Categoria: Orações

Orações e conteúdo sobre espiritualidade

  • Mensagem de Jesus sobre querer ser curado

    Mensagem de Jesus a Vassula sobre querer ser curado.

    11.11.1990

    – Senhor?

    – Eu Sou. Repousa em Mim. Todo o Céu está cheio de alegria, o que vós mesmos chamais bem-aventurança, em toda a plenitude.

    Minha flor, se as almas soubessem como é maravilhoso viver em Deus, nenhuma delas se perderia tão facilmente, a não ser que elas próprias decidissem perder-se, como Judas, que escolheu o caminho da perdição. Não porque o Meu Coração Se não consumisse de dor, sempre que o via afastar-se cada vez mais de Mim; não porque não tenha rezado e derramado todas as Minhas Lágrimas por ele. Tinha-lhe aberto muitos caminhos, que ele mesmo poderia ter tomado; e todos conduziam a Mim; mas sempre que enveredava por um, logo o abandonava, ao compreender que Eu Mesmo o tinha preparado para ele. Ao pecado, juntava a rebelião. Acumulando no seu coração enganos sobre enganos, a respeito de Mim, seu Deus; e, quando compreendeu que o Meu Reino não era um reino deste mundo, na glória terrestre, fechou o seu coração e cortou as Nossas Relações, separando-se imediatamente. O seu sentido da justiça foi obscurecido e pôs-se ao serviço do soberano que administra os ares.

    Hoje, Eu pergunto aos doentes, como perguntei ao doente da piscina de Betzatá (Jo 5,1-9): Queres-te curar? Eu posso curar-te instantaneamente, e todo o Céu ficará cheio de alegria e em festa! O Meu Dom é gratuito; vem, pois, a Mim, tal como és. Eu curar-te-ei, alma, para que possas participar no Meu Reino e viver em Mim, teu Deus.

    Fonte: A Verdadeira Vida em Deus – Vassula Ryden – Site Oficial (tlig.org)

  • Por que ir a grupo de oração

    Essa formação serve até para aqueles que estão indecisos sobre um grupo de oração, aplicado preferencialmente aos grupos da RCC. E vai servindo de resposta também a aqueles que gostariam de saber o porquê viver em uma comunidade católica viva. Os itens abordam tanto a necessidade que tem o homem hoje, quanto os instrumentos vivos que Deus utiliza.

    1. Motivam-se a seguirem na prática do evangelho ao verem jovens e outras pessoas da mesma idade e com o mesmo objetivo de seguir sinceramente a Deus.

    2. Tem um pastor (que é o coordenador e também diretor espiritual) que acompanha regularmente cada pessoa e incentiva as pessoas na vida de santidade. Não podemos ser clarividentes acerca de nós mesmos, diz São Francisco de Sales, não podemos ser juízes imparciais em nossa própria causa. Por isso a necessidade de alguém bem intencionado que nos diga algo para nossa vida que precisamos.

    3. Crescer com experiências pessoais (ação de Deus perceptível na vida da pessoa) que são vividas no grupo e fora dele.

    4. Ver a ação de Deus na vida da pessoa e na vida do irmão (testemunhos).

    5. Ver o que Deus quer para a vida da pessoa, por meio da “escuta” dos dons carismáticos e sinais perceptíveis na vida que iluminam a busca.

    6. No grupo e vida comunitária, há também confirmações do que Deus anda fazendo na vida dela.

    7. Fazemos amigos que querem buscar a Deus para que preencham a sede de amizade que temos, e que amigos do mundo preencheriam, lá nós continuamos a ter uma vida normal de qualquer jovem ou adulto (se grupo for de adulto), podendo nascer grandes amizades e até namoro.

    8. Fortalecer e fazer amizades, mesmo que a pessoa não veja necessidade, o homem sempre precisa porque é um ser social e precisa sair de grupinhos fechados de amizade que nem sempre nos garantem algo bom. E assim (item 9):

    9. Aprender a amar o próximo, o isolamento do ser humano hoje em dia leva a comportamentos anti-sociais. Sair de si, não esperando que outros vão amá-lo: “Há mais alegria em dar do que receber.” (At 20,35)

    10. Ganhar forças para orar e caminhar na semana. “Porque onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.” (Mt 18,20).

    11. Dar a vida pelo próximo, mesmo aos mais solitários que precisam de amigos, seja no grupo ou serviço, aos mais mal humorados, aos que tem pouca vida: “Dar a vida pelos irmãos, assim como Jesus” (1Jo 3)

    12. Começo do Espírito missionário. Ninguém sai levando o evangelho sozinho às pessoas ou convoca um evento sozinho ou abre um local de missão em que não há outros para ensinar o evangelho.
     
    Na unidade cristã: “Sede um só corpo e um só espírito” que vai além de qualquer estrutura humana, faz com que caminhemos unidos ao passo que o Senhor chama a todos à santidade: “sedes santos” (1Pd 1).

