Isto é o meu corpo - A Sagrada Escritura mostra a um protestante o que está realmente escrito. Trechos de uma longa discussão por email.

Numa discussão com um evangélico, coloquemos um trecho de um argumento de um protestante sobre o significado de: "Isto É o meu corpo" no qual ele considera simbólico e a resposta católica refuta de vez o argumento.

Argumentos do Evangélico (David):

Sobre a montanha de argumentos que você colocou, posso resumi-los da seguinte forma:

1) Aplicação semântica do verbo SER: Sem cabimento basear doutrina num verbo que é concomitantemente usado para outros meios que não a identidade plena.

(...)

Você Marcos Libório pode de todas as formas possíveis e imagináveis querer confirmar sua única sustentação da transubstanciação (o verbo SER na frase de Jesus). Mas ela sempre será DÚBIA, pois a mesma expressão foi usada para outros fins, conforme falamos.

Não adianta ... Evangelistas e São Paulo escreveram em grego, usando a forma verbal ESTI (=É) e não SEMANEI (=significa)" - para que isso se torne argumento,  Até que me provem o contrário, a forma ESTI foi usada também para simbolismo, independente de existir SEMANEI.

As palavras de Jesus "Fazei isso em memória de mim", mostram que a ceia do Senhor não foi algum tipo de operação mágica, mas principalmente um memorial. Em outras ocasiões Ele disse: "Eu sou a Porta"(João 10:7), no entanto não queria dizer uma porta literal de madeira com dobradiças... Outra vez falou: "Eu sou a videira" (João 15:5), no entanto não queria dizer que era um pé de uva literalmente falando...

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Resposta do Católico (Marcos Libório):

Disse David, em tom gramatical, na rocambolesca tentativa de explicação:

>>"1) Aplicação semântica do verbo SER (sic): Sem cabimento basear doutrina num verbo que é concomitantemente (sic) usado para outros meios que não a identidade plena" (sic) .

Que confusão! Mas tem mais:

>>"Vc Marcos Libório pode de todas as formas possíveis e imagináveis querer confirmar sua única sustentação da transubstanciação (o verbo SER na frase de Jesus). Mas ela sempre será DÚBIA, pois a mesma expressão foi usada para outros fins, conforme falamos."

Única sustentação? Apesar de bastante importante, demos várias outras provas da presença real de Cristo...

E perdido no meio das idéias confusamente espalhadas pela mensagem, mais esta infeliz frase:

>>"Não adianta ... Evangelistas e São Paulo escreveram em grego, usando a forma verbal ESTI (=É) e não SEMANEI (=significa)" - para que isso se torne argumento, Até que me provem o contrário, a forma ESTI foi usada também para simbolismo, independente de existir SEMANEI."

Ora, se existe um verbo que liga o sujeito ao predicado - verbo de ligação - este é o verbo ser .

Em filosofia, aliás, O SER é propriamente aquele que tem A EXISTÊNCIA . Com o passar do tempo o verbo existir foi sendo aplicado nesta acepção, mas o SER, no entanto, manteve o sentido principal.

Deus, quando se revela a Moisés, diz: "Eu sou aquele que É " (Êxodo, III, 14); ou seja, Deus É O SER por excelência, e não um símbolo, um significado.

Deus não virá a ser e nem foi: simplesmente, Deus É .

Verbo SER , David...

Também, Cristo, identificando-se com Deus Pai, quando Judas traz os guardas que vão prendê-lo, diz em resposta a seus inimigos: "Eu SOU " - "Ego sum" (São João, XVIII, 5-6). E o Evangelista nos diz que os guardas caíram por terra (porque perceberam que Cristo se revelava Deus, apenas usando o verbo SER ...).

E ainda, no início do Evangelho de São João, o Verbo de Deus - Cristo - identifica-se com Deus Pai através da palavra... SER : "No princípio ERA o verbo, e Verbo estava com Deus, e o Verbo ERA DEUS" . (S. João, I, 1)

Negar o sentido principal, imediato, mais simples do verbo SER , como fez David, conduz à negação das verdades mais fundamentais das Escrituras: que Cristo É Deus, que Deus É o ser por excelência, etc.

Aplicando ao David uma de suas próprias frases de efeito, é "anular o cristianismo" . E é anular qualquer possibilidade de emitir um juízo. Por exemplo, não poderíamos dizer: Esse livro é a Bíblia!

E foi exatamente isso o que fizeram as seitas mais "avançadas" que a Davidiana (David é o protestante que está no debate), negando a divindade de Cristo, negando a existência de Deus.

Portanto, se Cristo queria dizer que o pão (isto) era REALMENTE (e não simbolicamente) seu corpo, e que o vinho era REALMENTE seu sangue, deveria usar (como de fato usou) o verbo SER .

Mas os protestantes alegam que, em algumas situações, o verbo "ser" tem outro sentido, o de significar , simbolizar .

É o que o evangélico David quis dizer quando aludiu aos sentidos de "ser" (esti, em grego) que ele "provou" terem usado os evangelistas em sentido figurado, ao invés de usar o verbo "significa" (semanei, em grego).

Vejamos os exemplos dados pelo David, de sua primeira mensagem:

>>"Eu sou a Porta"(João 10:7), no entanto não queria dizer uma porta literal de madeira com dobradiças... Outra vez falou: "Eu sou a videira" (João 15:5), no entanto não queria dizer que era um pé de uva literalmente falando..".

Ora, que o verbo ser possa ser usado figuradamente em alguns casos, todos concordam, mas aqui o sentido figurado é da porta , e da videira , e NÃO do verbo SER !

Cristo é de fato a porta , mas porta em sentido figurado, assim como é caminho , e caminho por analogia, pois se o seguirmos, chegaremos ao Pai!

Dizer que o verbo ser foi aqui usado em sentido analógico, e que as frases ficariam portanto: "Cristo significa a porta" e "Cristo significa a videira" o que não faz sentido.

Dizer que é o verbo ser, e não os substantivos, que está em sentido figurado, aniquila a comparação , torna as frases sem sentido! O David não sabe distinguir entre uma metáfora e uma simples identificação , porque em ambas se usa o verbo ser .

Portanto a confusão Davidiana não é apenas teológica, mas também literária e gramatical... E olhem que este é o mesmo David que exigiu "lógica e hermenêutica" na resposta...

E para encerrar este assunto, alguns protestantes do começo do século XX, como último recurso, diziam que Cristo usou o verbo ser porque em aramaico (língua que Nosso Senhor falava) não há como dizer representa, significa . Aliás, apelar para um sentido oculto ou impossível numa língua de difícil acesso à maioria das pessoas é um expediente bastante comum entre os filhos da reforma. Engana principalmente os mais humildes, que devem ser a maioria na seita pentecostal Davidiana...

Porém, contra este último subterfúgio, o cardeal Wiseman, um ex-protestante convertido, provou que haveria quase 40 formas de dizer "significa" ou "simboliza" em aramaico, se essa fosse a intenção do divino Mestre!

Os protestantes, então, desistiram de mais essa mentira...

HOC EST ENIM CORPUS MEUM,

HIC EST ENIM CALIX SANGUINIS MEI .

Fonte: Associação Cultural Montfort


Data: 02/03/2011

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