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Aparição em Kibeho - África

A vidente de Kibeho, na África fala da vinda dos “eventos”.
Uma das videntes vivos no mundo que possuem a aprovação da Igreja – avisos a respeito do futuro da humanidade.

A vidente é Anathalie Mukamazimpaka, de Kibeho, uma pequena e pobre região da África Central, em Ruanda. Em 29 de novembro, ela disse a um grupo de visitantes dos EUA que durante suas aparições – com o bispo local em conjunto com o Vaticano, aprovadas em 2001 – a Virgem Maria avisou que o mundo está para cair num “abismo”, devido aos pecados de impureza e de materialismo – palavras que não significam pouco; a Virgem usou linguagem parecida, prevendo uma guerra de genocídio civil que posteriormente atingiu aquele país.
As implicações para outras nações e para o mundo como um todo ainda não se concretizaram, mas as indicações são de que graves eventos ainda ocorrerão, se de fato esta é uma profecia confiável.
“Eu vi as montanhas desmoronando sobre as pessoas” – disse Anathalie. “As pedras caindo sobre a terra, eu vi tempestades que devastaram e fogo vindo sobre as pessoas. Eu não sei o que isso significa. Foi dito que as pessoas estão provocando isso e que isso está vindo”.
Foi em Kibeho, em 19 de agosto de 1982, que videntes (3 dos quais aprovados pela Igreja) tiveram visões de pessoas morrendo, decapitadas, os corpos abandonados sem ninguém que os enterrassem – um “rio de sangue” jorrou em Ruanda, o que veio a acontecer em 1994, com o conflito tribal entre os Hutus e os Tutsis, quando ocorreu um genocídio.
De fato, o sangue correu, os mortos foram numerosos, houve um “rio de sangue”. Os corpos foram usados como barricadas, sem ninguém para enterrá-los. Durante este genocídio, 2 das videntes foram mortas; Anathalie sobreviveu e se escondeu sob um altar por 2 dias, durante os quais o Hutus buscavam por mais vítimas.
O tempo atual, Anathalie disse que é “um tempo de visitação”, em que Maria veio para nos avisar, para nos chamar “de volta ao caminho”. Há um sacerdote estudando estas aparições e isso é raro na Igreja. A outra vidente aprovada pela Igreja em Kibeho é Alphonsine Murmereka, que também teve avisos parecidos. A terceira vidente, Marie-Claire Mukangango, pereceu no genocídio, assassinada quando tentou defender seu marido.

Ninguém definiu ainda uma previsão acerca do fim do mundo ou da Segunda Vinda – alegaram as videntes de Kibeho. O padre Gabriel Maindron, um sacerdote que esteve junto dos acontecimentos, escreveu que “Alphonsine nos disse que Nossa Senhora veio a Kibeho para nos preparar para a vinda do seu Filho” – que estava “muito próxima” – mas aquelas palavras não foram confirmadas com a própria vidente, pois é também o caso de Marie-Claire, ao afirmar que “o tempo humano sobre a terra está próximo do fim”. Mas as predições dos aprovados pela Igreja não são menos graves: “Arrependei-vos, arrependei-vos, arrependei-vos”- Marie-Claire disse que a Virgem lhe disse.

Nossa Senhora: “Quando eu vos digo isso, eu não estou me dirigindo a você somente, filha, mas estou fazendo este apelo a todo o mundo. Hoje, o homem esvaziou todas as coisas de seu verdadeiro valor. Os que estão continuamente cometendo pecados estão fazendo sem aceitar que estão agindo errado”.
Estas mensagens foram acompanhados por fenômenos extraordinários, observados por centenas de pessoas, por testemunhas que viram o céu se tornar metade luminoso e depois metade escuro, durante as aparições.

Numa outra ocasião, conforme o autor Immaculée Ilibagiza, quando os moradores da vila pediram por um sinal, Jesus apareceu a uma vidente e disse que se Ele devia dar um sinal, seria parecido ao que se seguiu ao dramático fenômeno, aos que viram a lua e as estrelas de repente ficarem escuros, ao ponto em que tiveram dificuldade de chegarem em casa, do local da aparição.
Um total de 25 mil pessoas pereceu em Kibeho. Depois, o local das aparições serviu como um lugar de refúgio para cerca de 200 mil pessoas, que fugiram do holocausto e ficaram sem casas.
Poucas são as profecias na história das aparições de Maria que se cumpriram tão rápida e com tanta certeza – dando mais ênfase ao que Anathalie vê como os eventos que lhe foram mostrados e que ainda não se concretizaram. A vidente, que se encontrou com o grupo americano por mais de uma hora, disse que a Virgem também havia dito que a Igreja “poderia atravessar muitos sofrimentos” e que ela não estava certa se os sofrimentos envolviam os recentes abusos ou problemas futuros. “Rezem pela Igreja”, ela disse que foi dito nesta aparição onde a chave é a pureza e o valor do sofrimento como também a devoção às Sete Dores de Maria.

Assim como em Lourdes e em outras aparições, as 3 videntes depois se juntaram a muitos  outros, que afirmam ter visto Maria; atualmente estima-se algo em torno de 170. Em Lourdes, um total de 50 videntes diz ter tido experiências, todas rejeitadas e mesmo condenadas por bispos, exceto Bernadette e uma mulher chamada Maria Courrech. As videntes de Kibeho têm mensagens que são mais apocalípticas dos que as de outros videntes.

Durante as aparições, disse Anathalie, foi como se ela fosse tirada de si, estando num ambiente lindo de luzes e flores. Ela descreveu a Mãe Santíssima com “uma pele que não é branca ou negra”, usando um véu azul e chamando a si mesma de “Mãe do Mundo”.

Anathalie disse que num momento durante as aparições – que ocorreram quando ela tinha 17 anos e as últimas de 12 de janeiro de 1982 a 3 de dezembro de 1983 - a Virgem disse para rezar o rosário com grande devoção e quando ela disse que começou a rezar, “noite após noite” foi persistentemente atacada por um leopardo. Ela disse que parecia que ele ia pular sobre ela, jogá-la no chão, ferindo o seu braço e que ela ocultou isso dos seus pais. Mas isso não a assustou, não a impediu de rezar um rosário inteiro e de andar por uma hora em meio à vegetação. Ela diz para persistir, apesar dos obstáculos do mal. “O que é o demônio – um disfarce de um gato?”.
Foi uma mortificação, ela admite – como foi um sofrimento que Anathalie passou ficando cega por duas semanas; uma outra em que sofreu um outro tipo de provação misteriosa. Ela também passou 40 dias sem comer ou beber qualquer coisa, como um outro tipo de sofrimento. Ela agora passa seu tempo silenciosamente rezando no santuário e disse que ela não irá deixar de fazer isso, a não ser que lhe seja pedido. Milhares de pessoas se reúnem no aniversário das aparições a cada ano.

Mensagem da confidente para todos nós: “Rezem com o coração. Incluam um pouco de mortificação. Façam um esforço para a mente e para o corpo”.
Ela diz para não olharmos o sofrimento, e nunca nos rebelarmos contra ele. “O sofrimento traz de volta a pureza. Isso também abre nossos corações. Nossa Senhora deseja que sejamos felizes. Em nossas vidas, diz Anathalie,  nós iremos sofrer, mas isso ajuda-nos a alcançar o Céu.”

[Fontes: Nossa Senhora de Kibeho, A Visita do Céu, O último segredo e A Hora Final).

Autor:

Data: 10/03/2011
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