{"id":361,"date":"2023-08-16T02:04:45","date_gmt":"2023-08-16T02:04:45","guid":{"rendered":"http:\/\/sinaisdostempos.org\/?p=361"},"modified":"2023-08-16T02:04:57","modified_gmt":"2023-08-16T02:04:57","slug":"sonho-visita-ceu-eymard","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinaisdostempos.org\/?p=361","title":{"rendered":"Visita ao C\u00e9u &#8211; Sonho do Monsenhor Eymard &#8211; um dos tr\u00eas sonhos"},"content":{"rendered":"\n<p>O mesmo anjo que, na vez passada, me levou ao Purgat\u00f3rio, veio chamar-me para ir ao C\u00e9u. Ele me havia dito que, em qualquer noite, poderia voltar para me fazer gozar, ao menos em sonho, a presen\u00e7a de Deus Onipotente, na eterna bem-aventuran\u00e7a. Passei a semana a esperar pela surpresa agrad\u00e1vel. E, justamente, nesta noite, eu havia adormecido muito cansado pelos trabalhos e fadigas do dia, com muitos problemas e preocupa\u00e7\u00f5es. Antes de rezar, fiquei pensando que seria uma boa oportunidade se aquele belo anjo me viesse buscar para ver o C\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E foi isto o que aconteceu!<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Movido apenas por um sinal do meu companheiro divino, vi-me, de repente, na amplid\u00e3o do infinito, atravessando as nuvens, subindo, sempre subindo. Uma alegria indescrit\u00edvel se apoderara de mim e, \u00e0 propor\u00e7\u00e3o que ia subindo, sentia-me t\u00e3o leve, t\u00e3o diferente, que n\u00e3o pude deixar de fazer minha primeira pergunta:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para onde me levas, anjo divino?<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Vim buscar-te para o C\u00e9u! respondeu-me ele.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E por que estou ficando t\u00e3o leve?<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ent\u00e3o, explicou-me o anjo, o que se passava em mim:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Esta sensa\u00e7\u00e3o que sentes \u00e9 uma sensa\u00e7\u00e3o de bem-estar, de al\u00edvio, de felicidade que sentem todos os que se aproximam do C\u00e9u. Como sabes, o C\u00e9u \u00e9 o lugar que Deus reservou para as almas justas e santas, onde n\u00e3o h\u00e1 nem pode haver tristezas, sofrimentos ou contrariedades. O C\u00e9u \u00e9 a pr\u00f3pria felicidade, a alegria sem restri\u00e7\u00f5es dos que sempre desejaram o bem e a posse da eternidade com Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 l\u00e1 que tu moras?<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sim, moro no C\u00e9u. Sou dos querubins que est\u00e3o sempre diante do trono de Deus, para servi-Lo e am\u00e1-Lo.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ent\u00e3o, sempre est\u00e1s a ver Deus?<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sim, vejo Deus todos os dias. E quando tenho de afastar-me de sua presen\u00e7a, como agora, para o desempenho de alguma miss\u00e3o, sinto uma saudade imensa do meu lugar, porque ali a gente vive sempre feliz.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pensei, ent\u00e3o, que bom seria se Deus consentisse que eu ficasse no C\u00e9u. E que este sonho n\u00e3o fosse um sonho, mas a pura realidade!&#8230; Quanto mais vo\u00e1vamos, mais eu ficava transformado, sentindo algo diferente dentro de mim. Come\u00e7ava a ver os meus desejos satisfeitos e atendia a minha vontade. Via-me contente com tudo o que possu\u00eda e o mais interessante \u00e9 que n\u00e3o desejava mais nada. E aquilo me trazia uma grande admira\u00e7\u00e3o, pois quantas coisas tenho ainda que fazer, neg\u00f3cios para resolver e, agora, tudo isso desaparece, por encanto, como se j\u00e1 estivesse realizado!<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Num dado momento, o anjo olhou para mim e falou:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Estamos pertinho do C\u00e9u! Olha para baixo!<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Olhei. A Terra me pareceu t\u00e3o mesquinha, t\u00e3o desprez\u00edvel, t\u00e3o sem atra\u00e7\u00f5es que fiquei admirado de me conformar em viver l\u00e1. Quis falar com o anjo, mas, quando olhei o seu rosto, fiquei espantado. O meu companheiro come\u00e7ava a transfigurar-se, ficando transl\u00facido, t\u00e3o lindo que fiquei abismado. Um sorriso divino, meigo e manso esbo\u00e7ava-se em seu rosto que parecia fitar alguma coisa l\u00e1 muito distante. N\u00e3o quis despert\u00e1-lo do seu \u00eaxtase e esperei que ele me falasse de novo, a fim de perguntar-lhe o que estava vendo. Por fim, comecei a ficar, tamb\u00e9m, transfigurado e pressenti que a velocidade do nosso v\u00f4o diminu\u00eda, como sinal de aproxima\u00e7\u00e3o do C\u00e9u. Mais alguns instantes e encontramo-nos diante de um port\u00e3o muito mais estreito do que o do Purgat\u00f3rio. Ao avist\u00e1-lo at\u00e9 pensei que por ele n\u00e3o pud\u00e9ssemos passar e supus que se tratava de alguma ante-c\u00e2mera do C\u00e9u. Depois que paramos, tive \u00e2nimo de perguntar ao anjo:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E agora, onde estamos?