Relativismo, como age e soluções

Como o relativismo age

A filosofia relativista diz que é preciso resignar-se com o fato de que as realidades divinas e as que se referem ao sentido da vida humana, pessoal e social, são substancialmente inacessíveis, e que não existe uma via única para aproximar-se delas.

A verdade absoluta de Deus não poderia ter uma expressão adequada e suficiente na história e na linguagem humana, sempre limitada e relativa. As ações e as palavras de Cristo estariam submetidas a essa relatividade, pouco mais ou pouco menos que as ações e as palavras das outras grandes figuras religiosas da humanidade. A figura de Cristo não teria um valor absoluto e universal. Cada época e cultura teria suas metáforas e conceitos para expressar o caminho para um Deus. É a idolatria da cultura, algo que o homem produziu em suas próprias mãos.

O relativismo subtrai nas pessoas o desejo de saber a verdade ou de refletirem sobre a vida, dando as pessoas se conformarem com verdades fragmentadas espalhadas. Mesmo a tentativa de construir uma verdade universal seria vã, porque há verdades espalhadas e não poderia sobrepor as outras.

O relativismo nega a nossa busca pela verdade, fazendo-nos escravos de idéias passageiras, assim nos barra a busca de ir atrás da verdade simplesmente porque seríamos irremediavelmente ignorantes. Qualquer revelação de Deus então não teria crédito nem de ser registrada.

Resumindo, o grande conceito do relativismo é simplesmente dizer que não somos capazes de chegar a verdade.

 

Remédios para o relativismo

Primeiro, o relativismo não pode se impor como pensamento dominante porque se contradiz, até o que o relativismo afirma seria relativo.

Afirmar que não somos capazes, parece que o relativismo quer que acreditássemos em algo apenas se tivessemos provas? Isso seria o Cientificismo, corrente que diz que a ciência explicaria tudo até o que não é de sua área. Esclarecendo, os cientistas não apoiam isso.

Segundo cientista Francisco Borba da USP: "O problema da ciência é que ela não é um conhecimento destinado a gerar sabedoria. A ciência pergunta como as coisas funcionam ou como podem ser modificadas ou utilizadas, mas não pergunta por que ou para que as coisas existem.  As informações dadas pela ciência podem ajudar a responder as perguntas, mas não são a resposta."

Mas nós cristãos provamos nossa sabedoria não por meios científicos já que ciência não entra na área da sabedoria, mas por meio de inúmeras experiências ou vivências. A Verdade estudada, experimentada e ensinada pela Igreja por séculos, é a única que poderia competir e mostrar crédito ao relativista.

A tolerância religiosa e respeito pelo outro colocaram a idéia de equivalência entre as religiões, então apresentar a Verdade cristã plenamente seria fundamentalismo. O que não é verdade porque o fundamentalismo obriga as pessoas acreditarem pela força, enquanto no cristianismo fazemos pelo diálogo respeitando a liberdade do próximo. Se respeita a liberdade do próximo não apenas em silêncio (como apenas querem os pregadores do relativismo e tolerância), mas também dialogando tentando mostrar a outra pessoa a Verdade. E assim pelo diálogo ou até passando pela experiência cristã a pessoa poderá decidir de forma mais imparcial o que seguir.

A tolerância torna amável a convivência, mas não diminui em nada a Verdade.

E a tal lavagem cerebral? É o típico argumento desonesto de que a pessoa aprender algo na religião estaria então privada dos seus sentidos normais de decisão, o que não tem fundamento. Seria o mesmo que dizer que a escola faz lavagem cerebral apenas porque a pessoa aprendeu e viveu bem onde estudou. A pessoa que aprende sobre a Verdade na Igreja e passa pelas experiências de orações continua tão crítica quanto antes, e o que é melhor, passa a ter plena consciência das alternativas a seguir ("conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" São João 8,32). Toma um decisão com maior liberdade porque conhece as duas alternativas (antes e depois) de perto, conhecer passa pela razão e pela pela graça.

A sociedade então que sempre impôs o relativismo tolerante, nunca ofereceu ou explicou acerca da Verdade deixando todos conformados com o que vê.

 

Angelo Farias

Fontes bibliográficas:

http://www.opusdei.org.br/art.php?p=22485

http://www.gazetadopovo.com.br/blog/tubodeensaio/?id=937811&tit=francisco-borba-biologo-e-professor-da-puc-sp:-

http://www.zenit.org/article-1707?l=portuguese



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