra, a peste e a fome s\u00e3o flagelos com os quais ser\u00e3o castigadas a soberba e a mal\u00edcia dos homens. &#8230;\u2019 \u201d<\/p>\n\n\n\n<p><br>Outro sonho prof\u00e9tico de Dom Bosco:<\/p>\n\n\n\n<p><br>\u201c &#8230; Naquele momento, viu-se uma multid\u00e3o de homens, mulheres, velhos, crian\u00e7as, monges, monjas e sacerdotes, tendo \u00e0 frente o Santo Padre, sair do Vaticano ordenando-se como se fosse uma prociss\u00e3o. &#8230;<br>Nesse meio tempo, chegou-se a uma pequena pra\u00e7a coberta de mortos e feridos, v\u00e1rios dos quais pediam conforto insistentemente.<br>Depois de ter caminhado por um espa\u00e7o correspondente a duzentos nasceres do sol, cada um percebeu que n\u00e3o estava mais em Roma. &#8230; Depois, quando p\u00f4s os p\u00e9s na cidade santa, come\u00e7ou a chorar ante a afli\u00e7\u00e3o demonstrada pelos cidad\u00e3os, muitos dos quais haviam morrido. De volta a S\u00e3o Pedro, cantou o Te Deum &#8230; As cidades, as vilas, os campos tinham sua popula\u00e7\u00e3o bastante diminu\u00edda. A terra estava pisada como se tivesse passado um furac\u00e3o, um temporal, o granizo, e as pessoas iam umas ao encontro das outras dizendo com a alma comovida: Est Deus in Israel.<br>Do in\u00edcio do ex\u00edlio at\u00e9 o Te Deum, o sol levantou-se duzentas vezes. Todo o tempo que passou durante a realiza\u00e7\u00e3o desses fatos corresponde a quatrocentos surgires do sol\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra profecia :<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cGuerras entre os pr\u00edncipes e s\u00faditos, entre o dogma e o erro, a luz e as trevas, o pobre e o rico. &#8211; Um grandioso acontecimento se est\u00e1 preparando no c\u00e9u, para fazer pasmar a gente. &#8211; Far-se-\u00e1 uma grande reforma entre todas as na\u00e7\u00f5es, e o mundo ir\u00e1 misturar-se como um oceano &#8230; Russos, alem\u00e3es, prussianos, cossacos, persas, polacos, franceses e italianos far\u00e3o uma mistura, e l\u00e1 na China e na \u00cdndia findar\u00e1 a rebeldia. &#8230; Nunca o grande marulho se afervorou t\u00e3o forte, nunca se viu um lobo desta esp\u00e9cie. &#8230; A R\u00fassia e a Inglaterra tornar-se-\u00e3o cat\u00f3licas. A It\u00e1lia ser\u00e1 pacificada, e o Turco cair\u00e1 por terra. Conquistar\u00e3o os lugares da Santa Palestina, e no alto das c\u00fapulas erguer-se-\u00e1 a Cruz Latina. &#8211; Depois, paz universal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1883 Dom Bosco teve outro sonho prof\u00e9tico, devidamente registrado em suas anota\u00e7\u00f5es. Neste, ele viajava por toda a Am\u00e9rica do Sul. Mas o principal desta profecia \u00e9 o que seria referente ao planalto central brasileiro:<br>\u201c&#8230;<br>Eu enxergava nas v\u00edsceras das montanhas e nas profundas da plan\u00edcie. Tinha, sob os olhos, as riquezas incompar\u00e1veis dessas regi\u00f5es, as quais, um dia, ser\u00e3o descobertas. Eu via numerosos min\u00e9rios de metais preciosos, jazidas inesgot\u00e1veis de carv\u00e3o de pedra, de dep\u00f3sitos de petr\u00f3leo t\u00e3o abundantes, como jamais se acharam noutros lugares.<br>Mas n\u00e3o era tudo. Entre os graus 15 e 20, existia um seio de terra bastante largo e longo, que partia de um ponto onde se formava um lago. E ent\u00e3o uma voz me disse, repetidamente: \u2018Quando vierem escavar os minerais ocultos no meio destes montes, surgir\u00e1 aqui a Terra da Promiss\u00e3o, fluente de leite e mel. Ser\u00e1 uma riqueza inconceb\u00edvel\u2019.