<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Diante do port\u00e3o do C\u00e9u! respondeu.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Assim, t\u00e3o estreito?<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E o anjo me explicou:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 que a entrada do C\u00e9u \u00e9 muito dif\u00edcil. O caminho \u00e9 apertado e a portinha&#8230; bem que est\u00e1s vendo!&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O anjo ajoelhou-se diante daquela porta esquisita, fez tr\u00eas rever\u00eancias profundas e, aos poucos, ela abriu-se, deixando-nos ver o que estava l\u00e1 dentro.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Meu Deus, que deslumbramento!<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E, a um sinal do meu amigo, segui-o pelas belas alamedas da eternidade. Fomos andando, entre magn\u00edficos jardins de belas flores, sentindo o h\u00e1lito perfumado daquele recanto esplendoroso, onde imperava uma beleza que ningu\u00e9m pode descrever. Meu corpo se tornava cada vez mais leve. Por pouco, nem tocava mais no ch\u00e3o! Minha ansiedade era t\u00e3o grande, que n\u00e3o pude deixar de perguntar ao anjo:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Isto aqui j\u00e1 \u00e9 mesmo o C\u00e9u?<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sim, j\u00e1 estamos no C\u00e9u. respondeu o querubim. Mas o C\u00e9u tem muitos departamentos e agora \u00e9 que estamos chegando ao primeiro degrau de felicidade.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E apontou-me para umas depend\u00eancias muito lindas que \u00edamos vendo e que, no sonho, n\u00e3o tinham portas e eram assim como se fosse de vidro, onde estavam as almas bem-aventuradas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O anjo me foi mostrando aquelas mans\u00f5es, cada uma mais deslumbrante, mais rica e mais cheia de encantamento. As pessoas que estavam l\u00e1 dentro tinham uma fisionomia t\u00e3o linda que fiquei confundido se eram anjos ou simples almas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; S\u00e3o almas, as almas puras. disse-me o anjo.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E continuou mostrando-me os diferentes degraus daquela felicidade:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ali est\u00e3o as almas humildes, l\u00e1 adiante as almas obedientes e ali quero mostrar-te as almas das crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Era um lugar maravilhoso, aureolado de luz, com anjinhos que iam e vinham, sorridentes e felizes. Umas estavam mais altas do que outras.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por que? perguntei.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aquelas mais altas est\u00e3o mais perto de Deus. S\u00e3o as almas das crian\u00e7as que, na Terra, respeitaram a Igreja, onde est\u00e1 a Eucaristia.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aproximei-me um instante e pude ver a felicidade daquelas almas deslumbradas de luz pela suave magia da presen\u00e7a de Deus. E, como eu estivesse muito admirado, explicou-me o meu companheiro, o seguinte:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na Terra, a Igreja \u00e9 o lugar mais santo. \u00c9 a casa de Deus por excel\u00eancia, onde se realizam os atos lit\u00fargicos em homenagem \u00e0 Sant\u00edssima Trindade. A Santa Missa \u00e9 o Sacrif\u00edcio da Nova Lei, ao qual est\u00e3o obrigados a assistir todos o que desejam salvar-se.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Atalhei o amigo, dizendo:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sei disso, meu querubim. Esqueces que est\u00e1s falando com um Sacerdote?<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N\u00e3o esqueci que \u00e9s padre. Apenas quero chegar ao ponto seguinte: as crian\u00e7as que se comportam bem na Igreja, respeitando a presen\u00e7a de Jesus Cristo, na Eucaristia, s\u00e3o aqui largamente recompensadas. Deus vem visit\u00e1-las duas vezes por dia e manda sempre seus anjos para ficarem com elas. N\u00e3o vistes aquelas crian\u00e7as que estavam rindo e conversando na Igreja, domingo, \u00e0 hora em que celebravas a Santa Missa? Pois bem, crian\u00e7as assim n\u00e3o merecem os favores de Deus, porque est\u00e3o desprezando a sua casa e a sua presen\u00e7a. Crian\u00e7as que assim procedem na Terra, ficar\u00e3o muito tempo no Purgat\u00f3rio, antes de virem para o C\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Rapidamente meu pensamento voltou-se para a Terra. E, imediatamente, fiz o prop\u00f3sito de iniciar a minha prega\u00e7\u00e3o sobre o comportamento na Igreja, logo que voltasse ao mundo. Porque, se as crian\u00e7as que s\u00e3o pequenas sofrem, no Purgat\u00f3rio, pela falta de respeito na Igreja, que sofrimento n\u00e3o estar\u00e1 reservado aos adultos?