Categoria: Testemunhos

  • São Luiz Bertrand (Beltrão) 1581 – exemplo de humildade

    Dia do Santo: 11 de Outubro

    São Luiz Bertrand (Beltrão) †1581

    Tinha dons como ler as consciências e predizer coisas futuras, disse a um pastor em que viu passando com rebanho: “Meu amigo, sei que o estado de sua alma não é bom, há três anos que já não faz boa confissão. Se tem amor a sua alma não deixe de confessar o quanto antes, porque a morte esta a sua espera.” O pastor morreu três dias depois.

    Como de uma serpente, fugia do elogio. Repreensões, censuras e criticas a seu respeito, ouvia com toda calma, para depois dizer: “O que os senhores de mim afirmam, é a pura verdade. Melhor do que eu me conhecem.”

    Certa vez alguém fez referencias elogiosas a Luiz, por causa dos milagres que fazia. “Pensa o Senhor, respondeu-lhe o Santo, que fazer milagre é sinal de santidade? Fique certo que não é nada menos que isso, mas única e exclusivamente efeito da fé. Poder incomparavelmente maior recebeu Lúcifer e perdeu-se”.

    “Outros são muito mais perfeitos que eu, receberam. Lúcifer e Judas, com muitos outros, foram condenados. Quem me dirá que não me possa acontecer a mesma coisa ? O miséria das misérias ! Viver nesta incerteza terrível e não sentir temor !”

    “A morte já está a porta e o reino dos céus padece força”

    “Senhor, queimai, cortai, enquanto eu tiver vida, conquanto que useis comigo de misericórdia na eternidade.”
    (Santo Agostinho)

  • São Nicolau de Tolentino – protetor das almas do purgatório

    Dia do Santo: 10 de Setembro

    Pertenceu à Ordem dos Eremitas de Agostinho e passou a maior parte da vida num convento, praticando austeridades difíceis de imaginar em nossos tempos. Admirável era o espírito de mortificação. Durante trinta anos se absteve por completo de comer carne. Só comia por ordem medica e ainda assim pediria que retirasse tal ordem porque se restabeleceria também sem se alimentar de carne, e assim aconteceu. Fazia Jejuns constantes e rigorosos. O chão ou táboas era seu descanso. Mil outras maneiras inventava para castigar o corpo.

    Cumprir a vontade dos outros era-lhe o maior prazer, pois assim lhe dava ocasião de mortificar a sua. Um zelo extraordinário pela salvação das almas ardia-lhe no coração. Muitos Milagres Deus Nosso Senhor fez pelas mãos do seu servo, em proveito dos pobres e doentes.

    Foi um grande apóstolo pregador e confessor. Quarenta anos após sua morte, viram que seu corpo estava totalmente intacto.

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    A vontade é a faculdade mestra de todas as faculdades, regular a vontade é regular o homem todo. Para que não sejamos escravos de faculdades inferiores sensíveis e paixões, que acabam cegando o homem devemos portanto purificar e mortificar nossa vontade e submetê-la a algo superior no caso a caridade para com o próximo como fez São Nicolau Tolentino.

    “O sacrifício mais agradável a Deus é o sacrifício da vontade!” (Padre Pio de Pietrelcina)

  • Santa Rosa de Viterbo – pregava às multidões ainda jovem

    Dia da Santa: 06 de março

    Não cabe à pedra escolher o lugar que deve ocupar no edifício. Assim também não cabe a nós, criaturas, ditar ao Criador o que deve acontecer em nossa vida, pois Deus é quem sabe e dispõe com sabedoria própria.

    Santa Rosa de Viterbo é exemplo de vida consagrada a Deus desde criança a fim de manifestar, com milagres e prodígios, a glória do Senhor. Ela é uma santa de extraordinária precocidade.

    Rosa nasceu na cidade de Viterbo, em 1233, de família pobre e humilde; a virtude de Deus tomou conta dela desde criança. Conta-se que tinha apenas três anos, quando Deus se serviu dela para dar de volta a vida a uma tia aparentemente morta. Com sete anos de idade, foi acometida de uma grave enfermidade. O desenlace parecia iminente, quando se lhe apresentou Nossa Senhora que lhe restituiu a saúde e inspirou sentimentos de total consagração a Deus, conforme o espírito de São Francisco de Assis. Desde então, andou vestida com o hábito franciscano aguardando a idade para poder ingressar na Ordem de Santa Clara de Assis.

