{"id":148,"date":"2023-07-18T01:33:48","date_gmt":"2023-07-18T01:33:48","guid":{"rendered":"http:\/\/sinaisdostempos.org\/?p=148"},"modified":"2023-07-18T01:36:34","modified_gmt":"2023-07-18T01:36:34","slug":"maconaria-e-suas-conspiracoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinaisdostempos.org\/?p=148","title":{"rendered":"Ma\u00e7onaria e suas conspira\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p>O Segredo Ma\u00e7\u00f4nico, p\u00e1ginas 45-52<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu trabalho de subvers\u00e3o, a franco-ma\u00e7onaria responsabiliza-se por tr\u00eas tarefas que representam sucessivas etapas em dire\u00e7\u00e3o ao objetivo final.<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<strong>primeiro passo&nbsp;<\/strong>\u00e9 trabalhar no interior de suas lojas. A franco-ma\u00e7onaria gradualmente impregna seus iniciados dos princ\u00edpios e ideais ma\u00e7\u00f4nicos. \u00c9 mais uma sutil equival\u00eancia das t\u00e9cnicas de lavagem cerebral comunistas. Os irm\u00e3os formados dessa maneira compreendem grupos ativos na superf\u00edcie das lojas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Segundo&nbsp;<\/strong>, \u00e9 o trabalho de propaganda no mundo exterior. A franco-ma\u00e7onaria tem aperfei\u00e7oado uma muito efetiva t\u00e9cnica de propaganda oculta no mundo, de forma geral, que consiste em propagar e impor os ideais ma\u00e7\u00f4nicos al\u00e9m das lojas, sem revelar a fonte secreta de que essas correntes se originam. Como um dos oradores do Convento do Grande Oriente de 1922 expressou, &#8220;A ma\u00e7onaria deve ser sentida por toda parte, mas em nenhum lugar sua face deveria ser desvelada&#8221;. Isso consiste em disseminar a cren\u00e7a na natural, inevit\u00e1vel e irresist\u00edvel evolu\u00e7\u00e3o do progresso humano.<\/p>\n\n\n\n<p>O terceiro passo em dire\u00e7\u00e3o ao objetivo final est\u00e1 no campo da atividade pol\u00edtica. A propaganda ideol\u00f3gica, como descrita acima, corre em paralelo com a conspira\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, cujo objetivo \u00e9 tomar o poder e colocar franco-ma\u00e7ons em posi\u00e7\u00f5es de comando. Na medida do poss\u00edvel, o p\u00fablico n\u00e3o deve saber que eles s\u00e3o ma\u00e7ons.<\/p>\n\n\n\n<p>Todo esse vasto campo de atividade \u00e9 protegido por dois segredos: o segredo esot\u00e9rico no interior das lojas ma\u00e7\u00f4nicas; e a a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica secreta fora das lojas.<\/p>\n\n\n\n<p>Deixe-nos agora passar ao estudo da natureza do segredo esot\u00e9rico. No primeiro est\u00e1gio, novos membros s\u00e3o atra\u00eddos pelas generosas e&nbsp;<strong>humanit\u00e1rias profiss\u00f5es de f\u00e9&nbsp;<\/strong>da franco-ma\u00e7onaria, e tamb\u00e9m pelas promessas de influ\u00eancia e assist\u00eancia oculta.<\/p>\n\n\n\n<p>Os candidatos s\u00e3o cuidadosamente e perfeitamente escolhidos, examinados bastante tempo antes que eles estivessem mesmo pr\u00f3ximos. Quando eles s\u00e3o recebidos no interior da loja, eles s\u00e3o levados a prestar um juramento de segredo, que \u00e9 renovado toda vez que eles avan\u00e7am a graus mais altos. Nesse ponto come\u00e7a o segundo est\u00e1gio na forma\u00e7\u00e3o do candidato; t\u00e3o logo ele venha a se tornar um Ma\u00e7om, um processo de forma\u00e7\u00e3o doutrin\u00e1ria (ou lavagem cerebral) come\u00e7a, que continuar\u00e1 por toda sua vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Os enunciados do princ\u00edpio s\u00e3o escolher e expressar habilmente termos vagos, generosos e humanit\u00e1rios que podem ser interpretados de formas muito diferentes. Cautelosamente, e por f\u00e1ceis est\u00e1gios, um ne\u00f3fito aprende que esses termos t\u00eam um significado oculto, um significado