{"id":609,"date":"2023-08-31T21:59:25","date_gmt":"2023-09-01T00:59:25","guid":{"rendered":"http:\/\/sinaisdostempos.org\/?p=609"},"modified":"2023-08-31T21:59:36","modified_gmt":"2023-09-01T00:59:36","slug":"gnose-biblia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinaisdostempos.org\/?p=609","title":{"rendered":"Gnose e sua condena\u00e7\u00e3o na B\u00ed\u00adblia"},"content":{"rendered":"\n<p>Retirado do livro que desmascara o c\u00f3digo da vinci, que \u00e9 tamb\u00e9m totalmente gn\u00f3stico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cap\u00edtulo 14<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gnose: total pervers\u00e3o da moral<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;N\u00e3o vos enganeis: nem os impuros, nem os id\u00f3latras,<br><\/em><em>nem os ad\u00falteros, nem os efeminados,<br><\/em><em>nem os devassos &#8230; h\u00e3o de possuir o Reino de Deus&#8221;.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>I Cor\u00edntios, 6,9-10.<\/p>\n\n\n\n<p>Toda \u00e9tica ou moral tem uma base filos\u00f3fica e\/ou teol\u00f3gica. Assim, a \u00e9tica e a moral gn\u00f3sticas s\u00e3o fruto de sua cosmovis\u00e3o, de sua &#8220;teologia&#8221;. Suas concep\u00e7\u00f5es e &#8220;percep\u00e7\u00f5es&#8221; a respeito de Deus, do universo e do homem t\u00eam conseq\u00fc\u00eancias nefastas sobre o agir humano; e, como resultado, sobre a vida social.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Completo amoralismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Se, de acordo com a Gnose, a causa do mal \u00e9 a mat\u00e9ria, para o homem o mal moral vem de seu corpo; de onde ficar eliminada toda a no\u00e7\u00e3o de responsabilidade pessoal. Mais ainda: para o gn\u00f3stico, o aperfei\u00e7oamento moral \u00e9 conseq\u00fc\u00eancia da aquisi\u00e7\u00e3o de um saber <em>m\u00e1gico <\/em>, de uma <em>ilumina\u00e7\u00e3o<\/em> que p\u00f5e o homem em contato direto com a divindade. Da\u00ed cair por terra a necessidade de boas obras e da pr\u00e1tica da virtude: e basta apenas o <em>conhecimento<\/em> ( <em>gnose <\/em>) <em>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, se a verdadeira ess\u00eancia do homem est\u00e1 na <em>part\u00edcula divina<\/em> aprisionada nele, nada do que fa\u00e7a de bom ou mau pode alterar para melhor ou pior essa sua natureza. De onde se segue que tanto faz praticar o bem como o mal moral; existe uma liberdade sem freios.<\/p>\n\n\n\n<p>Santo Irineu de Li\u00e3o (130-202), em seu c\u00e9lebre livro <em>Contra as Heresias (Adversus Haereses), <\/em>apresenta a argumenta\u00e7\u00e3o dos gn\u00f3sticos para justificar seu amoralismo:<\/p>\n\n\n\n<p>Eles afirmam que as boas obras s\u00e3o necess\u00e1rias a n\u00f3s outros, do contr\u00e1rio \u00e9 imposs\u00edvel salvar-nos. Mas, para eles mesmos, julgam que est\u00e3o indubitavelmente salvos, n\u00e3o por causa de sua conduta, mas porque eles s\u00e3o <em>espirituais<\/em> (<em>pneum\u00e1ticos) <\/em>por natureza. Porque, assim como \u00e9 imposs\u00edvel que a subst\u00e2ncia material compartilhe da salva\u00e7\u00e3o, assim tamb\u00e9m \u00e9 imposs\u00edvel para a subst\u00e2ncia espiritual (pela qual eles se designam a si mesmos) ser corrompida, sejam quais forem as a\u00e7\u00f5es que pratiquem. E exemplificam que, assim como o ouro tombado na lama n\u00e3o perde seu valor e beleza, da mesma forma eles n\u00e3o podem sofrer dano ou perder a beleza de sua subst\u00e2ncia espiritual, quaisquer que sejam as a\u00e7\u00f5es nas quais estejam envolvidos.