{"id":483,"date":"2023-08-22T23:00:31","date_gmt":"2023-08-23T02:00:31","guid":{"rendered":"http:\/\/sinaisdostempos.org\/?p=483"},"modified":"2023-08-22T23:00:37","modified_gmt":"2023-08-23T02:00:37","slug":"apostolos-eucaristia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinaisdostempos.org\/?p=483","title":{"rendered":"Eucaristia: provas antigas de que sempre foi o corpo do Senhor"},"content":{"rendered":"\n<p>A Igreja possui 2000 anos de exegese b\u00edblica que n\u00e3o foi inventado por Constantino ou Lutero e sim trouxe dos ap\u00f3stolos desde o I s\u00e9culo, aqui \u00e9 uma parte sobre o tema Eucaristia.<br>Todos estes santos homens defenderam a f\u00e9 contra as heresias de sua \u00e9poca,&nbsp;<strong>e todos defendem a transubstancia\u00e7\u00e3o como verdade de f\u00e9&nbsp;<\/strong>. Coincid\u00eancia que aqueles que defendiam a ortodoxia fossem&nbsp;<strong>todos a favor da transubstancia\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/strong>?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Santo In\u00e1cio de Antioquia&nbsp;<\/strong>(+110, S\u00e9c. II) expressava a f\u00e9 comum ao dizer que a Eucaristia \u00e9 &#8221;&nbsp;<em>a Carne de nosso Salvador Jesus Cristo, a qual padeceu por nossos pecados e a qual o Pai ressuscitou por sua benignidade&nbsp;<\/em>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>S\u00e3o Justino (S\u00e9c. II)&nbsp;<\/strong>, na Apologia, ap\u00f3s descrever a missa do s\u00e9culo II tal qual a conhecemos hoje, diz sobre a comunh\u00e3o:&nbsp;<em>&#8220;Designamos este alimento eucaristia. A ningu\u00e9m \u00e9 permitido dele participar, sem que creia na verdade de nossa doutrina, que j\u00e1 tenha recebido o batismo de remiss\u00e3o dos pecados e do novo nascimento, e viva conforme os ensinamentos de Cristo. Pois&nbsp;<strong>n\u00e3o tomamos estas coisas como p\u00e3o ou bebida comuns&nbsp;<\/strong>; sen\u00e3o, que assim como Jesus Cristo, feito carne pela palavra de Deus, teve carne e sangue para salvar-nos, assim tamb\u00e9m o&nbsp;<strong>alimento feito eucaristia&nbsp;<\/strong>(&#8230;)&nbsp;<strong>\u00e9 a carne e o sangue de Jesus encarnado&nbsp;<\/strong>. Assim nos ensinaram.&#8221;&nbsp;<\/em>(Primeiro livro das Apologias de S. Justino, pag. 65-67.)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Santo Irineu (S\u00e9c. II)&nbsp;<\/strong>, disc\u00edpulo de S\u00e3o Policarpo, e depois de S\u00e3o Justino, em seu monumental&nbsp;<em>&#8220;Contra as heresias&#8221;&nbsp;<\/em>, diz estas palavras interessant\u00edssimas:&nbsp;<em>&#8220;(Nosso Senhor) nos ensinou tamb\u00e9m que h\u00e1 um novo sacrif\u00edcio da nova alian\u00e7a, sacrif\u00edcio que a Igreja recebeu dos Ap\u00f3stolos, e que se oferece em&nbsp;<strong>todos os lugares&nbsp;<\/strong>da terra ao Deus que se&nbsp;<strong>nos d\u00e1 em alimento&nbsp;<\/strong>como prim\u00edcia dos favores que Ele nos concede no Novo Testamento. J\u00e1 o havia prefigurado Malaquias ao dizer: Porque desde o nascer do sol, (&#8230;) (Malaquias, I, 11). O que equivale dizer com toda clareza que o povo primeiramente eleito (os judeus) n\u00e3o havia mais de oferecer sacrif\u00edcios, sen\u00e3o que em todo lugar se ofereceria um sacrif\u00edcio puro e que seu nome seria glorificado entre as na\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>S\u00e3o Cipriano (S\u00e9c. III)&nbsp;<\/strong>, comparando a eucaristia ao p\u00e3o nosso de cada dia do&nbsp;<em>&#8220;Pai Nosso&#8221;&nbsp;<\/em>, nos relegou este testemunho:&nbsp;<em>&#8220;Posto que Cristo disse que aquele que comer deste p\u00e3o viveria eternamente,&nbsp;<strong>\u00e9 evidente que possuem a vida quem toca o corpo de Cristo e recebem a eucaristia&nbsp;<\/strong>. Temamos, pois, comprometer nossa sa\u00fade se nos separarmos do corpo de Cristo. Assim, pois, pedimos o p\u00e3o de cada dia, quer dizer, a eucaristia di\u00e1ria, como prenda cotidiana de nossa perseveran\u00e7a na vida de Cristo.