    Preservamos então amizades que possam no fazer nós caminharmos a Deus e tem assim fundamentos verdadeiros, explica São Francisco de Sales [1]: “Quanto mais delicadas forem as virtudes que cultivardes em vosso trato, tanto mais perfeita será a vossa amizade. Se vos comunicardes as ciências, será decerto muito louvável a vossa amizade; mais ainda, se comunicardes as virtudes, tais como a pru­dência, discrição, fortaleza e justiça. Mas, se a vossa mútua e recíproca correspondência for de caridade, de devoção e perfeição cristã, ó meu Deus, quão preciosa será a vossa amizade! Será excelente, porque vem de Deus, excelente, porque se encaminha a Deus, excelente, porque o seu vínculo é Deus, excelente, porque durará eternamente em Deus. Oh! como é bom amar na terra, como se ama no céu, e aprender a amar-nos neste mundo, como o praticaremos eternamente no outro!”

    Já que o homem se desuniu por egoísmo, Deus vai reunir-nos para sermos exemplos de união ao mundo todo. Vinculados à caridade que nos torna cada vez mais semelhantes com o que buscamos que é a imagem e semelhança de Deus. Vendo o amor de Deus no próximo, descobrimos mais a Deus. A amizade sobrenatural, pois, em vez de procurar as familiaridades e carícias, é cheia de respeito e reserva, porque não deseja senão comunicações espirituais.
    [1] São Francisco de Sales, Filotéia, Parte III cap. 19.

    Angelo Farias

  • Oração sem cessar – Jesus ensina a quem não tem tempo

    Jesus veio e disse à Vassula (ver informações sobre ela):

    “Vassula, quero que rezes sem cessar”. Vassula, assustada, disse: “Mas, Senhor, isso é impossível, porque eu tenho uma família e, por isso, não posso ficar o dia todo rezando; eu não posso rezar continuamente”. E Jesus, com uma pontada de humor, lhe disse: “Ah! Vassula, como Eu tenho pena de você, você não entendeu nada. Rezar sem cessar, não quer dizer que você deva estar 24 horas de joelhos. Rezar sem cessar significa quando o teu coração passar a Me desejar o dia inteiro, quando o teu coração tiver sede de Mim, quando o teu coração ansiar por Mim o dia inteiro”.

    Oração deste artigo

    Deus Omnipotente, permiti à minha alma que se enraíze em Vós. Tenho encontrado uma verdadeira Paz em Vós, ó Pai. Javé, meu Senhor, Soberano desde o início: de manhã, ao meio dia, à noite, eu amo, eu tenho sede do Santo, cujo Dedo tocou o meu coração e, com um só dos Seus Olhares, arrebatou o meu coração. (02.03.93)

  • Por que Deus não me responde?

    Às vezes parece que Deus se torna mudo diante do nosso sofrimento; mas não é assim.

    Alguém já disse que “Deus não fala, mas que tudo fala de Deus”. Isto é, Deus fala pela Revelação e pela vida, mas esta linguagem tem de ser decifrada. Seus silêncios parentes são sábios e nos obrigam a exercitar o ouvido da alma, e criar novas antenas e ouvidos interiores, para ouvir a sua voz.

    Só podemos ouvir a voz de Deus se caminharmos na fé, sem desanimar, fazendo a Sua vontade diariamente e com fidelidade. “O justo vive da fé”, diz São Paulo (Rm 1, 17); “Quem perseverar até o fim, será salvo”, acrescenta o Senhor (Mt 10, 22).

    Deus não é indiferente diante dos acontecimentos deste mundo. Até o salmista tem a tentação de agir como os maus… mas depois entende a sua triste sorte:

    “Por pouco meus pés tropeçavam; um nada, e meus passos deslizavam. Porque invejei os arrogantes, vendo a prosperidade dos ímpios. Para eles não existem tormentos, sua aparência é sadia e robusta; a fadiga dos mortais não os atinge, não são molestados como os outros…Refleti para compreender, e que fadiga era esta aos meus olhos! Até que entrei nos santuários divinos: entendi o destino deles! De fato, tu os pões em ladeiras, tu os fazes cair em ruínas. Ei-los num instante reduzidos ao terror, deixam de existir, perecem por causa do pavor!… Sim, os que se afastam de Ti se perdem… Quanto a mim, estar junto de Deus é o meu bem!”. (Sl 72, 2-5. 16-19.27s)

    A Bíblia nos mostra que é exatamente nos momentos de maior luta, conflito, desespero e perplexidade que Deus prepara as suas ações mais belas.

    A Páscoa cristã e a glória da Ressurreição de Jesus foram precedidas da cruel e dolorosa Paixão do Senhor, que deixou os Apóstolos atônitos e perdidos. Mas, na manhã do domingo, ficava claro que o “fracasso” do Mestre se transformara em inacreditável vitória sobre a morte.

    Então, tudo se fez novo… Ele ressuscitou como o Kyrios, o Senhor da vida e da morte; a vida venceu a morte, as trevas foram dissipadas pela luz.