[1]<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se trata de mera liberdade ou permiss\u00e3o para agir deste ou daquele modo. Essa licenciosidade \u00e9 requerida como um meio de liberar a part\u00edcula divina, conforme explica Hans Jonas:<\/p>\n\n\n\n<p>Essa liberdade, entretanto, \u00e9 mais do que meramente permissiva; sua pr\u00e1tica est\u00e1 ligada a um interesse metaf\u00edsico. . Existe um positivo dever de realizar qualquer tipo de a\u00e7\u00e3o, de n\u00e3o deixar de explorar nenhuma possibilidade, de realizar tudo o que for poss\u00edvel, com o fim de esgotar todas as capacidades da natureza; somente assim \u00e9 que se pode finalizar o ciclo das reencarna\u00e7\u00f5es. <a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftn2\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Duas vertentes da Gnose: libertinagem e ascetismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com as psicologias individuais, esse desprezo pela mat\u00e9ria conduz a dois extremos aparentemente contradit\u00f3rios, mas que na realidade se complementam: de um lado a completa libertinagem ( <em>Gnose libertina <\/em>); de outro, o mais rigoroso ascetismo (<em>Gnose asc\u00e9tica<\/em>). Na primeira modalidade, a mat\u00e9ria \u00e9 achincalhada por pr\u00e1ticas sexuais aberrantes; na segunda, a mat\u00e9ria \u00e9 castigada por macera\u00e7\u00f5es desequilibradas e pela proibi\u00e7\u00e3o ou limita\u00e7\u00e3o de todo o contato carnal. Em ambas o fim \u00e9 o mesmo: evitar a procria\u00e7\u00e3o e a conseq\u00fcente multiplica\u00e7\u00e3o de part\u00edculas divinas aprisionadas.[2]<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o que explica o mesmo Hans Jonas:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Nesta vida, os <em>pneum\u00e1ticos<\/em> (como os possuidores da gnose chamam-se a si mesmos) colocam-se como seres \u00e0 parte em rela\u00e7\u00e3o ao resto da humanidade. A ilumina\u00e7\u00e3o imediata n\u00e3o somente torna a pessoa soberana na esfera do pensamento, &#8230; mas tamb\u00e9m na da a\u00e7\u00e3o. De um modo geral, a moralidade pneum\u00e1tica \u00e9 determinada pela hostilidade em rela\u00e7\u00e3o ao mundo (a mat\u00e9ria) e o desprezo pelas obriga\u00e7\u00f5es mundanas. Deste princ\u00edpio, entretanto, s\u00e3o estabelecidas duas conclus\u00f5es contradit\u00f3rias, ambas as quais encontram seus representantes extremos: a asc\u00e9tica e a libertina. A primeira deduz da posse da gnose a obriga\u00e7\u00e3o de evitar qualquer contamina\u00e7\u00e3o com o mundo, e portanto reduzir ao m\u00ednimo seus contatos mundanos; a segunda deriva da mesma posse o privil\u00e9gio da liberdade desenfreada.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A &#8220;ascese&#8221; praticada na Gnose nada tem em comum com a ascese crist\u00e3.[3] Ao contr\u00e1rio desta, est\u00e1 totalmente desvinculada da perfei\u00e7\u00e3o moral, tendo como finalidade destruir a liga\u00e7\u00e3o com a mat\u00e9ria, aviltar o corpo humano e impedir a propaga\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie. \u00c9 o que est\u00e1 afirmado em artigo divulgado <em>on line<\/em> em 2000 pelo <em>Institute for Gnostic Studies<\/em>:<\/p>\n\n\n\n<p>A finalidade da vida gn\u00f3stica \u00e9 a liberta\u00e7\u00e3o [da <em>part\u00edcula divina <\/em>], e n\u00e3o o <em>moralismo <\/em>. Nosso foco \u00e9 o retorno ao Reino da Luz (Pleroma), <em>n\u00e3o a sustenta\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es morais.