    No mesmo tempo, deu-se uma infiltração de hereges, chamados cátaros, que rejeitavam toda autoridade religiosa. Frederico II, imperador da Alemanha, despótico, prepotente, protetor dos hereges, excomungado pelo Papa Gregório IX, tinha vários adeptos e partidários na cidade de Viterbo, que vivia dias de agitação.

    Sob a inspiração de Deus, Rosa, menina de doze anos, tomou parte ativa contra as maquinações do imperador e contra os hereges. Ela andava pelas ruas da cidade com seu hábito franciscano, pregando a fidelidade ao papa, contra o imperador. Carregava nas mãos uma imagem de Jesus e de Nossa Senhora, convidando o povo à oração e à penitência dos pecados. Subia sobre um montão de pedras ou nos degraus das praças a fim de ser vista e, com sua voz débil, mas incisiva, cativava o povo que acorria numeroso. Deus dava força, coragem à pe­quena missionária e lhe corroborava a palavra com numerosos milagres.

    Os partidários do imperador muito se importunaram com esta menina tão atrevida e tudo fizeram para bani-la da cidade, até que conseguiram. Mesmo exilada, continuou sua cruzada de resistência ao imperador e aos hereges até que teve a percepção profética da morte de Frederico II, dois dias antes que chegasse a notícia oficial. Então voltou para Viterbo, sendo acolhida triunfalmente pelo povo.

    Atingindo os dezesseis anos, pediu sua admissão entre as clarissas, mas as irmãs recusaram aceitá-la. Esta, contudo, predisse que a aceitariam após sua morte. Assim se verificou. Rosa faleceu com dezoito anos, em 1253. Seu corpo, por vontade do Papa Alexandre IV que se encontrava em Viterbo, foi enterrado na igreja das Irmãs Franciscanas de Santa Clara.

    Duas festas são celebradas cada ano, em Viterbo, em honra da santa e com festejos folclóricos. Há vários séculos é levada em pro­cissão uma artística torre representando em suas facetas os principais fatos e milagres desta santa tão extraordinária.

    Fonte: www.filhosdapaixao.org.br

  • Santa Catarina de Gênova (1447 – 1510)

    Dia sa Santa: 15 de Setembro

    Teve desejo de ser religiosa aos 13 anos, depois casada ainda jovem, não teve um bom marido, enfastiada dos prazeres do mundo resolveu abandona-lo e procurou conselho de uma irmã freira que esta a aconselhou a procurar um sacerdote para confissão.

    Não foi sem grande sacrifício que Catarina se decidiu a ajoelhar-se aos pés do sacerdote. Mal, porém, se achava no confessionário, quando uma luz divina a iluminou de tal maneira que, no reconhecimento da bondade de Deus da própria culpa, caiu por terra suplicando a Deus

    Voltou para casa com propósito de preparar-se para uma boa confissão geral. Uma dor tão forte dos pecados apoderou-se-lhe da alma, que receou seriamente não mais poder resistir. Parecia-lhe ver Jesus em frente, levando a pesada cruz, derramando copioso sangue e dizer-lhe: “Eis meu sangue derramado por ti e pela extinção dos teus pecados”.

    Jesus revela a Santa Catarina de Genova, o Purgatório e o Inferno.
    Através do Divino fogo com a qual foi purificada na vida mortal, ela pode entender o estado das almas do Purgatório. Jesus lhe disse: “A alma é como ouro, deve ser purificada no fogo”.

    Revelou a ela que como o sol não pode penetrar em uma superfície coberta, assim e ao mesmo modo, também a chama do seu amor não pode penetrar nas almas que colocam a resistência a receber o seu Amor Purificador, porque Ele respeita a liberdade dos homens.

    A alma que não deseja ser purificada na vida terrena e não encontra prazer na purificação, deverá sofrer uma purificação mais forte no Purgatório. Porque aqui na terra encontra complacência e consolação no Senhor.