<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E continuei meu passeio pelo C\u00e9u, olhando a beleza divina da morada dos santos, seguindo a indica\u00e7\u00e3o que me fazia o anjo. Estava deslumbrado com tanta felicidade e apesar de estar ali, apenas em sonho, sentia-me t\u00e3o feliz que fiquei admirado quando o anjo me disse que j\u00e1 fazia um m\u00eas que est\u00e1vamos no Para\u00edso.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 t\u00e3o grande a felicidade que Deus reserva \u00e0s suas almas que nem tomamos conhecimento do tempo. Aqui se vive a plenitude do que \u00e9 bom, sem notar que j\u00e1 faz mais de um m\u00eas que deixamos a Terra!<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Isso tudo? perguntei. Parece que foi neste instante que chegamos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E, ansiosamente, temendo que j\u00e1 estivesse na hora de regressar, perguntei, aflito:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E j\u00e1 vamos voltar?<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N\u00e3o. respondeu o anjo. Ainda ficar\u00e1s aqui por v\u00e1rios dias, porque tenho uma surpresa para ti.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Qual \u00e9?<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ter\u00e1s a grande alegria de falar com Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ouvindo estas palavras, meu cora\u00e7\u00e3o estremeceu de contentamento. Falar com Deus. Tantas vezes, na Terra, invocara o seu Nome sagrado, e, agora, ia v\u00ea-Lo, face a face!<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quero mostrar-te tamb\u00e9m os teus santos protetores e a beleza do lugar onde eles moram. Olha para tr\u00e1s e v\u00ea a grande dist\u00e2ncia que nos separa do port\u00e3o de entrada.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Foi ent\u00e3o que percebi que h\u00e1 muitos dias ali est\u00e1vamos, pois, no sonho, eu via o port\u00e3o t\u00e3o longe, t\u00e3o distante, sumindo-se, pequenino, entre as nuvens douradas da p\u00e1tria celeste. E, por uma intui\u00e7\u00e3o divina, percebia que tal dist\u00e2ncia s\u00f3 se podia andar, no C\u00e9u, dentro de muitos dias.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O anjo levou-me pelas galerias do C\u00e9u, ornamentadas com tape\u00e7arias de raro valor, por onde anjos passavam, sempre calmos, mas com a fisionomia de quem ia fazer alguma coisa. Quando passavam por n\u00f3s, faziam profunda rever\u00eancia e continuavam seu caminho.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para onde \u00e9 que eles v\u00e3o? perguntei.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; S\u00e3o anjos, mensageiros de Deus, que v\u00e3o \u00e0 Terra para o cumprimento de alguma miss\u00e3o, assim como eu estou cumprindo a minha.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E por que fazem uma rever\u00eancia quando passam por ti?<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por mim, n\u00e3o. Quando passam por ti respondeu o celestial amigo. Bem sabes que o Sacerdote tem grandes poderes no mundo e, no C\u00e9u, eles ent\u00e3o, imediatamente, juntos de Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E, para meu espanto, afirmou:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sabes de uma coisa? Se um anjo encontrasse, aqui, um Sacerdote e Nossa Senhora, saudaria, primeiro, ao Sacerdote, para depois saudar \u00e0 M\u00e3e de Deus!<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Foi, ent\u00e3o, que um calafrio percorreu a minha espinha.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Meu Deus, em que situa\u00e7\u00e3o estou colocado? Chamado por Deus para o desempenho de uma grande miss\u00e3o. Morar no C\u00e9u, junto ao Onipotente e ser saudado primeiro do que Nossa Senhora!<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E onde est\u00e3o as almas dos padres?<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O anjo baixou a cabe\u00e7a, tristemente, e respondeu:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Infelizmente, n\u00e3o poder\u00e1s v\u00ea-las. A grandeza do padre, no C\u00e9u, compara-se \u00e0 grandeza do pr\u00f3prio Deus. Tenho ordens do Onipotente para mostrar-te o lugar que eles ocupam, no Inferno, quando s\u00e3o condenados.