Livro O Código Da Vinci - Embuste e Falsificação

Esta disponível integralmente o livro O Código Da Vinci - Embuste e Falsificação que desmascara as mentiras, de um romance que mesmo se dizendo ficção, quer impor mentiras como sendo verdades.

Versão para download do livro

Demonstração do primeiro capítulo e índice:

Capítulo 1

Uma apologia da Gnose

Imagine o leitor que um escritor dotado de boa imaginação e de algum talento literário escrevesse um romance de suspense no qual, em meio a tensões e peripécias, enigmas e mistérios, fizesse a apologia das crenças e da história de uma religião.

É provável que incontáveis leitores, que nunca abririam um livro de instrução religiosa ou um manual de apologética, se sentissem atraídos por tal romance. E que, deixando-se levar pela curiosidade despertada pela trama, acabassem, sem se dar conta, por assimilar em larga medida os pressupostos religiosos veiculados pela obra.

Mais de quatrocentas páginas de falsidades

Ora, esse livro existe, e tornou-se o grande sucesso editorial dos últimos tempos: O Código Da Vinci, de Dan Brown, agora lançado em versão cinematográfica.

Nas 432 páginas de um livro de bom formato, Dan Brown repete as velhas críticas anticlericais contra a Igreja e apresenta as falsidades da Gnose como sendo o verdadeiro Cristianismo, o qual teria sido deturpado pela Igreja. O romance procura glorificar os insustentáveis mitos gnósticos a respeito de Deus, da criação e da redenção, mitos esses já vitoriosamente refutados pelos Apóstolos, Padres e Doutores da Igreja.

No trailer da versão cinematográfica americana de O Código Da Vinci, uma voz cavernosa profere as seguintes palavras:

Trata-se de algo tão poderoso, que homens morreram para protegê-lo. Uma mensagem escondida por séculos, e que entretanto está bem diante dos olhos. E se a maior obra de arte do mundo [a Santa Ceia de Leonardo da Vinci] guardasse um segredo que pode modificar o curso da humanidade para sempre?

No próximo verão, não importa o que você tenha lido, não importa no que você crê, o percurso terá apenas começado.

Por trás do terrorismo publicitário, uma doutrina...

Na verdade, ninguém pode imaginar que se empreenda uma demolição pelo puro prazer de demolir, a não ser em casos patológicos. Quem demole algo é porque quer obter um efeito específico, que justifique a demolição: construir outra coisa em seu lugar ou desobstruir uma área, alargar um caminho, etc.

Até agora, não estava claro o que se queria pôr no lugar do Cristianismo. Vários indícios apontavam para um velho e desmantelado sistema de crenças pagãs, que continuava a ser cultivado por grupos marginais, associações secretas ou discretas : o Gnosticismo.

... Revelada por O Código Da Vinci

Aquilo que tinha anteriormente ficado apenas sugerido, e que era mais velado do que revelado nessas obras de demolição a que aludimos (novelas, filmes, mostras de arte), aparece agora inteiramente claro em O Código Da Vinci: o objetivo dessa imensa campanha pseudo-artística e publicitária é, de fato, restaurar pura e simplesmente o velho paganismo e a sua religião por excelência: a Gnose.

Quadro 1

Os "Evangelhos Gnósticos"

O próprio Dan Brown revela suas fontes gnósticas. Em seu livro ele cita expressamente os Evangelhos Gnósticos e a coleção de textos gnósticos conhecida como Nag Hammadi (lugar do Egito onde foram encontrados em 1945). Em abono de suas teses, cita trechos dos livros gnósticos O Evangelho de Filipe e Evangelho Segundo Maria Madalena. Segundo ele, esses textos representam " Os mais antigos registros cristãos", tratando-se dos "evangelhos não adulterados" pela Igreja.

Estas suas afirmações serão analisadas posteriormente. De momento, elas servem para mostrar a apologia subjacente a O Código Da Vinci.

 

Quadro 2

Falta de seriedade intelectual

Dan Brown afirma que

Todas as descrições de obras de arte, arquitetura, documentos e rituais secretos neste romance correspondem rigorosamente à realidade.

Para ilustrar sua falta de seriedade intelectual, basta considerar o seguinte trecho de O Código Da Vinci , onde essa "exatidão" é flagrantemente desmentida:

- É verdade que a Mona Lisa é o retrato do [Leonardo] da Vinci mesmo, só que travestido? [pergunta uma das personagens]

- É bem possível [responde outra]. ... Então temos o deus [da fertilidade] Amon ... e a deusa Ísis, cujo pictograma antigo era L'ISA. ... Amon L'ISA . ... Não só o rosto da Mona Lisa parece andrógino como o nome dela é um anagrama da união divina do masculino com o feminino . E esse ... é o segredinho de Da Vinci.

Ora, bastava que Brown tivesse consultado um dicionário de italiano para saber que Monna ou Mona é simplesmente um título de cortesia que se começou a dar às senhoras na Itália no fim da Idade Média. Mona Lisa nada tem a ver com Amon ou Ísis, mas simplesmente quer dizer Senhora Lisa.

Como também bastava consultar uma biografia séria de Leonardo da Vinci para saber que a Mona Lisa não é o retrato de Leonardo vestido de mulher, e sim o de uma dama italiana.