    Deus já tinha prefigurado isto na história de Israel; quando da primeira Páscoa dos israelitas: estes se viram presos entre o Mar Vermelho e o exército do Faraó que os perseguia; não viam solução e muitos lamentaram e se desesperaram; mas Deus interveio de modo espetacular:

    “O Senhor disse a Moisés: Por que clamas por mim? Dize aos filhos de Israel que marchem. E tu levanta a tua vara, estende a mão sobre o mar e divide-o para que os filhos de Israel caminhem em seco pelo meio do mar”. (Ex 14,9-16)

    E o povo de Deus atravessou o mar a pé enxuto, enquanto os inimigos se afogaram. São os “paradoxos” da Providência Divina.

    É no silêncio de Deus que o cristão aprende a crescer na fé e na confiança no Senhor. Não sejamos crianças na fé.

    É preciso, então, não se deixar afundar na hora da tormenta, mas esperar com fé na Providência divina que não falha. No meio do fogo das tribulações, é preciso continuar a caminhar, ainda que gemendo e chorando, “como se visse o Invisível” (Hb 11, 27). [cpa_sofrendo_na_fe_5ed_]

    Este “avançar na fé” pode ser comparado a um complicado jogo de “quebra-cabeça”; no seu início não temos a menor ideia do quadro a compor, parece que o quebra-cabeça não tem solução, a charada é desafiadora, mas, devagar, com paciência, vamos juntando as peças…começa a surgir alguma coisa. Ao se combinar as peças começa a aparecer o quadro, e então, vai ficando cada vez mais fácil, até o fim.

    O plano de Deus para nós é assim; os fatos da vida, isolados, parecem não ter sentido, como as peças misturadas do quebra-cabeça, mas, quando os vamos juntando na fé e analisando-os na esperança, vemos a sua mensagem. Às vezes é preciso olhar peça por peça, sem saber qual é a próxima que virá. Mas é preciso ir em frente, caminhar com perseverança.

    A grande Edith Stein disse uma bela verdade: “Não sei para onde Deus me leva, mas sei que é Ele que me conduz”. Isto basta. Não podemos esperar que a mensagem esteja decifrada para começar a caminhar; assim não começaríamos nunca a viagem. Nunca encontraremos um discurso de Deus para nós, pronto e claro, e nem um caminho nitidamente traçado; não, Deus nos conduz no “escuro da fé”, onde Ele vai nos falando durante o caminho, como fez com os discípulos de Emaús. E, se não caminharmos, não ouviremos a Sua voz.Por que Ele age assim? Na sua sabedoria infinita Ele tem motivos para agir assim conosco; logo, cabe a nós não nos calarmos diante Dele, mas responder na fé e na oração incessante. “O justo vive da fé”, diz São Paulo (Rm 1,17; Gl 3,11; Hb 10,38).Mais do que a nossa vitória, Deus espera a nossa luta determinada, com fé e perseverança. Quem tem fé sabe que não existe destino, acaso cego ou fatalidade, mas Providência divina, cuidado de Deus que tudo criou e que tudo providencia para o nosso bem. Mesmo dos piores sofrimentos Deus sabe tirar coisas boas, especialmente para a salvação da pessoa. Esta é a nossa fé!
    Na terra, a vara de Moisés se transformava em uma horrível serpente, mas nas mãos de Moisés era milagrosa. Com ela Moisés feriu a rocha e dela brotou água no pleno deserto; com ela abriu o mar Vermelho.

    Com a feiura de nossas tribulações, Deus pode fender a rocha dura do nosso coração e fazer brotar a água da graça.

    Ninguém conhece os caminhos da Providência divina, por onde Ele passa, o que quer com este golpe, o que está fazendo com esta aflição, morte, fracasso, desemprego…

    Muitas Ordens religiosas foram provadas terrivelmente até se firmarem. Mas, porque os seus fundadores não desanimaram e não desistiram, a Igreja se tornou rica e santa por causa delas.

    Prof. Felipe Aquino

  • As festas preferidas do demônio: festas com danças sensuais – Testemunho de São João Maria Vianney

    Ars era o lugar predileto dos jovens dançarinos das vizinhanças. O Santo Cura d’Ars levou 25 anos de combate contra os bailes, e no contexto da época os bailes eram de danças sensuais. Explicava que não basta evitar o pecado, mas deve-se fugir também das ocasiões. Por isso abrangia no mesmo anátema o pecado e a ocasião.

    “O demônio rodeia um baile como um muro cerca um jardim. As pessoas que entram num salão de baile deixam na porta o seu anjo da guarda, e o demônio o substitui, de
    sorte que há tantos demônios quantos são os que dançam”
    Disse São João Maria Vianney ou Cura d’Ars.