    “Ó meu Deus, para fugir de um pecado, ainda que leve, eu me jogaria, se fosse preciso, em um abismo todo em chamas, aí permanecendo por toda a eternidade, ainda que, cometendo pudesse sair imediatamente”.
    (Santa Catarina de Gênova)

    Fonte:
    www.filhosdapaixao.org.br
    Na luz Perpétua, 2ª.  ed., Pe. João Batista Lehmann, Editora Lar Católico – Juiz de Fora – Minas  Gerais,  1935

    Mais informações:
    A santa que escreveu um tratado sobre o Purgatório

  • São Tarásio (séc. VIII)

    Dia do Santo: 25 de Fevereiro

    São Tarásio, natural de Constatinopla, foi um dos Patriarcas mas célebres da Igreja oriental. O pai, nobre patrício e bom cristão, teve todo empenho em proporcionar-lhe uma boa educação. O filho satisfez perfeitamente aos desejos e esperanças do progenitor, tanto que, uma vez conhecido na sociedade, era objeto da admiração de todos, por causa do seu saber e belo caráter.

    Convidado pelo imperador Constantino V e sua esposa Irene, ocupou o cargo de cônsul e mais tarde de secretário do Estado. Os atrativos do mundo, o brilho de posições elevadas não conseguiram entretanto, ofuscar-lhe a vista. A vida na corte, tão cheia de seduções e escolhos (obstáculos) para a virtude, em nada lhe modificou os sentimentos de piedade e a sobriedade de seu caráter. A todos e em todas as emergências, dava o exemplo de cristão reto.

    Havia no Oriente uma seita, que combatia o culto das imagens, chamada a dos iconoclastas. Paulo III, Patriarca de Constantinopla embora merecedor dos maiores elogios, como Prelado virtuosíssimo e caridoso que era, teve a fraqueza de não se opor à perniciosa seita, com a energia que as circunstâncias exigiam, tanto que a opinião de muitos católicos o acoimava como fator da mesma. Uma doença grave, que Deus lhe mandou, abriu-lhe os olhos. Muito arrependido do erro que cometera, renunciou o cargo e retirou-se para a solidão, a fim de fazer penitência. Tão firme ficou nesses propósitos, que amigos íntimos não o puderam demover do intento. Uma visita da própria imperatriz Irene, (esposa de Leão IV) e suas insistências para que voltasse ao cargo, não tiveram melhor resultado.

    Paulo tomou o hábito de monge e propôs Tarásio para seu sucessor. A indicação não podia ser mais acertada, apesar de Tarásio se opor com toda a força. Uma das condições principais, sob quais Tarásio tinha aceito o cargo de Patriarca, fora a convocação  de um Concílio, que decidisse a questão das imagens. O Concílio realizou-se em Nicéia, na Bitínia, e o resultado foi anatematização da heresia dos iconoclastas.

    Tarásio, na compreensão nítida da alta missão de Bispo e Patriarca praticou as virtudes cristãs, procurando ao mesmo tempo implantá-las na alma do povo. A todos dava o exemplo da caridade prática, convidando a pobreza  para com ele partilhar as refeições em palácio. Esta praxe não teve a aprovação de todos, e houve quem o censurasse por isso, querendo fazer-lhe ver que a caridade assim compreendida e efetuada, não conduzia com a dignidade que representava, como Patriarca. “Minha ambição única, respondia Tarásio, é imitar Nosso Senhor Jesus Cristo, que viveu para servir aos outros e não para ser servido”

    Quatorze anos depois da morte de Tarásio, o imperador Leão, amigo dos iconoclastas, viu em sonhos o falecido Patriarca que lhe lançava olhares ameaçadores, dando a um tal Miguel ordem para que o matasse. Em vão procurou Leão descobrir esse Miguel. Seis dias depois foi assassinado por Miguel, o Gago, que se apoderou do trono imperial.

    Fonte: Na luz Perpétua, 2ª.  ed., Pe. João Batista Lehmann, Editora Lar Católico – Juiz de Fora – Minas  Gerais,  1935.