<\/em> Mesmo que a gnose n\u00e3o aceite totalmente a afirma\u00e7\u00e3o de que os fins justificam os meios, ela chega extremamente perto disso. Ainda que a moral e a \u00e9tica tenham sua raz\u00e3o de ser para a classe dos <em>h\u00edlicos <\/em>, entretanto, <em>para aqueles que est\u00e3o acima da massa da humanidade,<\/em> sejam <em>ps\u00edquicos, <\/em>sejam <em>pneum\u00e1ticos <\/em>, <em>a moralidade e as leis deste mundo material t\u00eam para eles pouco valor <\/em>. &#8230; Ascetismo ou indulg\u00eancia s\u00e3o parte do mesmo processo. . Enquanto <em>a gnose rejeita de todo o cora\u00e7\u00e3o a fam\u00edlia e a reprodu\u00e7\u00e3o,<\/em> fora disto o uso da sexualidade ou do ascetismo \u00e9 uma escolha que o estudante pode fazer ao longo do caminho. <a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftn6\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Violar a lei moral por \u00f3dio a Deus<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em seu estudo sobre o Gnosticismo, o Pe. J. P. Arendzen escreve a respeito dos gn\u00f3sticos dos primeiros tempos do Cristianismo:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Como a lei moral tinha sido dada pelo Deus dos judeus, era um dever [para os gn\u00f3sticos] violar essa lei como sinal de oposi\u00e7\u00e3o a esse mesmo Deus. Assim ensinava a seita dos nicola\u00edtas, existente nos tempos apost\u00f3licos, cujo princ\u00edpio, segundo Or\u00edgenes, era <em>parachresthai te sarki<\/em> (deve-se abusar da carne).&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Moral de perdi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ningu\u00e9m dotado de s\u00e3o julgamento pode deixar de concordar em que a dissemina\u00e7\u00e3o do Gnosticismo e de sua nega\u00e7\u00e3o da moral conduz necessariamente \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o da vida social organizada. Pois a moral \u00e9 a for\u00e7a que mant\u00e9m coesa a sociedade, permitindo aos homens viver em harmonia e colabora\u00e7\u00e3o entre si.<\/p>\n\n\n\n<p>Em vez da humildade, da castidade e da obedi\u00eancia crist\u00e3s, o orgulho, a sensualidade e a revolta propugnados pelo Gnosticismo transformam o homem num inimigo de seu semelhante, num <em>homo homini lupus, <\/em>num lobo voraz em rela\u00e7\u00e3o a outro homem, no qual v\u00ea t\u00e3o-somente um meio de satisfazer a seus desejos e vantagens.<\/p>\n\n\n\n<p>[1] Santo Irineu, <em>Adversus Haereses <\/em>, Livro I, Cap\u00edtulo 6, n\u00ba 2, in <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/fathers\/0103106.htm\">http:\/\/www.newadvent.org\/fathers\/0103106.htm <\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>[2] Objetivamente falando, e sem julgar inten\u00e7\u00f5es, n\u00e3o se pode deixar de ver certo fundo gn\u00f3stico em campanhas sistem\u00e1ticas contra a procria\u00e7\u00e3o &#8211; seja pela contracep\u00e7\u00e3o, pelo aborto ou pela dissemina\u00e7\u00e3o do homossexualismo &#8211; ainda quando as pessoas envolvidas n\u00e3o se d\u00eaem conta disso.<\/p>\n\n\n\n<p>[3] &#8220;Eis o <em>sentido profundo da ascese crist\u00e3. &#8216;Ascese&#8217;: a pr\u00f3pria palavra evoca a imagem do subir para metas elevadas.<\/em> Isto exige necessariamente sacrif\u00edcios e ren\u00fancias. De fato, conv\u00e9m levar s\u00f3 o equipamento essencial para que a viagem n\u00e3o se torne pesada; estar dispostos a enfrentar todas as dificuldades e superar qualquer obst\u00e1culo para alcan\u00e7ar o objetivo estabelecido. Para sermos aut\u00eanticos disc\u00edpulos de Cristo, \u00e9 preciso renunciar a si mesmo, tomar a pr\u00f3pria cruz todos os dias e segui-lo (cf. <em>Lc<\/em> 9, 23). \u00c9 o caminho dif\u00edcil da santidade, que cada crist\u00e3o est\u00e1 chamado a percorrer&#8221; ( <em>Homilia do papa Jo\u00e3o Paulo II na quarta-feira de cinzas <strong>, <\/strong><\/em>25 de fevereiro de 2004 in <a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/holy_father\/john_paul_ii\/homilies\/2004\/documents\/hf_jp-ii_hom_20040225_ash-wednesday_po.html\">http:\/\/www.vatican.va\/holy_father\/john_paul_ii\/homilies\/2004\/documents\/hf_jp-ii_hom_20040225_ash-wednesday_po.html <\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cap\u00edtulo 15<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gnose: tentativa de infiltrar-se na Igreja<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por muito tempo pensou-se que a Gnose fosse uma heresia crist\u00e3, uma vez que t\u00e3o logo a Igreja foi fundada e come\u00e7ou a difundir-se, esse sistema religioso pag\u00e3o tentou infiltrar-se nela. Para tanto adotavam uma linguagem crist\u00e3, que servia de inv\u00f3lucro para encobrir suas reais doutrinas e lhes permitia servir-se do Cristianismo para propag\u00e1-las.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tempos apost\u00f3licos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A luta da Igreja contra o Gnosticismo, nos primeiros tempos, foi renhida.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa luta, entretanto, n\u00e3o foi infrut\u00edfera &#8211; assinala o Pe. Jules Lebreton -, pois deu maior vigor \u00e0 autoridade da Igreja e maior precis\u00e3o ao dogma. <a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftn1\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Tomamos conhecimento dessa luta, j\u00e1 nos tempos apost\u00f3licos, atrav\u00e9s dos textos do Novo Testamento, dos escritos dos Padres da Igreja e dos Escritores Eclesi\u00e1sticos. <a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftn2\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Os <em>Atos dos Ap\u00f3stolos<\/em> (At 8,9-25) falam-nos de Sim\u00e3o Mago, o qual, por suas artes diab\u00f3licas, seduzia o povo da Samaria <em>.<\/em> Gra\u00e7as \u00e0 prega\u00e7\u00e3o do di\u00e1cono Filipe, e depois dos Ap\u00f3stolos S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Jo\u00e3o, o povo se converteu. Sim\u00e3o, tendo visto os prod\u00edgios operados pelo Esp\u00edrito Santo, aproximou-se dos Ap\u00f3stolos e ofereceu-lhes dinheiro para que obtivessem os mesmos dons para ele.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o Justino, em sua <em>Primeira Apologia, <\/em>escreve que esse Sim\u00e3o posteriormente foi adorado como um deus em Roma, e era seguido por uma mulher de nome Helena <em>, <\/em>uma ex-prostituta que ele afirmava ter libertado dessa vida pelo seu poder <em>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Infiltra\u00e7\u00e3o gn\u00f3stica em Corinto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tem sido observado que certas passagens das cartas de S\u00e3o Paulo parecem referir-se aos gn\u00f3sticos. <a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftn6\"><\/a> Em especial, escrevendo aos cor\u00edntios, o Ap\u00f3stolo denuncia a presen\u00e7a de libertinos e blasfemadores, os quais chegam a dizer &#8221; <em>Jesus seja maldito&#8221;. <\/em><a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftn7\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Ora, como poderia algu\u00e9m pretender-se crist\u00e3o, e ao mesmo tempo maldizer o Salvador? Encontramos a resposta a essa pergunta na tentativa dos gn\u00f3sticos de se infiltrarem na Igreja. Para eles a Encarna\u00e7\u00e3o, Paix\u00e3o e Morte de Nosso Senhor eram uma &#8220;loucura&#8221;. <a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftn8\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se dos mesmos &#8220;crist\u00e3os&#8221; condenados por S\u00e3o Jo\u00e3o, quando diz que aqueles que negam a Jesus Cristo s\u00e3o mentirosos.