mais alto, que ele n\u00e3o entender\u00e1 at\u00e9 que ele tenha experimentado inicia\u00e7\u00e3o mais distante. Nesse caminho, ele aprende, uma por uma, de uma sucess\u00e3o de significados ocultos, que a ele \u00e9 contado ser uma eleva\u00e7\u00e3o \u00e0 Luz, em que ele gradualmente se torna impregnado. Isso \u00e9 o prop\u00f3sito da sucess\u00e3o de diferentes graus; se o Ma\u00e7om \u00e9 receptivo, ele ascende na hierarquia Ma\u00e7\u00f4nica, e mesmo assim ele nunca em nenhum tempo sabe exatamente onde ele permanecer\u00e1 ali, nem quantos maiores graus ou pessoas controlam a organiza\u00e7\u00e3o. Como na organiza\u00e7\u00e3o secreta comunista, algu\u00e9m nunca est\u00e1 muito seguro se os degraus titulares correspondem ao real assento do poder.<\/p>\n\n\n\n<p>A franco-ma\u00e7onaria \u00e9, portanto, em uma l\u00f3gica, uma sucess\u00e3o de sociedades secretas superpostas umas nas outras, cujo modus operandi tem sido vagarosamente desnudado, pelo menos em amplo contorno, por uma s\u00e9rie de pacientes investigadores; todavia, ela continua desconhecida para o p\u00fablico geral e, de modo geral, continua a ser muito efetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Para justificar os enunciados acima, aqui est\u00e3o uns poucos textos ma\u00e7\u00f4nicos emanandos de altos dignat\u00e1rios na Ordem, que eles mesmos admitem serem iniciados em um alto n\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os Graus Azuis&#8221;, escreveu Albert Pike, &#8220;s\u00e3o apenas a recep\u00e7\u00e3o exterior ou p\u00f3rtico do Templo. Parte dos s\u00edmbolos est\u00e3o mostrados ali para o Iniciado, mas ele \u00e9 intencionalmente enganado por falsas interpreta\u00e7\u00f5es. N\u00e3o \u00e9 tencionado que ele venha a entend\u00ea-los; mas \u00e9 tencionado que ele venha a imaginar entend\u00ea-los. Sua verdadeira explica\u00e7\u00e3o \u00e9 reservada aos Adeptos, os Pr\u00edncipes da Ma\u00e7onaria. Todo o corpo da arte Real e Sacerdotal era escondido t\u00e3o cuidadosamente, desde s\u00e9culos, nos Altos Graus, como que fosse mesmo assim imposs\u00edvel resolver v\u00e1rios dos enigmas que eles cont\u00eam. \u00c9 bem suficiente para a massa daqueles chamados de Ma\u00e7ons, imaginar que tudo est\u00e1 contido nos Graus Azuis; e cujas tentativas de apontar o erro deles ser\u00e1 em v\u00e3o, e sem qualquer recompensa verdadeira por violar essas obriga\u00e7\u00f5es como um Adepto. A Ma\u00e7onaria \u00e9 a verdadeira Esfinge, enterrado at\u00e9 a cabe\u00e7a nas areias espalhadas em volta pelos tempos.&#8221; (A. Pike: Morals and Dogma, p. 819)<\/p>\n\n\n\n<p>O bem-conhecido Ma\u00e7om ingl\u00eas, Wilmshurst, diz a mesma coisa:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O m\u00e9todo em quest\u00e3o (da franco-ma\u00e7onaria) \u00e9 de inicia\u00e7\u00e3o; a conven\u00e7\u00e3o e a pr\u00e1tica \u00e9 aquela de alegoria e s\u00edmbolo, que \u00e9 de obriga\u00e7\u00e3o do franco-ma\u00e7om, se ele deseja compreender esse sistema, trabalhar para interpretar e p\u00f4r em interpreta\u00e7\u00e3o pessoal. Se ele falhar nisso, ele ainda fica- e o sistema deliberadamente tenciona que ele deveria-na escurid\u00e3o sobre os segredos e significados da Ordem real, embora anteriormente um membro dela.&#8221; (W. L. Wilmshurst : The Ma\u00e7\u00f4nico Initiation, 1957, PP- 4-5)<\/p>\n\n\n\n<p>E mais adiante ele diz:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00f3s professamos conceder a inicia\u00e7\u00e3o, mas poucos Ma\u00e7ons sabem o que a real inicia\u00e7\u00e3o envolve; muito poucos, algu\u00e9m suspeita, teriam o desejo, a coragem, ou a disposi\u00e7\u00e3o de fazer os necess\u00e1rios sacrif\u00edcios para realizar isso.