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    Comentário do Livro:

    Veneramos as imagens, por serem representações de pessoas que amamos e veneramos. Venerando uma imagem sacra, mostramos:

    1º) o nosso afeto à pessoa por ela representada, como temos amor ao retrato de pessoas queridas;

    2º) reanimamo-nos na fé e na imitação das virtudes dos Santos;

    3º) excitamos a nossa devoção e o nosso amor a Deus e aos seus santos Servos.

  • São Bonifácio de Roma – séc. III

    Dia do santo 14 Maio

    Bonifácio tinha vivido em relações ilícitas com Aglaé, sua chefa, mulher rica e de nobre descendência.
    Aglaé sentiu depois de muitos anos de má vida sentiu a necessidade da graça divina, recomendou a Bonifácio que fosse buscar relíquias de mártires no Oriente, para assim ajudar na salvação.

    Bonifácio disse a Aglaé: “Se for possível obter dar-te-ei. Mas, se em vez das relíquias de outros, te trouxeste meu corpo, como corpo de mártir quererias recebê-lo?”
    Bonifácio que tinha qualidade de hospitaleiro e dava grandes esmolas para os pobres.
    Ao chegar em Tarso e vendo mártires sendo torturados abraçou-os com caridade e exclamou: “Grande é o Deus dos Cristãos; Grande é o Deus dos mártires. Peço-vos servos de Cristo, que me alcanceis a mesma coragem para que eu possa vencer o demônio e ter parte na vossa glória” e continuou a exorta-los.

    O juiz tendo noticia do procedimento de Bonifácio, mandou-lhe chamar a sua presença e o intimou a queimar incenso aos deuses. Bonifácio disse: “Já sabes que sou Cristão e aos demônios e ídolos não presto homenagem, faze o que entenderes, aqui está o meu corpo”.

    Segui-se então a um martírio horroroso. Que deixaram alguns dos ossos de Bonifácio expostos. O juiz continuando a intimar Bonifácio a sacrificar aos deuses. Bonifácio respondeu lhe novamente. E em seguida pediu auxilio a Jesus e pediu aos outros mártires: “peço-vos servos de Jesus Cristo, que rogueis por mim”.
    Os mártires responderam: “Nosso Senhor Jesus Cristo mande seu anjo e livre-te das mãos deste ímpio juiz.” Levantou-se um grande tumulto e a muitos começaram a falar: “Grande é o Deus dos cristãos e dos mártires. Cristo filho de Deus salvai-nos! Em vós refugiamos! Morram os deuses dos pagãos.” O povo destruiu o altar pagão e atirou pedra contra o juiz e seus algozes que fugiram.
    Simplicio tornou a citar Bonifácio e condenou a o azeite fervente, Bonifácio fez o sinal da cruz e no mesmo momento um anjo desceu do céu e frustrou a obra do ímpio, tomado de susto Simplicio deu a ordem para que Bonifácio fosse executado pela espada e assim aconteceu.

    Fonte: Na luz Perpétua, 2ª.  ed., Pe. João Batista Lehmann, Editora Lar Católico – Juiz de Fora – Minas  Gerais,  1935.

  • Santa Eulália de Mérida (304)

    10 de Dezembro

    Filha de pais ilustres da Espanha, tendo apenas doze anos de idade deu provas de coragem admirável na defesa da honra do divino Esposo. Quando em 304 o imperador Maximiano incitou perseguição cruel aos cristãos, o coração de Eulália foi tomado de ardente desejo de oferecer a Jesus o sacrifício da vida. Para não expor a filha ao perigo, seus pais a mudaram para longe da cidade.
    Nesse ano ainda aos doze anos, o amor de Deus e o desejo de martírio eram tão fortes na alma da donzela que iludindo a vigilância dos parentes e se aproveitando do silencio da noite fez a viagem para chegar à cidade. Se dirigindo ao palácio do juiz (eles julgavam os cristãos) insultou-o energicamente por causa da idolatria. O Pretor, pasmo de ver tamanha coragem em uma jovem de tão pouca idade, entregou-a aos soldados para ser castigada. Depois foi torturada com ferros em brasa e exclamou: “Agora meu Jesus, vejo em meu corpo os traços da vossa Sagrada Paixão” e foi queimada e viram sua alma em forma de pomba subir ao céu.

