Porque acontecem catástrofes ou tragédias naturais?

Muitos se perguntam por que acontecem catástrofes naturais, será isso uma forma divina de punição aos homens? Os homens não poderiam ser punidos de outras formas? Como sofrerem doenças?

As catástrofes parecem ser ótimos meios de usar como punição, porque despertam a união e solidariedade entre as pessoas envolvidas ou não com a catástrofe.

As pessoas envolvidas param de concentrar-se nos atos de pecado que andam praticando e chegam solidarizar-se em ajudas entre si.

As pessoas não-envolvidas despertam em sentimento de compaixão pelos envolvidos e solidarizam-se com orações e meios materiais. E observam que há um Deus, há alguém com poder acima dos homens e que está acima do destino dos homens e está presente para punir quando for necessário. Pensa cada um o que andou fazendo em relação ao próximo.

O homem que se acha tão seguro de si e melhor que os outros passa a ver o quanto é dependente de Deus e do próximo.

Cai também o orgulho, como no terremoto na cachemira, no qual os habitantes deste lugar só estavam julgando os EUA como culpados e únicos pecadores por causa do furacão Katrina. Ficam então todos humildes olhando para si que todos estão em pecado.

Não que Deus castiga, mas que Deus permite que o homem arque com suas próprias conseqüências.

Não adianta a pessoa questionar a existência de Deus por ter acontecido um desastre, porque assim a pessoa teria que dar crédito a Deus por ter dado a vida dela (o que já supera qualquer morte) e tudo mais de bom que já aconteceu com ela.

Quanto a morte de inocentes Jesus diz:

“Neste mesmo tempo contavam alguns o que tinha acontecido a certos galileus, cujo sangue Pilatos misturara com os seus sacrifícios.
Jesus toma a palavra e lhes pergunta: Pensais vós que estes galileus foram maiores pecadores do que todos os outros galileus, por terem sido tratados desse modo?
Não, digo-vos. Mas se não vos arrependerdes, perecereis todos do mesmo modo.
Ou cuidais que aqueles dezoito homens, sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou, foram mais culpados do que todos os demais habitantes de Jerusalém?
Não, digo-vos. Mas se não vos arrependerdes, perecereis todos do mesmo modo.”
(Lucas 13,1-5)

É como em uma guerra, muitos inocentes morrem, e hoje com a invenção da bomba atômica corre-se o risco de que apenas inocentes morram, já que o alvo das bombas são as cidades e não os soldados em campo de batalha.

Quando fizeram a pergunta a Madre Tereza, do porquê crianças morrem em tais situações, ela respondeu dizendo que as vidas de pessoas boas e de crianças inocentes são tiradas porque elas estavam prontas para entrar no Reino de Deus.

Angelo Farias

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Complemento com um depoimento de um argentino anonimo que viu de perto uma catástrofe, uma enchente na Argentina.

COMEÇAR DE NOVO

"Eu tinha medo da escuridão
Até que as noites se fizeram longas e sem luz
Eu não resistia ao frio facilmente
Até passar a noite molhado numa laje
Eu tinha medo dos mortos
Até ter que dormir num cemitério
Eu tinha rejeição por quem era de Buenos Aires
Até que me deram abrigo e alimento
Eu tinha aversão a Judeus
Até darem remédios aos meus filhos
Eu adorava exibir a minha nova jaqueta
Até dar ela a um garoto com hipotermia
Eu escolhia cuidadosamente a minha comida
Até que tive fome
Eu desconfiava da pele escura
Até que um braço forte me tirou da água
Eu achava que tinha visto muita coisa
Até ver meu povo perambulando sem rumo pelas ruas
Eu não gostava do cachorro do meu vizinho
Até naquela noite eu o ouvir ganir até se afogar
Eu não lembrava os idosos
Até participar dos resgates
Eu não sabia cozinhar
Até ter na minha frente uma panela com arroz e crianças com fome
Eu achava que a minha casa era mais importante que as outras
Até ver todas cobertas pelas águas
Eu tinha orgulho do meu nome e sobrenome
Até a gente se tornar todos seres anônimos
Eu não ouvia rádio
Até ser ela que manteve a minha energia
Eu criticava a bagunça dos estudantes
Até que eles, às centenas, me estenderam suas mãos solidárias
Eu tinha segurança absoluta de como seriam meus próximos anos
Agora nem tanto
Eu vivia numa comunidade com uma classe política
Mas agora espero que a correnteza tenha levado embora
Eu não lembrava o nome de todos os estados
Agora guardo cada um no coração
Eu não tinha boa memória
Talvez por isso eu não lembre de todo mundo
Mas terei mesmo assim o que me resta de vida para agradecer a todos
Eu não te conhecia
Agora você é meu irmão
Tínhamos um rio
Agora somos parte dele
É de manhã, já saiu o sol e não faz tanto frio
Graças a Deus
Vamos começar de novo."

Anônimo

Fonte: http://mumoco.blogspot.com/2008/11/depoimento-emocionante-de-uma-vtima-das.html

Esse depoimento foi tirado do blog acima de um funcionário da Perdigão, muitos pensam que foi ele quem escreveu, mas foi um argentino.


Data: 04/03/2011

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