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Fiquei assombrado com aquela not\u00edcia e perguntei:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E daqui vamos ao Inferno?<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N\u00e3o. Daqui n\u00e3o poderemos passar para o Inferno. Ver\u00e1s a condena\u00e7\u00e3o eterna de outra vez.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ent\u00e3o, ainda ir\u00e1s buscar-me para o Inferno?<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Foi esta a ordem que recebi.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E, apesar de toda aquela felicidade, da m\u00edstica alegria que antes invadira o meu cora\u00e7\u00e3o, comecei a chorar. Ir ao Inferno para ver o lugar onde sofrem as almas dos Sacerdotes que n\u00e3o se salvaram!&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mas o anjo consolou-me, dizendo:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N\u00e3o te preocupes. S\u00e3o poucos os que se condenam.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tu, por certo, estar\u00e1s salvo. N\u00e3o v\u00eas a predile\u00e7\u00e3o que Deus te d\u00e1? Protege as tuas obras, ajuda-te, inspira-te bons pensamentos, tudo isso por causa da tua devo\u00e7\u00e3o ao divino Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aquelas palavras do anjo ca\u00edram em mim assim como um b\u00e1lsamo em ferida magoada. E meu semblante encheu-se de luz, enquanto continu\u00e1vamos nossa visita pelos paramos celestiais de bem-aventuran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Estamos diante dos aposentos dos teus santos de estima\u00e7\u00e3o. N\u00e3o podes entrar porque ainda n\u00e3o morrestes. Mas ver\u00e1s os teus protetores, atrav\u00e9s das paredes de vidro que cercam a mans\u00e3o dos santos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E, descerrando uma grande cortina de veludo vermelho, apresentou-me os meus amigos celestiais que, na Terra, s\u00e3o t\u00e3o invocados por mim.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No sonho, aquele recanto se me afigurava como um imenso campo coberto de mil flores, embaladas pelas car\u00edcias da brisa, como se toda a beleza do mundo, isto \u00e9, do C\u00e9u, ali tivesse sido posta pela m\u00e3o misteriosa do pr\u00f3prio Deus. Minha alegria chegou ao auge, quando divisei a primeira fisionomia conhecida \u2013 Santa Maria Goretti! L\u00e1 estava ela. Olhando-me, esbo\u00e7ou um sorriso t\u00e3o lindo que n\u00e3o pude deixar de exclamar:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mas, que beleza&#8230; que indiz\u00edvel felicidade naquele rosto!&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Disse-me o anjo:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No C\u00e9u, os que morrem em defesa de sua pureza trazem sempre sorriso no rosto. At\u00e9 Deus gosta de contemplar as almas que vivem aqui, por causa de sua pureza!<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; S\u00e3o Lu\u00eds de Gonzaga, o patrono do Col\u00e9gio que eu dirijo na Terra. S\u00e3o Francisco de Assis, o pobre. S\u00e3o Francisco que foi humilde e amigo da Natureza. Ali eu o via beijando a irm\u00e3 \u00e1gua e contemplando a irm\u00e3 lua. Santo Ant\u00f4nio, falando aos peixinhos do mar. Santa Teresinha, abra\u00e7ando o seu crucifixo. S\u00e3o Domingos S\u00e1vio, bradando ao mundo que \u00e9 melhor morrer do que pecar. Agora \u00e9 que vejo porque ele dizia isso.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E minha admira\u00e7\u00e3o continuava e iria muito adiante, se eu n\u00e3o tivesse sido abordado pelo anjo, que me perguntou:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Queres ver o lugar dos papas?<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quero, sim! respondi.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E fomos caminhando pelos gloriosos caminhos do C\u00e9u, at\u00e9, chegarmos diante de uma monumental bas\u00edlica, assim como a Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro, em Roma. Uma grande porta se abriu, enquanto belos anjos se apresentavam a n\u00f3s, perguntando-nos o que desej\u00e1vamos:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ver os papas santos respondemos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mostra-nos o \u00faltimo que aqui chegou! disse o meu companheiro, dirigindo-se a um colega.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E, fazendo uma grande rever\u00eancia a mim, o guardi\u00e3o da morada celestial dos papas, disse-nos:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Acompanhai-me!<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E fomos andando. Os tr\u00eas, em sil\u00eancio. O \u00faltimo papa devia ser Pio X. Tinha vontade de perguntar, mas controlei-me e esperei. Quando fomos introduzidos no recinto dos Santos Padres, o anjo que nos acompanhava tomou de uma trombeta de ouro e tocou uma bela m\u00fasica.