    O santo era inexorável não só com quem dançasse, mas também com os que fossem somente “assistir” ao baile, pois a sensualidade também entra pelos olhos. Negava-lhes a absolvição, a menos que prometessem nunca mais fazê-lo. Ao reformar a igreja, erigiu um altar em honra de São João Batista, e em seu arco mandou esculpir a frase: “Sua cabeça foi o preço de uma dança”.

    O santo não tinha tais invenções da cabeça visto que já tinha feito vários exorcismos e uma deixou uma bem sucedida obra de santificação da cidade de Ars. Um fato mostra que foi dado ao Sr Cura D’Ars a ciência sobre a expertesa do demônio:

    Pela mesma época, o sr. Carlos de Montluisant, pode confirmar se de fato o Pe. Vianney conhecia ou não algo dos mistérios do além. Tendo ouvido falar das maravilhas de Ars, resolveu com outros três oficiais examinar minuciosamente o que lá se passava. Pelo caminho, os amigos combinaram que cada um faria uma pergunta ao Pe. Vianney. O capitão Montluisant manifestou sem rodeios que “não tendo nada a dizer, nada lhe diria”.

    Chegada a hora da entrevista, entrou na sacristia atrás de seus companheiros e bem decidido a manter-se calado, quando um deles, apresentando-o ao Cura d’Ars, disse: “Sr. Cura, eis aqui o sr. Montluisant, jovem capitão, de futuro, que deseja fazer-lhe uma pergunta”.
    Pego desprevenido, disse:

    “Vejamos, sr. Cura, estas histórias de diabruras que dizem a respeito de Vossa Reverendíssima, são irreais, não é verdade?… São coisas da imaginação?…”

    O Pe. Vianney olhou fixamente os olhos do oficial e depois deu a resposta breve e incisiva:

    “Ah! Meu amigo, você já sabe algo sobre isto… Sem o que fez não o teria podido descobrir”.

    O sr. Montluisant guardou silêncio, com grande admiração de seus companheiros.

    No caminho de regresso teve que explicar-se. Ou o Cura d’Ars tinha falado ao acaso ou… Mas que havia passado? O capitão foi obrigado a confessar que, estando em Paris cursando seus estudos, se tinha filiado a um grupo, na aparência filantrópico, mas que na realidade era uma associação de espíritas.

    “Certo dia, disse ele, ao entrar no meu quarto, tive a impressão de que não me achava só. Inquietado por uma sensação estranha, olho e busco por todos os cantos. Nada. No dia seguinte, o mesmo… Demais, parecia-me como se uma mão invisível me apertasse a garganta… Eu tinha fé. Fui buscar água-benta em São Germano l’Auxerrois, minha paróquia. Aspergi o quarto por todos os cantos e recantos e, a partir daquele momento, cessou toda impressão duma presença preternatural. Depois não pus mais os pés em casa dos espiritistas… Não duvido que o Cura d’Ars aludisse a esse acontecimento já distante”.

  • Misterios Dolorosos, um relato de Jesus

    Relato de Jesus a Vassula Ryden:

    1. A Agonia no Getsemani (Mt 26,36-50 ; Mc 14,32-46 ; Lc 22,39-48 ; Jo 18,1-8)

    “Ó Getsemani! Que revelaste tu senão medos, angústias, traições e
    abandonos! Getsemani, tu tiraste aos homens toda a coragem. Tu
    albergaste, em teu ambiente, dominado pelo silêncio, as Minhas
    Angústias, por toda a Eternidade. Getsemani, que tens tu para revelar
    que não tenhas já revelado? No silêncio da Santidade, tu foste
    testemunha da traição ao teu Deus; tu deste testemunho de Mim (…)

    Quando o Amor rezou no Getsemani, milhares de demônios foram sacudidos;
    demônios, aterrorizados, fugiram. Havia chegado a hora: o Amor
    glorificava o Amor. Ó Getsemani, testemunha do Atraiçoado, testemunha do
    Abandonado: levanta-te, testemunha e dá testemunho! Judas traíu-Me; mas
    quantos mais, agora mesmo, Me atraiçoam ainda como Judas? Naquele mesmo
    instante, Eu sabia que o seu beijo iria ser repetido por muitos, nas
    gerações futuras; que esse mesmo beijo Me iria ser dado sem tréguas,
    renovando a Minha Angústia, lacerando o Meu Coração”
     (17.5.1987)

    2. A Flagelação (Mt 27,26 ; Mc 15,15 ; Jo 19.1)

    “Quando Me flagelaram, cuspiram sobre Mim e deram-Me tantas e tão
    violentas pancadas na Cabeça, que Me deixaram atordoado. Deram-Me
    pontapés no estômago que Me tiraram a respiração e me fizeram cair por
    terra, trespassado pela dor. Fizeram de Mim um verdadeiro joguete dos
    seus divertimentos, dando-Me pontapés, um após outro. Estava
    irreconhecível. O Meu Corpo estava trespassado, tal como estava também o
    Meu Coração. A Minha Carne, esquartejada em pedaços, pendia de todo o
    Meu Corpo. Um deles levantou-Me e arrastou-Me, porque as Minhas pernas
    já não podiam sustentar-Me”.
     (9.11.1986)