&#8221; ( W. L. Wilmshurst, ibid., p. 17)<\/p>\n\n\n\n<p>Por seu lado, Irm\u00e3o Oswald Wirth, t\u00e3o elogiado por Mellor, nos conta que:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Quando a franco-ma\u00e7onaria, ou por essa mat\u00e9ria qualquer outra confraria baseada na inicia\u00e7\u00e3o, orgulha-se de sua impenetr\u00e1vel manta de segredo, n\u00e3o \u00e9 um caso do transfer\u00edvel, mas do intelig\u00edvel conte\u00fado dos mist\u00e9rios. Algu\u00e9m pode divulgar apenas a carta morta, n\u00e3o o esp\u00edrito, que de seu pr\u00f3prio consentimento revela-se \u00e0queles que s\u00e3o privilegiados em entender.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 um assunto s\u00e9rio pedir a Inicia\u00e7\u00e3o, para algu\u00e9m que tem que assinar um pacto. Concordado, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma assinatura externa, formal, vis\u00edvel; n\u00e3o pode ser comparada com assinar um nome com sangue, por ser puramente moral e imaterial, demanda que a alma do homem seja verdadeiramente comprometida no ato. N\u00e3o \u00e9, portanto, como dirigir uma barganha com o Dem\u00f4nio, em que aquele Mau permite que ele mesmo seja enganado; \u00e9 um acordo seriamente interiorizado em ambos os lados, e n\u00e3o h\u00e1 escapat\u00f3ria dessas cl\u00e1usulas. Os iniciados de fato fecham um pacto dentro de certas obriga\u00e7\u00f5es dirigidas aos disc\u00edpulos assim admitidas aos seus ensinos, j\u00e1 que o pr\u00f3prio disc\u00edpulo est\u00e1, por aquele absoluto fato, indissoluvelmente amarrado aos seus mestres. . . .<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Note que os guias nunca s\u00e3o vistos e n\u00e3o empurram a si mesmos adiante. . . .<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Nos fundamentos de qualquer real inicia\u00e7\u00e3o h\u00e1 certos obriga\u00e7\u00f5es contra\u00eddas. Tome cuidado ent\u00e3o de bater na porta do Templo se voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 resolvido a se tornar um novo homem. . . .<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Tudo n\u00e3o seria nada mais do que uma armadilha e uma desilus\u00e3o, se voc\u00ea n\u00e3o pedisse para ser iniciado livre de toda obriga\u00e7\u00e3o, sem pagar com sua alma para sua entrada na fraternal comunh\u00e3o com os pedreiros desse grande edif\u00edcio humanit\u00e1rio, cujo desenho tem sido tra\u00e7ado pelo Grande Arquiteto do Universo. . . .&#8221; (O. Wirth: L&#8217;Id\u00e9al Initiatique, pp. 10-11)<\/p>\n\n\n\n<p>Desta forma, h\u00e1 uma teologia secreta na franco-ma\u00e7onaria, para usar a aguda express\u00e3o de Rabbi Benamozegh, em seu livro Israel et l&#8217;Humanit\u00e9 e, nesse contexto, ele est\u00e1 em total concord\u00e2ncia com os escritos Ma\u00e7\u00f4nicos dos quais n\u00f3s citamos, se Franc\u00eas, como Oswald Wirth, Ingl\u00eas, como Wilmshurst, ou Americano, como Albert Pike; se &#8220;regular&#8221; ou &#8220;irregular&#8221;, para usar os termos do Sr. Mellor.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o vem o segundo est\u00e1gio nas atividades secretas da Ma\u00e7onaria-atividade secreta do lado de fora das lojas-que consiste em expandir e implantar por todo o mundo os ideais filos\u00f3ficos da franco-ma\u00e7onaria sob uma cobertura comum de&nbsp;<strong>humanitarismo&nbsp;<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse trabalho \u00e9 consumado por infiltra\u00e7\u00e3o secreta e a circula\u00e7\u00e3o secreta de ideais, por meios de uma t\u00e9cnica admiravelmente descrita para n\u00f3s pelo Franco-ma\u00e7om Regis, quando falava no Convento do Grande Oriente em 1928:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Sob a influ\u00eancia do Grande Oriente, e na tranquilidade e sil\u00eancio de nossos Templos, n\u00f3s dever\u00edamos estudar todas as mais importantes quest\u00f5es que afetam a vida de comunidades, da Na\u00e7\u00e3o