Ressurreição de Cristo - Fato histórico

 

RESSURREIÇÃO DE CRISTO

                  Fato Histórico !

          Jesus disse durante a Sua vida pública:

            - “Destrui este santuário e Eu, em três dias o levantarei”. (Jo.2,17).

             Mais tarde S. Paulo escreveu aos Coríntios, dizendo :

            - “...E se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé e permaneceis ainda nos vossos pecados”. (1 Cor. 15,17).

             Verdadeiramente, uma das mais transcendentes mensagens que os ouvidos humanos puderam ouvir, foi a que deram dois homens em trajes resplandecentes no sepulcro de Jesus a um pequeno grupo de mulheres:

            - “Porque buscais entre os mortos Aquele que vive ? Não está aqui; ressuscitou! ...”. (Lc.24,5-6).

             O facto da Ressurreição de Cristo é pleno de significado para todos os cristãos.

            Porque Ele vive, nós devemos também viver.

            A Ressurreição de Cristo, deve considerar-se o facto fundamental do ensino da Igreja.

            Disse um Teólogo:

            - \"Se a Ressurreição de Cristo não é um facto histórico, então o poder da morte continua a ser inquebrantável, e com ele, o efeito do pecado; e o significado da morte de Cristo continua a ser incerto...os crentes estarão ainda mergulhados nos seus pecados”. (Dicionário de Cristo e os Evangelhos Vol.II.514).

            Esta questão absolutamente vital de Jesus e da Sua Ressurreição, que é a raiz da fé dos cristãos para o fundamento da Cristandade, tem que se basear forçosamente num facto histórico.

            A especulação que se tem feito a respeito do facto histórico da Ressurreição de Jesus, está dividida em três teorias de reflexão:

            1)- A Teoria do desmaio.

            Esta é a ideia de que Jesus não teria morrido, mas que simulou a morte por um desmaio e depois disse aos seus discípulos que tinha vencido a morte, voltando a uma vida obscura, recomeçando a viver em qualquer outra parte.

            2)- Teoria do Roubo.

            Esta é a ideia de que os discípulos e outros simpatizantes, ou mesmo os inimigos de Cristo, teriam roubado o Corpo de Cristo para dizerem que ele tinha ressuscitado.

            Esta teoria é uma das mais antigas numa linha de negação e ataque.

            3)- Teoria da Alucinação.

            Esta é a ideia mais popular dos nossos tempos e para a nossa psicologia.

            A primeira teoria já não tem hoje qualquer aceitação séria por parecer por demais evidente que não faz sentido.

            Quanto à segunda teoria, do roubo, devemos ter em conta as precauções que foram tomadas e a sua gravidade.

            - “No dia seguinte ao da Preparação, os Príncipes dos sacerdotes e os fariseus foram ter com Pilatos e disseram-lhe : Senhor, lembramo-nos de que aquele impostor  disse, ainda  em vida : Ressuscitarei depois de três dias. Ordena, pois, que o sepulcro seja mantido em segurança até ao terceiro dia, não venham os discípulos roubá-lo e dizer ao povo : Ressuscitou dos mortos. E seria a última impostura pior do que a primeira”.(Mt. 27,62-64) .

             A guarda destacada para a segurança do túmulo poderia ser de entre 10 a 30 soldados.

            E o mais crucial era que se algum deles abandonasse o seu posto ou se deixasse dormir, a penalidade era a morte.

            Assim se compreende porque é que os guardas foram em primeiro lugar aos Sumos Sacerdotes.

            Eles procuravam uma protecção, perante a lei militar.

            E o professor Rope conclui:

            - \"Soldados com sangue frio capazes de jogar os dados ao pé de uma vítima morta, não eram aquelas pessoas que deixavam fechar os olhos por uns tímidos Galileus, ou arriscar a sua vida, deixando-se dormir\".

             Tomando aquelas medidas de segurança com guardas e um selo imperial sobre a pedra que fechava o sepulcro, os inimigos de Cristo estavam a querer enganar-se a si mesmos.