    3. A Coroação de Espinhos (Mt 27,27-301 ; Mc 15,16-20 ; Jo 18,37 ; Jo
    19,2-15)

    “Depois, vestiram-Me com um dos seus vestidos, atiraram-Me para a frente
    e, continuando a dar-Me pancadas, bateram-Me no Rosto, esmagaram-Me o
    Nariz e torturaram-Me. Eu ouvia as suas injúrias. As suas vozes
    ressoavam com um tal ódio e zombaria, que aumentavam o Meu Cálice!
    Ouvia-os dizer: “Onde estão os teus amigos, agora que o seu rei está
    aqui, conosco? Todos os Judeus serão assim tão traidores como eles?
    Olhai para o seu rei!” E coroaram-Me com uma Coroa entrançada de
    espinhos. “Onde estão agora os teus Judeus, para te saudar? E tu és
    mesmo rei, não é verdade? Poderás, então, imitar um rei? Ri! Não chores.
    Tu és rei, não é verdade? Então, porta-Te como tal”
     (9.11.1986)



    4. Jesus com a Cruz às Costas (Mt 27,31-33 ; Mc 15,20-22 ; Lc 23,26-32 ;
    Jo 19,16-17)

    “Ligaram-Me os Pés com cordas e obrigaram-Me a caminhar na direção da
    Minha Cruz. Mas Eu não podia caminhar, porque Me tinham ligado os Pés.
    Lançaram-Me, então, por terra e arrastaram-Me, pegando-Me pelos cabelos,
    até à Minha Cruz. O Meu Sofrimento era intolerável. Alguns pedaços da
    Minha Carne, que haviam ficado pendentes, depois da Flagelação, foram-Me
    arrancados. Aliviaram, então, os laços dos Meus Pés e deram-Me pontapés,
    para obrigar-Me a levantar e a levar o Meu fardo aos Ombros. Eu nem
    sequer podia ver onde estava a Minha Cruz, uma vez que os Espinhos, que
    Me haviam enterrado na Cabeça, Me enchiam os Olhos de Sangue, que se
    colava no Meu Rosto. Levantaram, então, a Minha Cruz, puseram-Ma aos
    Ombros e empurraram-Me para a porta (…).

    Óh Meus filhos, como era pesada a Cruz que Eu tive de levar! Avancei, às
    apalpadelas, para a porta. O Meu caminho era traçado apenas pelo
    azorrague que Me batia. Procurava ver o Meu caminho através do Sangue
    que me queimava os Olhos. Senti, então alguém que Me enxugava o Rosto,
    inchado. Ouvi-as chorar e lamentar-se; ouvi-as: “Benditas sejais!”,
    disse lhes Eu. “O Meu Sangue lavará todos os pecados da humanidade.
    Olhai, Minhas filhas, o tempo da vossa salvação chegou”. Endireitei-Me
    com dificuldade. A multidão tinha-se enraivecido. Eu não via nenhum
    amigo à Minha volta; ninguém estava ali, para Me consolar. A Minha
    agonia parecia aumentar e caí por terra. Receando que Eu morresse, antes
    da Crucificação, os soldados deram ordem a um homem, de nome Simão, para
    que levasse a Minha Cruz. Meus filhos, não se tratava de um gesto de
    bondade ou de compaixão, mas de uma simples forma de Me poupar para a
    Cruz.
     (9.11.1986)



    5. A Crucificação (Mt 27,34-61; Mc 15,23-47; Lc 23,33-56; Jo 19,18-42)

    “Chegados ao Monte, lançaram-Me por terra, arrancaram-Me os vestidos e
    deixaram-Me nú, para assim Me exporem à vista de todos. As Minhas
    feridas reabriram-se e o Meu Sangue corria pela terra. Os soldados
    deram-Me vinho misturado com fel. Eu recusei-o, porque tinha já no Meu
    íntimo a amargura que Me haviam provocado os Meus inimigos. Pregaram-Me,
    primeiro os Pulsos e, depois de Me terem fixado à Cruz com os Cravos,
    estenderam o Meu Corpo já trespassado, atravessaram-Me os Pés com
    violência. Meus filhos, ó Meus filhos, que sofrimento! Que agonia! Que
    tortura para a Minha Alma! Abandonado pelos Meus bem-amados, renegado
    por Pedro, sobre o qual Eu mesmo havia fundado a Minha Igreja; renegado
    pelo resto dos Meus amigos; deixado só, abandonado pelos Meus inimigos.
    Chorei. A Minha Alma estava repleta de dor. Os soldados levantaram a
    Minha Cruz e colocaram-na no buraco preparado. De onde Me encontrava,
    contemplei a multidão. Tentando ver, com dificuldade, com os Meus Olhos
    inchados, observei, então, o mundo. Não vi amigo algum, por entre
    aqueles que escarneciam de Mim. Ninguém viera para Me consolar: “Meu
    Deus! Meu Deus! Por que Me abandonaste?” Abandonado por todos os que Me
    amavam. O Meu Olhar pousou, então, sobre a Minha Mãe. Contemplei-A e os
    Nossos Corações falaram: “Dou-te os Meus filhos bem-amados, para que
    sejam também Teus filhos. Tu serás a sua Mãe”. Tudo estava consumado, a
    salvação estava próxima. Vi os Céus abrirem-se e todos os anjos estavam
    petrificados e em silêncio. “Pai, nas Tuas Mãos entrego o Meu Espírito.
    Agora, estou contigo”
     (9.11.1986)