    Fonte: Na luz Perpétua, Pe. João Batista Lehmann, 2ª.  ed., Editora Lar Católico – Juiz de Fora – Minas  Gerais,  1935.

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    Comentário do site:

    Podemos não ser mártires, mas quando vamos enfrentar aquele medo que nós temos que impede de vivermos plenamente o evangelho? Quantas regras poderosas mundanas nos deixa parado em casa e impede de nos arriscarmos ?

  • Santa Maria do Egito – Ano 304

    Dia da Santa: 2 de Abril

    Maria teria começado a sua vida no Egito, era linda e teria sido uma prostituta com 17 anos de idade e era cínica e totalmente desencantada da vida e detestava o dinheiro. Na verdade ela não amava a nada. Um dia ela, por curiosidade e para continuar a saciar suas paixões mundanas se uniu a um grupo de peregrinos para conhecer Jerusalém. Também os acompanhou a visita ao santuário por mera curiosidade. Tendo chegado à porta da Igreja, Maria viu-se levada pelas gentes que iam encher o santuário, mas se viu detida por uma força invisível que não conseguia entrar um passo a frente, ao passo que as outras pessoas entravam normalmente no santuário. Claramente apresentou-se-lhe o pensamento: “Teus pecados te tornam indigna de pisar em lugar santo, ver o santo Lenho (Cruz) e comparecer na presença d Deus” Profundamente abalada escondeu-se em um canto da Igreja e chorou amargamente.
    Descobriu por lá uma imagem da Virgem Maria e veio-lhe a memória que Maria é chamada de refugio dos pecadores. Prostando-se por terra pediu a Maria auxilio e prometeu emendar a vida e fazer penitencia até a morte. Após esta declaração veio-lhe paz na alma e tentou entrar novamente no santuário e conseguiu normalmente.

    E Maria orientou-lhe onde fazer penitência, fez a confissão e passou dezenas de anos em obras de penitencia. Algumas vezes se via tentada a voltar a vida de pecado, mas a Virgem Maria sempre dava a ela a fortaleza que precisava. Ela não sabia ler, mas recebia dos anjos a instrução da fé cristã.
    O abade Zosimo viu a andar sobre as águas do rio (rio Jordão).

  • São Filipe Benício (1285)

    São Philippe Benicio era descendente de nobre família de Florença. A mãe senhora muito piedosa, foi revelado em sonho a futura santidade do filho.
    (…)
    Aceito na Ordem dos servitas como irmão leigo, deu a todos o exemplo de religioso perfeito, que com virtude principal, cultivava a humildade. Ocultando cuidadosamente a nobre origem, a cultura intelectual, não teve em mira outra coisa senão imitar Jesus Cristo na humildade e no espírito de penitência.
    Os trabalhos humildes era o que mais procurava. Por mais pesado e fatigante q o trabalho fosse, Philippe se entregava com toda dedicação tendo como exemplo diante dos olhos Nosso Senhor, São José, dos maiores Santos do Antigo e Novo Testamento, pois todos eram trabalhadores.
    Se tornou sacerdote. Philippe conhecia bem e praticava melhor a arte de ficar unido a Deus, quando as mãos estavam ocupadas em árduo labor.
    Em Viterbo estavam reunidos em Conclave os Cardeais da Igreja. Vendo-se em grande dificuldade para eleger um Papa, depois de muitos escrutinios, deram os votos a Philippe. Este, tendo noticia da eleição, fugiu para as montanhas desertas de Thuniati, onde permaneceu em seguro esconderijo até que soube que os cardeais tinham desistido do seu nome e eleito outro Papa.
    Trabalho nenhum começava sem que invocasse primeiro o auxílio de Deus.
    Longos anos tinha dedicado a vida missionária, tão cheia de trabalhos, sacrifícios e responsabilidades.
    Perto de morrer, doente caiu em êxtase, perdendo o uso dos sentidos de tal forma, que todos pensaram estar morto. Nesse estado permaneceu durante três horas. Foi então que um dos confrades lhe falou alto ao ouvido, o que o fez voltar a si. Parecia então como que acordasse de um sono profundo e contou que, durante todo o tempo do arrebatamento, teve uma luta horrível com o demônio que, lançando-lhe os pecados, procurava por todos os meios leva-lo a desesperar da misericórdia divina. No auge da tentação, apareceu no meio a Santíssima Virgem, a cuja aparição do espírito infernal o deixou.
    Pediu que lhe dessem seu livro (assim chamava a imagem do Crucificado). Estreitou-a fortemente contra o peito e entoou o canto de Zacarias. Mais um olhar cheio de fé dirigiu ao Senhor Crucificado e alma dissipou-se-lhe, em demanda dos páramos celestiais.
    A biographia de S. Philippe Benício esta repleta de milagres, que Deus se dignou de fazer por intermédio de seu santo servo.