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o Paulo condenou com vigor esses gn\u00f3sticos, mostrando que s\u00f3 tem o Esp\u00edrito de Deus quem aceita Jesus Cristo, e que esta aceita\u00e7\u00e3o \u00e9 um efeito da gra\u00e7a de Deus, dispensada pelo Par\u00e1clito:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Por isso, eu vos declaro: ningu\u00e9m, falando sob a a\u00e7\u00e3o divina, pode dizer: Jesus seja maldito; e ningu\u00e9m pode dizer: Jesus \u00e9 o Senhor, sen\u00e3o sob a a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo. (1Cor 12,3)<br>Se algu\u00e9m n\u00e3o amar o Senhor, seja maldito! (1Cor 16,23)&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Condena\u00e7\u00f5es nas Ep\u00edstolas, nos Evangelhos e no Apocalipse<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As Ep\u00edstolas dos Ap\u00f3stolos, os Evangelhos e o Apocalipse de S\u00e3o Jo\u00e3o denunciam e condenam os erros gn\u00f3sticos.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o Judas fala de certos homens que se infiltram secretamente nas comunidades crist\u00e3s, e que n\u00e3o t\u00eam a gra\u00e7a de Deus. Trata-se de revoltosos que renegam a gra\u00e7a divina e a soberana autoridade de Nosso Senhor:<\/p>\n\n\n\n<p>Pois certos homens \u00edmpios se introduziram furtivamente entre n\u00f3s, os quais desde muito tempo est\u00e3o destinados para este julgamento; eles transformam em dissolu\u00e7\u00e3o a gra\u00e7a de nosso Deus e negam Jesus Cristo, nosso \u00fanico Mestre e Senhor. <a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftn12\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o Jo\u00e3o tem palavras de fogo contra esses &#8220;crist\u00e3os&#8221; que rejeitam a divindade de Cristo negando que Ele seja um s\u00f3 com o Pai. A esses tais ele chama &#8220;anticristos&#8221; <em>. <\/em><a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftn13\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O autor do Apocalipse condena especialmente os nicola\u00edtas, gn\u00f3sticos que iam contra toda a lei moral por \u00f3dio ao &#8220;Deus da B\u00edblia&#8221;. Tais &#8220;crist\u00e3os&#8221; n\u00e3o s\u00e3o verdadeiros crist\u00e3os, antes pertencem \u00e0 &#8220;sinagoga de Satan\u00e1s&#8221;. <a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftn14\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o Pedro deixa claro que os crist\u00e3os n\u00e3o se baseiam em &#8220;h\u00e1beis f\u00e1bulas&#8221;, mas no testemunho direto dos Ap\u00f3stolos:<\/p>\n\n\n\n<p>Na realidade, n\u00e3o \u00e9 baseando-nos em h\u00e1beis f\u00e1bulas imaginadas que n\u00f3s vos temos feito conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, mas por termos visto a sua majestade com nossos pr\u00f3prios olhos. <a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftn15\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o Paulo caracteriza as loucuras gn\u00f3sticas como &#8220;doutrinas diab\u00f3licas&#8221; que pro\u00edbem o casamento e as coisas leg\u00edtimas criadas por Deus para os homens. <a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftn16\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, S\u00e3o Tiago condena essa pretensa &#8220;sabedoria&#8221;:<\/p>\n\n\n\n<p>Esta n\u00e3o \u00e9 a sabedoria que vem do alto, mas \u00e9 uma sabedoria terrena, humana, diab\u00f3lica. <a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftn17\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Evangelho de S\u00e3o Jo\u00e3o: refuta\u00e7\u00e3o do Gnosticismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo S\u00e3o Jer\u00f4nimo, o Ap\u00f3stolo S\u00e3o Jo\u00e3o foi solicitado a escrever seu sublime Evangelho para refutar os gn\u00f3sticos:<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00faltimo ap\u00f3stolo, Jo\u00e3o Evangelista &#8211; a quem Jesus dedicou especial dile\u00e7\u00e3o, e que, reclinado sobre o peito do Senhor, hauriu