É o cristão, ou mesmo o católico, alienado?

Muitas pessoas orgulhosamente se passando por conhecedoras e que freqüentam algum lugar da "elite intelectual" (universidades) se acha no direito de acusar um cristão de alienado, conservador e outras coisas, o que seria primeiro tal termo "alienação" no sentido geralmente usado ? Segundo o uso informal dessa expressão, que parece o sentido mais usado hoje é: "indiferença aos problemas políticos e sociais" (dicionário Houaiss). Parece uma acusação aos cristãos de que segundo eles estariam "preso" a religião deixando a razão e os problemas gerais de lado.

O homem desde a antiguidade sempre esteve em busca da verdade, uma verdade que lhe sirva de resposta para todos os seus problemas e indagações. E na religião também busca-se a origem e fim do homem, mas vai além do que considerar ele um simples robô, por meio também da razão vai até o que é de valor transcendental, por isso não se conforma apenas com os problemas materiais (sociais e políticos), mas vai além, busca a verdadeira causa e solução para os problemas do homem, inclusive os sociais e políticos. Ao aderir a uma religião, não é necessário usar meios através da política e conhecimento humano para solucioná-los, já que a política envolve o homem, e a solução completa do homem está na religião, ou melhor, está em Deus, a Igreja Católica tem os meios inteiros há muito tempo e que foram dados por Jesus Cristo e conservado pela Igreja.

A missão dada por Jesus à sua Igreja é para levar os homens a Deus, principalmente os políticos, para que ajam de acordo com os valores cristãos que sempre andaram como fundamentos de uma sociedade justa. Tomemos como exemplo um dia que as sociedades eram mais pacíficas, na idade média, o Papa Leão XIII disse sobre a idade média, em uma encíclica: "Tempo houve em que a filosofia do Evangelho governava os Estados. (...) A religião instituída por Jesus Cristo, solidamente estabelecida no grau de dignidade que lhe é devido, em toda parte era florescente, graças ao favor dos príncipes e à proteção legítima dos magistrados. Então o sacerdócio e o império estavam ligados em si por uma feliz concórdia e pela permuta amistosa de bons ofícios. Organizada assim, a sociedade civil deu frutos superiores a toda expectativa, frutos cuja memória subsiste e subsistirá, consignada como está em inúmeros documentos que artifício algum dos adversários poderá corromper ou obscurecer."

Para solucionar seus problemas, o homem sem fé quer buscar sempre no conhecimento humano e puramente na política os meios necessários para solucioná-los, mas na religião não precisa de política e conhecimento humano mundanos, porque a Igreja Católica já possui a verdade centralizada (não dispersa) e conservada e organizada desde seu surgimento, e que é historicamente e arqueologicamente aceitáveis.

Sua doutrina de fé e moral nunca errou ou contradisse e sabe muito bem o quanto os meios do mundo erram, e ela resiste a todos eles, como exemplo, o socialismo que foi condenado cansativamente pela Igreja, cujo sonho desse sistema é uma sociedade totalmente igualitária com o reino neste mundo. E condenando também os excessos do capitalismo com seus excessos de acumulação de bens.

Desde os tempos dos apóstolos já se havia sonho e busca por uma sociedade ideal, no qual Deus agia invisivelmente. Para fazer inveja ao capitalista e ao socialista e qualquer "ista", na época da Igreja primitiva se colocavam os bens em comum para todos, ninguém nunca era obrigado a doar seus bens, simplesmente o faziam por livre-vontade, e os apóstolos administravam eles, "e traziam o preço do que tinham vendido e depositavam-no aos pés dos apóstolos. Repartia-se então a cada um deles conforme a sua necessidade." (At 4,35).

Deus os despertava a partir de dentro a caridade, por meio da graça, já que o homem não é fonte de da própria caridade infinita que é Deus, apenas possui a capacidade de amar. A graça é sobrenatural, mas os que se desviam da Igreja rejeitam acreditar na graça, continua então o homem com suas "verdades" numa busca que nunca encontra, porque cada um acha ter sua verdade. Tais verdades que tentam rejeitar coisas invisíveis, mas que estas podem se chegar pela razão ou pela experiência em uma Igreja , ou vendo pela experiência de uma Igreja (Católica) bimilenar e visível.

Os amantes do conhecimento passageiro preferem coisas cada vez mais visíveis (mais novas), para que possam sempre estar vendo e se deliciando em descobrir coisas novas sem ao menos tentar procurar aplicar a Verdade de sempre (Cristo e sua Igreja), No qual esta não exige muito conhecimento da pessoa, mas esforço e humildade perante um Deus, no qual se opõe ao orgulho humano, porque este tem a sensação de estar descobrindo tudo como um Deus, e tirar o mérito de um orgulhoso é inaceitável para este.

E se o homem progride nas ciências é porque Deus deu o dom da inteligência e razão. As correntes filosóficas e modas mundanas não estabelecem um raciocínio coerente ao longo da história sempre mudando o que se pensa e questionando o que se pensou antes, tais correntes de pensadores mundanos, prendem o ser humano a pensamentos passageiros, "verdades" que quando sai de uma vai para outra que contradiz a anterior ou tenta modificar a anterior e assim chegando apenas a mais problemas, para novos desafios.

Que libertação deu o homem a ele mesmo hoje, já que crescem cada vez mais o numero de pessoas que buscam consultórios de psicólogos e prozacs são mais populares. A visão humana que deixa Deus de lado e centra no homem reduz a existência humana a valores apenas materiais e imediatos, tira do homem sua vocação grandiosa que distingue de outros animais em que consiste por meio da razão buscar o sentido de inicio e fim de sua vida.

Angelo



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