    Philippe Benicio foi canonizado por Clemente X.

  • Santa Gemma Galgani – Mí­stica da redenção

    A figura mística de Santa Gemma Galgani continua a afascinar pela sua única experiência espiritual que nos permitiu de conhecer a vontade de Deus. Uma experiência que ainda hoje pode aquecer o coração e iluminar a nossa mente.

    Dos escritos da mística se pode perceber uma linguagem simples, pobre, que permite, apesar da extrema simplicidade, de compreender e reviver a sua singular expêriencia com Jesus Cristo. E’ por assim dizer, uma teóloga simples, imediata e rica de humanidade, sem o uso daquelas grandes palavras tanto queridas aos Teólogos.

    Gemma foi uma mística toda ardente pelo amor de Jesus. Este amor a permetiu de viver uma autentica paixão. Das suas “cartas” se entende todo o seu imenso amor por Cristo, amor que raramente se pode encontrar na mesma intensidade em outros Santos. «Quem te matou, Jesus» pergunta Gemma. E responde Jesus «O amor» (II 82).

    O amor a que se refere Gemma não é somente uma emoção, mas um Amor doado por Cristo através da Sua palavra, e ela se deixa tanto levar como discípula de colocar-se e sentir-se como ele. «Diversas vezes perguntei a Jesus que me ensine o verdadeiro modo de amá-lo, e então Jesus parece que me faça ver as suas Santíssimas chagas abertas» (I,15).

    No participar à paixão ela deseja ajudar Jesus nas suas dores. Se cria assim um pacto de amor em modo tal que Jesus a possa oferecer ao Pai como vítima de amor por todos os pecadores.
    Esta é a sua missão, salvar os pecadores, não com a palavra ou com o ensinamento, mas com a vida, com a participação à Paixão de Jesus.
    Através dessa graça mariana, descobre o significado místico da virgem aos pés da Cruz e doa a Maria a sua própria alma. Da sua parte, Maria prepara a Santa à graça da estigmatização.

    Gemma com a oferta da sua vida concluiu a missão que Deus lhe havia confiado, amando-o com todo o seu ser.
    Porém, apesar de tudo, Gemma não pode revestir o hábito de consagrada a Deus e isto representou, sem dúvida, a maior delusão da sua vida, mas consumiu a sua união de amor com Jesus Crucifixo no mundo, na normalidade da vida laical. Um sinal evidente que esta estrada pode ser percorrida por todos nós.

    Em Gemma se verificaram dois fenômenos cardiopáticos místicos: o alçamento das costelas, quando a Santa teve que dizer a Jesus «És muito grande, o Jesus: o meu coração é pequeno, tu não podes estar dentro dele, que se dilate este coração!»; o segundo fenômeno foi aquele da queimadura do peito, quando ela exclamou «Mas serão estas chamas efeito do teu amor, o Senhor?»

    A sua personalidade era de asceta: Caminhava descalça e sem meias, inclusive de inverno. Usava o cilício até quando não lhes foram proibidos. Nela existem todos os ingredientes de uma Santa Estigmatização como Padre Pio, cheia de amor como Santa Teresa de Lisieux. A seguir se pode encontrar tudo aquilo que se pode fazer arder o coração.