&#8221;&nbsp;<\/em>(S. Cipriano, Da ora\u00e7\u00e3o dominical, 18)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>S\u00e3o Cirilo de Jerusal\u00e9m (S\u00e9c. IV)&nbsp;<\/strong>, parecia falar para os protestantes do s\u00e9culo XX, se exprimia desta forma:&nbsp;<em>&#8220;Havendo Cristo declarado e dito, referindo-se ao p\u00e3o: Isto \u00e9 o meu corpo,&nbsp;<strong>quem ousar\u00e1 jamais duvidar?&nbsp;<\/strong>Havendo Cristo declarado e dito: Este \u00e9 o meu sangue,&nbsp;<strong>quem ousar\u00e1 jamais dizer que n\u00e3o \u00e9 esse seu sangue?&nbsp;<\/strong>&#8221;&nbsp;<\/em>(Cirilo de Jerusal\u00e9m, Catech. mystag., LXXXVI, 2401)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>S\u00e3o Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo (S\u00e9c. IV)&nbsp;<\/strong>, ainda mais claramente,&nbsp;<em>&#8220;Aqui est\u00e1 Cristo presente. O mesmo Cristo que em outros tempos disp\u00f4s a mesa do Cen\u00e1culo, tem disposto esta para v\u00f3s;&nbsp;<strong>pois n\u00e3o \u00e9 um homem&nbsp;<\/strong>, certamente,&nbsp;<strong>aquele que faz as ofertas se converterem em corpo e sangue de Nosso Senhor, sen\u00e3o Cristo mesmo&nbsp;<\/strong>, para n\u00f3s crucificado. Aqui est\u00e1 o bispo que O representa, e que pronunciou as palavras que bem sabeis; mas o&nbsp;<strong>poder e a gra\u00e7a de Deus s\u00e3o o que produzem a transforma\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/strong>.&nbsp;<strong>Isto \u00e9 o meu corpo, diz o bispo, e esta palavra transforma as ofertas&nbsp;<\/strong>.&#8221;&nbsp;<\/em>(S. Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo, In proditionem Judae hom. I, 6)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>S\u00e3o Cirilo de Alexandria (S\u00e9c. IV)&nbsp;<\/strong>, contrariando a tese Davidiana dos demonstrativos que n\u00e3o demonstram:&nbsp;<em>&#8220;(&#8230;) Porque o Senhor disse&nbsp;<strong>mostrando os elementos:&nbsp;<\/strong>Isto \u00e9 meu corpo, e Este \u00e9 o meu sangue, para que n\u00e3o imagineis que o que ali aparece \u00e9 uma figura, sen\u00e3o para que saibas com toda seguran\u00e7a que, pelo inef\u00e1vel poder de Deus onipotente, as&nbsp;<strong>obla\u00e7\u00f5es s\u00e3o transformadas real e verdadeiramente no corpo e sangue de Cristo&nbsp;<\/strong>; e que ao comungar delas recebemos a virtude vivificante e santificadora de Cristo.&#8221;&nbsp;<\/em>(Cirilo de Alexandria, Comment. In Math. XXVI, 27)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Santo Ambr\u00f3sio (S\u00e9c. IV)&nbsp;<\/strong>, mostrando a realidade e a transcend\u00eancia desta verdade:&nbsp;<em>&#8220;O que fazemos n\u00f3s, \u00e9 o corpo nascido da Virgem: porqu\u00ea buscar aqui na ordem da natureza o corpo de Cristo, quando Jesus nosso Senhor nasceu da Virgem fora da ordem natural?&nbsp;<strong>(O que fazemos) \u00e9, portanto, a verdadeira carne de Cristo, a mesma que foi crucificada e fechada no sepulcro&nbsp;<\/strong>. Este \u00e9 em verdade o sacramento desta carne.&#8221;&nbsp;<\/em>(Ambr\u00f3sio, De mysteriis, 52)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Santo Agostinho (S\u00e9c. IV)&nbsp;<\/strong>, a quem freq\u00fcentemente os hereges modernos recorrem na tentativa de desvirtuar suas palavras, explicava assim a eucaristia aos rec\u00e9m batizados:&nbsp;<em>&#8220;Tal \u00e9 a efic\u00e1cia das ora\u00e7\u00f5es que vais escutar.&nbsp;<strong>\u00c0 palavra do sacerdote, eis aqui o corpo e sangue de Cristo&nbsp;<\/strong>; tireis a palavra e n\u00e3o haver\u00e1 mais que p\u00e3o e vinho.&#8221;&nbsp;<\/em>(Agostinho, Sermo VI, De sacramento altaris ad infantes.)