            As suas medidas de extrema segurança converteram- se nas mais devastadores provas contra a sua propaganda posterior.

        As suas precauções indescritíveis antecipadamente prepararam um incontestável desafio para as suas subsequentes explanações.

            Quanto à terceira teoria - da Alucinação colectiva - hoje em dia ainda vai tendo grande aceitação.

            Os discípulos de Cristo eram pessoas muito simples e de carácter pacífico.

            Jesus algumas vezes lhes falou na sua falta de imaginação e de sensibilidade e lentos em acreditar.

            As alucinações são usualmente o produto de uma expectativa em massa ou auto-emoção de um estado de espírito.

            Pedro, André, Tiago e João, eram pescadores da Galileia, homens de trabalho, com os pés bem assentes no chão para quem só contava o que se via.

            Poderiam 500 pessoas ter a mesma alucinação ao mesmo tempo?

            - “Depois apareceu a mais de quinhentos irmãos, de uma só vez, a maior parte dos quais ainda vive, enquanto alguns morreram”.(1 Cor. 15,6).

             João e Lucas dizem que as aparições de Jesus depois da Ressurreição, não eram fantasmas.

            Algumas vezes que Jesus apareceu, eles não O reconheceram de imediato:

            - “Enquanto conversavam e discutiam, acercou-Se deles o próprio Jesus e pôs-Se com eles a caminho; os seus olhos, porém, estavam impedidos de O reconhecerem” . (Lc. 24,15-16).

            - “Disse-lhe Ele : Mulher, porque choras ? A quem procuras? Pensando que era o hortelão, ela disse-Lhe : Senhor, se tu O levaste, diz-me onde O puseste e eu irei buscá-Lo...”.( Jo.20,15) .

            - “Ao surgir a manhã, Jesus apresentou-Se na praia, mas os discípulos não sabiam que era Ele”.(Jo.21,4) .

             Um dos discípulos, Tomé, exige uma prova convincente, para acreditar na Ressurreição de Jesus :

            - “Se eu não vir o sinal dos cravos nas Suas mãos, se não meter o dedo no lugar dos cravos, e não meter a mão no Seu lado, não acreditarei”. (Jo.20,25).

             Temos, portanto, provas mais que evidentes de que a Ressurreição de Jesus é um facto histórico.

            Diz-nos o Catecismo da Igreja Católica:

             639. - O mistério da Ressurreição de Cristo é um acontecimento real, com manifestações historicamente verificadas, como atesta o Novo Testamento. Já S. Paulo, à volta do ano 56, pôde escrever aos Coríntios : \"Transmiti-vos, em primeiro lugar, o mesmo que havia recebido : Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia : a seguir, apareceu a Pedro, depois aos Doze\" (l Cor. 15/3-4). O Apóstolo fala aqui da tradição viva da Ressurreição, de que tinha tomado conhecimento após a sua conversão, às portas de Damasco.

                        Cristo Ressuscitado está vivo

            Tornando-Se homem, o Filho de Deus permanecerá para sempre homem.

            A Expressão Jesus Cristo ontem, hoje e para sempre, tem sido literalmente verificada até agora e está profetizada até aos confins da eternidade.

            A Ressurreição corporal de Jesus Cristo é, portanto, o ponto da fé mais importante para o cristão, o ponto central da sua fé cristã.

            - “Se não há ressurreição dos mortos, também Cristo não ressuscitou. E se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação e vã a nossa fé”.(1 Cor.15,12-13) .

             Embora não houvesse testemunhas da Ressurreição de Jesus e os Evangelhos não sejam unânimes na maneira de a descrever, todavia todos dizem o essencial.

            O Túmulo estava vazio e a pedra que o tapava tinha sido rodada.

            Jesus apareceu vivo aos Seus discípulos.

            Sem a Ressurreição de Cristo, portanto, não se poderia realizar o plano da História da Salvação.

 

                                                John Nascimento

 



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