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Que significa isso? perguntei ao meu amigo.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aqui, cada papa atende por uma m\u00fasica diferente. Cada um tem o seu toque de chamada.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E quem \u00e9 que ele est\u00e1 chamando?<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Espere e ver\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E qual n\u00e3o foi a minha surpresa quando, abrindo-se uma cortina de nuvens suaves e macias, apareceu diante de n\u00f3s o Santo Padre, o Papa Jo\u00e3o Paulo I. N\u00e3o resisti de emo\u00e7\u00e3o e cai, de joelhos, diante dele. Foi um momento de grande alegria. Fazia pouco tempo que eu havia assistido, na Terra ao seu enterro. Havia rezado diante de seu corpo exposto na Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro e, agora, eu o tinha ali, junto de mim, podendo at\u00e9 tocar-lhe a batina branca como a pr\u00f3pria pureza.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mas aquilo tudo se passou muito rapidamente e dever\u00edamos continuar nossa visita at\u00e9 a mans\u00e3o divina onde morava o pr\u00f3prio Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O anjo preparou o meu esp\u00edrito, dizendo-me que eu ia ter a imensa felicidade, que s\u00f3 \u00e9 dada \u00e0s almas bem-aventuradas. E que, se eu tivesse algum pedido a fazer, fosse logo me preparando, porque diante de Deus s\u00f3 se podia falar muito pouco. No C\u00e9u n\u00e3o se fala. As almas se inter-compreendem por meio de um dom especial que lhes \u00e9 concedido. Isso faz parte da felicidade eterna. Entretanto eu ia poder falar pelo simples motivo de ainda n\u00e3o ter morrido e estar ali como simples visitante.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Enquanto \u00edamos caminhando, pisando num tapete de nuvens, concatenava meus pensamentos para fazer um pedido ao meu Criador. Mas, meu cora\u00e7\u00e3o pulava tanto e uma ansiedade esquisita me apertava tanto a alma, que nem podia acertar com as palavras que eu haveria de dizer, quando estivesse diante de Deus. Por fim, paramos em frente a uma entrada defendida por v\u00e1rios anjos enfeitados de luz. Quando nos viram, ajoelharam-se todos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Estes s\u00e3o os anjos que velam a presen\u00e7a eterna de Deus disse-me o querubim que me acompanhava.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E, apontando para um lugar vazio, entre eles, continuou:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; V\u00eas aquele lugar desocupado?<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Vejo-o, sim.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pois \u00e9 o meu lugar. Dali sa\u00ed, chamado por Deus, para trazer-te ao C\u00e9u, neste sonho, assim como te levei ao Purgat\u00f3rio, na semana passada.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Enquanto contemplava aquela imensa legi\u00e3o de anjos, vestidos com grandes t\u00fanicas, trazendo espadas de ouro flamejante nas m\u00e3os, todos de joelhos diante de n\u00f3s, continuou o meu companheiro:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N\u00f3s aqui s\u00f3 nos ajoelhamos diante dos Sacerdotes e diante de Nossa Senhora.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E diante de Deus? perguntei.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sim, diante de Deus, estamos todos de joelhos. Agora, d\u00e1 sinal para que se levantem.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E, a um pequeno sinal que fiz com a m\u00e3o, todos se levantaram.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Isso me deixava, cada vez mais, impressionado. Os Sacerdotes, no C\u00e9u, s\u00e3o t\u00e3o reverenciados quase como o pr\u00f3prio Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E agora, prepara-te para entrar! disse-me o anjo.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com o cora\u00e7\u00e3o ofegante e a alma transbordada de emo\u00e7\u00e3o, entrei nos aposentos sagrados de Deus Onipotente, o Criador do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; At\u00f4nito, deslumbrado, fiquei ca\u00eddo diante da Majestade Divina, sem poder olhar direito aquele resplendor que me cercava de luz. Im\u00f3vel, sereno e sem mesmo bater os olhos, ali me deixei ficar, naquele sil\u00eancio feliz e tranq\u00fcilo que me fazia um bem imenso. Face a face, diante do meu Deus, vislumbrava o grande mist\u00e9rio da Sant\u00edssima Trindade, vendo ao mesmo tempo o Pai Eterno, o Filho Jesus Cristo, aquele de quem eu me tornara um representante e o Esp\u00edrito