e da humanidade em geral. Nossos Irm\u00e3os estar\u00e3o perfeitamente bem informados; eles deixar\u00e3o o Templo bem instru\u00eddos, totalmente equipados para a batalha adiante. Eles nos abandonar\u00e3o seus aventais e suas ins\u00edgnias exteriores da Ma\u00e7onaria; eles afundar\u00e3o na cidade da mesma forma que cidad\u00e3os comuns, mas cada um estar\u00e1 perfeitamente impregnado de nossa vis\u00e3o de mundo, e cada um, em seu circulo profano, em seu partido ou sua uni\u00e3o, agir\u00e1 de acordo com sua consci\u00eancia, j\u00e1 que, eu repito, ele estar\u00e1 saturado pelo ensinamento que ele tem recebido.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O resultado ser\u00e1 rico, n\u00e3o porque \u00e9 oculto, mas porque a influ\u00eancia da Ma\u00e7onaria gradualmente penetrar\u00e1 em todo lugar; para a confus\u00e3o do mundo profano, o mesmo esp\u00edrito e a mesma unidade de a\u00e7\u00e3o for\u00e7ar\u00e3o seus caminhos adiante, e, como em um bem constru\u00eddo silogismo, uma certa conclus\u00e3o produzindo inevit\u00e1veis consequ\u00eancias gradualmente emergir\u00e1 e ir\u00e1 se impor em seu ambiente profano.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Sobre e acima de todas nossas outras lealdades, um poder n\u00e3o pode negar que nos governa; esse poder \u00e9 o poder espiritual chamado franco-ma\u00e7onaria.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;E por que n\u00e3o seguir esses orgulhosos pensamentos para sua conclus\u00e3o l\u00f3gica? Porque n\u00f3s sabemos mais, porque n\u00f3s trabalhamos adiante em linhas mais profundas que a massa daqueles que pertencem a grupos profanos, e \u00e9 quase inevit\u00e1vel que n\u00f3s venhamos a tomar o seu comando. Deixem-nos esconder nossa luz sob um bushel; para uma grande extens\u00e3o sem precedente, e desta forma muitos corpos profanos fiquem sem problema de receber uma infus\u00e3o de nosso quente, sangue vivo. Eu estou perfeitamente bem ciente que n\u00f3s, discretamente, formamos a elite em todos os grandes partidos sociais sociais e pol\u00edticos, e que desta forma n\u00f3s estamos seguros de estarmos aptos a controlar sua pol\u00edtica. \u00c9 nossa obriga\u00e7\u00e3o-Eu repito, nossa obriga\u00e7\u00e3o-ter certeza que n\u00f3s controlamos os pol\u00edticos que s\u00e3o eleitos, que n\u00f3s corrijamos seus erros, e mostremos a eles seus enganos, e os repreendamos pelo que eles t\u00eam falhado em fazer. Em uma palavra, a franco-ma\u00e7onaria deveria ser a `consci\u00eancia do pol\u00edtico&#8217;.&#8221; (Irm\u00e3o Regis, Convento do Grande Oriente 1928, p. 256)<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, n\u00f3s chegamos ao terceiro est\u00e1gio do trabalho da Ma\u00e7onaria, que \u00e9 sua interven\u00e7\u00e3o direta na pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>Isto \u00e9 como Le\u00e3o XIII descreveu-a em sua Enc\u00edclica de 19 de Mar\u00e7o de 1902:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A franco-ma\u00e7onaria \u00e9 a permanente personifica\u00e7\u00e3o da Revolu\u00e7\u00e3o; ela constitui um tipo de sociedade em reverso cujo objetivo \u00e9 exercitar uma soberania oculta sobre a sociedade como n\u00f3s sabemos, e cuja \u00fanica raison d&#8217;\u00e9tre consiste em travar guerra contra Deus e Sua Igreja&#8221;. (Enc\u00edclica: No 25\u00ba Ano de Nosso Pontificado)<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 instrutivo, nesse contexto, comparar a conclus\u00e3o do famoso Papa com as seguintes passagens do igualmente renomado franco-ma\u00e7om, Oswald Wirth:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A causa da franco-ma\u00e7onaria se tornou identificada com a causa da Rep\u00fablica, e se campanhas eleitorais \u00e0s vezes absorveram tantas vezes os assuntos das lojas, a raz\u00e3o \u00e9 que todos os amigos do progresso, procurando dar um golpe final nos cl\u00e9rigo e reacion\u00e1rios, ridicularizados juntos sob o estandarte da Ma\u00e7onaria.