O primeiro biógrafo de Leonardo, o também artista Giorgio Vasari (1511-1574), seu contemporâneo, informa:

Leonardo começou a pintar, para Francesco del Giocondo, um retrato de Mona Lisa sua mulher, mas, tendo passado anos nisto, deixou-o incompleto. ... Mona Lisa sendo belíssima, ele costumava, enquanto a pintava, contratar homens para cantar e tocar música, e mesmo palhaços para distraí-la, para fazer com que ela perdesse aquele olhar de melancolia que se vê tão freqüentemente nas pinturas; e, com isso, nesse quadro de Leonardo há um sorriso cheio de paz, mais divino que humano.

 

ÍNDICE

Introdução - O Código Da Vinci: marco na campanha de descristianização do Ocidente
Imensa máquina de propaganda
Uma contínua campanha de blasfêmias
Terrorismo espiritual e psicológico

Parte I - A grande manipulação

Capítulo 1 - Uma apologia da Gnose
Mais de quatrocentas páginas de falsidades
Por trás do terrorismo publicitário, uma doutrina...
... Revelada por O Código Da Vinci
Quadro 1 - Os "Evangelhos Gnósticos"
Quadro 2 - Falta de seriedade intelectual

Capítulo 2 -A base pretensamente histórica de O Código Da Vinci
Ficção histórica e plausibilidade
A ficção gnóstica substitui a História
As novas "ciências": astrologia, alquimia, cabala
Não importa o fato, mas a crença no mito

Capítulo 3 - A absurda trama de O Código Da Vinci
Um papa liberal e um "monge" assassino
Uma sociedade secreta ocultista
A destruição dos cavaleiros templários
Leonardo da Vinci e Maria Madalena
Encenação ocultista
Adoração dos ossos da "deusa"

Capítulo 4 - "O outro lado da história de Cristo"
"Quase tudo o que nossos pais nos ensinaram a respeito de Cristo é falso"
A "deusa" casa-se com um homem
Uma Igreja feminista
Quadro 3 - A "história de falsidade e violência" da Igreja

Capítulo 5 - A divindade andrógina do erotismo gnóstico
O androginismo na Gnose
"Uma mensagem sutil de androginia"
Retornar ao "todo" inicial por meio do sexo

Capítulo 6 - "Ó, draconiano demônio!": Luciferismo em O Código Da Vinci-
Uma estranha jaculatória ao demônio
O dragão do Apocalipse
O "deus" aleijado
Lúcifer, o autor da vida-
O Código Da Vinci defende o demônio

Parte II - Desfazendo os mitos

Capítulo 7 - A adorável Pessoa de Jesus Cristo
A humildade de Deus e a soberba do homem
"Eis aqui a serva do Senhor"
"Bem-aventurados os puros de coração"
"Meu jugo é suave e meu peso é leve"

Capítulo 8 - Santa Eucaristia ou Santo Graal
O maravilhoso da fé e o fantástico da superstição
Livros suspeitos de literatos filo-gnósticos
Edifício de conjeturas fantasiosas

Capítulo 9 - A verdadeira Santa Maria Madalena
Deformação e difamação
Admirável exemplo de conversão e penitência
Vida envolta no mistério e sublimidade
Alma ardente no serviço de Deus
Uma grande santa, não uma deusa

Capítulo 10 - Divina Revelação e autoridade da Igreja
Revolta contra a autoridade
A literatura gnóstica "cristã"
Constantino e o Cânon da Bíblia
O Concílio de Nicéia e o imperador "pagão"
A Bíblia, tesouro do Céu

Capítulo 11 - Os cavaleiros templários
História blasfema e fantasiosa
O verdadeiro "segredo" dos templários: fervor religioso e proezas marciais
O preço do sangue
Decadência da Idade Média
Ofensiva contra o papado
Julgamento iníquo
Extintos para sempre

Capítulo 12 - Priorado de Sião: ficção de mitômanos e falsários
"Jovem iluminado, constantemente a imaginar complôs"
Dossiê forjado e "plantado" na Biblioteca Nacional

Parte III - O Código por trás do Código

Capítulo 13 - Gnose: a falsa sabedoria do demônio
A criação, ato livre do amor de Deus
Amor de retribuição
Revolta contra o Benfeitor
Gnose, a doutrina do demônio
Verdade só conhecida pelos iluminados
A fábula gnóstica

Capítulo 14 - Gnose: total perversão da moral
Completo amoralismo
Duas vertentes da Gnose: libertinagem e ascetismo
Violar a lei moral por ódio a Deus
Moral de perdição

Capítulo 15 - Gnose: tentativa de infiltrar-se na Igreja
Tempos apostólicos
Infiltração gnóstica em Corinto
Condenações nas Epístolas, nos Evangelhos e no Apocalipse
Evangelho de São João: refutação do Gnosticismo
O testemunho da verdade e do sangue

Capítulo 16 - O Código por trás do Código
Ficção: arma predileta dos inimigos da Igreja
A duplicidade de O Código Da Vinci
Descodificando o Código: por trás da trama policial, apologia da Gnose

Conclusão - Desagravo e luta



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