Santo, inspirador dos meus bons pensamentos. E, enquanto os via assim, em tr\u00eas pessoas distintas, contemplava-as, por uma misteriosa intui\u00e7\u00e3o divina, como um s\u00f3 \u00fanico Deus. Embevecido, maravilhado com aquela vis\u00e3o que eu nunca poderia descrever, perdi a no\u00e7\u00e3o do tempo, sentindo uma felicidade que n\u00e3o posso explicar em que consistia, pois era sentida, vivida por mim e n\u00e3o vista! Esqueci-me de tudo o que se passara antes, e at\u00e9 de mim pr\u00f3prio extasiado diante do meu Senhor. E s\u00f3 despertei desta entrega de mim pr\u00f3prio \u00e0 felicidade que me inundava de satisfa\u00e7\u00e3o e me enchia de amor, porque o meu companheiro celestial tocou, de leve, em meu ombro, fazendo-me compreender que estava na hora de sair. E, segredando-me ao ouvido, disse:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Faz um ano que est\u00e1s aqui. Deves retornar \u00e0 Terra para continuares o teu trabalho junto \u00e0s almas que te foram confiadas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E, numa pergunta meio aflita:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; J\u00e1 disseste o que tinhas a dizer?<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N\u00e3o, respondi. Ainda posso falar?<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Podes, sim. Aproveita que vou esperar por ti aqui fora.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E retirou-se o anjo, sempre de joelhos, indo colocar-se no seu lugar, junto aos outros querubins e serafins assistentes de Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Foi, ent\u00e3o, que recebi uma gra\u00e7a especial e tive coragem de falar.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Meu Senhor e meu Deus! exclamei.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E uma voz maviosa como sussurro de brisa, t\u00e3o terna, t\u00e3o meiga que me encheu de coragem para continuar, respondeu:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Fala, servo bom e fiel!<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Que doces palavras sa\u00eddas da boca de Deus. Como me sentia feliz e animado naquela hora que eu desejaria nunca terminasse. Podia compreender, muito bem, toda a satisfa\u00e7\u00e3o do Ap\u00f3stolo S\u00e3o Pedro, quando pediu a Jesus para permanecer no monte da transfigura\u00e7\u00e3o, propondo-se fazer tr\u00eas tendas, tr\u00eas casas, para Jesus, Mois\u00e9s e Elias.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Se eu pudesse, tamb\u00e9m, nunca sairia da presen\u00e7a de Deus e ficaria sempre a escutar a beleza divina de suas palavras de carinho, alentando-me a fazer o meu pedido.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Meu Senhor e meu Deus! continuei. Venho para Vos fazer um \u00fanico pedido. Venho com a alma cheia de s\u00faplica, implorar de Vossa miseric\u00f3rdia perd\u00e3o para os meus pecados. Se n\u00e3o sou um Sacerdote de acordo com o que deseja o Vosso cora\u00e7\u00e3o, perdoai-me, Senhor, e ensinai-me a viver como desejais.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E aquela mesma voz suave e terna, deixou-me a brandura deste consolo, enchendo-me de indiz\u00edvel como\u00e7\u00e3o e felicidade:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sim, meu filho. Teus pecados ser\u00e3o perdoados, na medida do teu arrependimento. Receber\u00e1s a gra\u00e7a deste arrependimento.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E, parando um instante, deixou que eu experimentasse daquela divina promessa. Por fim, voltou a falar.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Que mais desejas? Pede em nome de Jesus Cristo, de quem tu \u00e9s um representante!<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E pedi. Pedi aquilo que eu julgava imprescind\u00edvel para o equil\u00edbrio do mundo e para a subsist\u00eancia da sociedade. Pedi, animado para receber, em nome de Jesus Cristo, o meu Senhor e Mestre. Pedi assim:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00d3 Deus Onipotente, j\u00e1 que tenho a ventura de Vos poder falar, pe\u00e7o-Vos uma grande coisa. Suplico-Vos que n\u00e3o Vos esque\u00e7ais das m\u00e3es de todo o mundo. Das m\u00e3es que me pedem para rezar por elas. Das m\u00e3es que n\u00e3o sabem ser m\u00e3es. Das m\u00e3es que n\u00e3o cuidam de seus filhos. Das m\u00e3es que escandalizam os filhos. Das m\u00e3es que desrespeitam a maternidade. Das m\u00e3es que n\u00e3o s\u00e3o verdadeiras m\u00e3es. Das m\u00e3es&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ia eu assim entusiasmado, fazendo o meu grande e importante pedido a Deus, quando o anjo tocou no meu ombro, dizendo-me:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Deus tem outras coisas para resolver. J\u00e1 