Existe a união entre os católicos?

A união dos católicos sob a Igreja Católica realmente existe? O catecismo resume a doutrina católica: “Esta é a única Igreja de Cristo, que no Credo confessamos ser una, santa, católica e apostólica. Estes quatro atributos, inseparavelmente ligados entre si indicam traços essenciais da Igreja e da sua missão. A Igreja não os confere a si mesma; é Cristo que, pelo Espírito Santo, concede à sua Igreja que seja una, santa, católica e apostólica, e é ainda Ele que a chama a realizar cada uma destas qualidades.” (CIC 811)

E isso é comprovado pela parábola da videira, no qual somos os ramos e temos que dar frutos. Cristo revela essa “teoria”, e funda sobre a Igreja e seu corpo místico; passa não apenas a ser uma teoria, mas uma existência real espiritualmente. Mas essa existência real se perfaz entre os católicos também na forma humana, cultural? Se considerarmos a comunhão dos santos, ou seja, na união espiritual, tudo bem, porque tudo que fazemos em bem ou mal tem reflexo no corpo místico e nos outros irmãos batizados mesmo os que não conhecemos, mas ainda não se manifesta na forma humana ou social.

Se não há uma comunhão social, física dos cristãos, o que é espiritual vai ser esquecido ou trocado por qualquer idolatria. Essa presença real ou física entre as pessoas deveria ser uma fácil consequência dessa união espiritual, e não apenas um ir à Igreja aos domingos. Pode uma grande organização sobreviver com tantas pessoas divididas que apenas se cumprimentam uma vez no domingo e imaginam estar em comunhão 100% do tempo?

“Todo reino dividido contra si mesmo será destruído. Toda cidade, toda casa dividida contra si mesma não pode subsistir” (Mt 12,25b). Se os católicos estão unidos apenas na frequência a missa semanal ou diária, não adiantaria porque o resto de suas vidas nada tem a ver com ser católico porque simplesmente só se revelam diante alguma discussão; mas a força da Igreja se manifesta no evangelizar e catequisar (a duas tarefas mais importantes) e estão obscurecidas por simples obrigações como a curta catequese da crisma. Ao apelo de vários Papas pela evangelização é respondido com má compreensão. Não há missionariedade na Igreja como antigamente, estamos todos dependendo das novas comunidades, institutos e outras comunidades. As paróquias são missionárias apenas localmente, devem então dar suporte a essas comunidades.

Na idade média uma instituição que era missionaria eram os monges, depois de expansões de monastérios estava mais fácil instalar uma paróquia. As paroquias “urbanas” que haviam antes foram criadas pela força do estado romano, ou brasileiro nos tempos do império no Brasil, que era apoiador do catolicismo, e hoje o estado não apoia, atrapalha muitas vezes.

Que Cristo traz paz ao mundo é de conceito teórico na mente da maioria das pessoas, mas essa realização do mundo conceitual para o prático passa pela encarnação dessa ideia na vida do cristãos; e só é possível tal encarnação quando ela entra nas várias áreas de nossa vida. É então urgente o apoio às iniciativas que congreguem os católicos fraternalmente seja nas grandes cidades ou pequenas cidades, porque em todo lugar tem alguém precisando.

 

Angelo

Sinaisdostempos.org



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