    Fonte: Os Mistérios Dolorosos (AVVD: Espiritualidade: Orações: O Santo Rosário) (tlig.org)

  • Quem tem medo não tem fé

    Perguntei a Miriana (uma das videntes de Mediugórie) o que havia de mais importante para transmitir em minhas conferências. Antes mesmo de refletir, saiu-lhe dos lábios esta resposta: “Dá-lhes a esperança! Mostra-lhes o amor!” Evocando alguns dos fardos e problemas das pessoas no Ocidente, chamou minha atenção a epidemia de medo que hoje afeta muitos corações. Sabemos bem que Miriana, como os outros cinco videntes, recusa “adocicar a pílula” quando se trata de transmitir as palavras exigentes da Virgem. Apesar disso, nessa manhã Miriana surpreendeu-me quando disse: “Quem tem medo não tem fé”. À primeira vista, estas palavras parecem duras. Mas, refletindo nelas, vemos que oferecem boas razões para nos alegrarmos e esperarmos. É muito simples: quanto mais nos apegarmos a Jesus, menos medo teremos. Quanto mais nos aproximamos de Deus, mais o medo se afasta de nós. Devemos verdadeiramente colocar na cabeça que o medo e o amor são incompatíveis. Onde há amor o medo está ausente, e, como Deus é puro amor, o amor verdadeiro expulsa o medo.

    Miriana recordou-me essa maravilhosa mensagem recebida nos anos 80: “Aqueles que têm Deus por Pai para sua família, que Me têm por Mãe, e que fazem da Igreja sua casa, nada têm a recear do futuro, nada a temer dos segredos” . Que estas palavras estejam bem enraizadas em todos os lares! Gosto muito da maneira como S. Paulo resume isto: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8, 31).

    De fato, o único medo que devemos permitir entrar em nosso coração é o medo de estarmos separados de Deus (pelo pecado grave e rejeição da misericórdia). Estarmos separados de Deus é o único desastre verdadeiro. Nossa Senhora enfatiza: “Peço-lhes, não permitam que Eu derrame lágrimas de sangue por causa das almas que se perdem no pecado” (22.03.84)

    Depois destes conselhos sobre o medo, Miriana continuou, dizendo com convicção: “Sabes, nada há que não possamos obter com a oração e o jejum . Às vezes, as pessoas perguntam-me: ‘Miriana, que posso fazer, nesta situação, além de rezar?’ Perguntam isso porque ainda não perceberam o grande poder da oração! Por que deveríamos procurar outro meio se já temos o maior e mais poderoso? Nosso esforço deveria consistir em rezar melhor, em rezar mais, tendo mais confiança em Deus que nos conduz como um pai faz com seus filhos! Esta confiança não deixa qualquer lugar para o medo. É ela que torna nossa oração poderosa”.

    Ouvindo isto, decidi permanecer vigilante: quando os medos se infiltrarem em meu coração, mergulharei imediatamente na oração, em vez de deixar funcionar minha imaginação.

    Miriana acrescentou: “São muitos os peregrinos italianos que me perguntam: ‘Miriana, por que Nossa Senhora pede isto ou aquilo em Suas mensagens?’ Ora, nós, os videntes, nunca Lhe perguntamos por quê, pois sabemos que nossa vida está nas mãos de Deus”.

    Ir. Emmanuel

  • Oração contra satanás

    O principal objetivo de Satanás é a destruição. Nossa Senhora de Mediugórie oferece-nos cinco armas contra ele:

    1. ROSÁRIO – reza diária, com o coração (com amor e alegria);
    2. MISSA – participação diária, ou pelo menos aos domingos, com Comunhão.
    3. BÍBLIA – leitura diária de pequenos trechos, vivenciando-os durante o dia. Nas 5ª feiras, ler Mt. 6, 24-34.
    4. JEJUM – praticá-lo às 4ª e 6ª feiras, a pão e água, com mais oração e amor.
    5. CONFISSÃO – fazê-la mensalmente e, também, logo após ter cometido um pecado grave (mortal).

    O plano de Nossa Senhora para a salvação da humanidade na terra é derrotar Satanás pelo uso dessas cinco armas. Precisamos entender que o plano de Mediugórie é um plano para todo o planeta, que esta é uma guerra do amor contra a destruição, e que o objetivo de Nossa Senhora nessa batalha é o Reino do Amor.