faz mais de um ano que est\u00e1s aqui, diante dele. Chegou a hora de regressares \u00e0 Terra. E, mesmo, Deus n\u00e3o poder\u00e1 atender a todos os seus pedidos sobre as m\u00e3es. O mais necess\u00e1rio seria que elas, l\u00e1 na Terra, empregassem os meios para conseguir a salva\u00e7\u00e3o. Mas, se n\u00e3o se convertem, se n\u00e3o procuram a Deus, n\u00e3o O podem encontrar. Bom seria se voltasse \u00e0 Terra e tratasse de prepar\u00e1-las com tuas prega\u00e7\u00f5es, para a grande miss\u00e3o da maternidade, para a sublime voca\u00e7\u00e3o de poder dar santos ao mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E puxando-me, de p\u00e9:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ergue-te, vamos, n\u00e3o v\u00eas que Deus n\u00e3o est\u00e1 mais aqui?<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Verdade, sim. Deus n\u00e3o estava mais ali. E eu a querer continuar falando, pedindo, insistindo. Puro ego\u00edsmo de minha parte. Aproveitando-me da oportunidade para querer tudo de uma s\u00f3 vez. Sim, Deus n\u00e3o estava mais ali e fiquei sem saber como Ele havia recebido este outro meu pedido.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Acompanhei o meu guia at\u00e9 o port\u00e3o de sa\u00edda do C\u00e9u e ali me despedi, perguntando-lhe:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Vir\u00e1s ainda buscar-me para visitar o Inferno?<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sim, foi esta ordem que recebi de Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Estremeci de susto.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E quando ser\u00e1?<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; BREVEMENTE! exclamou o mensageiro divino.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesta hora, despertei e sentei-me, imediatamente, na cama. Meu Deus, que teria sido isso? Um pesadelo? Um simples sonho? Um aviso de Deus?<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Enquanto me preparava para celebrar a Santa Missa, pensava, unicamente, na resposta do anjo, avisando-me de que, brevemente, levar-me-ia a visitar o Inferno.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E pedi, com toda a alma, a Deus que me livrasse deste outro sonho!&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rio: O C\u00e9u<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 dogma de f\u00e9 de nossa Santa Igreja que as almas dos justos que no instante da morte se acham livres de toda culpa e pena do pecado entrem no C\u00e9u. O C\u00e9u, ensina-nos a M\u00e3e Igreja, \u00e9 um lugar e estado de perfeita felicidade sobrenatural, a qual tem sua raz\u00e3o de ser na vis\u00e3o de Deus e no perfeito amor a Deus que dela resulta.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O cora\u00e7\u00e3o humano \u00e9 uma exig\u00eancia de felicidade e todos n\u00f3s temos uma nostalgia, uma saudade imensa do Para\u00edso perdido. Quantas vezes n\u00e3o sentimos uma saudade forte e n\u00e3o sabemos bem de qu\u00ea. \u00c9 do C\u00e9u, pois Deus nos criou para a Vida Eterna, para a Felicidade Eterna. A Sagrada Escritura registra a verdade sobre a imortalidade da alma (Salmo 48, 16; 72, 26; Daniel 12, 2; II Macabeus 6, 26; 7, 29.36). A B\u00edblia fala da ressurrei\u00e7\u00e3o em muitas passagens e condena a supersti\u00e7\u00e3o reencarnacionista, pois s\u00f3 temos essa vida aqui na Terra, vindo depois a Eternidade (Hebreus 9, 27).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O livro de Sabedoria nos descreve a felicidade e a paz das almas dos justos, que descansam nas m\u00e3os de Deus e vivem eternamente com Ele (Sabedoria 3, 1-9; 5, 15-16). Nosso Senhor representa a felicidade do C\u00e9u sob a imagem de um banquete de casamento (Mateus 25, 10; 22, 1ss; Lucas 14, 15ss) designado esta bem-aventuran\u00e7a de vida ou vida eterna (Mateus 19, 19; 25, 46; Jo\u00e3o 3, 15ss; 4, 14; 5, 24; 6, 35-39; 10, 28; 12, 25; 17, 2). A condi\u00e7\u00e3o para alcan\u00e7ar a vida eterna \u00e9 conhecer a Deus e a Cristo (Jo\u00e3o 17, 3). Aos puros de cora\u00e7\u00e3o, Cristo promete que ver\u00e3o a Deus (Mateus 5, 8).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nada na Terra pode ser comparado \u00e0 beleza e \u00e0 felicidade do C\u00e9u, embora a beleza e a felicidade aqui neste mundo, seja uma p\u00e1lida imagem da realidade do C\u00e9u. Leia-se as palavras do Ap\u00f3stolo S\u00e3o Paulo, que foi arrebatado at\u00e9 o C\u00e9u (I Cor\u00edntios 2, 9; II Cor\u00edntios 12, 4). Aos fi\u00e9is que perseverarem at\u00e9 o fim est\u00e1 garantida uma recompensa da vida eterna (Romanos 2, 7; 6, 22s) e uma gl\u00f3ria que n\u00e3o tem propor\u00e7\u00e3o com os sofrimentos deste mundo (Romanos 8, 18). Em lugar do conhecimento imperfeito de Deus que possu\u00edamos aqui nesta vida, ent\u00e3o veremos a Deus imediatamente (I Cor\u00edntios 13, 12; II Cor\u00edntios 5, 7).