&#8221; (O. Wirth : Le Livre de l&#8217;Apprenti, p. 80)<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se nesses momentos de agonia civil, as lojas tinham se limitado ao que n\u00f3s podemos chamar de sua ocupa\u00e7\u00e3o normal em tempo de paz, elas teriam falhado em sua mais sagrada obriga\u00e7\u00e3o, pois elas teriam recusado defender a heran\u00e7a das liberdades conquistadas pelos nossos valiosos ancestrais. \u00c9 para sua honra que elas t\u00eam quebrado suas regras, lan\u00e7ando-se com toda pressa na arena pol\u00edtica. Elas formaram-se no interior de comit\u00eas eleitorais para salvar a Rep\u00fablica, esquecendo momentaneamente a&nbsp;<strong>alta filosofia humanit\u00e1ria&nbsp;<\/strong>cujo culto \u00e9 o alvo b\u00e1sico da franco-ma\u00e7onaria.&#8221; (O. Wirth : L&#8217;Id\u00e9al Initiatique, p. 82)<\/p>\n\n\n\n<p>A franco-ma\u00e7onaria tem tomado as r\u00e9deas da pol\u00edtica internacional, e especialmente em todos os movimentos revolucion\u00e1rios que t\u00eam sacudido a Europa e o mundo desde 1789: em 1830, 1848, e 1871 na Fran\u00e7a; em 1848 e 1917 em outro lugar na Europa, para mencionar apenas os mais importantes exemplos. A franco-ma\u00e7onaria gaba-se de ter sido tanto a inspira\u00e7\u00e3o e a secreta governadora da Terceira Rep\u00fablica na Fran\u00e7a (1870-1939), e \u00e9 a franco-ma\u00e7onaria que tem estado na vanguarda da luta contra a Igreja Cat\u00f3lica na Fran\u00e7a, It\u00e1lia, Espanha, Portugal e \u00c1ustria-ou, em uma palavra, todo lugar por onde a Igreja fosse a religi\u00e3o do pa\u00eds. N\u00f3s n\u00e3o nos propomos a reescrever essa hist\u00f3ria aqui, nem mesmo a resumir as atividades pol\u00edticas da franco-ma\u00e7onaria; n\u00f3s somente mencionamos isso para lembrar ao leitor que esse \u00e9 um fator que deve ser levado em conta. (Para um completo estudo dessa quest\u00e3o, veja Leon de Poncins : The Secret Powers behind Revolution.)<\/p>\n\n\n\n<p>Mas um ponto que n\u00f3s devemos enfatizar nesse contexto \u00e9 o segredo cercando todas essas atividades.<\/p>\n\n\n\n<p>A franco-ma\u00e7onaria praticamente nunca \u00e9 mencionada na Imprensa; livros de hist\u00f3ria silenciam-se a respeito do poder e influ\u00eancia da Ordem, e os governos e parlamentos nunca ousam debater um tal perigoso assunto. Reportagens de encontros ma\u00e7\u00f4nicos e congressos n\u00e3o est\u00e3o dispon\u00edveis ao p\u00fablico; revistas e publica\u00e7\u00f5es ma\u00e7\u00f4nicas n\u00e3o s\u00e3o colocadas na Biblioth\u00e9que Nationale ou no British Museum, embora a lei do pa\u00eds demande isso.<\/p>\n\n\n\n<p>Em geral, n\u00f3s podemos dizer que a franco-ma\u00e7onaria tem se sucedido em dirigir suas atividades pol\u00edticas em segredo. Mas nenhum segredo pode ser guardado indefinidamente, e quase sempre \u00e9 poss\u00edvel descobrir as origens ma\u00e7\u00f4nicas de uma decis\u00e3o pol\u00edtica, assim e assado-s\u00f3 por aquele tempo que \u00e9 geralmente t\u00e3o tarde para escond\u00ea-lo. N\u00f3s escolhemos os seguintes exemplos de hist\u00f3ria para ilustrar esse ponto:<\/p>\n\n\n\n<p>O tratado de paz de 1918 foi diretamente inspirado pela Ma\u00e7onaria. Suas cl\u00e1usulas foram trabalhadas em uma grande confer\u00eancia internacional ma\u00e7\u00f4nica que tomou lugar em 28, 29 e 30 de Junho de 1917, no quartel general do Grande Oriente da Fran\u00e7a na Rue Cadet, Paris. Essa confer\u00eancia foi cuidada por representantes das principais lojas de pa\u00edses aliados e neutros-It\u00e1lia, Su\u00ed\u00e7a, B\u00e9lgica, S\u00e9rvia, Espanha, Portugal, Argentina, Brasil, Estados Unidos (de onde duas lojas em Arkansas e Ohio, n\u00e3o representadas, enviaram cordiais sauda\u00e7\u00f5es) e assim por diante; somente a Grande Loja da Inglaterra n\u00e3o esteve representada. Em 1936, as minutas completas desse encontro vieram \u00e0 tona e foram publicadas em sua integridade, acompanhadas por um detalhado coment\u00e1rio, em Leon de Poncin&#8217;s : La Soci\u00e9t\u00e9 des Nations-Super-Etat Mgonnique, em que todas as informa\u00e7\u00f5es e documentos nos seguintes par\u00e1grafos foram conseguidos.