    Em 2 de agosto de 1981, Nossa Senhora disse:
    Uma grande batalha está para acontecer, uma batalha entre meu Filho e Satanás. Almas humanas estão em perigo.

  • Leitura orante da Bí­blia – Método da Lectio Divina

    Explicação do site: A Lectio Divina é um método para leitura da Bíblia com oração e por meio dela veremos Deus nos “falar” por meio da Palavra, ajudando a obter respostas na vida da pessoa nos momentos mais difíceis, você se surpreenderá de que não será mais coincidência, mas Deus falando. Pode usar a Palavra não apenas dentro da oração pessoal, mas em momentos de adoração, ou mesmo que pequeno seja o recolhimento com Deus.


    Introdução

    À Lectio chega-se através da humildade, desprovido de tudo, faminto e sedento da Palavra: “como o veado anseia pelas correntes de água” (Sal 42,2). Impelido pela sede, põe-se a caminho da busca. O monge Guido, dado como descobridor do método, também segue este processo na parábola do mendigo: “A leitura busca a doçura da vida bem-aventurada, a meditação a encontra, a oração a pede, a contemplação a saboreia”, “prescruta os segredos dos céus” dizia ele . Esta intuição traduz uma simples fórmula didática que nos oferece S. João da Cruz: “Buscai lendo, e encontrareis meditando; chamai orando, e abrir-se-vos-á contemplando”.

    É recomendado o uso de um caderno para anotar o fruto das orações, e ver com o tempo a sequência lógica do que Deus anda falando.

    OS QUATRO MOVIMENTOS DA LECTIO DIVINA

    Primeiro movimento: “Buscai lendo”

    A leitura e o estudo de uma passagem escolhida é a base de toda a Lectio Divina. Abrimos o texto com muito respeito. Cada sinal da Escritura vale muito. Os antigos veneravam as Escrituras quase como a própria Sagrada Eucaristia, não se pode deixar perder nem uma migalha.

    O respeito ao texto expressa-se na renúncia à imposição de qualquer idéia prévia, a deixar de lado ou adaptar seja o que for. Queremos que este brilhe só: que fale primeiro. Buscamos uma leitura objetiva, cuidadosa, humilde, estando consciente da nossa ignorância e da nossa necessidade dela. Sucede, por vezes, que se trata de uma passagem já conhecida. Então haverá que dizer como Santa Teresinha: “Muito me vale ler mil vezes o mesmo versículos (do Evangelho), porque de cada vez encontro neles um sentido novo”.

    O que há que fazer é ler lentamente desde o começo até o fim, relê-lo e voltar a lê-lo uma vez mais. Pouco a pouco os detalhes vão aparecendo e cada palavra vai fazendo sentir o seu peso. As letras convertem-se em imagem, começam a falar e nós vamos nos apropriando delas.

    Atenção: Para escolher o texto é recomendado que peça a Deus a passagem, para que Deus dê realmente uma passagem é necessário cuidar de duas coisas. Primeiro, valorizar a passagem, anotando ela em algum caderno de oração, só assim Deus poderá dar algo que não será desperdiçado. A segunda é abrir a Bíblia no máximo uma vez por oração, para que assim você mostre que você não irá desperdiçar a palavra dada em pouquíssimo tempo e assim Deus dará a graça toda nessa primeira abertura.

    A nossa obsessão, neste primeiro movimento, é perguntarmos: O QUE DIZ O TEXTO?

    Sentir o texto: Dar espaço à nossa própria emoção. Talvez haja uma frase que, ainda que seja secundária, nos tenha causado impacto. Pois bem, há que apropriar-se dela. Deus fala-me nela. O importante é respeitar sempre o sue sentido dentro do contexto: que seja o que ele me diz e não o que eu quero que me diga. Respeitar contexto, é a regra primeira da leitura da Bíblia.

    Apropriar-se dele: Ler em voz alta a passagem; repetir uma frase ou uma idéia que sintetiza a nossa leitura. Repeti-la até memorizá-la; representar o texto na nossa imaginação; escrever de novo a passagem.

    Quando uma idéia fique repicando e começa a ressoar em nosso coração é o momento de parar. Esta é a idéia que será o centro da nossa Lectio, a que será a manifestação do amor do Senhor por nós. Tal idéia pode vir de uma passagem inteira, de um versículo, ou algo que o versículo lembre.

    Segundo movimento: “…Achareis meditando”

      Aqui se aproxima mais ao estilo do povo da Bíblia. Israel e os primeiros cristãos não era propriamente um povo de filósofos nem de eruditos. A sua preocupação era tratar de captar a atualidade de Deus no seu caminhar, nos sucessos de todos os dias, para viver em sintonia com Ele e para dar novos passos segundo a sua vontade.

    O povo da Bíblia sabia meditar, perscrutando o sentido dos acontecimentos (na sua vida), a lógica do atuar de Deus no meio de tudo, “a verdade oculta”, como disse Guido.