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Uma id\u00e9ia fundamental da teologia de S\u00e3o Jo\u00e3o \u00e9 que pela f\u00e9 em Jesus, Messias e Filho de Deus, consegue-se a vida eterna (Jo\u00e3o 3, 16.36; 20, 31; I Jo\u00e3o 5, 13). A vida eterna consiste na vis\u00e3o imediata de Deus (I Jo\u00e3o 3, 2). O livro do Apocalipse nos descreve a felicidade dos bem-aventurados que se acham na presen\u00e7a de Deus e do Cordeiro, isto \u00e9, Cristo glorificado. Todos os males f\u00edsicos desaparecer\u00e3o (Apocalipse 7, 9-17; 21, 3-7).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No C\u00e9u, os que permanecerem na f\u00e9 verdadeira, tamb\u00e9m ser\u00e3o extraordinariamente felizes, pois estar\u00e3o na companhia de Cristo (no tocante a Sua humanidade), da Virgem Sant\u00edssima, dos anjos, dos santos e voltar\u00e3o a reunir-se com os seres queridos, familiares e amigos, que tiveram durante a vida terrena e conhecerem as obras de Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Diz-nos, ainda, o dogma de nossa f\u00e9 cat\u00f3lica, que a felicidade do C\u00e9u dura por toda a eternidade. Nosso Senhor compara a recompensa pelas boas obras aos tesouros guardados no C\u00e9u, o que n\u00e3o se podem perder (Mateus 6, 20; Lucas 12, 33; 16, 9). Os justos, diz a Sagrada Escritura, ir\u00e3o para vida eterna (Mateus 25,46; 19,29; Romanos 2, 7; Jo\u00e3o 3, 15s). S\u00e3o Paulo fala da eterna bem-aventuran\u00e7a empregando a imagem de uma coroa incorrupt\u00edvel (I Cor\u00edntios 9, 25). S\u00e3o Pedro, nosso primeiro Papa, a chama de coroa imperec\u00edvel de gl\u00f3ria (I Pedro 5, 4).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O C\u00e9u \u00e9 o cumprimento de todos os desejos leg\u00edtimos e an\u00e1logos ao estado futuro do homem (Salmo 16, 15). Para o provar, bastam estes dois princ\u00edpios: primeiramente, o C\u00e9u \u00e9 o livramento completo do mal e o gozo completo da pura felicidade sem fim; em segundo lugar, o homem ser\u00e1, no C\u00e9u, verdadeiro homem, isto \u00e9, em corpo e alma. O C\u00e9u ser\u00e1 pois, a felicidade complet\u00edssima do corpo e da alma. Assim nos ensina a Santa M\u00e3e Igreja baseada na Sagrada Escritura, na tradi\u00e7\u00e3o e a nossa raz\u00e3o, o nosso cora\u00e7\u00e3o diz am\u00e9m! O C\u00e9u \u00e9 uma exig\u00eancia fundamental do cora\u00e7\u00e3o humano.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Eis, pois, a raz\u00e3o porque o homem deseja o C\u00e9u com todas as for\u00e7as do seu ser. Criado para a felicidade, gravita incessante e irrestivelmente para o seu fim, como a agulha tocada com o \u00edm\u00e3 para o p\u00f3lo, e como tudo na natureza para o seu centro. Desde o ber\u00e7o at\u00e9 o t\u00famulo, este ser abatido e desgra\u00e7ado busca a sua reabilita\u00e7\u00e3o e o livramento do mal; este rei destronado busca o seu trono; busca-o por toda a parte, lembrando-se do C\u00e9u. Lamentavelmente, o homem sem a estrela, a b\u00fassola que o conduz ao C\u00e9u, a Igreja Cat\u00f3lica, na sua procura de felicidade coloca-a onde ela n\u00e3o est\u00e1 e essa \u00e9 uma terr\u00edvel conseq\u00fc\u00eancia de sua degrada\u00e7\u00e3o. Dir-se-ia uma grande crian\u00e7a que, colocada na margem de sereno lago, v\u00ea de s\u00fabito no espelho das \u00e1guas a imagem da lua. Toma-a pelo pr\u00f3prio astro, e no seu erro, precipita-se no lago, e a imagem de despeda\u00e7a; e quanto mais se agita para a apanhar, menos a alcan\u00e7a. E o que resulta dos seus penosos esfor\u00e7os \u00e9 a fadiga, o desespero, a morte no meio das \u00e1guas. \u00c9 o homem a buscar a seus p\u00e9s o que est\u00e1 acima dele, perseguindo a sombra e n\u00e3o a realidade. Seu cora\u00e7\u00e3o deseja felicidade, o C\u00e9u, mas o homem sem a raz\u00e3o iluminada pela f\u00e9 segue o instinto e como pecador abra\u00e7a a sombra dos prazeres da carne e erra o alvo; ao inv\u00e9s do C\u00e9u e da liberdade, encontra o Inferno, a escravid\u00e3o. Di\u00e1cono Francisco Almeida Ara\u00fajo<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte:&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.universocatolico.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.universocatolico.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mesmo anjo que, na vez passada, me levou ao Purgat\u00f3rio, veio chamar-me para ir ao C\u00e9u. Ele me havia dito que, em qualquer noite, poderia voltar para me fazer gozar, ao menos em sonho, a presen\u00e7a de Deus Onipotente, na eterna bem-aventuran\u00e7a. Passei a semana a esperar pela surpresa agrad\u00e1vel. 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