    Atrás de uma aparência normal se esconde uma Santa extraordinária. Uma mística em contínuo e afetuoso dialogo com Jesus. Uma contemplativa que reza com a semplicidade de uma moça e a profundidade de um teólogo. Supera as mais terríveis dificuldades deixando-se guiar pelo seu Anjo da Guarda. Desde moça mantém a alma candida com a firme intenção de uma vida imaculada.

    Gemma nasce em Borgonuovo de Casigliano (Lucca) no dia 12 de Março de 1878. Enquanto recebe a crésima na Igreja de S. Miguel em Foro, Jesus lhe pede o sacrifício da mãe. Aos 18 anos se opera ao pé sem anestesia e no dia de Natal do mesmo ano, faz o voto de castidade. Gemma fica orfã cedo,quase abandonada na maior miséria.

    Já com 20 anos, Gemma não aceita uma proposta de casamento, por ser «toda de Jesus». Durante este ano fica curada milagrosamente de problemas na espinha e iniciam as experiências místicas. A chamam, na cidade, «a moçinha da graça».

    Fala com o seu Anjo da Guarda e lhe da também encargos delicados, como aquele de entregar em Roma a correspondência ao seu diretor espiritual. «A carta, apenas terminada, a dou ao Anjo, ela escreve. Está aqui perto de mim que espera». E as cartas, misteriosamente, chegavam a destinação sem passar através do Correio do Reino.

    Em junho de 1899, Cristo lhe dá o dom das estigmas. No mesmo ano, durante a missão em S. Martino, Gemma conhece os padres Passionistas que a introduzem na casa Giannini. Acolhida como uma filha nesta casa devota e rica, conduz uma vida retirada entre casa e Igreja. Mas as manifestações da sua santidade superam os muros da casa patrícia. Faz conversões, prediz acontecimentos futuros, cai em êxtase. Na oração, sua sangue; no seu corpo, além dos sinais dos pregos, aparecem as chagas da flagelação. Aqui conhece Padre Germano que dirigerà as suas confidências.

    Logo se vem a saber que as suas luvas pretas e a sua veste escura e estreita escondem os sigilos da Paixão. Estas estigmas se abrem, dolorosas e sanguinantes, toda semana, na véspera das sextas-feira.

    Diante dela os cientistas não conseguem esconder o embaraço. Até alguns diretores espirituais não sabem como justificar a extraordinária moça: suspeitam de mistificação, falam de histerismo ou de sugestão, pedem provas, exigem obediência.

    Somente ela, Gemma Galgani, no meio das dores físicas e às provas morais, não diz nada, ou melhor, diz sempre sim. Não pede nada, ou melhor, pede a Jesus para si, mais dores e para os outros pede a conversão e a salvação.

    No ano 1901, com 23 anos, Gemma escreve por ordem de Padre Germano, a Autobiografia, “O quaderno dos meus pecados”. No ano seguinte se oferece vítima ao Senhor para a salvação dos pecadores. Jesus a pede de fundar um mosteiro de clausura Passionista em Lucca. Gemma responde com entusiasmo. No mes de setembro do mesmo ano se adoeçe gravemente. A sua vida é marcada profundamente da dor.

    Começa o período mais escuro da sua vida. As consequências do pecado caem pesantemente sobre o seu corpo e sua alma. No ano 1903, era um Sabado Santo, Gemma Galgani morre aos 25 anos, devorada do mal, mas pedindo até o último momento ainda mais dor.

    O Somo Pontéfice Pio X assina no ano 1903, o Decreto de fundação do Mosteiro Passionista em Lucca.

    Em 1905 as irmãs de clausura Passionistas iniciam a sua presença em Luca, realizzando o antigo desejo que Jesus tinha feito a Gemma.

    Padre Germano, diretor espiritual de Gemma, escreve em 1907 a primeira biografia. Iniciam os processo canonicos para o reconhecimento da sua santidade.

    No ano 1933 Pio XI inclui Gemma Galgani entre os Beatos da Igreja.

    Serà Pio XII, no ano 1940 a elevar Gemma Galgani à gloria dos Santos e indicá-la modelo da Igreja universal pelas das virtudes cristãs.

    Fonte: http://digilander.libero.it/raxdi/porto/index1.htm