    Podemos ver como “esta Escritura, acabada de ouvir, se cumpriu hoje” (Lc 4,21). A Palavra se mostra presente na nossa vida. Para fazer a nossa meditação, deixamo-nos orientar pela pergunta chave: O QUE ME DIZ O TEXTO? Para responder “atamos cabos” a dois níveis: Associamo-la com a vida e associamo-la com outros textos já conhecidos.

    Resumindo o 2º movimento: O que Deus tem a dizer para você hoje na sua vida ?

    Exemplo 1:

    Fulano ao querer que Deus prove que Deus está com ele, abre aleatoriamente na seguinte passagem:

    “Não vos torneis endurecidos como em Meribá, como no dia de Massá no deserto, onde vossos pais me provocaram e me tentaram, apesar de terem visto as minhas obras.” (Salmo 94,8s)
    Assim ele vai observando na oração ou na meditação que Deus já fez algo a favor dele e que serve como prova.

    Exemplo 2:

    Outra pessoa querer saber o que Deus quer que ela faça, abre aleatoriamente na seguinte passagem:

    “Viu também uma viúva pobrezinha deitar duas pequeninas moedas, e disse: Em verdade vos digo: esta pobre viúva pôs mais do que os outros. Pois todos aqueles lançaram nas ofertas de Deus o que lhes sobra; esta, porém, deu, da sua indigência, tudo o que lhe restava para o sustento.” (Lucas 21,2-4)

    Por meio da sua Lectio o jovem percebe que precisa doar mais sua vida a Deus como a viúva, mesmo com pouco tempo ou paciência que ele tem. Enquanto que há outros que mesmo tendo muito tempo para Deus fazem facilmente sua parte, o jovem estará dando muito mais a Deus que os outros.

    Exemplo 3:

    Dessa vez o jovem resolve usar na sua Lectio uma passagem da liturgia do dia: “O Reino dos céus é ainda semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. Encontrando uma de grande valor, vai, vende tudo o que possui e a compra.” (Mateus 13,45s)

    Meditando ele verifica que a pérola significa as beleza do Reino, e que supõe sempre uma busca esforçada para achá-la. Assim compreenderá que o árduo caminho que ele enfrenta para o Reino, será compensado por muitas belezas que ainda descobrirá por seguir a Deus.

    Exemplo 4:

    Ao ler a passagem do filho pródigo que é feita de muitos versículos (Lucas 15,11-31), ele percebe que além do tema geral da passagem, Deus dessa vez quer dizer para ele por meio de um versículo específico, no qual ele percebeu perguntando a Deus qual passagem chamaria atenção dele: “Ele, então, respondeu ao pai: Há tantos anos que te sirvo, sem jamais transgredir ordem alguma tua, e nunca me deste um cabrito para festejar com os meus amigos.” (v. 29) Ele percebe então que na sua vida tem sido invejoso para com certas pessoas por Deus ter dado certas graças a tais pessoas no qual ele não tem.

    Terceiro movimento: “Chamai orando”

    Sem dúvida que já nos encontrávamos orando desde o início. Neste espírito fizemos a leitura e a meditação, nesta atitude acolhemos a ação do Espírito Santo, inspirador da nossa Lectio.

    Na nossa oração respondemos à pergunta: O QUE ME FAZ DIZER O TEXTO a Deus? Como é espontânea e criativa, não poderemos dar muitas indicações, apenas destacar que há quatro níveis típicos em que se pode viver esta experiência: A compunção (arrependimento) de coração; a súplica; o agradecimento; a entrega. Tira as dúvidas que ainda restam do que Deus lhe mostrou.
    Dizer a Deus.

    Quarto movimento: “…Abrir-se-vos-ão contemplando” .

    Já não há mais necessidade de palavras. E no último estágio, na Contemplação, cala-se, adora, entrega-se numa adoração muda e silenciosa.

    É o reconhecimento pacífico, manso, da vinda do Senhor à nossa incapacidade, à nossa pobre humanidade. Os místicos viram aqui o prêmio de todos os seus esforços: saborear o fulgor da graça, mesmo que esta venha apenas como gotas de orvalho.

    É esse submergir-se na tremenda simplicidade e doçura do grandioso amor de Deus ou, como disse S.João da Cruz: “estar amando o amado”. No sentido geral contemplação é olhar um objeto com admiração.

    O movimento contemplativo, prolongado no tempo, é o que permanece na Lectio. Buscávamos a Deus e Ele veio com o Dom da sua Palavra. Agora não há perguntas, apenas o gozo de receber. Há um pouco de luz nela nos recreamos. O Dom da contemplação é o Dom da visão, como a que tiveram os peregrinos de Emaús (Lc 24,31). É olhar e amar a Deus. É uma vista simples e afetuosa de Deus ou das coisas divinas.

    Fonte: Adaptado do livro: À Escuta do Mestre, pág. 7-16. 20-37. P. Fidel Oñoro.