um rio de pur\u00edssima doutrina, o qual foi o \u00fanico que mereceu ouvir junto \u00e0 Cruz as palavras &#8220;Eis a tua m\u00e3e&#8221; &#8211; estando na \u00c1sia, quando j\u00e1 pululavam as sementes dos hereges cerintanos <a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftn18\"><\/a> e ebionitas, <a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftn19\"><\/a> e de outros que negam haver Cristo vindo ao mundo em carne, os quais foram por ele qualificados de anticristos em sua ep\u00edstola, e constantemente combatidos pelo ap\u00f3stolo Paulo, foi instado pelos bispos da \u00c1sia e por representantes de muitas igrejas a escrever sobre a divindade do Salvador, e para tal, como direi, formular com temeridade tanto audaz quanto feliz o que \u00e9 o Verbo de Deus. Donde narrar a <em>Hist\u00f3ria Eclesi\u00e1stica<\/em> que, pressionado por seus irm\u00e3os a escrever, respondeu que escreveria caso fizessem todos eles em conjunto um jejum para imprecar a Deus. Tendo feito o jejum, saturado pela Revela\u00e7\u00e3o, exprimiu as palavras iniciais vindas do C\u00e9u: &#8221; <em>No princ\u00edpio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus&#8221; <\/em>. <a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftn20\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022&nbsp; Ante as fantasias gn\u00f3sticas segundo as quais o mundo teria sido criado por uma &#8220;semi-divindade&#8221;, o demiurgo; que Jesus n\u00e3o era Deus, mas apenas um \u00e9on, um mensageiro; e que n\u00e3o tomou a natureza humana, mas apenas a sua <em>apar\u00eancia <\/em>, S\u00e3o Jo\u00e3o proclama: Jesus \u00e9 o Verbo de Deus, consubstancial com Ele, e o Criador de todas as coisas, o qual se fez homem para nos salvar:<\/p>\n\n\n\n<p>No princ\u00edpio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princ\u00edpio junto de Deus. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito. Nele havia a vida, e a vida era a luz dos homens. &#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>E o Verbo se fez carne e habitou entre n\u00f3s, e vimos sua gl\u00f3ria, a gl\u00f3ria que o Filho \u00fanico recebe do seu Pai, cheio de gra\u00e7a e de verdade. <a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftn21\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022&nbsp; Contra as fantasias gn\u00f3sticas de um <em>deus<\/em> aprisionado em n\u00f3s, o que nos faria divinos por nossa pr\u00f3pria natureza, ele proclama a verdadeira participa\u00e7\u00e3o na vida divina, por meio da gra\u00e7a, a filia\u00e7\u00e3o adotiva de Deus:<\/p>\n\n\n\n<p>[O Verbo] era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo n\u00e3o o reconheceu. Veio para o que era seu, mas os seus n\u00e3o o receberam. Mas a todos aqueles que o receberam, aos que cr\u00eaem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus, os quais n\u00e3o nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas sim de Deus. &#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Todos n\u00f3s recebemos da sua plenitude gra\u00e7a sobre gra\u00e7a. <a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftn22\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O testemunho da verdade e do sangue<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Cristianismo derrotou a Gnose n\u00e3o apenas pela for\u00e7a sobrenatural da Revela\u00e7\u00e3o divina, pela sabedoria e zelo dos Ap\u00f3stolos e dos Doutores, pela beleza de sua moral e sublimidade de sua f\u00e9. Tudo isso seria magn\u00edfico, mas insuficiente caso n\u00e3o fosse capaz de despertar um entusiasmo que levasse ao hero\u00edsmo do mart\u00edrio. S\u00f3 ama inteiramente a verdade aquele que est\u00e1 disposto a lutar e a morrer por ela.