\u201d<br>Observa-se que entre os graus 15 e 20, na Am\u00e9rica do Sul, h\u00e1 pequenos trechos de terra do Peru e do Chile, algo da Bol\u00edvia e grande extens\u00e3o de terra brasileira, onde se encontra Bras\u00edlia. A tradu\u00e7\u00e3o acima desta profecia foi de Monteiro Lobato.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais relatos do Sonho de Dom Bosco:<\/p>\n\n\n\n<p>Seu sonho prof\u00e9tico central, ocorrido em 1862 (tr\u00eas anos antes do Conc\u00edlio da Igreja Cat\u00f3lica conhecido como Vaticano I),&nbsp; est\u00e1 transcrito abaixo: (sobre S\u00e3o Jo\u00e3o Bosco, visite na se\u00e7\u00e3o dos artigos diversos do site a sua Biografia)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&#8220;Imagine-se no meio de uma enseada, ou melhor, sobre uma rocha isolada, da qual n\u00e3o se divisa nenhum ponto de terra firme, exceto sob os seus p\u00e9s. Na extens\u00e3o desse vasto mar, voc\u00ea divisa uma frota incont\u00e1vel de navios de guerra dispostos para a batalha. As proas desse navios s\u00e3o pontiagudas e perfurantes, de forma a perfurar e destro\u00e7ar completamente tudo contra o que se lan\u00e7arem. Os navios s\u00e3o armados com canh\u00f5es, muitos rifles, materiais incendi\u00e1rios e outras armas de fogo de v\u00e1rios tipos, e avan\u00e7am contra um navio bem maior e mais alto do que o deles; eles tentam atingi-lo com suas proas ou queim\u00e1-lo, causar-lhe mal de todas as maneiras poss\u00edveis.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&#8220;Escoltando o majestoso navio plenamente equipado, h\u00e1 um sem-n\u00famero de barcos menores, que recebem comandos daquele por sinais, reposicionando-se para defenderem-se dos ataques da frota inimiga. Bem no meio dessa imensa extens\u00e3o mar\u00edtima, duas poderosas colunas elevam-se, altas, a pequena dist\u00e2ncia uma da outra. No topo de uma, encontra-se a est\u00e1tua da Imaculada Virgem Maria, de cujos p\u00e9s pende um enorme placa com a inscri\u00e7\u00e3o:&nbsp;<em>Auxilium Christianorum &#8211; Aux\u00edlio dos Crist\u00e3os&nbsp;<\/em>; sobre a outra, que \u00e9 ainda mais alta e maior, h\u00e1 uma enorme H\u00f3stia, de tamanho proporcional ao da coluna; e sob ela, outra placa, com as palavras:&nbsp;<em>Salus Credentium &#8211; Salva\u00e7\u00e3o dos Fi\u00e9is.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&#8220;O comandante supremo do navio grande \u00e9 o Sumo Pont\u00edfice. Observando a f\u00faria dos inimigos e malfeitores dentre os quais os fi\u00e9is se encontram, ele convoca os capit\u00e3es dos pequenos barcos e ordena um conselho, para juntos decidirem o que fazer.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&#8220;Todos os capit\u00e3es v\u00eam a bordo e se re\u00fanem em torno do Papa. Eles iniciam uma confer\u00eancia, mas nesse meio tempo o vento e as ondas rompem numa grande tempestade, e eles t\u00eam de retornar \u00e0s suas pr\u00f3prias embarca\u00e7\u00f5es para salv\u00e1-las. Vem, ent\u00e3o, uma pequena calmaria; pela segunda vez, o Papa re\u00fane seus capit\u00e3es em torno de si, enquanto o navio-m\u00e3e prossegue em seu curso. Mas a terr\u00edvel tempestade retorna. O Papa comanda a embarca\u00e7\u00e3o e envia todas as suas energias para direcionar seu navio \u00e0s colunas, de cujos topos pendem muitas \u00e2ncoras e fortes ganchos ligados a correntes.