<\/p>\n\n\n\n<p>(Todas as cita\u00e7\u00f5es acima s\u00e3o conforme Maurice Brillant,&nbsp;<em>&#8220;Eucaristia&#8221;&nbsp;<\/em>, Dedebec, Ed. Descl\u00e9e de Brouwer, Buenos Aires, 1949)<\/p>\n\n\n\n<p>A explica\u00e7\u00e3o \u00e9 dada pelo pr\u00f3prio Lutero, nessa confiss\u00e3o aos crist\u00e3os de Estrasburgo:&nbsp;<em>&#8220;Confesso que o dr. Karlstadt ou qualquer outro me teria prestado um grande servi\u00e7o, se, h\u00e1 cinco anos,&nbsp;<strong>tivesse provado que no Sacramento s\u00f3 havia p\u00e3o e vinho&nbsp;<\/strong>. Naquela ocasi\u00e3o tive grandes vexames e lutei e torci por encontrar uma sa\u00edda, pois&nbsp;<strong>vi que com isso podia dar o maior golpe contra o Papado&nbsp;<\/strong>. Tamb\u00e9m havia dois que eram mais h\u00e1beis que o dr. Karlstadt e que n\u00e3o martirizavam tanto as palavras segundo seu pr\u00f3prio parecer.&nbsp;<strong>Mas estou preso, n\u00e3o encontro sa\u00edda. O texto \u00e9 t\u00e3o majestoso que com palavras n\u00e3o se deixa tirar da mente&nbsp;<\/strong>.&#8221;&nbsp;<\/em>(De Wette, II-576 e segs.; citado em L\u00facio Navarro,&nbsp;<em>A leg\u00edtima interpreta\u00e7\u00e3o da B\u00edblia&nbsp;<\/em>, Campanha de instru\u00e7\u00e3o religiosa Brasil-Portugal, 1958, p\u00e1g. 448)<\/p>\n\n\n\n<p>Lutero tamb\u00e9m n\u00e3o admitia a transubstancia\u00e7\u00e3o pelas palavras do padre, como Cristo ensinou, mas era obrigado a admitir, pelo &#8220;texto majestoso&#8221;, que Cristo estava realmente presente no altar, e que j\u00e1 n\u00e3o havia apenas p\u00e3o e vinho no sacramento&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Se Lutero se sentia preso, por algum compromisso \u00ednfimo com a verdade, o mesmo Lutero que dizia que os fins justificavam uma mentira, uma &#8221;&nbsp;<strong>atrevida, forte mentira&#8221; (&#8220;bold, lusty lie&#8221;)&nbsp;<\/strong>conforme suas palavras, \u00e9 porque \u00e9 preciso muita m\u00e1 f\u00e9 para negar esta verdade cat\u00f3lica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Igreja possui 2000 anos de exegese b\u00edblica que n\u00e3o foi inventado por Constantino ou Lutero e sim trouxe dos ap\u00f3stolos desde o I s\u00e9culo, aqui \u00e9 uma parte sobre o tema Eucaristia.Todos estes santos homens defenderam a f\u00e9 contra as heresias de sua \u00e9poca,&nbsp;e todos defendem a transubstancia\u00e7\u00e3o como verdade de f\u00e9&nbsp;. Coincid\u00eancia que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[14],"tags":[],"class_list":["post-483","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-eucaristia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sinaisdostempos.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/483","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sinaisdostempos.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sinaisdostempos.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sinaisdostempos.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sinaisdostempos.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=483"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sinaisdostempos.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/483\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":484,"href":"https:\/\/sinaisdostempos.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/483\/revisions\/484"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sinaisdostempos.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=483"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sinaisdostempos.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=483"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sinaisdostempos.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=483"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}