<\/p>\n\n\n\n<p>A Igreja nasceu no sangue divino do Redentor e vicejou no sangue dos m\u00e1rtires, a come\u00e7ar pelo dos Ap\u00f3stolos, os quais, com a exce\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Jo\u00e3o, morreram em testemunho da f\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>Em tr\u00eas s\u00e9culos de persegui\u00e7\u00f5es cruentas (da morte de Cristo at\u00e9 o \u00e9dito de toler\u00e2ncia de Constantino, em 313), milhares de crist\u00e3os de todas as condi\u00e7\u00f5es uniram-se a esse testemunho: eruditos fil\u00f3sofos, como S\u00e3o Justino; donzelas da mais alta nobreza, como Santa Cec\u00edlia; soldados endurecidos pelas batalhas, como a Legi\u00e3o Tebana; sacerdotes, bispos, papas.<\/p>\n\n\n\n<p>A sublimidade desse testemunho do sangue move as almas, como escreve muito bem Daniel-Rops sobre a Igreja primitiva:<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 algo que arrasta no hero\u00edsmo, ao qual a alma humana, embora possa n\u00e3o conter grande dose de nobreza, \u00e9 muito suscet\u00edvel. . Dessa forma, a epop\u00e9ia dos m\u00e1rtires [dos primeiros s\u00e9culos] n\u00e3o \u00e9 apenas um epis\u00f3dio no tempo, perdido no passado, num per\u00edodo definido da Hist\u00f3ria. Ela \u00e9 um fato de import\u00e2ncia \u00fanica, que jaz no pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o da f\u00e9 cat\u00f3lica, estando ligado com o mais essencial dos dogmas crist\u00e3os. <a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftn23\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Em suma, a Igreja n\u00e3o venceu o Gnosticismo pelo aux\u00edlio &#8211; ali\u00e1s, tardio e incompleto &#8211; de Constantino, mas pela for\u00e7a intr\u00ednseca de sua doutrina, pelo seu elevado ensinamento moral e pelo testemunho de seus m\u00e1rtires. Com o Pe. Jules Lebreton, S.J., dizemos que as causas da vit\u00f3ria do Cristianismo sobre a Gnose podem ser reduzidas a uma:<\/p>\n\n\n\n<p>O Cristianismo trouxe uma resposta \u00e0s mais profundas aspira\u00e7\u00f5es da humanidade, a resposta que ela nunca tinha recebido antes. <a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftn24\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftnref1\">[1]<\/a> Jules Lebreton, <em>Christian Life at the End of the First Century,<\/em> p. 359.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftnref2\">[2]<\/a><em>Padres da Igreja <\/em>(ou Santos Padres) ? S\u00e3o certos escritores eclesi\u00e1sticos antigos, que se distinguiram pela pureza de doutrina e santidade de vida e s\u00e3o reconhecidos pela Igreja como testemunhas da Tradi\u00e7\u00e3o divina. Entre estes, distinguem-se os <em>Padres apost\u00f3licos <\/em>, os quais viveram por volta de fins do s\u00e9culo 1\u00b0 ou da primeira metade do s\u00e9culo 2\u00b0 (inclu\u00eddos tamb\u00e9m os autores an\u00f4nimos de certos escritos da mesma \u00e9poca), que se julga terem conhecido os Ap\u00f3stolos e recebido deles sua doutrina. Destacam-se: S\u00e3o Clemente de Roma, disc\u00edpulo e terceiro sucessor de S\u00e3o Pedro; Santo In\u00e1cio, Bispo de Antioquia, e S\u00e3o Policarpo, Bispo de Esmirna e disc\u00edpulo de S\u00e3o Jo\u00e3o Evangelista. Os principais escritos an\u00f4nimos s\u00e3o: <em>A Doutrina dos Doze Ap\u00f3stolos<\/em> (ou <em>Didaqu\u00e9) <\/em>; <em>O Pastor de Hermas<\/em> e o <em>S\u00edmbolo dos Doze Ap\u00f3stolos<\/em> (todos do s\u00e9culo 2\u00ba).