<\/p>\n\n\n\n<p>As prepara\u00e7\u00f5es para o Congresso em Junho foram postas em m\u00e3o no come\u00e7o de Janeiro de 1917, como as minutas do subseq\u00fcente encontro relatam:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Enviando a voc\u00ea o sum\u00e1rio de minutas da Confer\u00eancia Ma\u00e7\u00f4nica das Jurisdi\u00e7\u00f5es das Na\u00e7\u00f5es Aliadas, que foi preparado em Paris em 14 e 15 de Janeiro de 1917, assim como as resolu\u00e7\u00f5es e o manifesto a\u00ed adotado, \u00e9 nosso privil\u00e9gio informar a voc\u00ea que esse Congresso decidiu organizar um Congresso Ma\u00e7\u00f4nico no Grande Oriente da Fran\u00e7a, em Paris, nos pr\u00f3ximos dias 28, 29 e 30 de Junho.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O objeto desse Congresso ser\u00e1 investigar os meios de elaborar a Constitui\u00e7\u00e3o da Liga das Na\u00e7\u00f5es, assim como prevenir a repeti\u00e7\u00e3o de uma cat\u00e1strofe similar para uma presente c\u00f3lera que tem precipitado o mundo civilizado em lamenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Foi opini\u00e3o dessa confer\u00eancia que esse programa n\u00e3o pode ser discutido somente pela franco-ma\u00e7onaria das Na\u00e7\u00f5es Aliadas, e que isso \u00e9 uma mat\u00e9ria tamb\u00e9m para os corpos ma\u00e7\u00f4nicos das na\u00e7\u00f5es neutras para trazer qual luz o eles possam ter para a discuss\u00e3o de um problema t\u00e3o grave. . . .<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 responsabilidade da franco-ma\u00e7onaria na conclus\u00e3o do drama de agora estar representada para fazer sua grande e&nbsp;<strong>humanit\u00e1ria&nbsp;<\/strong>voz ser escutada, e guiar as na\u00e7\u00f5es em dire\u00e7\u00e3o a uma organiza\u00e7\u00e3o geral, que se tornar\u00e1 sua salvaguarda. Seria faltar com sua obriga\u00e7\u00e3o, e falso para seus grandes princ\u00edpios, manter isso em sil\u00eancio. . . .<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 claramente compreens\u00edvel que o Congresso Ma\u00e7\u00f4nico se confinar\u00e1 inteiramente no campo humanit\u00e1rio, e que, em conformidade com as Constitui\u00e7\u00f5es Ma\u00e7\u00f4nicas, n\u00e3o tocar\u00e1 em qualquer quest\u00e3o de natureza pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00f3s estar\u00edamos muito gratos em receber de voc\u00ea a garantia de seu apoio com o m\u00ednimo atraso poss\u00edvel. . . .&#8221; (Leon de Poncins; La Soci\u00e9t\u00e9 des Nations, pp. 65-67)<\/p>\n\n\n\n<p>(Os grifos s\u00e3o nosso)<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte:&nbsp;<a href=\"http:\/\/reconquest.blogspot.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/reconquest.blogspot.com\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Segredo Ma\u00e7\u00f4nico, p\u00e1ginas 45-52 Em seu trabalho de subvers\u00e3o, a franco-ma\u00e7onaria responsabiliza-se por tr\u00eas tarefas que representam sucessivas etapas em dire\u00e7\u00e3o ao objetivo final. O&nbsp;primeiro passo&nbsp;\u00e9 trabalhar no interior de suas lojas. A franco-ma\u00e7onaria gradualmente impregna seus iniciados dos princ\u00edpios e ideais ma\u00e7\u00f4nicos. \u00c9 mais uma sutil equival\u00eancia das t\u00e9cnicas de lavagem cerebral comunistas. 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