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&#8220;Todas as embarca\u00e7\u00f5es inimigas mobilizam-se para atac\u00e1-lo; elas tentam det\u00ea-lo e afund\u00e1-lo, de todas as maneiras ao seu alcance: algumas com livros e escritos inflam\u00e1veis, de que disp\u00f5em em abund\u00e2ncia; outras com armas de fogo, com rifles e outras armas. A batalha recrudesce crescentemente. O inimigo ataca de proa violentamente, mas seus esfor\u00e7os provam n\u00e3o ser eficazes. Eles arremetem em v\u00e3o, e perdem todo o seu esfor\u00e7o e a sua muni\u00e7\u00e3o; o grande navio segue inabal\u00e1vel e suavemente seu rumo. \u00c0s vezes acontece de ser atingido por formid\u00e1veis tiros, ele apresentar grandes brechas laterais; Mas assim que o dano acontece, uma brisa gentil sopra das duas colunas, fechando as fissuras e restaurando os estragos imediatamente.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&#8220;Entrementes, as armas de fogo dos assaltantes s\u00e3o disparadas; rifles e outras armas, bem como as proas se quebram; muitos navios s\u00e3o atingidos e afundam no oceano. Ent\u00e3o, os inimigos enfurecidos passam a lutar corpo-a-corpo, com os punhos, tiros \u00e0 queima-roupa, blasf\u00eamias e maldi\u00e7\u00f5es. &#8220;De s\u00fabito, o Papa cai gravemente ferido. Imediatamente, os que est\u00e3o com ele o ajudam e o levantam. Uma segunda vez, o Papa \u00e9 atingido; ele cai de novo e morre. Um grito de j\u00fabilo e vit\u00f3ria irrompe dentre os inimigos; de seus navios eleva-se uma indiz\u00edvel zombaria.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&#8220;Mas assim que o Pont\u00edfice cai, um outro assume o seu lugar. Os pilotos, tendo-se reunido, elegeram outro t\u00e3o prontamente que, com a not\u00edcia da morte do anterior j\u00e1 se apresentam as boas novas da elei\u00e7\u00e3o do sucessor. Os advers\u00e1rios come\u00e7am a perder a coragem.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&#8220;O novo Papa, pondo o inimigo em fuga e superando todos os obst\u00e1culos, guia o navio diretamente \u00e0s duas colunas e consegue descansar entre elas. Ele ancora o seu navio \u00e0 coluna encimada pela H\u00f3stia, prendendo uma corrente leve que sai da proa a uma \u00e2ncora presa \u00e0 coluna; uma outra corrente leve presa \u00e0 popa \u00e9 atracada a uma \u00e2ncora que pende da coluna sobre a qual est\u00e1 a Virgem Maria.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&#8220;Neste ponto, inicia-se&nbsp;<em>uma grande convuls\u00e3o&nbsp;<\/em>. Todos os navios que estiveram at\u00e9 ent\u00e3o em luta contra o navio do Papa s\u00e3o dispersados; eles se afastam em confus\u00e3o, colidem e quebram-se em peda\u00e7os, uns contra os outros. Alguns afundam e tentam afundar os outros. Muitas das pequenas embarca\u00e7\u00f5es que lutaram galantemente pelo Papa correm a prender-se \u00e0s colunas. Outras, que se haviam mantido \u00e0 dist\u00e2ncia, por medo da batalha, observam cautelosamente de longe; assim que os escombros dos navios afundados s\u00e3o dispersados pelos redemoinhos do mar, elas se aventuram a rumar para as duas colunas, e alcan\u00e7ando-as, fazem-se prender aos ganchos que delas pendem, para se porem a salvo, \u00e0 sombra do navio principal, onde est\u00e1 o Papa. Reina sobre o mar uma grande calma.&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>(Adapta\u00e7\u00e3o do livro&nbsp;<em>&#8220;Quarenta Sonhos de S. Jo\u00e3o Bosco&#8221;&nbsp;<\/em>, compilado e editado por Pe. J. Bachiarello, S.D.B.)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Belchior Bosco nasceu ao norte da It\u00e1lia, em 1815. Em 1841 \u00e9 ordenado sacerdote, iniciando-se uma bela carreira, tendo sido ele o fundador da Ordem dos Salesianos. Faleceu em Turim aos 72 anos de idade. 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