<br><em>Escritores Eclesi\u00e1ticos <\/em>? S\u00e3o escritores sacros dos primeiros s\u00e9culos not\u00e1veis por seu saber, aos quais, por\u00e9m, falta alguma das caracter\u00edsticas dos Santos Padres, a saber, santidade de vida ou pureza da doutrina. Os principais s\u00e3o Tertuliano e Or\u00edgenes. Naquilo que t\u00eam de ortodoxo, eles s\u00e3o testemunhas da Tradi\u00e7\u00e3o e, embora n\u00e3o tenham a mesma autoridade dos Padres da Igreja, s\u00e3o citados pelos papas e pelos te\u00f3logos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftnref3\"><\/a> Act 8,9-25.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftnref4\"><\/a>De onde vem a palavra <em>simonia, <\/em>para designar o tr\u00e1fico de coisas sagradas.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftnref5\"><\/a>S\u00e3o Justino, <em>Primeira Apologia,<\/em> Cap. 26, 1-3, in <em>Veritatis Splendor<\/em> &#8211; Patr\u00edstica, http:\/\/www.veritatis.com.br\/conteudo.asp?pubid=333<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftnref6\"><\/a>Cfr. Walter Schmithals, <em>Gnosticism in Corinth<\/em> , Abingdon Press, New York, 1971.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftnref7\"><\/a>1Cor 12,3.<\/p>\n\n\n\n<p>1Cor 1,18 e 23.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftnref9\"><\/a> 1Jo 2,22. Cfr. Walter Schmithals, <em>Gnosticism in Corinth,<\/em> p. 127.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftnref10\"><\/a>1Cor 12,3.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftnref11\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftnref12\"><\/a>Jd v. 4.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftnref13\"><\/a>1Jo 2,18-22.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftnref14\"><\/a>Ap 2,9; 3,9.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftnref15\"><\/a>2 Pe 1,16.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftnref16\"><\/a>1Tm 4,1-3.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftnref17\"><\/a>Tg 3,15.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftnref18\"><\/a> &#8220;Os cerintianos distinguiam entre Jesus e Cristo; este \u00faltimo, um dos mais altos <em>\u00e9ons <\/em>, desceu sobre Jesus, o filho do demiurgo, e depois abandonou-o e retornou para o Pleroma&#8221; (Jules Lebreton, <em>The Gnosis and Montanism,<\/em> in Lebreton e Zeiler, op. cit., v. II, p. 620, nota 7).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftnref19\"><\/a> &#8220;As doutrinas desta seita, de acordo com Santo Irineu, s\u00e3o semelhantes \u00e0s dos cerintianos e \u00e0s dos carpocratianos. Eles negavam a divindade e o nascimento virginal de Cristo; aferravam-se em manter a Lei judaica; viam S\u00e3o Paulo como um ap\u00f3stata, e usavam apenas o Evangelho segundo S. Mateus (Adv. Haer., I, xxvi, 2; III, xxi, 2; IV, xxxiii, 4; V, i, 3).&#8221; (J. P. Arendzen, <em>Ebionites <\/em><strong>,<\/strong> in <em>The Catholic Encyclopedia,<\/em> s. v., NewAdvent.org-Catholic Encyclopedia on CD-ROM.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftnref20\"><\/a> Apud Cornelii a Lapide, <em>Comentarius in Evangelium S. Joannis, <\/em>in <em>Commentaria in Scripturam Sacram,<\/em> Parisiis, MDCCCLXXXI, Tomus Decimus Sextus, p. 288.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftnref21\"><\/a>Jo 1,1-4, 14<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftnref22\"><\/a>Jo 1,9-13, 16.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftnref23\"><\/a>Henri Daniel-Rops, <em>The Church of Apostles And Martyrs,<\/em> Image Books, Garden City, NY, 1960, pp. 248-149, 253.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/localhost\/Sinais_dos_Tempos\/novaera\/gnose.php#_ftnref24\"><\/a>Lebreton-Zeiller, <em>The History of the Primitive Church,<\/em> t. II, p. 1228.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retirado do livro que desmascara o c\u00f3digo da vinci, que \u00e9 tamb\u00e9m totalmente gn\u00f3stico. 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